COLETIVA – Presidente Mário Bittencourt responde sobre voto online e programa sócio-torcedor.

O presidente do Fluminense Mário Bittencourt concedeu uma coletiva nesta sexta-feira (18). O mandatário comentou sobre sua gestão após dois anos de mandato, apresentou balanço de gestão e diz que o Fluminense pagou R$ 150 milhões em dívidas, além de pontuar investimentos na base, no CT e no programa de sócio.

O destaque da coletiva ficou para os questionamentos feitos pela advogada e jornalista Cilene Fernandes (Flunews) que abordou tópicos que todo torcedor desejava perguntar ao presidente desde que assumiu seu mandato: PROGRAMA SÓCIO TORCEDOR E VOTO ONLINE, que, assim como o patrocínio master, eram suas principais promessas de campanha eleitoral. Separamos os trechos da entrevista. A pergunta sobre a revitalização das Laranjeiras não foi respondida.

A entrevista também podem ser assistido no vídeo abaixo.

RETORNO DO PÚBLICO AOS JOGOS E PLANO SÓCIO TORCEDOR.

Sócio futebol, o programa como eu disse a vocês está pronto e a hora que o público voltar, a gente bota ele na rua, mas a gente obviamente vai criar uma série de programas para atender as pessoas que ficaram pagando sem ter tido jogos. A nossa ideia primordial, além de lançar os planos é atender com maior carinho possível e criar os melhores maiores benefícios aquelas pessoas que ficaram esse tempo todo sem o jogo e se mantiveram pagando como se pudessem ir ao jogo, então esse é o nosso primeiro caminho.

VOTO ONLINE.

Voto online eu falei longamente no GE sobre ele. Primeira coisa: a eleição em dezembro de 2022. Então, exigir a implementação do voto online 18 meses antes da eleição ela não tem nenhum sentido porque esse é uma decisão que deve ser tomada próxima da eleição (quando eu falo da questão da operacionalização do voto online). Tanto é nosso desejo do voto online que assim que nós ganhamos a eleição, ainda em 2019 nós contratamos três empresas, na verdade contratamos não, pedimos três propostas de três empresas diferentes para que elas nos falassem sobre a implementação do voto online, ou seja, se é fácil ou se é difícil implementar. Todas elas falaram que não é fácil nem que é difícil e sim que é um sistemas a ser implementado especialmente e que deve-se preocupar muito com segurança, mas que se decidido pelo voto online é um sistema implementável a qualquer tempo e poderia ser feito bem próximo de eleição (eu estou falando de parte técnica). Da para implementar o voto online. Nós pagamos essa empresa, temos estudo dizendo que sim, isso aí lá em 2019.

VOTAÇÃO E DIREITO A VOTO.

Vou fazer aqui uma correção, ajustar uma coisa que você falou:  o sócio de fora do Rio não tem direito de votar. Na verdade ele tem direito de votar sim, ele não tem o voto online. Ele precisa se deslocar até o local ( Rio de Janeiro) para votar né, mas na eleição que eu venci por exemplo nós tivemos centenas de votos do Espírito Santo de Brasília de São Paulo né, tirando os votos de quase todos os lugares e pessoas que vieram de ônibus para fazer uma visita a sede, sem contar que a eleição é sempre nos finais de semana. Obviamente que os sócios têm direito de votar sim. Eles hoje têm dificuldade de votar. Eu mudaria a tua frase para falta de direito para dificuldade de votar. Fluminense é o clube mais democrático do Rio de janeiro. Em reunião que eu tive com os 19 representantes de clube semana passada, alguns presidentes de clubes ficaram surpreso que os sócios torcedores votam. Sócio torcedor não vota no Palmeiras, não vota no São Paulo, não vota no Botafogo, não vota no Vasco, não vota no Flamengo. Muito me orgulha que o Fluminense seja um clube democrático e que o sócio torcedor vota.

IMPLEMENTAÇÃO DO VOTO ONLINE.

Em termo de sistema, a gente decidindo pelo voto online na eleição o sistema é implementável e a gente quer trabalhar para isso, só que existe uma questão. Tem duas questões estatutárias / eleitorais em que pese o estatuto dizer que isso cabe ao presidente da assembleia, que nesse caso é o Presidente do clube que lá estiverem empossado naquele momento, eu acredito que a gente precisa discutir mais amplamente, porque por exemplo o clube sempre teve voto presencial de papel, depois uma outra coisa a ser enaltecida: não sei se vocês sabem, torcedores, sócios e jornalistas, a eleição do Fluminense ela é fiscalizado pelo Ministério Público desde 2010. As urnas são eletrônicas vindas do TER. O Ministério Público entra na eleição da hora que faz a zerézima da urna até o final.

SUGESTÕES PARA QUEM É DE FORA DO RIO.

O voto é híbrido (papel e eletrônico). A gente pode por exemplo botar urnas nos lugares aonde tem um sócio do Fluminense. Vamos supor que tecnicamente não fosse possível implementar o voto online. A gente pode botar as urnas eletrônicas lá ver se a gente faz o convênio com o TSE para discutir isso com calma e trazer também essa possibilidade.

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