Parabéns FORÇA FLU – 51 anos de SER FLUMINENSE (por Antonio Gonzalez)

A vida é feita de escolhas: com pouco tempo no ventre da minha MÃE escolhi SER FLUMINENSE.

Já o meu PAI, desde os primeiros jogos, naquele cimento da arquibancada do “falecido” Maracanã dizia: “SER FLUMINENSE não é só o que você possa ver dentro de campo, mas essa camisa conjuga o verbo perfeito para definir a ética, a honra, a honestidade, a retidão, a fé, a luta, a guerra, a nobreza, a classe, a justiça”.

E surgem os momentos em que SER FLUMINENSE supera o altar do imponderável:

  • “TIO, por que o senhor não vai ver o jogo de amanhã com a gente, é a final?” – perguntei.
  • “Porque agora eu sou da Força Flu…” – respondeu.

Retruquei de bate pronto “mas o que é essa tal de Força Flu?”…

Eu era um menino de 9 anos de idade que havia acabado de ser aprovado no colégio, rumo à 3a. série primária. Um ano e meio antes, em junho de 1969, havia presenciado a estocada final:”Flááávvvviiiioooo, 9, a camisa que tem cheiro de gol… tem peixe na rede do Flamengo”… 3 a 2 na mulambada. Depois daquele Fla- Flu, o Fluminense ganhou um lugar de destaque na minha vida. Eterno!

Então meu TIO, que era o malucão da família, me levantou no colo e disse uma frase mágica:

  • “A Força Flu é a tradução perfeita do que é SER FLUMINENSE!”… “E pode apostar que amanhã (domingo 20/12/1970) a gente vai sair do Maracanã gritando É CAMPEÃO!

Na segunda-feira (21/12) acordei cedo e corri para à banca de jornal do Seo Giovanni, na esquina de Voluntários da Pátria com Paulo Barreto e pedi um exemplar do Jornal dos Sports…

A manchete do periódico era definitivamente esclarecedora:

FLUMINENSE CAMPEÃO DO BRASIL DE 1970.

O que havia começado no dia 15 de junho de 1969, quando diante de mais de 170 mil pagantes, o tricolor exterminava o urubu mulambu e conquistava o título carioca, se solidificava com a conquista do campeonato 1° brasileiro.

E na cabeça daquele guri, tímido porém brigão, nascia a definição para o resto da minha vida:

SER FLUMINENSE É SER CAMPEÃO!

O tempo passou, 18.600 dias depois daquela conquista escrevo estas linhas.

Entrei para a Força Flu no início de 1978, ainda imberbe, 16 primaveras nas costas. Em poucos meses, o Mestre Ricardo Belford, que era o Presidente à época, transformou-me em Diretor de Relações Públicas. Em 1980 o Ricardo se afasta para casar, interinamente assumi. Até que no dia 29/05/1981 me tornei Presidente.

Hoje, posso dizer (dou fé) da inequívoca e brilhante participação da Força Flu nas conquistas dos cariocas de 1980/1983/1984/1985/1995 e do Brasileiro de 1984.

SER FLUMINENSE É SER CAMPEÃO!

Hoje, nessa data querida, assumo que nesses 51 anos de história somente existiram 2 protagonistas: o FLUMINENSE e a FORÇA FLU. O que veio junto é mero coadjuvante. EU SOU UM DELES, sem protagonismos, apenas mais um.

E se alguém tem que agradecer a alguém nessa caminhada, esse alguém sou eu. Graças à torcida me fiz homem. E mais: graças à FORÇA FLU eu aprendi a perfeita conjugação do verbo SER FLUMINENSE.

Nesse instante pintam alguns “MUITO OBRIGADO”…

Aos que já se foram: GB, Eduardo, Gigi, Lorenzo,seu Pedro, Tia Helena, Adriano Pinto, Sergio Louro, Patury, André Bolha, Tato, Soró, Mancha, Tarado, entre outros…

Aos fundadores João Venâncio Cysne, Valter Veloso, Mario Marcio, Sylvia, Glauber, Boto, Denise e Zenildo (o 1° Presidente)…

A outros Presidentes como Ricardo Belford, Aloísio Loures, Mario Fofoca, Soró, meu irmão mais novo Pagaio, Pará, Marcelo Esteves, Willian… Aos amigos Zé Henrique e Lete…

À atual Diretoria com o Presidente Balu e aos diretores Gabriel Diniz, Regis, Annie e Bruno Gioseffi.

A Força Flu nasceu trazendo consigo um dogma de fé:

Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denilson e Didi; Cafuringa (Wilton), Flávio (Mickey), Samarone (Cláudio) e Lula.

Esse é o mantra que há gerações se veste de verde.

De resto… que venham outros 51 anos… será o sinal inequívoco de que o Fluminense continuará vivo.

E jamais se esqueçam que…

SER FLUMINENSE É SER CAMPEÃO!

SER FLUMINENSE É SER FORÇA FLU!

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