“Quem veste a carapuça?” Coluna André Ferreira de Barros

“Quem veste a carapuça?”
André Ferreira de Barros
Em primeiro lugar, à falta de provas, não me refiro a ninguém em particular. Descabe, pois, qualquer pedido de aclaramento do que escrevo.
Em segundo lugar, recuo, pelo menos, 35 anos no tempo. Ou seja, vou longe, muito longe.
O Fluminense F.C pertence à sua torcida – sócios e não sócios -, não a seus dirigentes. Muito menos a espertalhões.
Portanto, aqueles que desviam dinheiro do clube – quer pela cobrança indevida de comissões, quer por “rachadinhas” nos pagamentos a PJ, quer, ainda, pela contratação superfaturada de serviços a “amiguinhos” – ROUBA o sonho de milhões de torcedores, incluindo crianças – que ainda não têm couraça para suportar humilhações – e idosos – que, motivadamente, receiam não viver o bastante para ver o Fluminense F.C grande de novo.
A quem não veste a carapuça, por óbvio, não devo desculpas; a quem veste, muito menos.
Aliás, a esses ladrões de dinheiro e de sonhos – de todas as crenças ou até mesmo ateus –, desejo ardentemente um lugar cativo no inferno – entre o capeta e o caldeirão.

Saudações tricolores!

“Ei, Mário, vai tomar caju!” Coluna André Ferreira de Barros

“Ei, Mário, vai tomar caju”
André Ferreira de Barros
Pedro Abad foi o dirigente mais xingado da História tricolor. E o muito foi pouco. Ele merecia mais, muito mais. Afinal, ele e os seus asseclas da Flusócio – alguns dos quais habitantes da “esgotoesfera”, como o indefectível Zé Bobão – conseguiram piorar – e muito – o que já era ruim. Em poucas palavras, eles pisaram no acelerador rumo ao inferno.
Nessa esteira, Mário Bittencourt ascendeu ao cargo de Presidente do Fluminense F.C cercado por legítimas esperanças e compreensível paciência de parte da torcida tricolor.
Mas parece que o supremo mandatário do Fluminense confundiu isso com um cheque em branco.
Contratar o Oswaldo de Oliveira, às vésperas de um jogo decisivo contra o Corinthians, não foi um erro, Sr. Presidente, mas foram, sim, dois acintes. Fez-me lembrar do Ricardo Drubscky, criatura sua, Sr. Mário Bittencourt.
Manter o Marcão como técnico, com o Fluminense flertando com a zona de rebaixamento, não é, apenas, outro acinte, Presidente, é sapatear à beira do precipício.
E quem ama o Fluminense sabe o quão profundo e escuro é esse precipício!
O senhor sabe, não sabe, Sr. Mário?
Pois parece que não sabe!
Em suma, temo que, depois da tempestade (Flusócio), venha a enchente (Flusócio 2.0).
A torcida tricolor vem poupando o senhor, Presidente.
No entanto, se o Fluminense não ganhar da Chapecoense no próximo sábado, eu mesmo vou puxar o “Ei, Mário, vai tomar caju”.
Saudações tricolores!

“A erosão da tradição tricolor” André Ferreira de Barros

“A erosão da tradição tricolor”
André Ferreira de Barros
Para mim, ainda criança, ser tricolor era a coisa mais óbvia do mundo. Aliás, difícil era compreender outras opções clubísticas. “Onde esses caras estão com a cabeça”, perguntava eu, do alto de minha arrogância vencedora.
Nossa torcida era, de longe, a mais bela e atuante do Estado do Rio de Janeiro. Em jogos de 130, 140 mil pessoas, dividíamos as arquibancadas e as cadeiras azuis com os “molambos”. Só éramos numericamente massacrados na antiga geral do Maracanã. E cantávamos mais e muito mais alto. Aliás, quem não se lembra da subida, em conjunto, pela rampa monumental? “A torcida tricolor, zorreia, zoneia e sacaneia”, “Sorria pra chuchu”, e outros refrões ecoavam pelos arredores do Maracanã. Ante a nossa conhecida soberba, éramos a mais odiada das torcidas.
Fora de campo, contávamos com dirigentes da estatura moral e intelectual de Francisco Horta, Manuel Schawrtz, Newton Graúna, Antônio de Castro Gil, Rafael da Almeida Magalhães, José Carlos Vilella – de quem o Eurico Miranda se declarava aprendiz – e muitos outros. Pessoas que serviam ao Fluminense, mas não se serviam dele. Ou seja, também no quesito dirigentes, estávamos na dianteira frente aos demais clubes.

