Wellington Nem revela que quase saiu do Flu em 2012: “Eu bati no peito e falei vou ficar”

Campeão brasileiro com o Fluminense em 2012, Wellington Nem foi um dos principais nomes da conquista naquele ano. Cria de Xerém e de volta ao clube após ser eleito a revelação do Brasileirão pelo Figueirense no ano anterior, o atacante retornou às Laranjeiras depois do empréstimo para ajudar a conduzir a equipe ao título, que completa 10 anos nesta sexta-feira.

Com seis gols e sete assistências ao longo da competição, Wellington Nem foi coadjuvante de Fred, em um ano em que por pouco não deixou o clube sem realizar o sonho de defender o time do coração.

No dia em que o Flu comemora uma década da ´última conquista nacional, Wellington Nem conversou com o ge e revelou que teve que lutar para não ser vendido para o futebol russo antes do tetra.

Em 2011 eu acabei emprestado pelo Figueirense. Mas foi um ano incrível para mim, em que eu pude ser a revelação do Brasileiro. Quase classificamos o Figueirense na Libertadores. Se fosse no ano de hoje, que classificam oito, o Figueirense iria classificar. E a minha volta não foi das melhores. Eu tive uma conversa com o presidente (Peter Siemsen). Eu tinha uma proposta da Rússia. E ele (presidente) falou para mim que tinha a proposta, que o time precisava me vender, que o time precisava de dinheiro. Que no Fluminense eu não ia jogar, que tinha muitos caras bons. E eu bati no peito e falei não, presidente, eu não vou. Eu vou realizar meu sonho de jogar no Fluminense”, comentou. 

E ele falou que não era garantido de eu jogar. Cheguei na pré-temporada e estava no terceiro time do Fluminense. No primeiro jogo do Carioca, o Lanzini machucou o tornozelo e eu fui bem no jogo. No segundo jogo, no primeiro toque na bola eu fiz o gol. O time não começou bem o Carioca. Classificou na última rodada contra o Bangu e eu fiz um gol. Depois de lá, não saí mais do time. Joguei e fui campeão carioca e brasileiro. E o resto é história”. 

Wellington Nem ainda recordou que o time do Fluminense sobrava em campo em 2012. Segundo o atacante, hoje em dia a estrutura do clube é muito melhor que no ano do tetra. Mas há dez anos, para ele, o Flu tinha um time imbatível no cenário nacional graças ao investimento da antiga patrocinadora.

Naquela época eu estava com uma tendinite no joelho. Eu quase nem treinava. Eu ia para o rachão e ia para o jogo. Chegava lá a gente resolvia tudo. A estrutura do Fluminense está melhor que antigamente. Agora tem três campos para treinar, tem academia, tem tudo. Mas antigamente tinha a Unimed, que bancava e contrata os melhores jogadores do Brasil. Contratou o Deco, o Sobis, o Fred… e a única diferença era essa. Não tinha estrutura, mas o elenco era muito bom”, finalizou.

Fonte/texto: ge

Foto: divulgação 

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