Preparador Físico Marcos Seixas é convocado sonha com Olimpíadas de Tóquio. Elogia Nino. Veja!

Preparador físico, que esteve na Rio-2016, faz parte da comissão técnica da seleção brasileira sub-23, que tem ainda o zagueiro no elenco

Submetido a uma verdadeira maratona de jogos nos últimos meses, o Fluminense vem se destacando pelo ótimo condicionamento físico, sobretudo no segundo tempo das partidas. Isso se deve, principalmente, ao trabalho do preparador físico Marcos Seixas, que teve seus méritos reconhecidos e novamente foi convocado para integrar a comissão técnica da seleção brasileira olímpica. No último período de preparação da equipe Sub-23 para os Jogos de Tóquio, ele tenta conter a ansiedade pela lista final que definirá a convocação para aquela que pode ser sua segunda Olimpíada da carreira.

Para Marcos Seixas, a oportunidade de integrar a comissão técnica da seleção olímpica é o reconhecimento de um trabalho feito com muito êxito no Fluminense, onde chegou em 1998 ainda como estagiário das categorias de base, em Xerém.

“Recebi a convocação com muita felicidade, honra e alegria. Porque quanto mais se aproximam os Jogos mais aumenta a expectativa e a gente vai se sentindo mais parte do processo novamente. Já tive a experiência de estar nas Olimpíadas do Rio em 2016 e sei o quão fantástico e grande é isso, o que representa. E quanto mais se aproxima, mais a gente vai vivendo as sensações”, confessou.

Na seleção olímpica, Marcos Seixas tem a oportunidade de, assim como no Fluminense, trabalhar com o zagueiro Nino. O defensor recebeu rasgados elogios do preparador.

“É uma satisfação muito grande contar com o Nino comigo na seleção. Fico muito satisfeito pelo sucesso pessoal e profissional dele, porque além de uma grande pessoa é um excelente jogador. Feliz de contar com ele, porque é um atleta de um talento muito grande, com uma capacidade enorme de fazer as funções que exerce dentro de campo. É um cara que vou sempre querer ao meu lado. É um cara com quem tenho uma relação muito boa de amizade e profissionalismo. Espero que ele tenha na seleção um futuro na seleção muito grande e de muito sucesso”, elogiou.

Ansiedade pela Olimpíada

“A ansiedade existe porque participar de uma Olimpíada é um feito não só de qualquer atleta, mas de qualquer profissional seja de que área for. Então eu tento controlar isso não pensando, me dedicando ao máximo ao Fluminense, às minhas funções aqui dentro do clube, que são muitas e me toma quase 24 horas por dia. Mas quando a gente tem nossas reuniões para organizar nossa programação, planejamento de jogos, treinos e viagens, aí não tem como fugir disso. Quanto mais perto, maior a ansiedade. Mas conta o fato de eu já ter participado de uma, que era na nossa casa, em que a pressão era enorme, que havia a pressão de ganhar. Então acho que já estou um pouquinho calejado e acho que vou me acostumando.”

Reconhecimento do trabalho no Fluminense

“Não tenho dúvidas de que a convocação é reflexo do trabalho que desempenho aqui no Fluminense. Isso vale para os atletas e os profissionais chamados para fazer parte do processo. Ano passado fizemos uma belíssima campanha no Campeonato Brasileiro, foi uma temporada muito boa, muito difícil por conta da pandemia, interrupção de jogos e com treinamentos virtuais. Então realmente a gente se sobressaiu. E eu falo a gente porque é um trabalho de toda uma comissão técnica, falo em nome de fisiologistas, outros preparadores, fisioterapeutas, médicos, nutricionistas, auxiliares, enfim, é um trabalho em conjunto em que eu sou parte integrante.”

Bom condicionamento do elenco tricolor

“Na temporada atual a gente tem tido uma felicidade muito grande de conseguir manter os atletas bem condicionados durante os jogos e ao longo da sequência de jogos. Esse é o grande desafio, que eles consigam se recuperar entre uma partida e outra. Nós sabemos as dificuldades que tiveram na última temporada, mas temos noção de que a atual vai ser ainda mais difícil. O Campeonato Brasileiro que geralmente dura oito meses nesse ano vai ter que ser condensado em seis. Ou seja, vai acontecer uma congestão muito maior de jogos e, consequentemente, os problemas médicos também vão aumentar. Nossa superação é tentar fazer com que os jogadores passem por esse período com o mínimo de intercorrência possível.”

Maratona de jogos

“A nossa rotina dentro dessa loucura de jogos é procurar recuperar os atletas mais desgastados e procurar equalizar a carga de todos os jogadores. Não só dos que vêm atuando em mais partidas, mas principalmente dar mais carga de treinamento e jogo aos que vêm jogando menos tempo, que vêm ficando no banco de reserva e ficando fora dos jogos. Com a sequência da temporada eles serão importantes e serão utilizados no andamento das partidas.”

Fotos: Joilson Marcone/CBF e Lucas Merçon e Mailson Santana/FFC
Texto: Comunicação/
 FFC

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