” DOVAL: 30 ANOS DE SAUDADES DO HERÓI TRICOLOR! ” por Eduardo Coelho

Um ídolo de futebol é uma coisa muito séria! O ídolo de futebol é eterno! Jamais esquecemos nossos ídolos de futebol! Seus feitos são heróicos, suas conquistas imortais. Os ídolos de futebol (eu disse, "ídolos") são verdadeiros deuses para sua torcida. E nós tricolores temos uma vasta constelação de "eternos ídolos". E vários deuses. E um deles é o imortal argentino DOVAL!
Neste dia 12 de outubro de 2021, venho falar de um grande ídolo tricolor da segunda metade da década de 1970, NARCISO HORÁCIO DOVAL. O argentino, nascido em 4 de janeiro de 1944 na capital Buenos Aires, começou a jogar futebol nas peladas de Palermo onde nasceu e morava. E daí para o San Lorenzo. Em 1967, Doval foi considerado um dos melhores atacantes argentinos e inclusive chegando a Seleção Argentina. 
Em 1968, Elba de Pádua Lima, o Tim, o eterno ídolo tricolor do tricampeonato de 1938 e do bicampeonato de 1941, estava treinando o time do San Lorenzo. Tim, como técnico foi campeão carioca pelo Fluminense, em 1964. Tim ou El Peón, também conhecido como "O Estrategista", foi campeão metropolitano pelo San Lorenzo, em 1968. Tim se tornaria um grande fã do futebol de Doval. E Doval considerava Tim o melhor treinador que teve. Ainda no San Lorenzo, Tim teria dito para Doval: "Se você for ao Rio, nunca mais vai sair de lá". Com Tim treinando o Flamengo, Doval aceita o convite feito pelo treinador. Em 1969, Doval chega ao Rio de Janeiro. 
Em 1971, com problemas com o técnico Yustrich, Doval volta à Argentina para jogar no arquirrival do San Lorenzo, o Huracán. Mas em 1972, com Zagallo treinando o Flamengo, Doval voltaria ao Rio de Janeiro. Neste ano de 1972, Doval foi campeão carioca e artilheiro do campeonato com 16 gols. Em 1974, Doval voltaria a ser campeão carioca pelo Flamengo. 
Em 1975, Doval evitava comentar, mas havia um grupo de jogadores que era contra a sua inclusão no time. Porém, muitos sabiam de quem se tratavam: os irmãos Zico e Edu, além de Caio e Luisinho, uma turma forte e que ainda conseguiu a conivência do treinador e alguns dirigentes. No dia 18 de dezembro de 1975, enquanto Zico casava, Doval mantinha contato com José Lemos, importante dirigente de futebol do Fluminense, aceitando sua ida para as Laranjeiras, em 1976. Assim que a transação foi acertada, Doval foi passar férias em Mar del Plata. 
O genial Dr°. Francisco Horta, presidente do Fluminense, em 1975, propôs a seguinte troca ao Flamengo: os tricolores Toninho, Roberto e Zé Roberto iriam para a Gávea, e Doval, Rodrigues Neto e Renato, viriam para as Laranjeiras. Com a transação acertada, Doval declarou animado com o futuro no Tricolor: "No Fluminense, sei que vou jogar onde quero e gosto, ao lado de uma porção de cobras. Gil e eu lá na frente vamos resolver o problema de gols". Para um desgosto profundo dos rubro-negros do Fluminense com o mesmo amor que suou a do Flamengo. Prometeu e cumpriu! Tanto que a torcida rubro-negra passou a persegui-lo no Maracanã, insultando-o e gritando "maconheiro". 
Doval não demoraria para conquistar a exigente torcida tricolor e tornar-se ídolo do Fluminense. Doval passava a integrar a "Máquina Tricolor", considerada um dos maiores esquadrões do futebol arte brasileiro de todos os tempos. Doval, por ser argentino, seria o único jogador da "Máquina" sem passagem pela Seleção Brasileira, que em 1976, chegou a convocar dez jogadores tricolores. A "Máquina" teve Rivellino, Félix, Marco Antônio e Paulo César Lima, em 1975, e Carlos Alberto Torres, em 1976, todos tricampeões do mundo, em 1970, na Copa do México. 
