“Eu sou uma pessoa reservada”, em entrevista a portal Angioni fala sobre preferencia pelos bastidores, negociações e contratações

Em sua quarta passagem pelo time Tricolor, Paulo Angioni tem preferido os bastidores aos holofotes.  diretor executivo de futebol quebrou o silêncio e recebeu o ge no CT Carlos Castilho para uma entrevista exclusiva.

Preferencia pelos bastidores

-Eu sou uma pessoa reservada realmente, gosto de ser assim, não tenho hábito desse marketing pessoal. E também respeitando um pouco a cultura do próprio clube. Eu respeito muito a instituição, acho que minha longevidade nos clubes se dá muito por esse respeito.

Rotina de trabalho

– A gente acaba tendo uma rotina. Eu entendo que para o profissional da minha área, com aprendizados que a gente tem de muitos anos no mundo do futebol, sempre fui uma pessoa de dedicação total ao clube. Eu trabalho o tempo todo nesse ritmo de buscar soluções para tudo. Para isso tem que ter uma presença grande dentro do clube, não pode chegar aqui na hora do treino e ir embora quando o treino acabar.

– Eu tenho a experiência de um presidente de um clube em São Paulo (Portuguesa), o estádio tem o nome dele, senhor Oswaldo Teixeira Duarte (Canindé), ele me dizia que chegava no clube às 7h e saia às 20h porque até um prego para comprar ele tinha que assinar. Senão ele não conseguia controlar o clube. Eu fui adquirindo essas práticas de pessoas mais antigas do que eu e me dedico muito, geralmente sou um dos primeiros a chegar e o último a sair todos os dias.

Negociações

– Negociação é um conceito que existe de fora um pouco diferente do que é internamente. Uma contratação não se faz por uma só indicação. O Fluminense tem o privilégio de ter um scout que já está no clube há quase 10 anos, tudo passa por ele, e se discute em um grupo. Não é só o Paulo Angioni, o presidente ou o Ricardo (Corrêa, chefe do scout). É um conceito onde está envolvido também o treinador e a área da saúde para definir uma contratação.

– Então é um conjunto de pessoas pensando em um só objetivo, é um time. Depois de fechada a ideia da contratação, a prática pela negociação passa pelo Mário e por mim, a gente se reveza. O Mário é uma pessoa muito ativa nessa área, consegue ter um bom poder de convencimento. A última palavra é dele, por ser o presidente do clube, mas sempre passa por um crivo de algumas pessoas.

Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

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