Alan volta a jogar após 264 dias e comemora reestreia no Flu

Foram apenas 10 minutos, e sem nem tocar na bola. Mas o Clássico Vovô do último domingo, que terminou empatado em 2 a 2, teve um significado especial para outro jogador além de Matheus Martins: Alan voltou a entrar em campo após 264 dias e, enfim, fez sua reestreia com a camisa do Fluminense, 12 anos depois da saída do clube onde concluiu a formação de base.

Naturalizado chinês, Alan não jogava desde 1º de fevereiro, quando foi titular na derrota da China por 3 a 1 para o Vietnã, pelas eliminatórias asiáticas da Copa do Mundo. Contratado pelo Fluminense em junho, ele sofreu uma grave lesão na panturrilha esquerda nas primeiras semanas de treino e levou cerca de dois meses para ficar à disposição do técnico Fernando Diniz. Ele começou a ser relacionado no fim de setembro, diante do Juventude, mas precisou segurar a ansiedade até ganhar uma chance:

Ansiedade é normal, sempre dá aquele frio na barriga. É um momento que eu ficava imaginando e vinha trabalhando forte e me preparando para isso. Sem dúvida, por toda a minha história no clube, essa reestreia foi especial. Sensação única, que já imaginava há muito tempo. Todos sabem do carinho e da gratidão que tenho pelo Fluminense, e poder voltar a defender essa camisa é muito especial. Estava ansioso por voltar a jogar. Feliz que pude fazer essa reestreia, e agora é seguir trabalhando”, disse Alan ao ge.

Coincidentemente, o primeiro jogo de Alan neste retorno ao Fluminense foi justamente contra o primeiro adversário que enfrentou no profissional com a camisa tricolor: o Botafogo. Em 2008, o atacante entrou nos minutos finais no lugar do volante Fabinho e marcou um gol na derrota por 3 a 1 em um clássico pelo Carioca.

Desta vez, Alan substituiu Cano aos 40 do segundo tempo e ficou 10 minutos em campo, contando os acréscimos. Não deu para repetir o gol de 14 anos atrás, mas pôde matar a saudade da torcida, que empurrou o time na reação para evitar a derrota no fim:

A torcida do Fluminense tem um lugar especial no meu coração. Sempre foi muito carinhosa comigo, mesmo quando estava jogando fora do país. Sempre recebi mensagens, e esse carinho, sem dúvida, é muito importante para mim. A torcida tem uma força incrível, e quando jogamos juntos fica mais difícil de sermos batidos. Foi especial poder voltar a jogar diante do nosso torcedor”, comentou. 

Fonte/texto: ge

Foto: Marcelo Gonçalves 

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