“Fluminense eu sou!” – 60 anos de Batismo – Por Antonio Gonzalez

“Fluminense eu sou!” – 60 anos de Batismo 

Meu PAI me fez Fluminense.  Minha MÃE também. Meu Tio Lorenzo, um dos fundadores da Força Flu, carteirinha número 010, também. Meu Avô, o Antonio Careca ou o Senhorito do Restaurante Yankee Brasil, também.  Meu outro Tio, o Antonio Castro Gil, Vice de Futebol em 1984, também.

Nesse sentido a vida não me permitiu perder tempo. Eu gostei da democracia familiar. Berço e terço! Amém! Salve! Água bendita daquela pia Batismal e o óleo dos catecúmenos (“catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo. Este óleo significa a força de Deus que penetra no catecúmeno – como o óleo que penetra em seu coração, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito” – Wikipédia).

Traduzindo: nasci Fluminense! Ponto! Vamos em frente!

A vida é para ser vivida. Sou daqueles que preferiu viver tão depressa que não teve tempo para ter medo.

A minha infância dura exatamente 52 anos, desde aquele gol do Flavio em 1969… “É ou não é piada de salão, o time do urubu querer ser campeão?”.

Todos os dias vivo aquela noite. Isso me faz permanecer vivo.

E vieram aqueles gols do Mickey, a 1ª Máquina que atropelou o High Society daquele mágico 1970.

De 1971 ninguém fala do roubo no jogo do turno. Penalti roubado, presenteado ao Botafogo pelo senhor Juiz Carlos Costa, 1 a 0 com gol de Paulo Cézar Lima. Ou seja: “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.  O Fluminense é um clube de pessoas respeitosas. Ponto!

A inocência de uma infância multicampeã deixa de herdeira uma adolescência alucinada. A nova Máquina. Rivelino, Paulo Cezar e cia… Os melhores do mundo vestiram as nossas cores.

Mas a verdadeira alucinação adolescente chegou aos 16 anos, início de 1978: a Força Flu. Não foi uma paixão à primeira vista, era reencarnação na certeza que ambos já nos conhecemos de tempos de outrora.

Do nada aquele menino teve que ter postura de homem aos 19… foi uma escola de vida, muito mais que qualquer outra forma de amor, mesmo valendo a pena. Dias de glórias, tempos de festas, de cortes sem volta.

O tempo traz consigo passados e retratos. Alguns já sem pintura.  Mais de 4 décadas se passaram. Nem o meu cabelo ficou.

Mas a Força Flu sim.

Hoje é um dia importante. 

Estive afastado, tive meus motivos: 2 garotos de 20 anos faltaram ao respeito. Corri detrás de um. Fugiu. Naquele dia falei “acabou”, eu com mais de 50 anos, correndo em direção a quem desrespeitou-me.  E pensei que “disposição não falta, tô velho para isso”.

Um novo ciclo se apresenta…

Quem nasceu na arquibancada do verdadeiro Maracanã sabe o tamanho que tem: o Sobranada não só me estendeu a mão, como me ouviu e interpretou.

E sem pedir passagem quando dei por mim não restavam traços daquele guri que procurou ao Ricardo Belford, que era o Presidente da época: “Tem camisa? Quanto é?”…

Serei eternamente grato ao SOBRANADA 1902.

A atual Diretoria me procurou em maio de 2020. Aos poucos a confiança foi reconquistada, tanto que sempre que posso vou à sala.

Hoje fui convidado para a Festa de Aniversário 50/51.  Agradeço aos envolvidos.

A Força Flu é a imagem viva da HISTÓRIA DO FLUMINENSE.

“FLUMINENSE EU SOU!” traduz um pouco desse Fluminense que vivenciei, que muitos tem aceso na memória.  É um canto de PAZ e uma canção de guerra.

O Claudio, THE MAN, Kote deu vida.

Vai para todos, de todas as gerações: se vai ser cantada ou não… sei lá, não me preocupa. Foge da minha alçada.

Cumprir 51 anos de existência eleva à condição de destaque quando se trata de uma torcida organizada. E sendo do Fluminense, trata-se de referência.

Para quem ainda se surpreende com a minha forma de escrever: aprendam a ler nas entrelinhas.  A última mensagem tinha o intuito de mexer com os brios, conseguiu.  Só que é uma proposta de paz! Nada além disso: debate e união.

UNIDOS POR UM FLU FORTE é uma frase de Heitor D’Alincourt… Eternizada pelo peso histórico.

E…

Para quem se preocupa com o futuro: amanhã tem a LIVE da Frente Ampla Tricolor, esqueça o viés político, mas dá uma passada (Facebook e Youtube) – “CLUBE EMPRESA – Caminhando em direção ao futuro”.  Vai ser muito didática. Comece a se interessar, não deixe que falem por você.

Um forte abraço! Até qualquer dia!

Meu PAI me fez Fluminense.  Minha MÃE também. Meu Tio Lorenzo, um dos fundadores da Força Flu, carteirinha número 010, também. Meu Avô, o Antonio Careca ou o Senhorito do Restaurante Yankee Brasil, também.  Meu outro Tio, o Antonio Castro Gil, Vice de Futebol em 1984, também.  A FORÇA FLU TAMBÉM!

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