DOIS ANOS E QUATRO MESES DA GESTÃO MÁRIO BITTENCOURT. Opinião Ademar Arrais

Prezado Tricolor,

A atual gestão do Fluminense do Fluminense Football Club completa hoje 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses sem que as inúmeras promessas de campanha tenham sido minimamente cumpridas. Quem tiver alguma dúvida ou mesmo divergência sobre essa afirmação basta buscar na internet o material de campanha fartamente difundido à época na busca por votos.

Durante todo o período da atual gestão, a prepotência e arrogância de praxe do Presidente Mario Bittencourt fomentou a desunião do Clube para continuidade de seu isolamento, com intuito único de  que ele pudesse fazer o que quisesse e bem entendesse. O resultado  é catastrófico e ainda se sustenta em pequena parte da torcida e associados em razão de uma camuflagem e da fábrica de mentiras que inunda as redes sociais e a imprensa diariamente. Já estamos num processo acelerado de apequenamento e se não mudarmos efetivamente o Clube, inclusive afastando quem possui outros interesses ou interesses conflitantes com os do Clube, vamos ter, mais rápido do que se imagina, a mesma inviabilização esportiva e financeira que tiveram recentemente outros Clubes grandes do futebol brasileiro.

Continuamos com um estatuto completamente arcaico e obsoleto,  ausência completa de profissionalismo, ausência de CND, déficits orçamentários irresponsáveis e inconsequentes ano após ano sem qualquer readequação, contratos e contratações acima da realidade de mercado e das possibilidades do Clube, nenhum trabalho eficaz de prevenção a novos passivos trabalhistas, previdenciários, cíveis e tributários, ausência completa de transparência, de regras e práticas de complaince, defesa institucional pífia, divisões de base voltadas exclusivamente para venda de jogadores com intuito de  cobrir desequilíbrio orçamentário e atender mais a interesses de empresários do que aos interesses do Fluminense, Presidente tendo postura inteiramente  incompatível de quem tem a obrigação de negociar, cobrar e assinar pelo Clube enquanto empregador,  separação meramente contábil e ainda errada entre os centros de custos, descaso completo na prestação de serviços aos sócios e aos nossos torcedores, Clube cada vez mais decadente, largado e esvaziado, desrespeito com a nossa história permitindo que inúmeros troféus sejam perdidos e danificados, por exemplo, junto ao lixo de porões do Clube, inexistência de qualquer interesse, estudo ou sequer discussão institucional quanto a transformação do Fluminense em Clube-Empresa, inexistência total de planejamento estratégico institucional com ações de curto, médio e longo prazo, etc…

Se existe uma pessoa que não pode se dizer surpresa com a situação financeira atual do Fluminense é o seu Presidente, pois não só contribuiu decisivamente no passado para construção dessa realidade, como conhecia por dentro mais do que ninguém essa realidade antes da eleição. O modelo arcaico e ultrapassado de gestão é exatamente o mesmo o de 20 anos, evidentemente, em muito agravado. O Futebol no mundo todo mudou e o Fluminense urge por mudanças profundas dos seus alicerces e sobretudo de suas práticas.  Mario foi eleito e manteve a estrutura e a mesma equipe da Diretoria passada, com super poderes no futebol para o Sr. Paulo Angioni. Antes da eleição íamos disputar títulos e seríamos campeões no futebol profissional, recuperando inclusive a hegemonia carioca. Hoje o discurso mudou para a necessidade da torcida  valorizar boas campanhas porque elas são proporcionais as nossas possibilidades financeiras, títulos das divisões de base, comemoração de falsas divulgações de salários em dia e classificação para competições que também só iremos participar, podendo sermos campeões como obra do acaso, sorte ou pela força da camisa.

Vale salientar, por importante e oportuno, para o fato de que também constavam das infinitas promessas de campanha, a revitalização do Estádio Manoel Schwartz e a renovação do contrato de concessão do Maracanã, mantendo os direitos do Fluminense.

Em relação a revitalização do estádio das Laranjeiras, mais uma vez o Presidente ignora tudo o que prometeu e com quem se comprometeu demagogicamente em troca de votos e resolve fazer o que quer e bem entende, sem observar, também mais uma vez, que não é dono do Clube, mas somente gestor temporário de bens e interesses institucionais e que por isso mesmo deve discutir o que será feito ao menos com os Poderes Constituídos do Clube. 

No tocante a renovação do Contrato de Concessão do Maracanã, o governo do Estado do Rio de Janeiro já publicou o Termo de Referência para a realização do procedimento licitatório que será realizado em breve. Independente de opiniões divergentes quanto a outras alternativas de estádio a ser reformado, construído ou utilizado para o futuro, o Fluminense precisa adotar urgentemente as providências cabíveis e atuar nos bastidores para que não percamos esse contrato, inclusive fazendo em seguida uma rediscussão dos inúmeros custos desnecessários e desproporcionais do estádio (Ex: Sunset). O Flamengo não pode ficar sozinho com o Maracanã, assim como não pode continuar querendo comandar o futebol brasileiro com a nossa ajuda muitas vezes, ainda que por omissão. Já passou da hora de retomarmos nosso papel no cenário do futebol carioca e brasileiro. Segue abaixo material oficial sobre essa questão.

https://www.concessaomaracana.rj.gov.br/

https://www.concessaomaracana.rj.gov.br/audiencia-publica

https://canalflunews.com/wp-content/uploads/2021/10/DOERJ_Maracana_Convocacao_Audiencia_Publica.pdf

https://canalflunews.com/wp-content/uploads/2021/10/Anexo-I-Minuta-Termo-de-referencia_Maracana_0.pdf

Um abraço a todos.

STs.

O texto é de total responsabilidade do autor.

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