“Uma ponte longe demais” – Opinião André Ferreira de Barros

“Uma ponte longe demais”
Ontem, foi mais um dia tocante na minha vida de tricolor.


Ao levar a minha filha para se vacinar, fiquei surpreso com o número de camisas tricolores que enfeitavam Niterói.


Sem exagero, para cada camisa dos molambos, havia duas tricolores.
Mais, no rosto dos torcedores tricolores, em especial nos dos mais jovens, estampava-se uma esperança desmesurada, quase irrazoável. Parecia que contávamos com Marcelo em vez de Egídio, com Messi em vez de Nenê, com Guardiola, em vez de Roger, com Horta, em vez de Mário Bittencourt.


De fato, ser tricolor é mais do que uma opção por um clube de futebol, mas, diferentemente, é um estado de sublimação da alma.
Fim de jogo!


Lágrimas nos olhos da minha filha, de 23 anos.
Por extrapolação, imagino lágrimas escorrendo pelos olhos de milhões de tricolores reféns de ineptos e sacripantas desde 1986 – que não sentem um milionésimo do amor que sentimos.
Especificamente quanto a mim, lembrei-me das palavras do Major General Robert Elliott Urquhart, proferida no curso da malograda “Operação Market Garden”: a conquista da Copa Libertadores da América “… sempre me pareceu uma ponte longe demais…”.


Saudações tricolores!!


Em tempo: Levado pelas mãos de Marcelo Jorand, ingressei no Canal Flunews há anos. Este é o meu centésimo trigésimo quarto post, e pretendo, em breve, chegar ao milésimo. Aliás, aproveito a oportunidade para agradecer a Wagner Aieta, a Cilene, a Douglas e a tantos outros colegas. Não, não estou me despedindo! Faço esse registro, pois o meu 135º post será intitulado “O Grande Filho da Puta”. Sinceramente, compreenderei a sua não publicação pelo Canal – hipótese na qual procurarei outros meios para divulgá-lo. Pro pessoal do “deixa disso”, proponho uma troca: balançar o FDP até o cofre-forte sair pelo ânus.

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