Dentro de campo, desfilavam em campo craques, como Rivelino, Pintinho, Paulo César Caju, Assis, Deley, entre outros.
Mas havia – e muitos – jogadores medianos que, em comunhão com a Torcida Tricolor, cresciam nos grandes jogos. Quem não se lembra do Edevaldo marcando o Júlio César? Do Lima parando o Romário? Do Ronald marcando o Sávio? Do Rubens Galaxe marcando o Tita? Do Jandir marcando o Adílio? Do Ailton correndo o campo todo em 1995? Incontáveis vezes fizemos frente ao Flamengo com times muito inferiores.
Em tempo (1): NÃO perdíamos clássicos decisivos. Flamengo, Vasco e Botafogo preferiam jogar entre eles a nos enfrentarem.
Em tempo (2): éramos os reis do Rio de Janeiro, que hospedava o mais disputado campeonato do país, no qual os maiores públicos, hoje numericamente inatingíveis, foram verificados (a maior média é do certame de 1976, que, claro, ganhamos).
Referi-me, até aqui, à mística tricolor.

Aludi a uma mística que está se desmilinguindo a olhos vistos – ao menos aos olhos de quem ama o Fluminense.
Hoje, a nossa torcida torce do sofá – é a SOFAFLU – e cobra resultados via rede social.
Desde 1986, nossos dirigentes são ruins de doer – com as honrosas e solitárias exceções do Dr. Arnaldo Santiago e do Dr. Celso Barros – que a rigor não era da diretoria – a quem não canso de agradecer a conquista de 03 (três) campeonatos nacionais. Nossos “cartolas” chegam próximos de um carma, deum dever espiritual de resgate.
Torcida frouxa mais dirigentes inapetentes resultam, inexoravelmente, num time de covardes.
Foi o que vimos ontem.
Atualmente, diferentemente dos tempos de minha meninice, ser tricolor não é uma obviedade. Diferentemente, é um exercício renovado de sofrimento.
Saudações tricolores!

“Dois erros não fazem um acerto” André Ferreira de Barros e Eduardo Rodolfo Alves

“Dois erros não fazem um acerto”
André Ferreira de Barros e Eduardo Rodolfo Alves


Mário Bittencourt tem pouco mais de 03 (três) meses à frente do Fluminense F.C.
Seria, portanto, bastante leviano atribuir-lhe todas as agruras por que passa o Fluminense. Grande parte desse quadro caótico cai na conta da Flusócio e os seus blue caps.
Mais, Mário Bittencourt, realmente, parece ser apaixonado pelo Fluminense.
Mas o processo decisório de Sua Senhoria carece de aperfeiçoamentos. E como carece!!!
Afinal de contas, no afã de corrigir um erro, Mário Bittencourt comete um erro ainda maior.
Vamos pela ordem.
Com Fernando Diniz, contratado pelo então Presidente Pedro Abad, o Fluminense jogava um futebol vistoso, mas, via de regra, saía de campo derrotado. Fernando Diniz conseguiu uma proeza: o Fluminense empilhava chances de gol, dava 30 chutes por partida, não assinalava nenhum tento e permanecia, rodada após rodada, na zona do rebaixamento. Somados prós e contras, Fernando Diniz precisava sair – eis o sentimento majoritário da torcida tricolor.
Diante da tragédia – esportiva e financeira – que se avizinhava, Mário Bittencourt demitira Fernando Diniz e trouxe, para o lugar dele, o jurássico Oswaldo de Oliveira.
Com isso, o Presidente conseguiu tornar mais fortes as vozes das “viúvas” do Diniz. Aliás, se fosse feita uma enquete sobre quem recaía a preferência do torcedor tricolor – sobre o Diniz ou sobre o Oswaldo, o primeiro ganharia – talvez com 100% dos votos.

