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Apesar da derrota, Diniz cita superioridade no clássico e vê Fluminense no caminho certo

Foto: Lucas Merçon / FFC

Treinador tricolor também lamentou a confusão entre os clubes em relação ao Setor Sul, além de comentar possível retorno de Gilberto contra o Bangu

A derrota por 1 a 0 para o Vasco na decisão da Taça Guanabara foi a segunda de Fernando Diniz no comando do Fluminense. A primeira havia sido também para o Cruzmaltino e pelo mesmo placar. Porém, o revés na final parece não ter abatido o treinador. Em entrevista coletiva concedida após a partida, Diniz elogiou a atuação da equipe e julgou o Tricolor mais superior do que na semifinal contra o Flamengo.

“Se formos falar de desempenho e não falar de resultado, não abalou em nada. Tivemos uma superioridade maior do que contra o Flamengo, tivemos diversas chances de gol e perdemos o jogo em uma bola parada. Quanto ao time, foi muito bem preparado. Fiquei satisfeito”.

O técnico falou sobre a coincidência de ter perdido para o Vasco novamente em uma bola parada. No primeiro jogo entre as equipes, no Mané Garrincha, o Cruzmaltino triunfou com um gol de pênalti.

“O Vasco tem uma bola parada forte. Foi uma coincidência. Do jogo de hoje para o de Brasília nosso time evoluiu bastante. Praticamente conseguimos anular todas as chances do Vasco e eles ganharam em uma bola parada”.

Perguntado sobre a confusão envolvendo o Setor Sul do Maracanã, que começou na sexta-feira e se estendeu até os 35 do primeiro tempo do confronto, Diniz disse que isso não atrapalhou a preparação da equipe, mas que o ocorrido foi uma ‘vergonha’. Além disso, pediu mais carinho para com o Campeonato Carioca.

“Isso não teve interferência na preparação do time. Não são coisas que gostamos, ficamos incomodados, mas trabalhamos muito bem a questão e os jogadores fizeram uma boa partida”.

“É uma vergonha para o futebol, para a sociedade, para as torcidas. Jogar uma parte da final da Taça Guanabara de depois chegar a torcida no meio do jogo é uma coisa vexatória. O que me motiva é o futebol em si. E aqui ser uma cidade maravilhosa, que respira futebol. Isso é maior que a desorganização do campeonato. Por isso que os torcedores ainda vêm. Mas poderia ser um espetáculo mais bem tratado”.

O treinador tricolor falou sobre a possível estreia de Ganso, na próxima sexta-feira (22), contra o Bangu. De acordo com ele, não há nada garantido, apesar de existir a chance. De acordo com ele, Gilberto, fora há seis meses, pode retornar.

“Ainda não está confirmada a estreia do Ganso. Tem chance de estrear. Tem chance do Gilberto voltar. O Allan chegou, também pode ficar à disposição”.

Por fim, Diniz fez um balanço sobre os dois meses no comando do Fluminense e disse ver o elenco no caminho certo para fazer um grande trabalho.

“Gostei muito do que vi. Pelo tempo que estamos juntos, o que o time fez é digno de muitos elogios. Mas a distância do que podemos melhorar é muito grande também. Quando tivermos semanas mais cheias para treinar, a melhora será acentuada”.

 

Análise: o raio caiu duas vezes no mesmo lugar

Foto: Lucas Merçon / FFC

Dia 02 de fevereiro, Mané Garrincha, fase de grupos. O Fluminense criou, desperdiçou chances e perdeu por 1 a 0 para um Vasco que pouco produziu, e que marcou seu gol de pênalti. Dia 17 de fevereiro, Maracanã, final da Taça Guanabara. O Fluminense criou, desperdiçou chances e perdeu por 1 a 0 para um Vasco que pouco produziu, e que marcou seu gol em uma bola parada achada aos 36 do segundo tempo. Parece repetitivo e igual, e realmente é. Ou melhor, foi.

Assim como na partida no Mané Garrincha, o Fluminense propôs o jogo, dominou a posse de bola (71,5%) e criou. Foram três chances claras desperdiçadas – por Yony González, Everaldo e Luciano -, que no final fizeram a diferença. O Vasco veio destinado a cumprir seu padrão tático e a marcar. Diferentemente do Tricolor, o Cruzmaltino foi extremamente eficiente. Jogou fechado e buscando por uma bola para vencer o jogo. E conseguiu.

