Durante transmissão na FluTV, Mário diz que propôs a prefeitura do Rio liberação parcial de público para jogo da Libertadores

O Fluminense propôs à Prefeitura do Rio de Janeiro a liberação parcial de público para o jogo da próxima quinta-feira (12/08), contra o Barcelona-EQU, no Maracanã, pelas quartas de final da Libertadores. A ideia da diretoria tricolor é que a partida seja uma espécie de “evento-teste”.

A proposta do clube, cujos detalhes foram explicados pelo presidente Mário Bittencourt, durante a transmissão da FluTV do sorteio das quartas de final da Copa do Brasil, tem um protocolo próprio: 4,5 mil pessoas, todas com ciclo completo de vacina para Covid-19 e sem venda de ingresso (apenas para sócios torcedores). O ofício tricolor foi protocolado por volta de 15h30 na Secretaria de Saúde. A Prefeitura iniciou a análise e tomará uma decisão sobre o assunto posteriormente.

Estamos propondo que se aplique o protocolo da Prefeitura, que está válido a partir de setembro: que as pessoas com o ciclo completo de vacina possam ir ao estádio, mas no limite máximo de 4,5 mil pessoas, que é 10% da capacidade tirando gratuidades, camarote, etc. Como se fizermos 10 ou 20 mil pessoas não teríamos retorno financeiro e entendemos que precisamos fazer um evento-teste, estamos propondo à Prefeitura que este seja um “evento-teste” com a participação da Prefeitura. Ou seja, o jogo do Fluminense na quinta-feira seria um “evento-teste” utilizado pelo Fluminense e pela Prefeitura para reabrir o Maracanã”, disse o presidente.

Durante a explicação, Mário Bittencourt afirmou que entrou em contato com a diretoria do Barcelona de Guayaquil e propôs um acordo de reciprocidade para que não ocorresse a situação de apenas um dos jogos ter público. O Fluminense é o mandante do jogo de ida, no dia 12/08, enquanto o time equatoriano fecha o confronto em casa, no dia 19/8. Segundo o mandatário, o Barcelona informou que tentará a liberação de público em casa e disse para o Tricolor ficar à vontade para tentar ou não a presença de torcedores na primeira partida.

Na Copa do Brasil, a CBF já comunicou que sairá uma regra que só poderá ter público se os dois confrontos tiveram condições de ter público para não causar desequilíbrio competitivo. Na Conmebol, não. A regra da Conmebol é “quem puder botar, bota”. Mesmo assim, entramos em contato com o Barcelona e dissemos o seguinte: “Se quiserem, podemos fazer um acordo de reciprocidade. Se estiver liberado aqui e não estiver aí eu não coloco aqui, mas também se não tiver aqui e você tiver aí, você não coloca”. E eles foram transparentes e nos responderam por escrito, primeiro nos parabenizando pela postura, dizendo que nunca tinham visto isso, uma procura para criar o equilíbrio, mas disse: “Fiquem à vontade se tiver possibilidade aí, porque se tiver possibilidade aqui nós vamos colocar”, finalizou.

Fonte: Ge

Foto: Divulgação

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