Ocorre que Diniz e Oswaldo não eram os únicos treinadores da face da Terra.
Poucas – e irreversíveis – rodadas depois, o Presidente caiu em si. “Foi um erro contratar o Oswaldo”, pensara Mário Bittencourt com os seus botões. “Vou demiti-lo”, sentenciara o supremo mandatário tricolor.
Para corrigir esse erro crasso, o Presidente cometeu um ainda maior, efetivou o Marcão.
Ora, Marcão é gente muito boa, comeu o pão que Asmodeu amassara na Terceira Divisão, foi capitão do time por algum tempo, fez gol em jogo que valeu título (2005), fez gol de bicicleta, porém nada disso o credencia para ser técnico do Fluminense – ao menos do Fluminense que aprendemos a amar.
Embora o Athlético/PR tenha um time muito melhor do que o nosso, boa parte da derrota de ontem vai para conta do Marcão e, claro, de quem o escolhera, Mário Bittencourt.
É um erro manter o Marcão, Presidente!

O tempo urge!

Por favor, não desfaça esse erro cometendo um ainda maior, como a efetivação do Ailton ou a contratação de um Enderson Moreira.
Pense grande, Presidente!
Saudações tricolores!

“Ave Conca”

“Ave Conca”
Na corrente semana, a imprensa esportiva noticiou um fato de relevância para nós, tricolores: o Grande Dario Conca anunciara o fim de sua vitoriosa e esplendorosa carreira de jogador de futebol.
Imediatamente, instalou-se inconciliável divisão – mais uma: seria Dario Conca um ídolo do Fluminense F.C, um perene integrante do estrelado Olimpo Tricolor?
Neste breve artigo, deixo assentada a minha opinião – como sempre despido da pretensão de ser o dono da verdade.
Aliás, acrescento pimenta à discussão com outra questão: Dario Conca era craque de bola? Respondo: isso depende da referência, do nível cem, da acepção de craque. Se tomarmos Roberto Rivelino como referência de craque, Dario Conca foi um grande jogador – o que não é pouco. Se, diferentemente, tomarmos Renato Augusto como referência – ou seja, como craque -, Dario Conca era um cracaço de bola.
Como qualquer jogador de futebol, Dario Conca ora jogava bem, ora jogava mal. Jogava mais bem do que mal, claro. E, tem mais, mesmo quando jogava mal, ele não se omitia em campo. Vem-me à cabeça aquele infame jogo contra o América/RN no Maracanã. Quando o pavor tomou conta da arquibancada, a covardia tomou conta dos jogadores em campo. Todos – e cada um dos atletas – procuravam um jogador do América/RN, em cujas costas poderiam se esconder para não receber a bola, que, àquela altura, parecia queimar-lhes os pés. Todos não! O intimorato Dario Conca – que entrara com a desditosa partida em andamento – procurava incessantemente o jogo.
Mas, se eu lembrei de um jogo isolado da malfadada Copa do Brasil de 2014, como me esqueceria da Libertadores de 2008, da fulgurante arrancada no Brasileiro de 2009 e, principalmente, do Brasileiro de 2010? Dizem os mais antigos que, em 1962, Mané Garrincha ganhou a Copa do Mundo sozinho. Mais uma vez preso a referências, se isso for verdade, Dario Conca também ganhou, sozinho, o Brasileirão de 2010. Vejam bem, estou me referindo a um título nacional pelo qual ansiávamos há 26 anos.
Estava, então, construída a idolatria em torno do “… mais brasileiro dos argentinos…”.
Mais, estava forjado um mito nas Laranjeiras!

