Piloto de avião Tricolor, ganha camisa oficial autografada por Fred

Logo depois da morte do pai, Eduardo Simões é agraciado com presente conseguido por colegas de trabalho em voo que transportava o Time de Guerreiros

“Tricolor desde a outra encarnação”, como o próprio se define, Eduardo Simões, de 53 anos, exibe seu amor pelas cores verde, branco e grená mesmo se estiver no ar. Em janeiro, o piloto de avião fez sucesso entre os torcedores ao dar uma aula sobre o clube do coração enquanto sobrevoava o Rio de Janeiro. 

“Infelizmente, com 30 anos de aviação, levei o elenco profissional só uma vez. Mas sempre falo do clube”, afirma.

Nesta segunda-feira (22/11), ele recebeu dos colegas de trabalho um presente para lá de especial: uma camisa oficial autografada por Fred. 

“Fiquei realmente emocionado. A camisa vai para uma moldura”, garante.

Logo depois da morte de seu pai, José Bedran, de quem herdou a paixão pelo Tricolor, a companhia aérea da qual é funcionário transportou o Time de Guerreiros de Porto Alegre para o Rio, no início de novembro. Com o elenco comandado por Marcão a bordo, uma pessoa em especial veio à lembrança da tripulação encarregada da viagem. 

O luto do torcedor, mencionado pelos tripulantes, emocionou o camisa 9. A pedido da equipe de voo, o ídolo deixou de recordação para o fã um uniforme com a sua marca. De surpresa, a Armadura chegou às mãos do comandante no dia seguinte ao triunfo por 2 a 0 sobre o América-MG.

“Recebi a camisa das mãos do piloto que transportava o Flu na ocasião. Ele chegou hoje para voarmos juntos, me deu um abraço pelo falecimento de meu querido pai e, em seguida, entregou a camisa. Foi inesquecível”, explica. “Apesar do mundo corrido em que vivemos, meus colegas pensaram em mim na hora. Fiquei lisonjeado. Já chorei várias vezes”, revela.

Da arquibancada, Simões celebrou, neste domingo (21/11), o primeiro gol de Fred diante do público no Maracanã desde a sua volta às Laranjeiras.

“É o Rio de Janeiro voltando ao normal, em um dia de sol, amigos e gol do Fred pelo Fluminense no Maracanã. Sensacional. Foi o que mais me fez falta durante a pandemia. Sou viciado no Flu”, brinca, ao cravar: “Ainda conseguiremos a vaga para a Libertadores”.

Texto: Comunicação/FFC
Fotos: Divulgação
/FFC

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