“O Estado vai te pegar… O Estado vai te pegar – Prólogo” – Opinião André Ferreira de Barros

“O Estado vai te pegar… O Estado vai te pegar – Prólogo”


Inauguro, hoje, neste canal, uma espécie de minissérie intitulada “O Estado vai te pegar… O Estado vai te pegar”, inspirada no fundado desejo de ver aqueles que pilharam o Fluminense F.C respondendo por seus malfeitos. É isso mesmo, amigos: hão de sentir o peso da mão forte do Estado aqueles que – transgredindo as mais basilares e comezinhas normas de ética e retidão de caráter – ousaram transformar o Fluminense F.C no paraíso de três dezenas de pilantras e no inferno de milhões de torcedores.


A título de prólogo, reproduzo, aqui, trecho da venturosa captura e trágica morte de Nicolae Ceauşescu (1918-1989), que, até então, se julgava inatingível (https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolae_Ceau%C8%99escu, sítio pesquisado em 08/10/2020): “O regime de Ceausescu veio por terra após o início de manifestações na cidade de Timişoara a 16 de dezembro de 1989. Os protestos começaram pacíficos, mas logo se tornaram mais intensos […]

Em 21 de dezembro Ceauşescu fez um comício na praça principal de Bucareste, conhecida então como Pieta Republica (hoje chamada de Pieta Revolutiei) para 80 mil pessoas, evento que foi televisionado para todo o país […] os presentes passaram a fazer perguntas difíceis, constrangendo o ditador em público. A rebelião alastrou-se pelo país inteiro, chegando a Bucareste […] e a 22 de dezembro as forças armadas fraternizaram com os manifestantes. Nesse mesmo dia, Ceauşescu foge da capital de helicóptero com sua mulher, enquanto um ajudante apontava uma pistola [para a] cabeça do piloto, que aterra ao simular uma falha mecânica e Ceauşescu é capturado pelas forças armadas num bloqueio de estrada e levado para uma base militar em Târgovişte (distante 15 km de Bucareste) junto de sua esposa. No Natal de 1989, Ceauşescu e sua mulher são julgados por um tribunal militar constituído por três civis, cinco juízes, dois promotores e dois advogados de defesa, e mais a presença de um cinegrafista […] Foram condenados à morte por vários crimes, incluindo genocídio de mais de 60 mil cidadãos, e fuzilados num pátio localizado na mesma base militar. Está sepultado no Cemitério Ghencea. A Romênia foi o único país do Bloco do Leste europeu com um fim violento do regime comunista…”.


Em tempo, ainda bem que, no Brasil, de ordinário, é vedada a pena de morte (artigo 5o, inciso XLVII, alínea “a”, da Constituição Federal).


PRÓXIMO CAPÍTULO: “A reunião de apaixonados na aldeia global”

Texto de total responsabilidade do autor.

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