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É PRECISO UNIR, CLARO. MAS #ÉPELOFLU – Opinião Ademar Arrais

É PRECISO UNIR, CLARO. MAS #ÉPELOFLU

Essa semana vou tratar de outro tema de suma importância para o Fluminense, que é a necessária união de todos os segmentos e principais lideranças do Clube.

Como cediço, há décadas o Clube vem passando por um processo crescente de auto-destruição institucional, que alimenta diariamente um ambiente hostil, muitas vezes sujo, intolerante, inócuo e onde as pessoas se agridem, se ofendem, detroem biografias e fazem de absolutamente tudo para afastar de vez por via reflexa e as vezes diretamente pessoas sérias e valorosas, que muito poderiam contribuir para o Clube. Se é amigo ou do meu grupo pode tudo e vale tudo. Se não é, nem paro pra escutar.

Com muito orgulho, desde que participo da política do Fluminense permaneci quase a totalidade do tempo na oposição às diversas gestões catastróficas que tivemos. Algumas delas, apoiei e fiz parte de composições eleitorais e logo um tempo depois da eleição fui para oposição. O foco é e deve ser sempre o Fluminense e seus interesses.

Composições eleitorais, no cenário do arcaico estatuto que temos, são necessárias, mas não podem justificar jamais a colocação dos interesses do clube num segundo plano, nem antes, nem muito menos depois das eleições. Se o candidato e sua chapa prometem mundos e fundos, mentem descaradamente para torcida e para os associados e depois resolvem fazer o que querem e bem entendem, ignorando o Clube para atender a outros fins, quem realmente ama o Fluminense tem mais do que obrigação de se afastar e lutar pelo que tinha sido prometido e contra o que estiver sendo feito de prejudicial, até mesmo porque ajudou a eleger quem lá está.

Contudo, pensar diferente, divergir, ser oposição, não significa que tenhamos que acabar pessoalmente com quem está na direção do Clube e vice versa. Mesmo sendo sempre muito enfático e incisivo na defesa dos interesses do Fluminense, apenas uma ou outra pessoa do Fluminense parei de falar e cumprimentar e mesmo assim porque elas pararam de falar comigo.  E olha que não faltaram traições, atitudes e tratamentos completamente desrespeitosos e sem nenhuma reciprocidade da minha parte.

A maturidade e a própria vida nos ensinam que a construção e reconstrução de pontes são muito mais importantes para cada um de nós evoluirmos e sobretudo para todos nós juntos crescermos. Nem sempre é possível, mas é importante tentarmos sempre.

No Fluminense tem sido muito comum também satanização de quem não é amigo ou não faz parte do mesmo grupo. Qualquer reunião ou organização de tricolores pela melhoria do Fluminense, desde que seja pelo Fluminense mesmo, é válida. Nesse sentido, não vejo problema algum na existência de grupos políticos. Alguns que estão atuando e outros que passaram pela história do Clube cometeram erros gravíssimos e que produzem efeitos imensuráveis até hoje, mas também realizaram transformações importantíssimas. É hipocrisia e mentira, por exemplo, atacar genericamente a Flusócio, como se tudo o que ela tivesse feito tenha sido prejudicial. Não é verdade isso. O movimento em si deixou alguns legados positivos também e as pessoas que dele participaram, via de regra, não podem ser responsabilizadas pelos desvios provocados pela suas lideranças.

O retrovisor serve para você não bater o carro nem errar com os mesmos caminhos do passado, mas se ficares apenas preocupado e olhando para o retrovisor certamente baterá o carro da mesma forma ou errará o caminho.

Conforme defendi no artigo da semana passada, não basta trocarmos o Presidente, as pessoas ou os grupos da Direção do Clube, independente de quem sejam os que vão sair e os que vão entrar. É preciso mexer nos alicerces, reestruturar, mudando efetivamente todo o modelo ultrapassado que temos hoje. Não há outra saída para o Fluminense que não seja o Clube-empresa ou o Clube gerido como uma empresa. Qualquer outro caminho é paliativo e enganador.

O discurso da união pela mera união, pela mera junção entre tricolores, ou pela união em torno de outros interesses é uma mera bobagem. Precisamos sim de união, mas tendo como foco prioritário sempre os interesses do Fluminense.

Nenhuma instituição pode ter sucesso e ainda mais se reestruturar, se reerguer, como é o nosso caso, tendo a quantidade que temos de guerrilheiros e guerrilhas internas. Observem que até mesmo nas arquibancadas temos hoje inúmeras divisões de fomento a esse processo destrutivo do Clube. O atual Presidente do Clube não só menospreza esse fato, como procura se isolar para imperar,  incentivando esse ciclo destrutivo ainda com requintes de arrogância e prepotência.

O fundamental é sempre entendermos que o que nos une é o Fluminense Football Club e são os interesses dele que devem estar sempre em primeiro lugar. Ninguém precisa amar ninguém, mas todos devem se respeitar e amar o Fluminense. Eu não conheço problema algum do Clube que tenha sido criado ou aumentado em razão do diálogo e do respeito mutuo. Ao revés, boa parte dos problemas que temos são exatamente pela falta de respeito e pela falta de diálogo. Mudemos isso juntos e o Fluminense só terá a ganhar.

Saudações Tricolores.

Imagem de destaque Criador: MaleWitch 

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