Em setembro de 1976, em grande fase no Fluminense, Doval declarou: "O Flamengo é mais raça, garra, a torcida empurra o time. O Fluminense é mais técnico, futebol-alegria. Hoje afirmo sem medo de errar, estou na melhor fase de minha carreira. E o futebol jogado pelo Fluminense enche a vista de qualquer torcedor, seja de que clube for". 
Faltava um jogo para acabar o campeonato carioca de 1976. E na ocasião, Doval e Gil poderiam decidir quem seria o artilheiro da competição. Ambos estavam empatados na liderança da artilharia com 19 gols. Eram os tempos da arrasadora "Máquina". Existia um prêmio em dinheiro para quem fizesse mais gols. Doval faria um trato com Gil. Dividiriam o prêmio caso um dos dois marcasse na partida decisiva contra o Vasco. Diante de 127 mil pagantes e mais uns 30 mil penetras (algo muito comum nos grandes jogos da época), o Fluminense venceu o Vasco por 1 a 0, com um gol sensacional de Doval, aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação. Foi um delírio tricolor! Uma explosão de intensa alegria! O Fluminense conquistava o bicampeonato carioca de 1976 com o dramático golaço de Doval. 
Doval com o gol do título marcado contra o Vasco, se tornaria artilheiro isolado do campeonato com 20 gols. Em 1976, Doval recebeu o importantíssimo Troféu Bola de Prata da revista Placar como o "Melhor Centroavante do Brasil", em 1976. Ainda em 1976, Doval naturalizava-se como "cidadão brasileiro". Doval de fato se considerava brasileiro. 
Doval era apaixonado pelo Rio de Janeiro. Gostava muito de praia. Gostava da beleza das mulheres cariocas. Gostava de jogar vôlei. Gostava de ficar em frente à Rua Montenegro (atual Vinícius de Moraes), em Ipanema. Doval gostava de passar no Bar Veloso (atual Garota de Ipanema) pra bater papo com os amigos. Doval, no melhor estilo carioca, dizia brincando: "Vou acabar prefeito do Rio. Aí, todo mundo trabalharia dia sim, dia não. Isso é, um dia de trabalho, outro de carnaval". 
Doval era extremamente profissional. Dava tudo de si em campo. Dormia cedo e se alimentava bem. Dava a perna numa jogada. Enfiava a cabeça nos pés dos adversários. Não queria nem saber. Para Doval, qualquer jogo era "VENCER OU VENCER". 
Entre 1976 e 1979, Doval realizou 143 jogos com a camisa do Fluminense, marcando 68 gols. Dentre eles, o inesquecível, antológico e dramático golaço do Bi de 1976. Nessa época, Doval fez muitos tricolores felizes tornando-se um grande ídolo do Fluminense. Espacialmente muitas crianças. Muitas crianças de todas as idades. Em 2019, uma grande pesquisa do instituto Datafolha, demonstrou que o Fluminense possui "a maior torcida de futebol do Brasil", na faixa etária de 45 a 59 anos. Os organizadores da pesquisa, avaliaram que esse resultado é uma das grandes heranças da "Máquina Tricolor" de Rivellino, Paulo César, Doval e companhia. 
Em 1979, Doval voltaria para a capital da Argentina, para jogar novamente pelo San Lorenzo. Em 12 de outubro de 1991, há exatos "30 anos", aos 47 anos, após sofrer uma parada cardíaca Doval faleceu, em Buenos Aires, a sua cidade natal. Como seu pai, Doval também era hipertenso. Os desígnios de Deus, fizeram com que Doval partisse no "Dia da Criança" e "Dia da Padroeira do Brasil". 
Doval foi ídolo no Flamengo e ídolo no Fluminense, mas era admirado por todas as torcidas cariocas e por todo o Brasil. Alguns torcedores do Flamengo e do Fluminense não esquecem o eterno ídolo Doval e continuam a reverenciá-lo. Alguns realizam missas em sua homenagem a cada aniversário de sua passagem. 