Dizer que o Fluminense perdeu para si mesmo não é tirar os méritos do Vasco, que foi obediente ao seu estilo de jogo. O futebol é injusto e pune. Oportunidades desperdiçadas fazem falta no final. Em contrapartida, mais um jogo em que a identidade aplicada por Fernando Diniz apareceu em campo. Foram 545 passes contra apenas 176 do adversário. O treinador tricolor, mesmo com pouquíssimo material humano, vem dando cara a um elenco desacreditado e, como dito anteriormente, trazendo a torcida de volta.

Entretanto, alguns pontos negativos devem ser corrigidos. E serão. As laterais do Fluminense ganharão força com o retorno da dupla Gilberto e Mascarenhas. O meio-campo receberá um toque diferenciado com a entrada de Paulo Henrique Ganso. Pedro também está se recuperando de lesão. O desempenho tende a melhor o estilo irá se revigorar.

Por fim, méritos ao Vasco que, apesar de ter feito uma partida fraca, explorou as falhas do Tricolor na saída de bola e aproveitou a atmosfera a seu favor. Alberto Valentim foi gigante taticamente. O Cruzmaltino soube marcar o Fluminense. Ao clube das Laranjeiras, fica o vice-campeonato de um torneio que perdeu todo seu valor com a mudança do regulamento, e o destaque de mais uma boa atuação, mas que não foi o bastante. Assim como foi no primeiro duelo entre os dois times, prevaleceu quem aproveitou melhor as chances.

Ataque em boa fase e toque de bola: as armas do Fluminense para superar o Vasco

 

Foto: Lucas Merçon / FFC

Equipes duelam pelo título da Taça Guanabara neste domingo (17), no Maracanã 

Em meio à grande polêmica em relação ao Setor Sul, Fluminense e Vasco se enfrentam neste domingo (17), às 17h (de Brasília), no Maracanã. A partida, válida pela final da Taça Guanabara, acontecerá com os portões fechados, conforme decisão judicial proferida pela juíza Lucia Helena do Passo. Caso consórcio e Vasco descumpram o acordo, deverão pagar multa de R$ 500 mil reais.

Após a classificação heróica contra o Flamengo, o Tricolor chega embalado para a decisão. Esse será o segundo jogo entre Fluminense e Vasco em 2019. O primeiro, realizado no Mané Garrincha, terminou com a vitória do Cruzmaltino por 1 a 0. Essa foi a única derrota do time de Fernando Diniz no ano.

Para essa finalíssima, o Fluminense chega com a base mantida, mas com o espírito renovado. O revés para o Vasco na fase de grupos teve como polêmica o pênalti não marcado em Bruno Silva, quando a partida ainda estava empatada em 0 a 0. O Tricolor dominou as ações do jogo, perdendo diversas chances e vendo um rival fechado buscando o contra-ataque. Para o jogo desde domingo, algumas lições podem ser postas em prática.

Daniel. Depois de atuações sem muito brilho contra Vasco e Flamengo, o meia será extremamente necessário no duelo contra o clube de São Januário. Diante de um esquema que prioriza o toque de bola e as jogadas trabalhadas, o último passe vem sendo o maior problema do Tricolor dentro de campo. Diante de um ataque extremamente embalado com Luciano, Everaldo e Yony González, é necessário que Daniel apareça, articule e ache bolas enfiadas para quebrar o poderio de marcação vascaíno.

Além disso, o Fluminense precisa envolver o Vasco. Com Fernando Diniz, a equipe vem apresentando um estilo de troca de passes que vem conquistando os torcedores. Na partida de hoje, os jogadores precisam manter essa postura – assim como fizeram contra o Flamengo -, e se doar mais do que nunca, já que o adversário apresenta um marcação fechada e que dificulta infltrações. Mais do que nunca, o brilho do trio ofensivo será necessário.

Por fim, o sistema defensivo. Na fase de grupos, o clube das Laranjeiras sofreu com alguns contra-ataques quando o confronto ainda estava no zero. Os principais pontos são as laterais. Como o Fluminense joga buscando atacar com a posse de bola, é normal que os laterais se adiantem. Porém, os zagueiros não podem ficar no mano a mano com Maxi López – um atacante de muita qualidade -, e com os velozes Yago Pikachu e Marrony. Assim como no Mané Garrincha, é provável que Alberto Valentim coloque ambos abertos para explorar esses espaços deixados pelos laterais tricolores.

