Crônica: Fluminense 1×3 Flamengo – Não precisa ter dado três treinos na vida para identificar as deficiências do time de Roger.

Com vinte minutos de jogo já era possível analisar e entender o que seria a tônica da partida de ontem entre Fluminense e Flamengo na decisão do título estadual. O time comandado por Roger mais uma vez entrou em campo expondo seu principal problema: dificuldade de marcar sob pressão. O Fluminense praticamente não conseguiu ter posse de bola e pior: acertar a marcação. Os jogos anteriores iludiram o torcedor, afinal o time mesmo jogando partidas ruins vencia seus jogos e conseguia manter de certa forma uma regularidade de resultados, méritos muitas vezes conquistados por jogadas individuais e na base do “vamos que dá”, porém, a sorte nem sempre vai acompanhar o time. A mesmice faz com que os adversários consigam fazer a leitura da proposta de jogo do Fluminense, seja antes da partida começar ou durante o jogo.

O time do Fluminense resume-se a dois blocos: Bloco 1 formado por Lucas Claro, Nino, Callegari, Barcelos ou Egídio e Martinelli e o Bloco 2 que é formado por Fred, Nenê, Luís Henrique, Kayke, Yago. Entre esses dois blocos temos um buraco. Quando o time não tem a posse de bola, Fred e Nenê tem a responsabilidade junto com Yago de darem o primeiro bote. Não precisa ser profissional de Saúde ou ter dado pelo menos dois treinos na vida para saber que por conta das idades avançadas, Fred e Nenê não possuem vigor para marcar com intensidade, com isso sobra para Yago (sozinho) dar o combate no meio-campo. Ao passar pelos três, os adversários partem em direção ao segundo bloco que irritantemente prefere dar campo, não atacam, não fazem faltas no meio campo ou na intermediaria, fazendo com que o adversário chegue facilmente a nossa meta, possibilitando até troca de passes de uma ponta a outra do campo e muitas vezes até tendo tempo para ajeitar o corpo, medir velocidade do vento, calcular a força do chute sem que seja sequer combatido. Luís Henrique, Gabriel Teixeira Kayke e Martinelli não são uma realidade, precisam amadurecer. O Fluminense não possui variação tática. As substituições são sempre as mesmas: Sai Fred, entra Abel Hernández, sai Nenê entra Cazares, sai Kayke, entra Caio Paulista, sai Luís Henrique entra Gabriel Teixeira. Porque não ousar? Porque não tentar ser diferente? Porque não alternar? Porque não mudar o esquema e insistir apenas em mudar as peças?

Estamos a dois dias de decidir nosso semestre em um jogo de vida ou morte diante do River Plate e com certeza Marcelo Gallardo já tem tudo esquematizado sobre seu próximo adversário, uma vez que Roger insiste em manter uma formação que até mesmo o Volta Redonda e a Portuguesa do Rio conseguiram deter, fazendo com que o time levasse 6 gols nessas duas partidas. Mudanças são necessárias PRA ONTEM ou iremos pagar um preço muito caro por essa covardia.

FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C

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