Vaiar é criticar a própria camisa?

Depois de mais uma atuação péssima, a terceira seguida, o Fluminense foi derrotado em casa contra o América-MG. Com um primeiro tempo horrível e desmotivado, os comandados de Fernando Diniz acabaram perdendo novamente e, agora, estão fora do G-4.

Após o jogo, Fábio, goleiro de 42 anos, demonstrou sua insatisfação. Não com a derrota e a sequência de atuações pífias, mas com a torcida, os 23 mil guerreiros que foram assistir mais um jogo abaixo da crítica. Fábio, goleiro de 42 anos, que falhou em vários momentos decisivos nesta temporada, acha que a torcida deve cobrar, mas ele próprio decide como a cobrança pode ser feita.

Ao final do jogo, o goleiro afirmou:

A gente ficou invicto muito tempo, e o grupo é praticamente o mesmo. O torcedor fica triste com o resultado e cobra. Acho que tem o direito de cobrar principalmente no final do jogo. As vaias prejudicam a própria equipe. Principalmente depois do segundo tempo estavam incentivando mais a equipe adversária e desrespeitando a própria camisa. (…) O torcedor tem que ir até o final. Tem todo o direito de cobrar. Ele que é a referência e a razão do clube, mas tudo tem a hora certa: no final da partida. Infelizmente não foi o que aconteceu, mas é o mesmo time que era considerado o melhor e o que há pouco tempo estava brigando pelo título.”

Com mais de 20 anos de carreira, era esperado que o goleiro entendesse que o torcedor tem o direito de vaiar, criticar, cantar “Time sem vergonha” quando ele quiser. É uma demonstração de cada um. Alguns preferem vaiar ao final, outros durante o jogo. Mantendo o bom-senso, nunca apelando para agressões ou invasões de treinamento, cobranças ridículas no privado dos jogadores, as críticas devem ser feitas. E não são os jogadores que determinam como vão ser. Eles apenas ouvem e tentam melhorar. É a vida.

Mas Fábio, goleiro de 42 anos, acha que a torcida deve se comportar como ele quer. Parece que nunca foi vaiado em toda a sua carreira. Não é a primeira vez que um jogador experiente do atual elenco faz isso. Felipe Melo já discutiu com torcedores por ser vaiado. A própria diretoria atual não gosta de cobranças, acha que o torcedor não entende nada de futebol e serve só para fazer papel de bobo e pagar sócio.

Que os jogadores tentem se fechar, não se criticando abertamente, é compreensível. São colegas de trabalho e querem apoiar uns aos outros. Mas não podem querer ditar como a torcida se comporta.

Para amenizar as vaias, é importante jogar futebol, coisa que o Fluminense não faz há três rodadas. Perder é do jogo, muitas derrotas acontecem e a torcida apoia. O que não pode é apatia, lentidão e querer definir o que a torcida pode ou não fazer. O próprio Fernando Diniz criticou a partida, qual a razão do torcedor não poder?

Foto: Marina Garcia/FFC

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