Dentro de campo, apesar de medir força com um rival que está 100% no campeonato, o Flu tem total capacidade de sair campeão. Para isso, é necessário aliar a garra mostrada nos últimos jogos com a obediência tática, com e sem a bola no pé. Em relação a isso, a torcida tricolor pode ficar tranquila, pois com Fernando Diniz no comando essa postura é garantida.

Saudações tricolores,

Caio Carvalho

Fluminense vence Madureira em jogo-treino realizado no CTPA

Foto: Lucas Merçon / FFC

Reservas e atletas não relacionados na vitória contra o Flamengo estiveram em campo 

Nesta sexta-feira (15), menos de 24h depois de bater o Flamengo pela semifinal da Taça Guanabara, o Fluminense voltou a campo, mas dessa vez com um atmosfera bem mais tranquila. Em jogo-treino realizado no CTPA, o Tricolor carioca venceu o Madureira por 2 a 1. Os gols foram marcados por Gilberto e Pablo Dyego. Participaram da atividade também nomes como o meia Paulo Henrique Ganso e o volante Allan, anunciado oficialmente pelo clube há poucas horas.

Além do triunfo, vale destacar o fato de Gilberto ter voltado a balançar as redes depois de sete meses. Seu último gol havia sido no dia 25 de julho, contra o Palmeiras, no Maracanã. O lateral-direito, que não joga uma partida oficial há seis meses, vem se recuperando de um edema ósseo no joelho esquerdo. O atleta já treina normalmente e aparentemente está livre das dores.

Foto: Lucas Merçon / FFC

O Fluminense foca agora no duelo contra o Vasco, válido pela decisão da Taça Guanabara, que acontece neste domingo (17), às 17h, no Maracanã. Faltando dois dias para a finalíssima, os clubes vão vivendo um imbróglio em relação ao Setor Sul do estádio. Enquanto o Cruzmaltino tenta derrubar a liminar que garante o lado direito aos tricolores, o clube de Laranjeiras cobra o cumprimento do contrato prévio com o consórcio.

Rodolfo prega foco total na decisão contra o Vasco e fala sobre derrota na fase de grupos: “Está engasgada”

Foto: Lucas Merçon / FFC

Goleiro tricolor também enalteceu a grande classificação contra o Flamengo e convocou os torcedores 

A vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Flamengo na noite da última quinta (14) ainda está na mente da torcida tricolor. A classificação heroica aos 47 do segundo tempo mexeu com todo o elenco. Mas para Rodolfo, que fez defesa crucial na cabeçada de Rhodolfo, o triunfo já ficou para trás. De acordo com o goleiro, o foco agora é total na partida contra o Vasco, válida pela decisão da Taça Guanabara.

Em entrevista coletiva concedida no CTPA, o arqueiro tricolor disse que a equipe ainda não digeriu a vitória para o Cruzmaltino na fase de grupos do primeiro turno do Carioca. No duelo realizado no Mané Garrincha, o Fluminense saiu de campo reclamando muito de um pênalti não marcado. Vale lembrar que até agora essa foi a única derrota do clube no ano. Motivado, Rodolfo prometeu ‘dar a vida’ para conquistar o título.

“Está engasgado, pois a vitória que eles tiveram nós não digerimos direito. Mas acredito que domingo será uma partida diferente. Nosso time chega mais preparado e vai ser uma grande final. Medo não dá. Vamos nos encorajar mais ainda para fazer um belo jogo, mais do que foi contra o Flamengo. Vamos chegar preparados e bem treinados para tentar levantar a Taça Guanabara. Vamos entrar para ganhar. São vários guerreiros no time do Fluminense. Pode ter certeza que vamos dar a vida”.

Perguntado sobre a vitória no Fla-Flu, o goleiro falou sobre o clássico e analisou a disparidade financeira entre os dois elencos. Para ele, a filosofia implantada por Fernando Diniz influenciou positivamente na postura do time.

“Eu pego um pouco das palavras do Luciano, porque dentro de campo são 11 contra 11, não entra dinheiro nem nada. O Flamengo é um grande time, são excelentes jogadores, mas a proposta que colocamos foi o que passamos ontem (quinta-feira). Sempre buscamos o gol e a vitória. É isso que o Diniz quer que façamos, indo atrás do gol, rodar a bola lá atrás para chegar mais perto de marcar”.