DOVAL É ETERNO! 💚❤🇮🇹

” A Máquina e o Bicampeonato de 76″ Opinião Eduardo Coelho

“A MÁQUINA E O BICAMPEONATO DE 76″❤🇮🇹

Hoje é dia 3 de outubro… e há exatos 45 anos, na tarde/noite de 3 de outubro de 1976, Fluminense e Vasco faziam a grande decisão do campeonato carioca de futebol, diante de 127 mil pagantes e de aproximadamente 30 mil penetras (algo bem comum na época nos grandes jogos). Cerca de 70% da torcida no estádio do Maracanã era composto de tricolores.
A torcida tricolor estava tão otimista, que na véspera da grande decisão realizou uma grande carreata pelas ruas da Zona Sul do Rio. O objetivo não era desmerecer o Vasco. Ao contrário, era respeitar o grande adversário, porém, dar o clima da decisão. A confiança dos tricolores na superioridade da qualidade técnica do time do Flu era enorme. E a torcida tricolor também tinha como objetivo incendiar a cidade do Rio de Janeiro, no sábado, dia 2, com a euforia e a beleza das cores tricolores.
O jogo foi duro apesar da superioridade tricolor. Quando muitos acreditavam que a decisão seria definida nos pênaltis, eis que surge o lance decisivo. Um dramático golaço do queridíssimo argentino DOVAL, aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação.
Paulo César Caju tinha cobrado uma falta próxima da bandeirinha pela esquerda (no gol da torcida tricolor). Pintinho na parte direita da grande área escorou de cabeça, jogando a bola no conflito na pequena área. DOVAL disputou na cabeça com o zagueiro Abel, o “Abelão”, e com muita raça testou inapelavelmente na direção do gol. A bola ainda passou entre as pernas do goleiro Mazaropi e de Zé Mário, e entrou…
Foi uma terrível explosão! Um delírio tricolor indescritível! Era a senha de uma glória eterna! Era o inesquecível time da “MÁQUINA” triturando mais um adversário. A “MAQUINA TRICOLOR” que consagrava o Fluminense como “BICAMPEÃO CARIOCA DE 1975 – 1976”.
A “MÁQUINA” que levou multidões aos estádios e quebrando recordes de público pelo Brasil. A “MÁQUINA” que fez do Fluminense “bicampeão de renda e público no campeonato brasileiro de 1975 e 1976”. Para os “idiotas da objetividade”, vale lembrar que, na pesquisa Datafolha de 2019, o Fluminense despontou como o clube de futebol de “maior torcida do Brasil” na faixa etária dos torcedores entre 45 e 59 anos. A pesquisa Datafolha analisa, que, a supremacia tricolor como “maior torcida do Brasil” nesta faixa etária, é um dos grandes legados da “MÁQUINA TRICOLOR!” ❤🇮🇹

” Laranjeiras é cultura, Fluminense uma história de glórias ” Opinião Eduardo Coelho

Acertando as contas com a minha História! Nelson Rodrigues dizia que “não se dá um passo em Álvaro Chaves sem tropeçar numa glória!” E quem sou eu pra questionar um gênio.
O fato é que “o Clube de todos os esportes” foi alicerçado por Arnaldo Guinle, “o patrono do esporte brasileiro”. E do próprio Clube também. As duas citações são de outro gênio, Mario Filho, o irmão mais velho de Nelson Rodrigues.
Arnaldo Guinle criou o espírito, a alma e o glamour de seu Clube: o Fluminense. A vida esportiva, cultural e social da capital do Brasil passava por Álvaro Chaves. Nunca foi só futebol! É cultura! É civilização! Desde 1902!

