Porquê Abel não é um retrocesso – opinião Crys Bruno.

Oi, pessoal.

Antes de tudo, registro meu agradecimento pelo convite irrecusável do Wagner Aieta.

Ao lado dos sites NetFlu e Explosão Tricolor, o Flunews é referência e excelência na cobertura diária do nosso Tricolor há anos.

Muito obrigada por me permitir fazer parte de sua digna e coesa história mesmo enquanto colaboro no Canal do Jorand.

E habemus técnico.

Pois é, Abel Braga é o “novo” técnico do Fluminense.

Um Fluminense que, em 2022, viverá novas (espero que sem aspas) eleições e o atual mandatário, Mário Bittencourt, abriu o cofre para contratar.

Distante da torcida do Fluminense que ele colocou sempre à margem, o presidente não sabia da rejeição de grande parte dela sobre Abel ou quis seguir no seu caminho de contrariá-la mas, desta vez, oferencendo “o menos pior”?

Funciona assim: você tem 6 aninhos. Um tio bobo se aproxima e diz: – Escolha!

Ao estender as duas mãos, você vê uma barata amassadamente morta, uma minhoca pisoteada e uma balinha de maçã verde.

Mesmo se, como eu, você não gostar de maçã verde, ela será “a menos pior.”

Não, Abelão não era o menos pior. Renato Gaúcho seria.

Não, Abelão não é um retrocesso. Ele é apenas um técnico que se repete mas, ao contrário dos seus pares, como Mano Menezes, tem carisma e é boa praça.

Contratado para entreter e distrair a torcida que o quer bem, merecidamente, já chegou soltando os “cantos da sereia” “- O Fluminense é f***dão mesmo!”; “-Fred corre mais hoje que há 10 anos atrás.”

Ao contrário do que fala, sempre colocou o “f***dão Fluminense” atuando na defesa, com oito, nove jogadores atrás da linha da bola, jogando em contra-ataques.

E se não desse liga, como na última passagem, já ia para imprensa dizer:
“-Faltam peças”.

E seus escudos o defendiam: “Não se faz omelete sem ovos.” (Voyvoda, Barbieri e Marquinho Santos que o digam)…

Por tudo isso, não são pelos seus 69 anos – ele poderia até estar com 379 anos – mas sim sobre sua ideia, sistema, esquema e modelo de jogo.

Modelo esse que é tido como o menos trabalhoso para montar e que aproveita atletas que nem precisam saber executar recursos técnicos para serem titulares do Fluminense, “o f***dão”.

Abel não é um retrocesso. Só é mais um retranqueiro, adepto do anti-jogo, como Mano Menezes, por exemplo, só que com mais tempo de carreira, 3 títulos expressivos e a identificação com o Clube.

É sua 4° passagem para servir de motivador, animador, locutor de rodeios. Coloquem rodeios nisso!

Não, não vejo o Abelão como retrocesso.

Retrocesso é Mário Bittencourt.
Retrocesso foi Horcades.
Foi Peter Siemsen.
Retrocedendo está o Fluminense.

Que na força da nossa paixão como a Torcida mais impressionante do Brasil que classificou para a Pré-Libertadores no gogó um time com futebol de vagabundos, que, em 2022, salve o querido pavilhão de novo da arquibancada.

E para o cheque-mate, em novembro, unida e forte pelo Fluminense, salve-o do pior: do amadorismo dantesco de “Mários” e “Angionis”, “Peteres” que alugaram nosso amor, nossa paixão, nossa raiz.

A bênção, João de Deus.
Amém.

ST,
Crys.

Próximo: o Futebol mudou, sim, mas Clube nenhum que permaneceu grande e competitivo mudou sua identidade institucional.

Imagem em destaque Fluminense FC.

O texto é de responsabilidade do autor.

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