“Treinar tempo integral pra quê? ” opinião Rafael Ladewig

Olá, Guerreiros!

Há duas semanas comemorávamos o fato de termos pela frente 3 dos maiores adversários no campeonato, Grêmio, Palmeiras e Inter, envolvidos em outras competições. O primeiro veio ao RJ com um time mesclado e tendo disputado 2 jogos nos últimos 6 dias, enquanto nós, só “treinávamos”; O segundo nos recebeu depois de um duelo pela Copa do Brasil no meio de semana, com apenas 2 considerados titulares e uma linha de defesa toda modificada, tendo até mesmo jogador improvisado na lateral e zagueiro que não jogava há meses; O terceiro vive uma crise momentânea. Perdeu seu ótimo treinador e viu Abel Braga perder os dois últimos jogos. Jogará na próxima quarta uma decisão, nos enfrentará domingo e no meio da próxima semana já terão outra decisão contra o Boca Juniors.

Que nosso time é limitado, todos nós já sabemos! Que nosso treinador tem estilo de jogo reativo e pouco propõe de soluções ofensivas também! O que parece não ser conhecimento de todos é o tamanho da responsabilidade da gestão nisso!

A cultura do futebol brasileiro é nefasta no que tange às demissões de treinadores, e nisso eu concordo com o Sr. Mario Bittencourt. No entanto, isso não significa que deva existir omissão. A gestão do futebol não deve interferir na escalação, mas deve sim participar ativamente do planejamento da comissão técnica, mas parece que a estratégia é outra: Ter sempre um bode expiatório ou um discurso pronto para a incompetência que remeta ao passado.

Não ter um gestor de futebol capaz de exigir um planejamento do Odair, talvez seja confortável para o um presidente centralizador; Se der certo, o mérito é do centralizador, mas se der errado, a culpa é da “nossa folha salarial ser muito baixa”, devido às dívidas oriundas das gestões anteriores.

Faça-me o favor, Sr.Presidente! O Sr. também é um dos responsáveis por hoje pagarmos ações de barangas do passado. O Sr., enquanto membro remunerado de um departamento jurídico do clube, cansou de se omitir como torcedor, pensando somente no bolso e na carreira pessoal/profissional, ao ver erros contratuais consecutivos. Hoje o Sr. está se omitindo novamente ao manter Angione, entre outros e não quebrando antigas práticas no clube, mas ignorar o simples fato de que o time com mais disponibilidade não treina e ainda corre menos que o adversário em frangalhos, é um escárnio!

O retrato do Fluminense é exatamente o da reflexão a seguir. Observem, tricolores, nossa planilha de treinos da semana e lembrem do “Pepê voando nas costas do Julião” e do R.Veiga, ocupando dois ou três setores do meio campo contra nossos sempre atrasados “guerreiros”.

Veja a programação semanal:
15/11 – Domingo – Folga;
16/11 – Segunda-feira — Folga;
17/11 – Terça-feira — 10h00 – Treino – CTCC;
18/11 – Quarta-feira — 10h00 – Treino – CTCC — Após a atividade – Entrevista coletiva (ao vivo na FluTV);
 19/11 – Quinta-feira — 10h00 – Treino – CTCC;
 20/11 – Sexta-feira — 10h00 – Treino – CTCC — Após a atividade – Entrevista coletiva (ao vivo na FluTV); 
21/11 – Sábado — 15h30 – Treino – CTCC — Após a atividade – Viagem para Porto Alegre;
 22/11 – Domingo — 18h15 – Internacional x Fluminense – Campeonato Brasileiro;

Perder na técnica é algo esperado para um elenco tão mal montado, mas na parte física, na ausência de jogadas ensaiadas diante de tanto tempo livre, NÃO!

TREINO EM TEMPO INTEGRAL PRA QUÊ? TREINO NA MANHÃ DO DIA DO JOGO PRA QUÊ? USAR UMA TARDE OU MANHÃ PARA UTILIZAR A IMAGEM DO ATLETA, EM ESPECIAL EM AÇÕES DE MARKETING E APROXIMAÇÃO COM O TORCEDOR/SÓCIO PRA QUÊ? 

Se você, por amizade, por ego, por poder ou por qualquer motivo que seja, passou a fazer parte de um “grupiderme” político do FFC e não cobra a gestão da forma que deveria, essa culpa também é sua! “Ei Flusocio vtnc”, era a música preferida de muitos que hoje beijam os ex desafetos!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

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