Relevantes motivos profissionais – e a independência financeira é um deles – tiraram Dario Conca das Laranjeiras em 2011. Todos – e cada um dos enlutados tricolores – sonhavam com o dia de sua volta da China para o Fluminense. Declarações de amor se reciprocavam através do mundo.
E, com amparo da UNIMED, Dario Conca, enfim, voltou ao Fluminense em 2014! Ele não era mais o mesmo jogador de 2010, mas ainda era o mesmo mito. E a régua com que se medem os mitos é bastante diversa daquela com que se medem os mortais. “Conca é Conca!”, bradavam, em especial, os torcedores mais jovens. Era irretorquível!
Ante o fim da parceria com a UNIMED, Dario Conca rejeitou racional proposta financeira do Fluminense e retornou à China. Ou seja, o mito se fez homem e optou pelo dinheiro – de que já não precisava como antes. Trincou-se o cristal!
Prosseguindo, dizem que, de quando em vez, a vida nos expõe a provas – umas mais duras, outras menos.
Dario Conca foi exposto a uma prova, que, convenhamos, nem era assim tão difícil de ultrapassar. Por que aceitar convite do maior rival do Fluminense se dinheiro já lhe sobrava? Mais, por razões históricas, Dario Conca jamais seria ídolo deles. Decerto, ele não aceitará, pensamos nós…
Mas, sabe-se lá por que, Dario Conca aceitou a proposta para jogar no Flamengo. Ou melhor, para ficar no banco de reservas do Flamengo.
Nosso grande ídolo no banco de reservas deles!
Entre as crianças tricolores, grassava um ensurdecedor e eloquente silêncio – de reprovação à atitude de Dario Conca.
Ao fazer isso, livre e espontaneamente, Dario Conca deixou o Olimpo Tricolor. E pela porta de trás.
Em suma, o Grande Dario Conca merece todo o meu respeito, mas não é mais meu ídolo.
Ele, livremente, quis assim!
Saudações tricolores!

“Os interesses da Nação e os interesses da Nassaum”- Opinião.

“Os interesses da Nação e os interesses da Nassaum”

Tenho muitos e diletos amigos que são, ao mesmo tempo, Bolsominion e flamenguistas. Apesar de meu duplo pesar, não deixei – e espero nunca deixar – de ser amigo deles.
Mas esses caras carregam consigo um sofisma insolúvel, ao qual dedico este breve artigo.
Afinal, quando estão em jogo os elevados interesses da Nação, a Rede Globo de Televisão tem lado, escolhe vencedores e, claro, constitui-se num perene foco de conspiração contra adversários, feitos por ela inimigos. O intrépido Capitão seria a vítima-mor dos diabólicos jornalistas. Enfim, o poderoso Grupo de Comunicação é um inimigo a ser batido pelos novos Cruzados – talvez o primeiro e o mais poderoso deles.
Por outro lado, quando estão em jogo os rasteiros interesses da Nassão, a Rede Globo de Televisão é um monumento à neutralidade, mera aplicadora de resultados estatísticos cientificamente colhidos. Associar-se a impenetrável armadura econômica do time de Gávea – e, de conseguinte, a mendacidade dos seus coirmãos- à ação da emissora de TV seria uma Teoria da Conspiração de quinta categoria, completamente desprovida de evidências empíricas. Mais, o Bandeira de Mello é um gênio. Aliás, por que não alçá-lo – esse fenômeno – ao cargo de Ministro da Fazenda no lugar do Chigaco Oldie Paulo Guedes? Ele ajustaria a economia do país num estalar de dedos.
Vão ser incongruentes assim na Casa do Cacete! Vocês devem ter tomado muita mamadeira de pi…. em tenra idade.
Em tempo: não sou petista!
Saudações tricolores

Foto Shoreline Films.

“Coronelismo, piscina e voto.” Eleições Fluminense 2019. Reflexão, por André Ferreira de Barros.

Foto Shoreline Films;

“Coronelismo, piscina e voto”

Em primeiro lugar, o título deste artigo se inspira na monumental obra “Coronelismo, enxada e voto”, de lavra do grande jurista e acadêmico Victor Nunes Leal (1948).

Em segundo lugar, numa democracia digna do nome, merece respeito e consideração toda e qualquer proposta que não emule ódio ou violência, tampouco veicule supremacia ou discriminações odiosas. Mesmo as proposições das quais, no mérito, discordamos veementemente. Aliás, principalmente as propostas das quais discordamos veementemente devem ser respeitadas.

Neste ano, Graças a Deus, mais dia, menos dia, haverá eleições nas Laranjeiras. Delas pode resultar a nossa salvação ou a nossa irreversível desgraça. E, nós, eleitores, jogamos um papel fundamental nisso.