“Estamos treinando para pegar os times grandes. Tivemos uma prova de que esse nosso estilo de jogo não funciona apenas contra as equipes pequenas. As saídas de bola funcionaram. Melhor sensação possível ter uma classificação em um clássico e no jogo que foi ontem. É sensacional. Demorei muito a dormir e tive que acordar cedo. Mas a felicidade está estampada no rosto”.

Por fim, Rodolfo abordou a polêmica que envolve o jogo contra o Vasco: o Setor Sul do Maracanã. As equipes vem brigando pelo lado direito do estádio durante o dia. O goleiro não entrou muito no assunto, mas fez questão de convocar a torcida para lotar e apoiar os atletas.

“Pedimos o apoio da nossa torcida a todo momento. Espero que lotem o Maracanã e nos empurrem contra o Vasco. Vamos fazer de tudo para ganhar esta partida e eles precisam estar conosco. Se é uma identificação da torcida e do Fluminense, seria legal ficarem no setor sul, mas o que peço mesmo é que a torcida vá ao estádio. Eles tem que estar lá e nos apoiando. É deles que precisamos”.

Liverpool confirma empréstimo de Allan ao Fluminense

Foto: Divulgação / LFC

Volante de 21 anos chega ao Tricolor por seis meses, podendo ter o vínculo prorrogado até o fim do ano 

Agora é oficial. Na tarde desta sexta-feira (15), o Liverpool oficializou o empréstimo de Allan ao Fluminense. Formado na base do Internacional, o volante pertence ao Liverpool-ING e estava atuando no Eintracht Frankfurt-ALE. Allan chega ao Tricolor por seis meses – que é quando termina seu vínculo com o clube alemão. Caso seja de interesse do Fluminense, o período de empréstimo junto aos ingleses pode ser estendido.

Promessa da base do Inter, o atleta de 21 anos foi negociado com o Liverpool em 2015. Porém, não conseguiu visto de trabalho na Inglaterra e foi emprestado para outros clubes da Europa desde então. Vale lembrar que o treinador dos ‘Reds’, Jurgen Klopp, rasgou elogios ao volante. Há dois anos atrás, o treinador disse o seguinte em entrevista ao canal oficial do time: “Eu o vi treinando e pensei: “Ai, meu Deus, o que podemos fazer para manter esse menino aqui?”. Talento excepcional”.

Em 2017, Allan disputou o Sul-Americano pela Seleção Brasileira, que não obteve muito sucesso na competição. O jogador é o nono reforço do Fluminense, que nessa temporada contratou Agenor, Matheus Ferraz, Ezequiel, Bruno Silva, Caio Henrique, Yony González, Mateus Gonçalves e Paulo Henrique Ganso.

 

Ídolo tricolor, Thiago Silva acompanha vitória no Fla-Flu

Foto: Divulgação / FFC

Em rede social, zagueiro postou vídeo dos jogadores comemorando o triunfo no Maracanã

A vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Flamengo foi acompanhada por um telespectador especial para a torcida tricolor. Thiago Silva, ídolo do clube, postou vídeos dos jogadores comemorando nos stories de seu Instagram oficial. Nos três stories compartilhados, é possível ver torcedores e atletas fazendo a festa após o apito final no Maracanã.

Thiago Silva, atualmente zagueiro do PSG e da Seleção Brasileira, atuou no Fluminense de 2006 a 2008 – além de ter feito parte da base tricolor dos 11 aos 19 anos. As ótimas performances do defensor renderam o apelido de ‘monstro’ e a transferência para o Milan, em 2009. Aos 34 anos de idade, Thiago já expressou a vontade de encerrar a carreira no clube das Laranjeiras.

Foto: Reprodução

 

Análise: a vitória da alma

Foto: Lucas Merçon / FFC

Sem se deixar intimidar por um rival repleto de estrelas, Tricolor das Laranjeiras ditou o ritmo do jogo e se classificou de forma mágica

Organização e vontade. O Fluminense de Fernando Diniz mostra um padrão de jogo invejável. Surpreende e encanta na mesma medida. Toque de bola refinado aliado a jogadores que se doam em campo e vestem a camisa. Antes de qualquer coisa é necessário destacar que, em apenas dois meses de temporada, essa equipe conseguiu resgatar um sentimento perdido nos corações tricolores: a paixão. E a paixão vem do desejo, do encantamento. Em 2019, isso é mútuo.

