O FLUMINENSE NASCEU PARA TROCAR PORRADA: O CHOQUE DE REALIDADE NECESSITA UM CHOQUE DE GESTÃO. Opinião Antonio Gonzalez

O FLUMINENSE NASCEU PARA TROCAR PORRADA: O CHOQUE DE REALIDADE NECESSITA UM CHOQUE DE GESTÃO. Opinião Antonio Gonzalez

Nesses dias de frio onde a água encontra duplo significado, quente e fria nas situações do cotidiano, uma vez passadas mais de 40 horas da mágica vitória sobre o Clube de REGATAS do Flamengo, que tem que ser comemorada e muitíssimo “recomemorada”. Um grande feito, que os adversários (mesmo sabendo da qualidade do nosso elenco, da teimosia do treinador ranzinza que inclusive se esqueceu de como se comemoram gols como o do André) aprendam a nunca tratar ao Fluminense como cachorro morto, nem a nos chutar como se fossemos uma caixa de papelão carcomido.

Somos a história porque CONSTRUÍMOS A HISTÓRIA!

Tem que respeitar! Apesar de que há muito as nossas canetas esgotaram em inspiração.

O Fluminense tem que ser REVERENCIADO pela sua importância para o futebol brasileiro e mundial. Então se o novos mulambos querem trocar porrada com a gente tem que se revestir de modéstia e deferência. Ou nos derrubam nos primeiros assaltos ou aprendam que por pontos não nos vai ganhar (a não ser com a cumplicidade e ajuda arbitral).

A juventude tricolor (isso já foi nome de torcida organizada) resolveu a parada: o trabalho que em seu dia foi iniciado na era moderna por Nilson Matos, Milton de Souza, Julio Dutra, Carlos Henrique Ferreira, dirigentes que durante décadas trabalharam todos os dias do ano GRACIOSAMENTE pelo futebol de base nos anos em que as revelações eram chamadas de prata da casa.

Hoje, são os “Moleques de Xerém”.

Equivoca-se aquele que coloca na conta de algum figurão contemporâneo e/ou desses dirigentes REMUNERADOS (alguns fugazes) que são os grandes responsáveis pela constante produção. ZERO!!! O que tem que ser RESPEITADO é o trabalho do Ivan Proença no Futsal que é fonte de abastecimento à matriz, que fica na Baixada, terra do Zeca Pagodinho, que é o rei da região. O sambista faz jus à condecoração sujeito homem que é.

Todavia ainda resta tinta para esse domingo, o maravilhoso 4 de julio de 2021. As presenças do Samuel Xavier e do Caio Paulista trouxeram um pouco mais de equilíbrio às linhas, da mesma forma que ao contrário do, péssimo, embate contra o Athético Paranaense, estavam mais conjuntadas. O problema de qualquer treinador que dirija o Fluminense é ser obrigado a ter um menu onde o prato do dia está repleto de veteranos refugos, já sem o gás que se necessita para desenvolver esporte de alto rendimento. Todavia quem corre são os Marcos Felipe, Calegari, André, Martinelli, Gabriel Teixeira, Luiz Henrique e Kayky. Por agora, mais uma na conta do Covid-19: as 5 substituições.

E como elas fazem a diferença!

É justo reconhecer que o Roger Machado, DESTA VEZ, modificou o jogo com os câmbios feitos. E quando o Fluminense joga para o gol dá igual ser Gil Carneiro, Álvaro Barcellos, Roberto Horcades, Peter Siemsen, Pedro Abad ou Mário Bittencourt, o Presidente: o nosso DNA (o verdadeiro não aquele que o departamento de Marketing insiste em nos vender há 11 anos) é jogar para vencer SEMPRE ATACANDO. Não gosto do nosso treineiro, sua forma de ser não produz nenhuma afinidade. O que ele tem feito com os atletas desse elenco, que por sinal é muito desequilibrado, assusta. O que realmente não impede de identificar o quanto funcionou no domingo passado.

O Fluminense nasceu para trocar porrada, nós somos assim! Nossas conquistas, todas, tiveram como água batismal a forte presença do espírito de luta. Sempre com valentia e disposição.

Aprender dos erros é necessário: a tragédia da derrota para a boa (e super bem treinada) equipe do Athlético Paranaense, numa disputa em que o Fluminense literalmente foi atropelado por um furacão, toda e qualquer reflexão, desde que regenerativa faz-se essencial para o seguir e conseguir avançar.

Faltam 7 dias para o 1° jogo contra o Cerro Porteño e 14 para a partida da volta. São as oitavas de final da Libertadores.

De saída, até a data, serão as disputas mais importantes do ano. Espero que não sejam as últimas. Independentemente de que o nosso time quando completo seja fraco e a montagem do elenco, apesar da falsa narrativa do planejamento, foi feitas sem parâmetros pre definidos, sem o equilíbrio necessário, de idade avançada, o FFC tem todas as chances para se classificar sob a condição…

Sob que condição?

Sob a condição de que nem o Roger, nem o Paulo Angioni, nem o Fernando Simone e o Mário Bittencourt atrapalhem. O presente tem como exigência o trabalho (desde que com proposta de regeneração de métodos e dos conjuntos de proposições), a humildade e o silêncio.

E nessa condicionante cabe o mutismo por completo dos PPPs (PASSADORES DE PANO PROFISSIONAIS). Que não atrapalhem, que enfiem essa busca desesperada por likes e seguidores no fundo das suas gavetas, que não conjuguem o verbo da plumifera vaidade. Chega de factóides e falsas narrativas construídas com o veneno das pataratas do descaro da transparência limitada, protegidos, quer dizer, escondidos sob a proteção do teclado da sinfonia dos covardes.

Para terminar, algumas perguntas para reflexão:

  • Quem vai substituir o Martinelli contra o Cerro Porteño na primeira peleja?;
  • Por que o Conselho Fiscal ainda não emitiu o parecer sobre as contas de 2020, uma vez que as mesmas foram apresentadas no longínquo 30 de abril passado?;
  • Por que o Conselho Diretor do Fluminense tem medo do voto ONLINE? Será que é medo ou é mais promessa de campanha que jamais será cumprida?.

Repito:

O Fluminense nasceu para trocar porrada, nós somos assim!

Que venha o Ceará!

Em novembro de 2022 você pode mudar o rumo, evitando o naufrágio e definitivamente certo conceitos cancerígenos de modelo de gestão do clube.

O CHOQUE DE REALIDADE NECESSITA UM CHOQUE DE GESTÃO.

Antonio Gonzalez

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