Opinião: Fluminense deveria tornar-se time de formação profissional com contratações pontuais para agregar

Tudo indica que a opinião seja polêmica, ainda mais pensando em um time gigante como o Fluminense com grandes craques em sua história, porém, talvez seja a melhor forma de sair do abismo no momento.

Com dirigentes sem ideias, que não saem do mesmo, e sem perspectivas de um futuro brilhante, o tricolor deveria recorrer à Xerém que é o seu maior alicerce. 

No momento temos duas boas gerações vindas da base, a primeira ficou conhecida como geração de ouro, e tinha a dupla Marcos Paulo/João Pedro como maiores destaques, mas além deles bons nomes como Martinelli, Calegari, André, Luan Freitas, Miguel Silveira, Davi, Wallace, Luiz Henrique e até Marcelo Pitaluga que foi vendido para o Liverpool em 2020 sem nunca ter passado pelos profissionais.

Já a segunda, vem ainda mais promissora, e é composta por Cayo Fellipe, Joilson, Jefté, Pedro Rocha, Alexsander, Metinho, Kayky, Matheus Martins, João Netto, Arthur, Abner, Lucas Felipe, e outras grandes promessas.

Sem contar atletas no limbo entre as gerações como John Kennedy, Samuel Granada, Gabriel Teixeira, Gabryel Martins, e outros atletas que passeiam entre sub-20 e sub-23 nesse momento. Em que John Kennedy e Samuel devem ao possante Felipe Cardoso?

Depois dessa pincelada nos principais valores, vamos voltar ao assunto principal. O foco desse texto é na valorização maior da base, e com isso passa em parar de investir em jogadores experientes como os casos de Nenê e Ganso, por exemplo. 

O que Ganso ou Nenê deram ao Fluminense de substancial que um Matheus Martins não possa dar daqui 6 meses? Na minha opinião nada. Inclusive, vendo de fora, parece que nem na questão da experiência para os mais novos são tão relevantes. Então, há necessidade de gastar rios de dinheiro nesses atletas? Um meio campista como o Vinicius ex Flu e atualmente no Ceará poderia agregar muito mais, e junto a ele os meninos. 

Quanto tempo o Fluminense perdeu apostando em Agenor ou Rodolfo tendo o Marcos Felipe sedento por uma chance? É inexplicável o que passa dentro do clube nesse sentido. Por mais que muitos ainda não confiem totalmente no Marcos Felipe, é unanimidade que não passaríamos os sufocos que passamos com os outros dois goleiros citados. 

Vamos para a lateral esquerda agora. Egídio e Danilo Barcelos que são jogadores rodados no futebol, e isso não quer dizer nada, pois, dentro de campo não mostram nada que um Guilherme poderia mostrar para efeito de comparação. 

Portanto, será que é loucura apostar em um time recheado de jogadores oriundos da casa, com contratações tipo o Vinicius que tem a mostrar ainda? Acredito que não. A valorização às nossas pratas seriam maiores, haveriam mais chances desses atletas sairem por valores mais altos, e por consequência, teríamos um Fluminense mais forte e equacionado. 

Só que para isso, tem que ter dirigentes sérios, que entendam o trabalho, deem condições para o desenvolvimento dos moleques e que no primeiro problema, tenham peito para blindar os meninos. 

Alguns exemplos não faltam pelo mundo como o Barcelona com Xavi, Iniesta, Puyol, Messi. Bayern de Munich com Schweinsteiger, Lahm, Muller e Alaba. Ajax que vem de muitos anos focado nessa formação de jovens atletas, e alguns jogadores como Cruyff, Rijkaard, Bergkamp, Seedorf e Kluivert no passado. Atualmente com De Jong, De Ligt, Van De Vart, Van De Beek, Sneijder, Eriksen. O Manchester United no início dos anos 90, surgiram para o futebol atletas como Giggs, Beckham, Scholes e os irmãos Neville.

Por mais que seja polêmico, na minha visão, no curto prazo é o que pode trazer alegrias para o torcedor tricolor, voltando aos grandes momentos de títulos. Mas não só isso, ao básico que são boas atuações, pois, é a partir daí que as conquistas irão chegar.

Foto: Mailson Santana/Fluminense FC

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