” Trocando ideias com Nelson Rodrigues” Opinião Eduardo Coelho

Trocando uma ideia esperta com meu companheiro de luta e de glória: Nelson Rodrigues. O papo aqui é denso, profundo! Rola de tudo! Teatro, cinema, futebol… absorver um pouquinho que seja da genialidade do Nelson é incrível! Tô dizendo pro Nelson que ele já chegou a morar duas ruas próximas da minha. E numa época em que íamos a pé pro Maraca, andando pela Rua Maxwell, empunhando nossas bandeiras.
A gente só não conversa muito sobre política pra não dar ruim (risos). Ele sempre foi de direita e eu da esquerda, aí não vai prestar (risos). Mas quando o assunto é Fluminense, rola a tal da unanimidade. Mas aqui ela é inteligente! Super!!
Tô aqui falando pro Nelson, que sempre curti muito o fato dele ter batizado e consagrado vários virtuoses da bola. Como o “Príncipe Etíope”, o “Rei Zulu”, o “Samara da Saens Pena”, dentre outros.
Tô dizendo também pro Nelson, detalhes do meu livro sobre o “Carioca de 1973” (ainda não publicado). O Nelson tem uma participação importante dando cores fortes aos craques daquele certame. Foi o ano em que o Nelson perdeu sua mãe, a querida Dona Elza. E quando ele voltou a escrever no Jornal dos Sports, o “cor de rosa” de Mario Filho. Os diálogos do Nelson com o ditador presidente Médici. A tortura e a prisão do Nelsinho. Tem muita história… Quem viver verá!!!

” O Fla-Flu de 19″ Opinião Eduardo Coelho

O FLA-FLU DE 19
Mário Filho
Amanheceu um dia feio, chove não chove. Ademar Martins vestiu-se cedo. Não saiu, porém, para a missa das onze. Abriu a janela da sala de visitas – ele morava no n° 51 da Rua Andrade Pertence , ali no Catete – e ficou olhando a gente que passava. Sim. Nada de missa das onze. E Ademar Martins surpreendeu-se sorrindo. A missa das onze não era missa. Era a saída, a porta, da Matriz da Glória. Quanta moça bonita! Elas vinham, mal acabava o sermão, em grupos. Passando entre duas filas de rapazes, rapazes do Fluminense e do Flamengo. Lá estavam, “assinando o ponto”, Carregal, Candiota, Junqueira, Rodrigo, Galvão, Paulo Magalhães, Telefone, Sisson, ele, o Japonês, Welfare, Chico Neto, Zezé, Mano, Fortes, Bacchi, Vidal. Havia risinhos abafados. Fortes, moleque como ele só, mandava Zezé olhar. Zezé, aí, não olhava. Ficava era vermelho, dizendo que não se devia brincar com coisas de religião. Depois o Lamas, ovos mexidos. O Bodoque vinha servir, perguntando, antes, como iam os rapazes. “E logo mais?” Logo mais era o jogo. Ah! o jogo! Por um momento ele se tinha esquecido de que daqui a pouco seriam adversários. “Depressa, Bodoque, depressa”. Bodoque gritava: “Ovos mexidinhos para um!” Antes do meio-dia quem estivesse no Largo do Machado podia ver os jogadores do Fluminense e do Flamengo de braço dado, seguindo o caminho das Laranjeiras. Eles cantavam desafios. Erguiam hurros que eram Abre-te Sésamo de todas as janelas da rua. Quando chegavam em Álvaro Chaves, o grupo do Fluminense dobrava a esquina. O do Flamengo seguia até Paissandu. A separação seria breve. Porque a tabela marcava um Fla-Flu para as três horas e meia.

Se o Flamengo vencesse, seria o campeão. E nunca tivera tanta certeza da vitória. 

