Fluminense já tem empresa contratada para reforma de Laranjeiras

A empresa Encopetro Engenharia Estrutural, contratada pelo Fluminense para fazer o estudo de viabilidade para a revitalização do Estádio Presidente Manoel Schwartz, já iniciou seu trabalho na última segunda-feira (25/01). O foco principal está na segurança estrutural através da avaliação da capacidade de público que as arquibancadas (sociais e populares) conseguirão suportar para, depois, dar início às etapas de reforma de Laranjeiras.

A empresa já começou a fazer o levantamento geométrico da estrutura, localizando meticulosamente todas as vigas e colunas do estádio. Segundo Robson Luiz Gaiofatto, engenheiro responsável por esta fase preliminar das obras em Laranjeiras, o primeiro passo é fazer um mapeamento de danos.

“São estruturas de concreto armado muito antigas, que datam antes de 1920. Uma época em que o concreto ainda era um material muito novo, sem normatizações e regulamentações a nível mundial. Precisamos saber com que materiais foram construídas estas arquibancadas e de que maneiras elas foram projetadas para que possamos avaliar a capacidade de carga”, explicou Gaiofatto.

A partir deste estudo, que apontará os danos de mais de um século de existência do estádio, a empresa saberá quais os tipos de intervenções necessárias a serem feitas nestas estruturas para haja uma reabilitação na sua capacidade de resistência. “Depois virão outros estudos, como segurança e acessibilidade, que já fazem parte de uma segunda etapa”, concluiu o engenheiro, acrescentando que a previsão de entrega do laudo da parte estrutural do estádio é de três meses.

Para o presidente do clube, Mário Bittencourt, com o laudo da empresa de engenharia, a diretoria do Fluminense saberá exatamente qual a capacidade máxima que o Estádio de Laranjeiras conseguirá suportar. “Somente após este diagnóstico saberemos, com exatidão, o orçamento para fazer a obra aqui. Infelizmente, são 25 anos sem uma adequada manutenção do estádio, principalmente nas arquibancadas populares, onde há uma degradação acentuada”, frisou o presidente.

Fotos: Mailson Santana/FFC

Texto: Comunicação/FFC

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