O Fluminense jogou com hombridade e inteligência na noite de ontem. Diante de um Flamengo repleto de craques de valor milionário, o time não se intimidou. Mesmo ainda sem nomes como Paulo Henrique Ganso, Pedro e Gilberto, que entrando tem tudo para elevar mais ainda o patamar da equipe, o Tricolor mostrou-se bem postado e, diante da pressão e da obrigação de vencer, foi superior. Há de se destacar o domínio na posse de bola (61,5%), o que mostra a posição do Fluminense de impor e ditar o ritmo do jogo.

Apesar de erros durante a partida – o que não é nada de anormal -, o clube das Laranjeiras resistiu aos contra-ataques poderosos do Rubro-negro. Rodolfo apareceu quando foi testado, Airton atuou como um leão, a zaga se superou ao brigar de igual para igual com um ataque veloz… Não faltou vigor para o Fluminense, que fez por merecer a vitória. Após um primeiro tempo aquém de Daniel, Diniz sacou o meia e colocou Dodi, buscando solucionar o único problema aparente do time: o último passe. Porém, a substituição não surtiu tanto efeito. Foi então que a coragem do treinador veio à tona, como vem sendo durante a temporada.

Ao tirar os dois laterais, o técnico colocou Calazans e Caio Henrique, partindo para cima com tudo. E pasmem, o Fluminense não perdeu a organização. Se lançou ao ataque sem perder o equilíbrio entre as linhas, sem deixar sua identidade de lado. Identidade é o que difere o Fluminense de outros clubes do Brasil. Aliado ao seu estilo e à sua filosofia, sem deixá-la de lado nunca, Diniz coloca o Tricolor carioca nos holofotes do futebol nacional. É isso que resgata a paixão que estava adormecida no peito do torcedor.

Por fim, o gol da classificação nos acréscimos do segundo tempo foi o desfecho perfeito para um time que fez por merecer. Não só os jogadores, como a torcida presente no Maracanã, que ecoou suas músicas pelo estádio. Coragem, raça e estrela. Hoje o Fluminense tem tudo isso. Hoje o Fluminense traz os tricolores de volta, pouco a pouco. Seduzindo, encantando e apaixonando. Dinheiro compra elenco e estrelas, mas não compra amor. Amor só vem de um lugar: da alma.

Recuperado de lesão no joelho, Dodi é relacionado para o Fla-Flu

Foto: Lucas Merçon / FFC

Volante tricolor é relacionado pelo treinador Fernando Diniz pela primeira vez no ano 

Dodi está recuperado da lesão no ligamento colateral medial do joelho direito. O volante, que ainda não disputou nenhuma partida na atual temporada, foi relacionado pelo treinador Fernando Diniz pela primeira vez. Vindo do Criciúma por empréstimo, o jogador teve seu contrato com o Fluminense estendido até 2020. Dodi foi reserva durante grande parte do ano passado e disputou 18 partidas pelo Tricolor, sendo 11 delas como titular.

Apesar do retorno do volante, não é só de notícias boas que vive o clube das Laranjeiras. Nesta quinta-feira (14), veio à tona o terceiro caso de caxumba no Fluminense em 2019. Além de Mascarenhas e Frazan, Caio foi diagnosticado com a doença e está fora do Fla-Flu válido pela semifinal da Taça Guanabara. Desse trio, apenas o lateral-esquerdo era titular. Marlon será seu substituto no clássico.

Diniz analisa Fla-Flu, comenta situação do CT e garante manutenção do estilo de jogo

Foto: Lucas Merçon / FFC

Treinador tricolor falou sobre o rival da semifinal, a tragédia ocorrida no Ninho do Urubu, e peças chave do elenco 

Nesta quarta-feira (13), Fernando Diniz concedeu a última entrevista coletiva antes do clássico contra o Flamengo pelas semifinais da Taça Guanabara. No CT do Fluminense, o treinador abordou diversos temas, principalmente os direcionados ao Fla-Flu desta quinta (14), às 20h30, no Maracanã.

A partida contra o Rubro-Negro, que aconteceria no último sábado, acabou sendo adiada devido ao trágico incêndio no Ninho do Urubu, que vitimou 10 jogadores da base do Flamengo. Ao comentar sobre o ocorrido, Diniz se solidarizou com as vítimas, mas preferiu não associar a tragédia ao jogo.

“Um jogo de futebol… o lado psicológico sempre tem um fator muito decisivo. Isso que aconteceu é algo que transcende ao futebol. Eu nem quero entrar nisso… A tragédia foi sobre a vida das pessoas. Fiquei muito entristecido com tudo o que aconteceu, mexe com a gente. O jogo, nesse sentido, nem é o mais importante. Não gostaria de associar a tragédia com o jogo. Ele vai acontecer e quem for melhor vai ganhar. O fato foi à parte. A sociedade de maneira geral tem de saber usar o que aconteceu para evitar que se repita”.