Em outros Fla-Flu - pensava Ademar Martins, o Japonês - vá lá. Mas hoje... Hoje era 21 de dezembro e corria o ano de 19. Se o Flamengo vencesse seria o campeão. O Fluminense levava vantagem de um ponto. Podia empatar e, empatando, a Taça Colombo pela primeira vez teria um dono. Não. Japonês afastou a hipótese da derrota do Flamengo e de um empate. Nunca o Flamengo tivera tanta certeza da vitória. Durante toda a semana não se fizera outra coisa senão treinar. E que treinos! Japonês ia de bicicleta. Saia da Paissandu, tomava a Rua Farani, seguindo pela Praia do Botafogo, até a Praia Vermelha. Os outros, sem bicicleta, iam a pé, andando um pouco, correndo um pouco. E, como se isso não bastasse, depois de bate-bola, à tarde, apostava-se para ver quem dava mais voltas pelo campo. Sidnei era o campeão absoluto. Trinta voltas. Japonês e Dino vinham em segundo lugar: vinte e cinco voltas. E o Fluminense? Japonês sabia como o Fluminense treinava. Os jogadores carregavam sacos de areia e subiam o morro quase pegado ao campo. Às vezes - era o que se contava - Arnaldo Guinle dava o exemplo, fazendo ginástica com Fortes, Chico Neto (Chico Neto estava doente, não ia jogar. Quem ia jogar era o Otelo Rossi, chamado o Chico Neto de Juiz de Fora), Vidal, Lais, Oswaldo Gomes, Mano, Zezé Welfare, Machado, Bacchi. Marcos não aparecia nunca. Preparava-se em casa. Japonês sabia de tudo. E porque sabia de tudo deixou passar a hora da missa das onze. Aquele domingo era apenas um dos cinqüenta e dois domingo de todos os anos. 
Em Álvaro Chaves enfeitava-se o campo. Arnaldo Guinle tinha dado a ordem. Nenhum mastro devia ficar sem bandeira, tal como no Sul-Americano. Não se tratava apenas do Fla-Flu. O Fluminense mandara um convite a Epitácio Pessoa, Presidente da República, que morava ao lado, no Palácio Guanabara, como vizinho, do Flamengo e Fluminense. E Epitácio Pessoa - ele inaugurara a festa do Campeonato Sul-Americano e depois assistira a mais nenhum jogo - prometera comparecer. Assim o Fluminense tomou todas as providências para acolher o Presidente da República. Mandou-se buscar a banda dos Fuzileiros Navais. Quando o Chefe do Estado assomasse à tribuna de honra, seria tocado o Hino Nacional. Houve, ainda, recomendações expressas, como a que proibia Tota Rodrigues de disparar a salva de vinte e um tiros de pólvora seca, com o pequeno canhão, lá de cima do morro. Tota Rodrigues não gostou. Uma vitória sem tiros de canhão não parecia vitória. Mário Pollo veio com a história de que o canhão irritava. Era uma comemoração de triunfo barulhenta demais. E, além do mais, se o Fluminense vencesse havia a banda de clarins, já contratada - por via das dúvidas - e que ficaria escondida à espera de um sinal. E havia serpentina. Tota Rodrigues resmungou. Prometia a si mesmo disparar o canhão, custasse o que custasse. Desde cedo Alberto Ribeiro Valente estava na porta de Álvaro Chaves para "caçar os penetras". Quem não tinha ingresso tratava de fugir do "português". Todos, todos o confundiam com um português. E não adiantava ele mostrar certidão de batismo: Alberto Ribeiro Valente, nascido em Belém do Pará. Quem mandava ele usar aquele bigode carregado, aquela cara redonda e risonha, aquela barriga de negociante bem estabelecido na praça? Bastava Alberto Ribeiro Valente fazer um sinal. E saía faísca do bruto anel de brilhante que ele tinha. Português do Pará ou de onde fosse, não havia ninguém como ele para "caçar penetras". "Ah! o senhor é amigo de Fortes? E que tenho eu com isso?" O amigo de Fortes não conversava. Tratava era de coçar o bolso para comprar uma arquibancada. E com pressa, pois chegava gente de todo o lado. 
Os pingos d'água do céu, que caíam de quando em quando, para avisar que talvez chovesse, não assustavam o torcedor. Alguns, é verdade, apareciam de guarda-chuva, de capa de borracha. Outros, porém, vinham de chapéu de palha e de roupa branca. Para não chamar a chuva. E, às duas horas Alberto Ribeiro Valente, metendo o dedo polegar da mão direita no fundo do bolso do colete - uma pesada corrente de ouro de um relógio tipo cebola media-lhe o ventre - mandava fechar os portões. "Não entra mais ninguém!" É que ele tinha recebido um recado urgente. O estádio do Fluminense estava transbordando. Havia gente pendurada nos mastros das bandeiras. "Quem quiser ver o jogo, que vá para cima do morro". 