Num livre exercício de abstração, avisto quatro núcleos de propostas possíveis para o Fluminense F.C.

A primeira delas retoma uma ideia que começou a ser ventilada ainda na gestão de Gil Carneiro de Mendonça (1996). Vale dizer, o Fluminense deixaria de praticar futebol profissional. Ou seja, viraria um respeitabilíssimo clube social, com o departamento de esportes olímpicos, enfim, se tornando uma referência nacional. Construir-se-iam piscinas e quadras belíssimas e ultramodernas, em torno das quais as famílias alegremente se reuniriam, principalmente nos fins de semana. À base desta proposta estaria o “gap” financeiro aberto pelo Flamengo, que seria irreversível e, pior, crescente. O cenário que se projeta seria negro, quase apocalíptico, algo assim: em 10 anos, o Flamengo venceria 7 Taças Guanabara, 7 Taças Rio, 6 Campeonatos Cariocas, 3 Copas do Brasil, 4 Campeonatos Brasileiros, 2 Copas Libertadores da América, 2 Recopas e, pelo menos, 1 Campeonato Mundial. Em contrapartida, para o Tricolor das Laranjeiras, no mesmo período de 10 anos, sobrariam parcas 3 Taças Guanabara, 2 Taças Rio, 2 Campeonatos Estaduais e, com muita sorte, 1 Copa do Brasil ou 1 Copa Sul-Americana. Vencedores de campeonato com pontos corridos nunca mais seríamos. Idem para a Copa Libertadores da América. Como o Fluminense não tem vocação para “sparring”, seria preferível fechar as portas do Departamento de futebol condignamente. Convenhamos que é grande a aderência dessa proposta à realidade. Por isso, o seu hipotético autor teria o meu respeito – pela clareza de propósitos -, mas não o meu voto. Algo como quem defende a monarquia como o melhor regime de governo para o Brasil.

Uma segunda opção também tem grande aderência à dura realidade: o Fluminense assumiria como irreversível e crescente o desvão financeiro em desfavor do Flamengo. Nessa toada, o Fluminense aceitaria o papel de “sparring”. Com times medianos – ou medíocres, cheios de Rodolfo e Júnior Dutra -, dar-se-ia por satisfeito com a conquista, em dez 10 anos, de 3 Taças Guanabara, 2 Taças Rio, 2 Campeonatos Estaduais e, com muita sorte, 1 Copa do Brasil ou 1 Copa Sul-Americana. Seria mais do mesmo, algo como outra Flusócio, um apequenamento institucional tido como inelutável – sempre com o apoio dos piscineiros e do Departamento de Esportes Olímpicos. Desde que a proposta seja formulada previamente às eleições, o autor mereceria o meu respeito enquanto democrata. Mas ele não teria o meu voto. Afinal, “sparring” é a… (olha o respeito!!!).

A terceira opção é uma variação da segunda. Aliás, tem o mesmo ponto de partida, mas bastante diferente é o ponto de chegada. Por outras palavras, assume-se o “gap” financeiro em relação ao Flamengo como irreversível, mas decrescente. Deixando de lado pueris diferenças com o Vasco/RJ e o Botafogo/RJ, buscar-se-ia uma aliança contra a superpotência rubro-negra. No ponto, não se deve esquecer que aos americanos e ingleses aliaram-se os russos contra os nazistas. Ao depois, juntar-nos-íamos a Cruzeiro/MG, Atlético/MG, Internacional/RS e Grêmio/RS e tentaríamos implodir o sombrio mecenato da Rede Globo de Televisão ao clube da Gávea, causa maior – mas não a única – de nosso infortúnio. A médio prazo – 05 ou 06 anos -, com doses cavalares de trabalho, criatividade e competência, poderíamos – notem bem, amigos, poderíamos – voltar a ser protagonistas do futebol brasileiro. Se formulada com critério, clareza e honestidade, tal proposta tem o meu respeito e, quiçá, o meu voto.

