COM A PALAVRA O VICE PRESIDENTE DE INTERESSES LEGAIS DO FLUMINENSE – Opinião Antonio Gonzalez

COM A PALAVRA O VICE PRESIDENTE DE INTERESSES LEGAIS DO FLUMINENSE

“O mecanismo de solidariedade da FIFA é um instrumento criado em 2001 para ajudar os clubes formadores de jovens atletas. Uma espécie de “retorno” por tudo o que time (ou times) fez (ou fizeram) por ele durante a sua formação…”

“A cada transferência internacional de um jogador, o (s) clube (s) formador (es) do atleta tem direito patê 5% dos valores envolvidos.  No Brasil, a Lei n° 9615/98 (Lei Pelé) assegura o mesmo valor às transferências nacionais”.

Traduzindo: trata-se de uma ação comum na Comunidade do Futebol, com 20 ou mais anos de existência, o que deveria ser de amplo conhecimento dos profissionais que militam no meio.

Sendo assim, vejo-me com a necessidade de fazer alguns questionamentos ao Vice Presidente de Interesses Legais, Sr. Heraldo Iunes, a respeito de uma certa operação comercial envolvendo o Fluminense.

Mas faz-se necessária a ética (tão em falta no clube na última década) e a fidalguia, características dos verdadeiros tricolores, para apresentar as minha sinceras condolências ao Sr. Heraldo Iunes, pela recente passagem de um ente, com toda a certeza, muito querido.  Já passei por esse terrível momento e sei o tamanho exato dessa dor.

Posto isto e sem rodeios vamos direto ao assunto, que pode ter passado desapercebido para os torcedores amantes do pragmatismo apresentado pelo time dirigido pelo Roger Machado.

Dito isto…

Na última quinta-feira o jornalista Victor Lessa publicou uma matéria que envolvia a transferência de um atleta do FFC em 2019, já na gestão Mário Bittencourt, a venda do meio-campista Rafael Resende, de 19 anos, para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos. Especula-se que o atleta fora vendido por 300 mil dólares.

No dia seguinte o Netflu também apregoou notícia a respeito:

https://www.netflu.com.br/suposta-fraude-em-venda-de-jogador-flu-perde-acao-e-pode-ser-investigado/

No caso específico desse jogador ele chegou a Xerém por ter tido destaque na franquia do Guerreirinhos de Campo Grande, bairro da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

E no contrato assinado entre as partes a cláusula 5.8 é definitiva: “o Fluminense se compromete a ceder ao franqueado 10% dos direitos financeiros decorrentes de eventual e futura transferência onerosa do vínculo federativo do atleta pertencentes ao Fluminense na época da transferência”.

No caso se a venda atingiu ao suposto montante de U$ 300.000,00 (trezentos mil dólares) o proprietário da franquia teria, supostamente, direito a 30 mil dólares.

Pelo menos deveria ter sido assim. Não foi.

Passado 1 ano da venda do atleta para o exterior e sem nada receber até aquele momento o franqueado procurou o clube e começou a tratar com o excelente advogado Bernardo Leal sobre como resolver o impasse e receber o que lhe correspondia por direito.

Entretanto, do nada aparece a figura do CEO do Fluminense, Sr. Fernando Simone, como interlocutor do clube.

Como se mostra na imagem deste texto, na troca de mensagens via Whatsapp, o CEO DO FFC, transmite que o clube iria pagar em 10 vezes o valor líquido da venda…

Como assim se a cláusula 5.8 do contrato assinado em seu dia não fala de descontos?

Disse então o Sr. Fernando Simone que teriam que descontar os impostos… se isso for verdade, o Sr. Heraldo Iunes, que é o VP de Interesses Legais, deveria dar um puxão de orelhas no Departamento Jurídico pela péssima formatação do documento oficial.

Mas o Sr. Fernando Simone foi além e falou que também deveria ser descontado o “solidariedade”…

Como assim o “solidariedade”?

O Sr. Fernando Simone (que trabalha há 10 anos na Comunidade do Futebol) tem que vir a público e esclarecer… ou ele não sabe (depois de 10 anos na Comunidade do Futebol) o que é o Mecanismo de Solidariedade… ou ele teve um lapsus de memória… ou ele, indevidamente, falou de um desconto, que toda a Comunidade do Futebol sabe que não existe.

Posteriormente chegou-se a um acordo onde o clube começaria  a pagar a partir de janeiro de 2021 às 10 prestações. Isso de saída já desmente a nota oficial do clube que falava da não existência do pactuado, pela existência de intermediação.

Ora Senhores… cabem questionamentos:

– Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais, por que razão a negociação que estava sendo brilhantemente conduzida pelo Sr. Bernardo Leal, advogado do Fluminense, passou para as mãos do CEO, Sr. Fernando Simone?

– O  Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais, concorda com os descontos dos impostos uma vez que não são citados  na cláusula 5.8 do contrato entre as partes?

– O que o  Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais e membro do Comitê de Governança Corporativa e Complience, acha da cobrança indevida, sugerida pelo CEO do clube, com relação ao mecanismo de solidariedade?

– O Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais e membro do Comitê de Governança Corporativa e Complience, teria em sua empresa um funcionário que não sabe (depois de 10 anos na Comunidade do Futebol) o que é o Mecanismo de Solidariedade… ou que teve um lapsus de memória… ou que, indevidamente, falou de um desconto, que toda a Comunidade do Futebol sabe que não existe?

– Como pode o Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais e membro do Comitê de Governança Corporativa e Complience, interpretar a nota oficial MENTIROSA do Departamento de Comunicação, cujo Diretor também faz parte do Comitê de Governança Corporativa  e Complience?

Para variar já virou processo. Como sempre digo NO FINAL DAS CONTAS É O FLUMINENSE QUEM PAGA A CONTA.

Mas fica um péssimo cheiro no ar:

Meu caro Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais e membro do Comitê de Governança Corporativa e Complience, o Fluminense, em algum momento, orquestrou cobranças indevidas? 

Penso que não! Isso não condiz com a ética e fidalguia que são as marcas registradas da nossa pele tricolor.

Mas esse sururu vai explodir nas mãos  do Departamento Jurídico sob a sua responsabilidade.  Basta apresentar a documentação com os respectivos descontos (se é que existiram), incluindo o TMS (Transfer matching system) ferramenta eletrônica oficial da FIFA, que mostra a origem e o destino dos valores da negociação, se houve agente envolvido e o valor real da transferência.

Quanto ao CEO, Sr. Fernando Simone, acredito, uma vez que ele faz parte da Comunidade do Futebol, que ao referir-se ao “solidariedade” ele tenha tido um lapsus de memória.

Esperamos que o Fluminense seja transparente e não se esconda detrás de falsas narrativas como no caso LIVE SORTE.

Que venha o Atlético Goianiense.

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