“Pé no chão dá mais resultado que uma ejaculação precoce” Opinião Antônio Gonzalez

Pé no chão dá mais resultado que uma ejaculação precoce (por Antonio Gonzalez)

Existem momentos, que se aconteceram em determinado ponto da jornada, se bem analisados (com vontade política para retificar), podem reassignificar as opções de luta ao realinhar o que se tem em mãos na correta proposta para o capital que cada um possui: questão de estofo e conteúdo.

Para os DINOSSAUROS, com mais de 40 anos de arquibancadas, a derrota para o Junior Barranquilla, traz consigo a retirada da máscara. A mais pura fotografia do que se revelava desde o começo das atividades futebolísticas do calendário 2021.

As falhas de marcação, a falta de compactação das linhas, a quase nenhuma ousadia na hora de propor jogo, a absoluta covardia de renunciar à posse da bola… Tudo isso, até esta semana estava encoberto pelos (GRAÇAS A DEUS) resultados positivos.

E até a passada terça-feira estávamos neutralizados: o gol cagado, jogar por uma situação de gol, as defesas do Marcos Felipe, o gol do Fred, a bola parada do Nenê… TUDO ISSO JOGAVA A FAVOR. Pura morfina que somente entorpece mas, mesmo ocultando o doloroso, não modifica o destino.

Não foi por falta de aviso.

E agora?

A primeira medida passa pela nossa torcida: que tal a mudança de postura e formato?

Que tal deixarmos de ser bregas e voltarmos a ser exigentes de verdade?

Não dá para se achar campeão da Libertadores ainda na fase de grupos e, o pior, se equivocar no dever de casa. Dos 9 pontos disputados no Maracanã, somente 4 foram conquistados.

Não dá para se iludir com o empurrão do Bobadilla no jogador do Santa Fé, lá na Colômbia e querer transformar isso em idolatria. A nossa bancada vivencia o culto ao atleta nota meio… até o Caio Paulista tem defensores ferrenhos.

Não dá para se deixar levar por uma imprensa que, com exceção da VERDADEIRA E INDEPENDENTE MÍDIA INDEPENDENTE TRICOLOR, enxuga gelo diariamente, criando falsas narrativas. O neo-jornalismo sem o estofo de outrora: quem frequentou Álvaro Chaves entre 1975 e 2000 sabe da excelência que pesava sobre a caneta e a voz dos Jornalistas que frequentavam a sede do clube.

O certo é que essa derrota para o Júnior Barranquilla nos obriga a dar um passo atrás. As falhas definitivamente apareceram para atrapalhar, até então, mesmo perceptíveis, não deixavam digitais negativas.

Sabemos o tamanho do nosso tamanho? Porque se nos vemos em condições de ser um leão, sem a última batalha, é um erro básico.

Senhor Roger: feche a casinha, aumente a circulação entre as peças que perambulam pelo nosso meio de campo, se preocupe com pelo menos brigar pela segunda bola, sem abrir mão dá inteligência e rapidez na transição. Aposte na melhor utilização dos laterais (se não tem o cacoete ofensivo, pelo menos que cumpram de cara às necessidades defensivas).

Jogamos por 2 resultados: 1 a 0 no Flamengo e 1 a 0 no River Plate.

Impossível? Jamais… A nossa bandeira é mais do que centenária. Nossa camisa tem peso histórico.

Mas tem que ser humilde.

Repito: sabemos o tamanho do nosso tamanho?

Essa resposta é o nosso primeiro passo em direção à futuras conquistas.

Mas não basta apenas ter humildade, tem que respeitar.

Quem tem Ángel Labruna, Di Stefano, Daniel Passarela, Enzo Francescoli e Marcelo Gallardo no DNA daqueles que escreveram a sua trajetória, não deve ser dado por morto mesmo diante de um surto de Covid-19. A nossa torcida menosprezou e apostou na derrota do River por achismos e bruxaria… deu o que deu… não fizemos o nosso dever de casa.

Agora, mais do que nunca temos que ter os pés no chão.

Quanto ao Roger Machado: já se passaram mais de 4 meses do início do seu trabalho… APESAR DA SORTE, muito pouco de positivo foi apresentado.

Não se escreve um itinerário vitorioso com soberba e auto-suficiência.

Amanhã e terça tem que VENCER OU VENCER.

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Antonio Gonzalez

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