A quarta, e a última proposta, é do tipo “make Fluminense great again”. Sem dizer como, via powerpoint, prometem-se mundos e fundos, passando, claro, pela formação de um supertime de futebol. Afinal de contas, o Fluminense tem futebol no próprio nome do clube. Com que recursos financeiros? Isso não resta claro, ao menos para mim! Talvez seja desimportante! Aderência à realidade? Nenhuma! Em tempo, os piscineiros que se explodam, tais quais os integrantes do Hamas, nas detestáveis palavras de um Deputado Federal. Parafraseando Lorde Keynes, a médio prazo estaremos todos mortos. Logo, esta proposta é música para os nossos sofridos e sensíveis ouvidos. Paradoxalmente, a proposição pode não ter o meu respeito, mas o seu autor(es) pode(m) coletar(em) o meu voto. Aliás, seu(s) autor(es) pode(m) receber uma enxurrada de votos, até mesmo dos piscineiros mais atentos e céticos. E se não forem cumpridas as promessas? Culpa-se a Flusócio, simples assim. Afinal, ao contrário do senso comum, cria(m) ele(s) que “… a casa estava em ordem…”. Afortunada ou desafortunadamente, todos os candidatos que se apresentaram até agora proclamam, em alto e bom som, esta última proposta.

Reflitamos nós, reflitam vocês,

Saudações tricolores



“Um Zap do Telê”

“Um zap do Telê”

Não me perguntem como isso ocorreu, mas, num desses muitos grupos sobre o Fluminense, encontrei um zap do Mestre Telê Santana dirigido ao Fernando Diniz. Reproduzo-o, na íntegra.
“Caro Fernando Diniz,
Em primeiro lugar, cumprimento-o pela coragem de fugir da mesmice que granjeia no futebol brasileiro. Isso de “4-3-3”, “4-4-2”, “4-3-1-2” é linha de ônibus – e com troncal. Desde os meus tempos de treineiro, penso que jogador tem que ter função, não posição em campo.
Aliás, Fernando, quando era treinador, eu não me limitava a ensaiar jogadas e a ditar táticas para os jogadores, não. Eu ia além, bem além: ensinava fundamentos de futebol aos caras. O Cafu, capitão da seleção brasileira pentacampeã mundial, reconheceu, várias vezes, que eu, repetida e incansavelmente, o obrigava a treinar cruzamentos no CT do São Paulo. Com o passar dos tempos, ganhamos eu (como treinador), o Cafu (como jogador), o São Paulo (como time) e, claro, a torcida (como espectadora interessada).
Fernando, embora tenha trabalhado em outros clubes, eu sou Tricolor apaixonado, todos sabem. E não pude deixar de observar que, em cerca de 1 mês, o Fluminense sofreu 3 dissabores por erros elementares de fundamentos dos jogadores. Relembrando-lhe: (a) Rodolpho falhou, clamorosamente, contra o Vasco na decisão da Taça GB; (b) Léo Santos cometeu erro infantil contra o Flamengo na semifinal da Taça Rio. O “molambo” estava saindo da área; (c) Rodolpho tornou a falhar, bisonhamente, desta feita contra o Flamengo na semifinal do Carioca. A propósito, Fernando, a camisa 1 tricolor é pesadíssima, já foi envergada pelo Grande Castilho – que acha o Rodolfo um vencedor na vida e um grande frangueiro.
Em suma, Fernando, ou os caras são leões de treino ou você precisa de óculos.
Saudações tricolores, Telê Santana”.

“Comunicado urgente à ‘Nassaum’”.

“Comunicado urgente à ‘Nassaum’”.“

Diante estamos de outro 31 de março muito mal compreendido, o que reclama um “Comunicado Urgente à ‘Nassão’”.
Ementa: NÃO DEVEMOS P…NENHUMA A VOCÊS!!!
Vou tentar explicar, mesmo conhecendo as insuperáveis deficiências cognitivas dos destinatários desta mensagem, os “nassionais”.
Em 2009, na reta final do Brasileirão, vocês tomaram uma inesperada “trolha” do Barueri, em São Paulo. Chorosa, grande parte da “Nassão” já dava adeus ao título do campeonato.
Enquanto a “Nassão” chorava as pitangas, o Fluminense abatia, um a um, os times que estavam à frente do Flamengo. Pela ordem: Internacional/RS, Atlético /MG, Cruzeiro/MG e Palmeiras/SP.
A prevalecer a tacanha lógica de vocês, a dívida – que o Flamengo tem com o Fluminense – ainda é gigantesca, seus otários!
A prevalecer a genuína lógica, em 2009, nós defendíamos os nossos interesses, tal qual, hoje, vocês defenderam os seus.
Não entenderam?
Então, vou usar de uma linguajar acessível à “Nassão”: VÃO PARA PQP!!!
Domingo que vem a gente se encontra em outro jogo decisivo – e, como sucede em “A Lagoa Azul”, o final é o sempre o mesmo, em especial se Marcelo de Lima Henrique não entrar em campo.
Saudações tricolores.