Enquanto isso, no vestiário do Fluminense, começando a mudar de roupa, Fortes perguntava a Lais: "Que é isso?" Lais estava batendo queixo. "Eu não sei por quê. Antes de entrar em campo dou para tremer. Não há-de ser nada, como sempre". Fortes assobiou alto. Sim, aquilo não havia de ser nada. Era melhor pensar em outras coisas. 
A cabeça, porém, estava cheia de Fla-Flu. E Fortes escutava frases soltas. Um falava em Eduardo Magalhães, que ia ser o juiz. Outro contava que Zé Pinha apostara quatro contos no Flamengo. Hein? O nome de Píndaro chegou aos ouvidos de Fortes junto com o nome de Bacchi. Quê? Píndaro tinha dito que ia quebrar a perna de Bacchi? "Você não está com medo, está, Bacchi?" Não, Bacchi não estava com medo. Pelo contrário. "Píndaro não quebra perna, Bacchi" - Welfare entrou na conversa: "Se Píndaro quer quebrar perna, Bacchi, Bacchi brinca com ele". Bacchi riu. Fortes riu mais alto. Todo mundo pensou que era por causa do português arrevesado de Welfare. Não era. Apenas Fortes se lembrava que, na frente dele, Luís Vidal - um flamengo incurável - tinha prometido uma motocicleta a Carregal. "Uma moto por um gol". - E Fortes, agora, sabia o que devia fazer para marcar Carregal. Toda vez que Carregal fosse apanhar uma bola, ele gritaria: pópópópó, imitando o ruído de uma motocicleta. 
Ainda não acabara a preliminar. Foi quando Virgílio Friedrigh, obedecendo a um sinal, apitou três vezes, balançando os braços, mandando parar o jogo. Aí a banda de Fuzileiros Navais atacou as primeiras notas do Hino Nacional. A multidão ficou de pé, descobrindo vinte mil cabeças. Era o Presidente Epitácio Pessoa que assomava à tribuna de honra do Fluminense. 
Depois se ouviu uma aclamação ensurdecedora. O Presidente Epitácio Pessoa agradeceu, curvando-se um pouco. E ele, antes de sentar-se ao lado de Arnaldo Guinle, teve que agradecer outra vez, porque os segundos times do Flamengo e Fluminense chegaram em frente a tribuna de honra e levantaram três ale-guás ao "Exmo. Sr. Dr. Presidente da República. Aleguá, guá, guá". "Magnífico espetáculo!" - disse Epitácio Pessoa a Arnaldo Guinle. E Arnaldo Guinle explicou o que era o Fla-Flu. "Vossa Excelência verá uma partida tradicional de futebol entre dois times que conhecem a significação da palavra esporte". Epitácio Pessoa queria saber quais os campeões sul-americanos que iam jogar. E sorriu para dizer que conhecia Friedenrich de nome. "Quem não conhece Friedenrich? E Marcos? E Neco? Não havia um jogador chamado Neco?"
Quem entra primeiro em campo é o Fluminense. O estádio parece vir abaixo. Lais da um passo, dois passos, e cai, com uma síncope. Os companheiros carregam-no para o vestiário. Depois voltaram para saudar o Presidente da República e família, Ministros de Estado e Corpo Diplomático. Não é ouvido o clássico hip, hurrah, nem o clássico aleguá. Os jogadores do Fluminense gritam ei-uei. Era "up way". Um ei-uei para o Presidente da República.  Um ei-uei para os Ministros de Estado. Um ei-uei para o Corpo Diplomático. Um ei-uei para o Flamengo. O Flamengo entra em campo. Explodem cabeças de negro e diante da tribuna de honra os braços se erguem. Rá, rá, rá, chim-bum! Chegara o momento das fotografias. Os dois times formam da mesma maneira, adotando a pose oficial dos campeões sul-americanos: a defesa de pé e o ataque ajoelhado. Enquanto posava para o fotógrafo, Fortes não tirava os olhos da arquibancada social do Fluminense. Ele pensou em um canteiro cheio de flores. Lá deviam estar, como sempre, a Srta. Tetéa Gasparoni, a Srta. Regina Moura, a Srta. Alda Borgeth. E também as Srtas. Gunai Bandeira, Luisa Polo, Sarita Rasteiro, Alicinha Neto Teixeira, Conceição Morais e Castro, Nair Cambacou, Eloisa Campelo. Do campo, porém, só se viam as cores alegres dos vestidos, dos chapéus altos, enfeitados, dos leques cada vez mais impacientes. 
Eduardo Magalhães apareceu vestido com blazer amplo, tão amplo que ninguém podia perceber o volume de um revólver. Porque Eduardo Magalhães dissera que: quem gosta mais de mim sou eu mesmo. Com calma ele chamou Sidnei e Oswaldo Gomes, capitains do Flamengo e do Fluminense. Sidnei escolhera cara, Oswaldo Gomes, coroa. Dá coroa. O Fluminense escolhe o lado da Rua Guanabara. A multidão começa a bater palmas compassadas. Um, dois, três. Saída do Flamengo. Um silêncio desce sobre o estádio. Só é rompido quando Zezé marca um gol e Eduardo Magalhães anula. Luís de Almeida grita que "era um escândalo fazer uma coisa daquelas nas barbas do Presidente da República". Eduardo Magalhães nem tomou conhecimento da vaia, mas ficou contente porque Zezé não protestou. Como Zezé ia protestar, se estava em off-side? Eduardo Magalhães sentia-se confortado com o peso do revólver. Fora bom prevenir-se. Um revólver carregado nunca fazia falta. E pênalti, contra o Fluminense! Luís de Almeida estoura os pulmões com um berro que se ouviu de lado a lado do estádio: "Respeite ao menos o Dr. Epitácio Pessoa, seu juiz". 