O técnico também deu um recado direto às autoridades ao pedir ‘bom senso’ em relação ao CT Pedro Antônio, que por não ter alvará da Prefeitura e certificado do Corpo de Bombeiros corre até risco de interdição.

“Se a gente perder esse espaço para treinar, preocupa e muito. Vamos treinar onde? Com boas condições aonde? Espero que isso não aconteça. Vocês estão aqui e observam que não há refeitório e tampouco alojamento. O que temos aqui são os campos e os vestiários. Em termos de segurança para quem está aqui, aparentemente, não temos problema. Espero que haja bom senso. Não vai ser tirando o Fluminense daqui que daremos condições de segurança. Quem está aqui está com boas condições para desenvolver o seu trabalho”.

Perguntado sobre o Flamengo, Diniz elogiou a equipe adversária e seu poder de decisão, mas fez questão de afirmar que o estilo de jogo do Fluminense será mantido. Além disso, garantiu que os titulares serão definidos momentos antes do confronto.

“Penso jogo a jogo, mas o nosso estilo segue e serve em todas as situações. O time tem jogado bem. Temos de tomar muito cuidado com o Flamengo e estamos tomando todos os cuidados para a gente se precaver. Eles têm grandes jogadores, um grande investimento e um treinador estrategista. Estamos atentos, mas dentro das nossas características. Além disso, tentamos melhorar cada vez mais para o nosso estilo fique cada vez mais sólido”.

” A formação a gente vai decidir só um pouco antes do jogo. A gente tem algumas situações. O estilo vai ser mantido. A melhor maneira de se precaver contra o Flamengo ou o Barcelona é jogar da maneira que se treina todos os dias. A gente fez ajustes diante do River e conseguimos um placar dilatado pois encaramos com seriedade e estudamos. Com o Flamengo, temos mais informações. Para fazer frente, temos de fazer o que sabemos de melhor. Mudar para enfrentar um adversário, no fundo, você está se fragilizando. É assim que penso o futebol”.

Diniz já disputou Fla-Flus como jogador. Porém, esse será seu primeiro como treinador. De acordo com ele, o clássico tem um sabor diferente, pois ‘mexe com o Rio de Janeiro’.

“Sempre é diferente. Eu adorava jogar. Confesso a vocês que estou com muito prazer de participar agora como técnico. O jogo mexe. O Rio respira o futebol de forma diferente, a gente percebe nas ruas. Tem um charme envolvendo a sigla Fla-Flu. É muito bom poder participar”.

Questionado sobre a entrada de Bruno Silva em João Pedro, o comandante minimizou o acontecido e descartou qualquer maldade do volante no lance.

“A primeira coisa é que não teve maldade no lance. Eu estava perto, isso é o mais importante. Circulou algo interno nosso, não era para circular nas redes sociais. Bruno é um grande profissional, se empenha para poder render. João Pedro é um jovem promissor. Não teve maldade no lance, eu estava ali e não vi maldade. Bruno treina, de fato, muito duro. Se tivesse maldade, eu teria corrigido. Bruno pediu desculpa e, internamente, está tudo bem. Não foi nada grave com o João Pedro, daqui a pouco ele está de volta e vai nos ajudar na hora certa”.

Por fim, Fernando Diniz analisou as situações de Pedro e Gilberto, além de falar sobre Ganso e Luciano, outras peças fundamentais no elenco tricolor em 2019.

“Pedro ainda está distante de retornar. Gilberto está evoluindo muito bem. O departamento médico faz um trabalho fantástico com o Gilberto, que participa de alguns treinamentos comigo. Não quero dar previsão para não frustrar torcedor”.

“Ele (Luciano) tem características pessoais que se igualam ao que eu penso sobre o futebol. O jeito e o esquema lhe favorecem. Ele é técnico e, com isso, consegue explorar o talento que tem”.

“À priori, o estilo dele (Ganso) se adapta muito bem ao que o Fluminense tem jogado. É um time que tem a bola e troca passes. Ele tem um encaixe em andamento com o Fluminense. Agora, precisa ter a adaptação dele ao futebol brasileiro, a convivência interna. Estou esperançoso em oferecer um bom ambiente e que ele possa devolver isso dentro do campo”.

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