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“50 ANOS EM 5”! Opinião Rafael Ladewig

Olá, Guerreiros!
Já existem muitos canais onde você possa acompanhar o que acontece em campo. Aqui me proponho a falar de gestão e essencialmente naquilo que realmente acredito para o fortalecimento do nosso FFC.
O título de hoje, “50 anos em 5” é para lembrarmos de um dos maiores, se não o maior, jargão político da história do nosso país. Um plano audacioso, que independentemente do seu posicionamento político, há de se respeitar.
Alguns já me questionaram se “sou oposição” ao M.B., pois meus posicionamentos mais ácidos quanto a gestão, indicam, para os que vivem da política do clube, que “ataco” porque não gosto de A ou B, ou porque tento favorecer X ou Y.
Ocorre que não vejo o menor sentido na política do FFC atual e falo isso há anos. Nosso grande rival, o do Remo, vivia algo parecido. Era uma troca de cartas entre “Marcio Braga, Kleber Leite, Edmundo Santos Silva, Patrícia Amorim…, todos viciados pelo meio político e público, todos cruzando interesses pessoais/econômicos com o clube, todos projetados popularmente e economicamente pelo clube. Até que um novo grupo surgiu, com “vida econômica e financeira” fora do clube e agregaram valor. Se hoje “também mamam na teta”, se lambuzam em algo rentável e não como vampiros, sugando o pouco sangue existente.
No nosso tricolor, muitos acreditavam que a barreira havia sido rompida com a “Flusocio”. No entanto, o que temos observado nos últimos anos são suspeições, negociatas e o nome do clube nas páginas policiais.
O FFC, como a maioria do clubes brasileiros, é uma verdadeira “CASA DE NEGÓCIOS”. Essa afirmação não é mais uma denúncia, pois isso só se faz com provas concretas, mas sim é um fato, se considerarmos a quantidade de cargos negociados nas eleições do clube. Um fato se considerarmos a quantidade de “padrinhos” de campanha atendidos na maior cara de pau. Um fato se considerarmos que nosso próprio presidente, Mário Bittencourt, usou o clube como palanque para sua projeção nacional como advogado e que por muitos e muitos anos, obteve suas receitas oriundas do FFC.
Diante de todos esses “fatos”, surge o fenômeno que tanto já debati por aqui: O sócio futebol – O “torcedor sendo o patrocinador do clube”, como sempre coloca nosso presidente.
Ocorre, Sr. M.B, que da mesma forma que o povo está acordando e não mais financia partido político, o torcedor também se importa cada vez mais com o que acontece fora de campo. Tire nosso amado clube das páginas policiais ou simplesmente das nefastas fofocas das redes e o coloque com uma estampa de CLUBE MAIS TRANSPARENTE DO BRASIL.
Submeta-se a todo sócio expondo 100% do seu quadro funcional e 100% dos fornecedores; Acabe com os sigilos e exponha todos os contratos; Apresente as mudanças estatutárias necessárias para nos livrar dos feudos das Laranjeiras; Traga-nos a “governança” com uma transparência nas contratações de pessoal e fornecedores (processo similar a um licitatório); rompa e acabe com os “grupidermos políticos” existentes no clube, pois já somos uma unidade tendo o FFC como núcleo.
Prezado, M.B., o torcedor, sócio do clube, precisa ser respeitado. Aguardamos um posicionamento concreto sobre como seremos “recompensados” por não termos cortado uma receita importante para o clube em um momento tão difícil. O momento é difícil para todos. Pagar R$ 525,00 (de Abril a Out/20) para assistir “Egídios e D.Barcellos” é ridículo, mas uma escolha nossa; Pagar R$ 525,00 para não assistir nada é uma responsabilidade sua como gestor.
Apresente um plano para manter os que estão sendo feitos de trouxas até agora; Apresente um plano para os que pagam os valores mais caros, para que estes permaneçam, mas que saibam que “lá na frente” terão esse retorno; e Apresente definitivamente um plano chamado o “Clube mais transparente do Brasil”…mas esse parece não haver interesse!
Pensando “fora da caixa”, e mesmo tendo uma empresa de projetos, mas não querendo emitir nenhuma N.F para o clube, como o Sr. e muitos dos seus amigos sempre fizeram, deixarei minha contribuição bem resumida sobre meu plano de sócio ideal, pois penso que a operação de um jogo pode ser uma oportunidade de agregar várias receitas mal exploradas (show, bar… entretenimento em geral) e que acima de tudo é a maior oportunidade de atrair novos torcedores, além de resgatar os que hoje não consomem.
No meu plano de sócio ideal todo torcedor teria acesso “gratuito” ao estádio:
$9.90 – prioridade 3, clube de benefícios bronze, 100% do ingresso mandante, entrada no estádio liberada somente até 1:30h antes do jogo (para forçar consumo dentro do estádio);
$29.90 – prioridade 2, clube de benefícios prata, 100% do ingresso mandante, entrada no estádio liberada somente até 30 minutos antes do jogo, 1 refrigerante antes do jogo;
$49.90 – prioridade 1, clube de benefícios ouro, 100% do ingresso mandante, entrada liberada a qualquer hora, 2 cervejas ou 2 refrigerantes antes do jogo;
*Sócio do clube seria prioridade zero;
*A marcação do jogo ocorreria de acordo com as prioridades (maiores valores primeiro);
*Haveria liberação progressiva por assiduidade dentro dos grupos para estimular a presença em jogos de menor apelo;

A verdadeira “POPULARIZAÇÃO 50 ANOS EM 5”. A meta principal seria termos 60.000 cadeiras ocupadas em todos os jogos e obviamente precisaríamos de pessoas competentes no clube para promover ações de marketing, acordos com parceiros comerciais e principalmente um choque de ordem no custeio.
Apresentar um plano “popular por R$ 40” não é nada popular, Sr.M.B. Segregar essa massa, em uma área específica do estádio, sendo que tradicionalmente as massas sempre se reuniram “atrás do gol” ou às margens do campo (geral) não é popular, Sr. M.B.
Precisamos de inovação. Precisamos trazer o torcedor para o clube, para os jogos, gerando benefício real. Precisamos de pessoas competentes para gerir isso e diferentemente do Sr. e dos seus, minha empresa se colocaria a disposição para colaborar gratuitamente para transformar esta “idéia em projeto”.

Nossa música de arquibancada diz: “Quero gritar campeão!”…
Mas o meu momento racional diz: Eu só quero ver meu FLUMINENSE grande novamente…Fora de campo e por conseqüência dentro dele. Se não for nessa ordem, esqueçam!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

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