Quem vai bater o pênalti é Japonês. Quando se vê diante de Marcos, Japonês se lembra de que já batera treze pênaltis. Todos tinham entrado. Como este não haveria de entrar também? Durante toda a semana Japonês treinara pênalti. Usava o chute Barroso, dado com um lado do peito do pé. Sidnei recomendou: "de barroso". E, correndo para a bola Japonês experimenta, pela primeira vez na vida dele, o medo de errar. Que fora aquilo? No último instante ele resolvera chutar com o pé esquerdo, para o canto esquerdo, lado direito de Marcos. Marcos cai de um lado e rebate a bola com a mão. Sidnei invade a área e emenda. Marcos rebate de novo. Japonês corre e chuta outra vez. Marcos segura a bola. A multidão ficou parada, sem compreender logo, tal qual um cômico de cinema que só percebe, minutos depois, a graça de uma anedota. Foi assim com o pênalti defendido por Marcos. A bola estava longe quando a torcida despertou, prorrompendo em aplausos. 
O Fluminense tomava conta do campo. E Welfare percebeu logo que o Flamengo tinha um ponto fraco: Píndaro. Não porque Píndaro estivesse fora de forma e sim porque Píndaro perdera a cabeça com Bacchi. Toda vez que Bacchi pegava a bola, Píndaro corria feito um louco para cima dele, com vontade de quebrar. Bacchi, rápido, empurrava a bola e dava um salto. Píndaro caía. Toda vez que caía zangava-se cada vez mais. Welfare mandou fazer "jogo pela esquerda". E foi pela esquerda que o Fluminense conquistou o primeiro gol. Píndaro investira sobre Bacchi e Bacchi entregara a Machado. Não adiantou Zé Pinha saltar, o chute de Machado era indefensável. O Flamengo reagiu. E com um único gol no placar acabou o half-time. Os times abandonaram o campo e os convidados oficiais foram para o salão do Fluminense beber uma taça de "champagne". A Sra. Epitácio Pessoa ficou encantada, então, com a gentileza do Fluminense: uma taça de leite. O Fluminense soubera que a Sra. Mary Pessoa não podia beber "champagne", por prescrição médica, e que só bebia leite. 
A banda dos Fuzileiros Navais interrompe um dobrado e começa o segundo tempo. O Fluminense continua a forçar pela esquerda. Píndaro já está fora de si. Não havia jeito de ele acertar em Bacchi. E querendo esperar Bacchi ele furou uma bola. Welfare entra e faz o segundo gol. Aí se ouviu, pela primeira vez o canhão, lá em cima do morro. Era uma salva de antecipação de vitória. A torcida do Fluminense não teve mais dúvidas. E o Presidente Epitácio Pessoa perguntou a Arnaldo Guinle o que significavam aquelas palmas compassadas. "É que a torcida do Fluminense já está contando com o triunfo". Mas não falta muito para o jogo acabar?" "Falta, Excelência". Faltasse ou não faltasse, o Fluminense adquirira a certeza da vitória. E, ainda por cima, Bacchi saía correndo, passa por Japonês, vê Píndaro levantar o pé, salta por cima, cai, levanta-se e empurra a bola no canto. O canhão dá o segundo tiro. Dá mais outro para ficar em dia com o placar. E Machado marca o quarto gol. Aí apareceram os clarins. As serpentinas. E o canhão parecia que nunca mais ia acabar de dar tiros. 
O Presidente Epitácio Pessoa levantou-se. Abraçados, os times do Fluminense e do Flamengo correram para erguer um burra em frente à tribuna de honra. A multidão invadira o campo. Marcos aparecia nos braços dos torcedores. E também Bacchi, Lais, Machado e Fortes. De cima Fortes viu Carregal e começou a rir sozinho. Carregal não pegara quase na bola. Fortes ficara todo o tempo atrás dele, fazendo: "Pópó-pópó". Imitando o barulho da motocicleta que Carregal deixara de ganhar porque não marcara nenhum gol. O Presidente Epitácio Pessoa continuou de pé. "Parece um dia de Carnaval" - observou ele a Arnaldo Guinle. E parecia mesmo. As serpentinas cruzavam-se no ar. A banda de clarins toca ainda. E o canhão, lá em cima do morro, poderia lembrar um bombo gigantesco. Agora a banda dos Fuzileiros Navais entrava em campo, tocando um dobrado. Atrás dela vinha o time campeão. Depois a torcida, um batalhão de milhares e milhares de pessoas. Somente a banda e o time marchavam, com garbo militar. Os torcedores saltavam, jogando no ar os chapéus de palha que mais tarde cobririam o gramado, aqui a copa de um, ali a aba de outro.

