“A INCRÍVEL ARTE DE TRANSFORMAR UM PROBLEMA EM 2 CAGADAS”. Opinião Antonio Gonzalez.

Antes de mais nada, é de justiça, é meu dever como cidadão tricolor, exaltar à memória do Thiago Caruso. Infelizmente foi outra das quase 510 mil vítimas desse vírus assassino, pandemia essa, a do Covid-19, sanitariamente mal administrada por quem de direito.

Sobre o jogo de ontem na derrota para o Atlético Goianiense por 1 a 0 é mais do mesmo, só que sem gol cagado.

O discurso das narrativas da INDIgestão dirá, sobre uma análise mais profunda, que qualquer crítica com embasamento é coisa dos abutres, dos cavaleiros do apocalipse… da oposição que torce contra (será que atual situação acha que toda oposição torce contra, lembrando dos seu comportamento dos tempos em que era oposição… vide bolinho na secretária).

A equipe de Goiás treinada pelo Barroca optou por dar a bola ao Fluminense, com uma prévia leitura de que o nosso time somente sabe jogar de forma reativa.

Com isso o nosso time teve que tentar sair para o jogo como protagonista.

E quem disse que o nosso elenco, brilhantemente montado, sabe propor jogo?

Sem laterais (sobre o Calegari podemos até nos esconder dizendo que está improvisado, mas quanto ao Danilo Barcelos é impossível qualquer definição sem pensar em palavrão), com um meio de campo que não sabe criar, com os nossos jogadores que deveriam fazer as extremidades ofensivas transformados em carregadores de bandeja dos inexistentes laterais citados no começo dessa frase, sem jogadas que aprofundem os últimos 15 metros do campo, nem de linha de fundo, nem com passes pelo meio com a objetividade necessária, fica praticamente impossível que a bola chegue ao, cada vez mais atenuado, Fred.

Falando do nosso camisa 9: dá pena ver o seu grande esforço dentro de campo, diante de um esquema mequetrefe.

Dirão os enxugadores de gelo (esses que cantam que o gol sofrido não abate, esses que aplaudem público, desses que torcem para dirigentes ou que tem por objetivo aparecer e trabalhar na FluTv) que perdemos somente no 6° jogo do Brasileiro, que já temos 9 pontos e que estamos nas próximas fases da Libertadores e da Copa do Brasil.

Se esse é o seu horizonte como torcedor do FFC mantenha a distância com relação à minha pessoa. Realmente somos diferentes, em pensamento e caráter.

No intervalo da partida escrevi na minha conta do Twitter que dava para vencer… Mas sem direção e/ou luzes vindas de fora das 4 linhas era missão impossível.

Se aliarmos a isso os sinais evidentes de fadiga, é bom não fazer vista grossa ao sinal amarelo: muita atenção faz-se necessária…

E do nada, quando a exigência da velocidade e qualidade do pensamento se torna real, o treinador Roger Machado transforma a cereja do bolo em um desnutrido coelho sacado de uma cartola furada.

A escalação do Samuel Xavier no 2° tempo foi correta. Se o atleta estava liberado pelo departamento médico, pelos fisioterapeutas e pelos preparadores físicos, para nada podemos culpar o nosso técnico. Recaídas de lesões sempre existiram.

Isso é uma coisa…

A outra é transformar um problema em 2 cagadas: ao colocar o André no lugar do Samuel Xavier, mas com o Yago Felipe passando a atuar como lateral, definitivamente ele colocou no Atlético Goianiense a crença de que iria vencer.

E assim foi.

Antes ele tivesse colocado uma cadeira em substituição ao Samuel Xavier. Teríamos tido que administrar apenas o problema da lateral.

Mas ao deslocar o Yago para a lateral e colocar o André no meio, o Roger Machado conseguiu a proeza de transformar um problema em 2 cagadas que foram fundamentais na vitória adversária: ficamos sem um lateral de ofício e perdemos a peça mais importante do nosso meio de campo, a que morde… A que faz a transição defesa / ataque, a que entra na área contrária.

2 grandes tortas de chocolate fedorento. Podem colocar essa derrota na conta do Roger. E do Angioni e do Vice Presidente de Futebol que autorizaram a contratação do possante reserva do reserva do Botafogo, o ilustre Danilo Barcelos.

CONTINUO QUERENDO GRITAR É CAMPEÃO.

Nosso VP de Interesses Legais precisa se pronunciar a respeito do caso Rafael Resende.

O Comitê de Governança e Compliance também.

Que venha o Corinthians (em São Januário, já que o projeto de revitalização das Laranjeiras, o LARANJEIRAS XXI, há 4 anos é maltratado por questões meramente políticas)!

Não sei o quanto me resta de vida. Mas enquanto eu tiver de pé ninguém vai me calar na defesa do verdadeiro Fluminense.

Antonio Gonzalez

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