De acordo com site, Fluminense cobraria porcentagens para fechar negócios na final da Taça Rio e do Estadual

Na tarde desta sexta-feira (09) o site “Blog do Paulinho” publicou uma séria acusação contra o Fluminense, na qual, o clube teria cobrado uma porcentagem de 15% a 20% para fechar um acordo referente à final da Taça Rio deste ano, contra o Flamengo.

O Canal Flunews entrou em contato com o empresário que teria recebido autorização da Live Sorte para intermediar o acordo, que confirmou para nossa reportagem todas as acusações contadas no Blog do Paulinho.

De acordo com empresário no qual prefere manter o nome em sigilo, o primeiro contato com o clube teria sido poucos dias antes da final da Taça Rio, quando o mesmo teria oferecido ao clube um valor de R$450 mil, mais possíveis variáveis dependo do número de vendas do produto, que seria cartelas nas quais seriam sorteado algumas premiações e até mesmo um carro.

Ainda de acordo com esse empresário, ele chegou até o Fluminense através de Kevis Georgakopoulos Pinto, responsável pelo departamento comercial do Fluminense em contato feito inicialmente pelo LinkedIn, quando enviou uma proposta de publicidade, sendo aprovada pelo comercial do clube, contudo, a proposta ficou na dependência do Jurídico do clube, onde teria ficado travada.

O empresário entrou em contato novamente na véspera do jogo e até na própria quarta pela manhã, porém, não obteve autorização para seguir com o acordo. Segundo ele, ainda na terça à noite teria surgido a FENG Brasil junto com a Golden Goal, que teriam feito o contato direto com o dono da Live Sorte informando que qualquer negócio no Fluminense só sairia através deles e, mudaram completamente os valores pedidos, duplicando os valores iniciais e ainda pedindo um extra de 15% a 20% do lucro para pagar por fora, do Presidente ao Faxineiro.

“Então assim, eles tem influência, esses caras da FENG. Eu acho que eles cuidam das organizadas de todos os clubes e do Maracanã (…) Ele falou que pra fechar tem que ser R$ 750 mil para o Fluminense, amanhã, na conta do clube, além dos 10% do que vender, para paga na quinta-feira”.

“Ai eu falei: véio, 10% não dá, tem que ser 5%.”

Ele: “isso aí eu só estou te falando, parte do Fluminense, da FENG e da Golden Goal, nossas empresas, só que aí você tem que vir com a parte dos meninos.”

Eu falei: “que meninos”?”

Ele: “Os meninos que estão ‘trabalhando”. Nada vai vir de graça. Desde o Presidente até o faxineiro tem que vir alguma coisa, e esse vir alguma coisa é uns 15%, 20% do que sobrar pra você. A gente entra com você nisso”

Mesmo com a entrada das empresas no negócio no entanto, ainda segundo o empresário, o negócio não avançou, porém, como o Fluminense conquistou o título da Taça Rio garantindo classificação à final do Estadual, retomou a negociação com o clube a fim de “vender” seu produto na final de mando do Fluminense: o primeiro jogo da final, voltando a fazer contato com Kevis Georgakopoulos Pinto.

“Coloco no dia seguinte cedo uma proposta com Kevis, falando que não gostaria de intermediário. Proposta de R$700 mil reais, mais variáveis que poderia chegar a R$900 mil, sendo os R$700 mil de forma antecipada. Proposta aceita comercialmente e trava no jurídico novamente.”

“Consigo chegar ao VP Jurídico ( Dr. Heraldo) que me direciona pro Marcelo Chen, advogado do clube. Explico então toda a situação pra eles (que não estavam sabendo de nada). Mando todas as certificações e documentação necessária e fico aguardando um “ok” com a conta do clube para transferir o valor. Até às 16h nenhuma resposta, eu cobro ele e faço uma ligação pro mesmo. Nessa ligação ele fala que não foi autorizado, porque faltou documentação (sendo que nã estava faltando). No mesmo dia a noite eu mando uma mensagem para Dra. Roberta lamentando o ocorrido (soube que era ela que estava travando) e mais uma vez tento explicar passo a passo que seria bom para ambas as partes. Ela fala então que iria avaliar.”

“Acordo no sábado de manhã, véspera do jogo, com uma mensagem do Dr. Heraldo, informando que não pode ser fechado o acordo por falta da certidão “x”. Eu mando pra ele tudo que ele informou que não tinha, que eu já tinha enviado para o Dr. Marcelo Chen. O clube porém não faz nenhum contato comigo e nem dá satisfação. Porém, fico sabendo na manhã seguinte que o clube procurou diretamente o dono da empresa, solicitando um valor muito maior e acabou fechando por R$1 milhão, sendo pago no domingo (me informaram que foi enviado através de um carro forte) mais algumas coisas por fora que não sei valores e destinações.”

Ainda de acordo com o empresário, Renato, dono da Live Sorte, ainda teria o ameaçado de morte para que o caso não se tornasse público.

Diante das acusações, diversos questionamentos ficam no ar, como por exemplo, por que receber o dinheiro em mãos e não por transferência bancária ?

Se recebeu, por que não aparece o referido valor no portal da transparência ?

E por que “usar” intermediários, como a FENG BRASIL e Golden, se foi feito um contato com um possível representante da empresa ?

Nossa produção enviou o questionamento ao Fluminense, mas até a publicação da matéria não havíamos recebido um retorno do clube.

Foto em destaque: Divulgação/FFC

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