“Meu nome é Sérgio Poggi” – Opinião André Barros

“Meu nome é Sérgio Poggi”


Sou católico bissexto e li o “Novo Testamento” uma única vez, há muito tempo. Pelo pouco que me lembro, Jesus de Nazaré – investido dos poderes advindos do Pai Celestial – operava milagres em sua passagem pela Terra, fazendo, por exemplo, o coxo andar e o cego enxergar.


Pois bem, hoje, o Sr. Mário Bittencourt operou feito semelhante, eis que me fez escrever, superando uma tendinite incapacitante. Só que -diferentemente do que sucedia com o Filho de Deus – para mim, essa mística do Presidente do Fluminense provém dos quintos dos infernos porquanto se funda na ira, não no amor.
Prosseguindo, reitero, à exaustão, que desconfio, demais, daqueles que retiram as suas força e coragem do coletivo – ou malta – a que pertencem. Tenho que homem é homem sozinho, independentemente de – ou, até mesmo, contrariamente a – vagas de opinião. E, aqui, uso o vocábulo “homem” em contraste a “moleque”, não a “mulher”, registre-se a tempo.


Mantendo o rumo, estatui o artigo 239 do Código de Processo Penal que considera-se “… indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo, relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias…”.


Diante dessa definição legal e do muito de disse que disse que pulula nas redes sociais, coberto de razão está o Sr. Sérgio Poggi ao exigir, em nome da torcida tricolor, maiores esclarecimentos do Sr. Mário Bittencourt acerca do rumoroso episódio da Live Sorte. Assino embaixo do requerimento dele.
Há buracos em demasia nessa estória da Live Sorte! E, diferentemente do que supõem as suas foquinhas amestradas, o Sr. Mário Bittencourt não gere coisa própria, senão que alheia. Nesse tom, deve ele, sim, satisfações aos poderes constituídos do Fluminense F.C – e quiçá ao Estado brasileiro.
A propósito, nesta última hipótese, respeitadas TODAS as garantias prescritas pelo Estado Democrático de Direito – repito, TODAS -, Sr. Mário Bittencourt, estarei aguardando-lhe com um copo de água gelada e uma xícara de café para uma prosa sobre parâmetros de fiscalização, Princípio da Impessoalidade, diferenças entre flagrante esperado e flagrante preparado, Teoria do Domínio do Fato, concurso de agentes, patrimônio a descoberto e otras cositas más… Mas não cogite de perseguição apriorística, Sr. Presidente. A construção apresentada é condicionada por vários “se” e pode ser facilmente desconstituída por suas cabais explicações.
Saudações tricolores.

O texto é de total responsabilidade do autor.

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