Se eu morrer, amanhã, ninguém sentirá a minha falta – Coluna Antonio Gonzalez

Se eu morrer, amanhã, ninguém sentirá a minha falta.

Dias tristes, Gal Costa faz, precocemente, a passagem e Milton Nascimento aposenta a voz. O Brasil, rico em produzir cultura nos anos 1960 e 1970, perde luz, intelectualidade, poesia, voz.

De bom, a 3a. colocação no Brasileiro, definitivamente o melhor ano desde 2012.

Duela a quem duela!

Não reconhecer agride o que pensa a grande maioria da torcida tricolor.

Outra coisa é que eu concorde com os métodos da atual gestão. Tampouco sou daqueles que tira foto com a faixa de 3° colocado.

Sem hipocrisia: acalanto a evolução, mas não dou cambalhotas, nem tiro fotos tendo “a bicicleta do Fred” como amuleto.

Tenho a minha consciência tranquila, assim como sei que a Frente Ampla Tricolor foi o único movimento autêntico de resistência na política do Fluminense nós últimos 3 anos e meio.

Mas a fotografia que hoje falsamente alardeia de oposição, é turva.

Marcelo Souto, apesar da barba que carrega, é um imberbe: nada sabe de gestão, nem de política. Se sente maior do que o seu espelho reflete. Não é dele que o Fluminense precisa.

A outra parte passa pelo Rafael Rolim. A minha crítica não é ao ser humano. E sim à falta de clarividência e transparência do que diz ser o “projeto da SAF”…

Mas como assim se em junho já se sabia que, em caso de composição, a Presidência do Conselho Deliberativo não passaria pela mão de ninguém que não escrevesse o livrinho da obediência às necessidades do dono do “projeto da SAF”?

O meu nome surge nas hemerotecas que falam da história do Fluminense em 1978.

Não cheguei ao clube tentando (valorizar) fazer negócio.

Jamais pedi que atropelassem o estatuto para favorecer uma possível candidatura à eleição do sucessor do Peter Siemsen.

Muito menos indiquei peixe para trabalhar no clube… E o pior, era peixe preguiça que não fazia nada… Nada… Nada.

De modo algum posei de alquimista para anunciar patrocínio fracassado (bastava 2 dedos de frente para saber que iria dar merda)… Leia-se Matte Viton e Dry Word.

Porém, sempre que o Fluminense necessitou eu estive ali única e exclusivamente para defender os interesses da Instituição.

Assim foi, quando Conselheiro, com relação à aprovação das contas de 2016, último ano da 2a. gestão Peter Siemsen. Dia 8 de junho de 2017.

A grande maioria dos conselheiros sabia que aquela prestação de contas era mequetrefe, entre outros motivos, pelas luvas recebidas com relação ao Campeonato Carioca.

Luvas ou adiantamento que enforcariam, também, as finanças do clube pelas próximas 3 gestões… De 2017 a 2024…

Como uma das lideranças do Grupo Unido e Forte, sabia que haviam pessoas dispostas a votar contrárias à aprovação. Não queriam se expor às vigilâncias dos “coronés” dos Esportes Olímpicos e da Flusócio.

Antonio Gonzalez, Alexandre Villela, Sérgio Poggi, Luiz Montiagudo e Paulo Studart, foram os conselheiros que utilizaram a tribuna do Conselho Deliberativo para: pedir votação sigilosa para a “aprovação de contas” e para pedir que as contas não fossem aprovadas.

Já os conselheiros Marcus Vinícius Caldeira, Ricardo Lopes (Secretário das gestões Peter, Abad e Mário) e Pedro Antônio da Silva Ribeiro (Vice Presidente de Projetos Especiais – gestões Peter e Abad), se manifestaram favoráveis à aprovação.

Dá para entender quem eu sou???

Como acreditar num projeto oculto de uma SAF, vindo pelas mãos de quem em 2017 pouco se importava com as contas do Fluminense e atualmente fala das contas do Mário?

Que coerência é essa?

Repito: o fato de ser contrário à gestão Mário Bittencourt, não me permite ser hipócrita.

Construir o Centro de Treinamento era necessário? Sim. Contudo foi uma obra cara, mal feita e utilizada como ferramenta de susto ao sócio na eleição de 2016.

Como dar um cheque em branco a um projeto que já tem definido há 6 meses o nome do, em caso de vitória, futuro Presidente do Conselho Deliberativo?

Mais um ato hipócrita: se avacalha o atual Conselho Deliberativo por ser homologativo para as questões de interesse da gestão. Sem embargo querem um Conselho Deliberativo com a mesma forma de atuação.

Como aceitar uma reforma estatutária escrita por quem pode entender de negócios (SIC), mas que não conhece o Fluminense?

Como aceitar uma reforma estatutária para aprovar um modelo de SAF sem um milímetro de discussão?

Repito: pessoalmente nada (até agora) contra o Rolim, mas a candidatura dele (falo da coordenação) se cercou de pessoas icônicas: todas dignas de me terem do outro lado. Me dão nojo como tricolores e seres humanos.

Terminando…

Na última sexta-feira lancei DIZEM (ELES MENTEM), um trabalho realizado com o Cláudio KOTE. Fala da minha vida.

Por último, o vídeo do Wagner Victer (aquele do OVO e que mandou o Pedro Antônio “chupar uma rola”), que sem citar o meu nome, diz que é mentira que gente ligado à campanha do Rolim estaria divulgando que o “Ademar Arrais teria pedido 200 mil reais para renunciar à sua candidatura”…

Não é mentira! Você Wagner, que gosta muito da palavra jabaculê (deve ser herança dos governantes Garotinho e Cabral), deveria ser menos kamikaze.

Te lanço um desafio: me processe se eu estiver mentindo. Os prints e os áudios a respeito já estão devidamente arquivados.

Portanto Rolim, sou obrigado a manter a distância com relação a você, à sua candidatura e, principalmente ao dono da sua candidatura.

Fiz a minha parte, tentei dialogar… Você preferiu aos que gostam de fazer política rasteira.

Tomara que você consiga montar chapa.

Eu não torço para jogador.

Eu não torço por torcida organizada.

Eu não torço para dirigente (meu tio Antonio Castro Gil, VP de Futebol, campeão brasileiro de 1984 e bicampeão carioca 1984/1985, foi xingado pela Torcida Força Flu – eu era o Presidente na época – “Antonio Castro Gil vá pra puta que pariu”).

Nasci para defender o Fluminense!

Frase essa que constará no meu epitáfio.

Até sempre

Antonio Gonzalez

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