“Cojones”

“Cojones”

Avizinham-se novas eleições no Fluminense F.C.

É incontroverso que o candidato ideal precisa já “chegar, chegando” no clube, ou seja com dinheiro, muito dinheiro. Sem esse indispensável atributo, ele nem deve se apresentar no próximo pleito. Sentar na cadeira e dizer que a herança deixada pela Flusócio é maldita seria deplorável estelionato eleitoral.

O candidato ideal também precisa ser muito criativo porque, mesmo que viabilize investimentos para o Fluminense, não conseguirá fazer frente a clubes como Flamengo e Palmeiras. Ou seja, terá ele de fazer mais com menos.

Por fim, o candidato ideal precisa, acima de tudo, amigos, de colhões – com escusas pelo termo chulo, sexista e politicamente incorreto. Desafortunadamente, não encontrei outro que se encaixasse melhor.

Afinal de contas, o que sucede com o Fluminense desde aquele desditoso W.O de 1986 é um escárnio.

Culpa do Eurico, que nos mirou como seu adversário preferencial? Sim, parte da culpa é dele!

Culpa da Rede Globo, que vela, descaradamente, pelos interesses do Flamengo? Sim, parte da culpa é dela!

Culpa da FERJ, esse ajuntamento de pessoas de “…moral homogênea…”, termo cunhado pelo falecido Márcio Moreira Alves? Sim, boa parte da culpa é dela!

Doses cavalares de culpa de dirigentes omissos do Fluminense? Sim, sim e sim! Eis os principais culpados dessa barafunda – os que apanharam, tinham poder de reagir, mas, em vez de “esmerdalhar”, se calaram.

FROUXOS!!

CAMBADA DE FROUXOS, “mauricinhos” criados pela avó!!!

De 1986 para cá, erros aconteceram a nosso favor em alguns jogos? Sim!

De 1986 para cá, erros aconteceram a nosso favor em jogos importantes? Não! Nunca!

De 1986 para cá, erros aconteceram contra o Fluminense em jogos importantes? Às pencas!

Em suma, de Fábio Egypto a Pedro Abad, seguiu-se uma série de presidentes tíbios e inapetentes – com a honrosa exceção do Dr. Arnaldo Santiago, que era tricolor de raiz.

Urge restaurar a nossa força – força dissuasória, fique bem claro!

Em primeiro lugar, é importante que o clube faça um gráfico indicando a frequência com que ganhava títulos antes e depois de 1986. Por que apenas 3 títulos de lá para cá? Lembrando que, de 2007 a 2012, ganhamos três títulos nacionais.

Prosseguindo, o Fluminense deve fazer um apanhado com os muitos – e decisivos – erros cometidos contra nós em jogos contra Flamengo, Vasco e Botafogo. Por honestidade intelectual, façamos, também, um com erros a nosso favor. O contraste, só por si, saltará aos olhos.

Na mesma linha, deve-se bater bumbo, muito bumbo. Convém lembrar que o Botafogo vetou, por anos, o Marçal pelo erro na final de 1971. Agora não cabe mais veto? Então, que a medida tenha conotação meramente simbólica.

Por fim, mas não menos importante, o Fluminense deve ajuizar, antes de cada jogo importante, ações cíveis contra árbitros, assistentes, Presidente da Comissão de Arbitragem e Presidente da FERJ – em litisconsórcio passivo. A justiça não conheceria de tais ações? É possível, mas que assustaria, assustaria. Vai que um juiz tricolor dá uma liminar, e casa cai…

Cojones, gente, cojones…

Saudações tricolores.