O Fluminense conta as histórias de suas arqueiras no Dia do Goleiro.

Nesta segunda-feira (26), é comemorado o Dia do Goleiro. Para celebrar esta data especial, as defensoras Tainá, Suelane, Ravena e Isabella contam histórias emocionantes vivenciadas na profissão e relembram início da carreira longe das traves.

Tainá Rodrigues

Tainá iniciou a carreira no esporte aos 15 anos de idade, no time de Cabo Frio, local onde morava com a mãe, o padrasto e as irmãs. Aos 21 anos, a goleira tem passagens pelo Vitória/PE e Juventude Timonense, último clube que atuou antes de vir para o Rio de Janeiro morar com a tia para poder atuar pelo Fluminense.

A atleta passou a defender a camisa do Tricolor no início deste ano. Sua estreia foi na partida contra o America pelo Campeonato Estadual Feminino Adulto, onde fez a defesa de um pênalti.

“Comecei jogando como zagueira no time de Cabo Frio, mas eles estavam precisando de uma goleira, decidi me oferecer para ficar no gol, me apaixonei e estou até hoje. Passei por algumas equipes, joguei alguns campeonatos e agora defendo a camisa do Fluminense. Tem sido uma experiência incrível para mim, é muito gratificante vestir essa camisa. Foi uma grande conquista, não só minha, mas também da minha família”.

Suelane Frota

A jogadora começou no futsal, mas atuava na linha. Natural de Rio Branco/Acre, Suelane, mais conhecida como Sol, tem 23 anos e conta com passagens pelo Iranduba e 3B da Amazônia. Assim como Tainá, chegou ao clube no início deste ano, onde estreou na partida contra o Angra dos Reis, pelo Campeonato Estadual.

“Eu atuava na linha quando comecei a jogar futebol, mas em uma ocasião a equipe precisou de uma goleira e eu me apresentei. Gostei bastante pela desenvoltura, pelas defesas extraordinárias, depois disso comecei a atuar no gol, fui me destacando e de repente tive uma proposta para jogar campo, a experiência foi muito diferente. É outra dimensão em questão de tempo de bola, tamanho, mas fui gostando e comecei a pesquisar sobre ser goleira de campo”.

Como inspiração, Sol cita a goleira norte-americana Hope Solo. “Minha inspiração foi a Hope Solo, assistia muitas defesas dela e acabei me apaixonando ainda mais por essa posição. Temos dificuldades, mas buscamos sempre trabalhar em cima delas para conseguir o que a gente almeja, e hoje estou no Fluminense”.

Ravena Silva

Natural do Piauí, em São Raimundo Nonato, Ravena começou sua carreira como atleta no projeto Veneza, onde permaneceu por três anos, atuando apenas com meninos. Em busca de novas oportunidades de emprego, dona Edna, mãe de Ravena, decidiu tentar a vida no Rio de Janeiro, e na chegada, a jogadora entrou no projeto Colorado, mas não atuava como goleira. No final de 2018, ela participou de uma peneira do Fluminense, em Laranjeiras, e passou.

“Eu era atacante, mas sempre que o meu time precisava de alguém para agarrar, eu sempre ia. Era apaixonada por jogar na linha, fazer gol e comemorar com toda a equipe, porque o goleiro sempre fica sozinho comemorando. Fui jogar um amistoso com o projeto, o Colorado, no aterro do Flamengo, e estávamos sem goleira, eu me ofereci para agarrar. Tinha várias pessoas na plateia, uma delas me emprestou uma luva, porque eu estava agarrando sem luva”.

Aos 16 anos de idade, heroína da final do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-18, após quatro pênaltis defendidos, Ravena relembra momento difícil na carreira. “Uma das minhas maiores dificuldades foi quando comecei a jogar no Colorado. A Tânia, responsável pelo projeto, me levava para as competições e sempre me ajudava, mas eu não tinha dinheiro de passagem. Ela marcou um jogo importante e eu não tinha condições de ir, mas tinha uma mulher do lado da minha casa que estava fazendo obra, eu me ofereci para trabalhar e ela me deu a oportunidade de trabalhar na casa dela sempre que eu precisasse”.

Isabella Condorelli


A atleta começou a se encantar pelo esporte aos cinco anos de idade. O seu primeiro contato com o futebol foi quando iniciou em uma escolinha do condomínio onde mora, no Rio de Janeiro. Aos 16 anos, Isa defende as cores do Tricolor desde o início do projeto, quando passou em uma peneira realizada pelo clube no final de 2018.

“Eu comecei a jogar bola em uma escolinha do prédio, só resolvi tentar porque os meus irmãos entraram e me incentivaram. Comecei treinando na linha, mas em uma oportunidade precisaram de uma goleira, eu me ofereci para ficar no gol e acabei gostando”.

A goleira relembra o momento de maior dificuldade que passou na carreira de atleta.“Há cinco meses eu tive uma lesão no joelho, estava sendo um momento muito difícil para mim, mas quando saiu o laudo de que eu não iria precisar operar, eu fiquei muito feliz e agora sigo me recuperando”.

texto Comunicação Fluminense

Foto Mailson Santana Flick Fluminense Football Club

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