💚❤🇮🇹

(Texto para lembrar alguns jornalistas de um site de uma famosa empresa “golpista” de comunicação a não roubar os títulos e a História do Fluminense).

FluminenseTricampeãoCariocaDe1919

” A era Jorge Frias de Paula” Opinião Eduardo Coelho

A ERA JORGE FRIAS DE PAULA


Muita gente passa pelas dependências do Fluminense, depara-se com a inscrição na parede “Parque Aquático Jorge Frias de Paula” e não faz a mínima ideia de quem tenha sido esse cara. Sim, Jorge Frias de Paula foi o cara! Jorge Frias foi o 2° presidente que por mais tempo administrou o Fluminense Football Club em toda a sua história de 120 anos. Só perdendo em longevidade administrativa para o incomparável Dr°. Arnaldo Guinle.
Em meu livro sobre o “Carioca de 1973” (ainda não publicado), dedico um capítulo especial ao presidente Jorge Frias de Paula. Jorge Frias era o presidente do Fluminense na época da conquista do título de campeão carioca de futebol de 1973. E percebi que seria muito interessante abordar aspectos importantes de sua vida. Seria e é uma oportunidade de descrever páginas relevantes da vida cultural, social e esportiva do Fluminense.
A juventude de Jorge Frias. Sua destemida e boa participação nos Jogos Olímpicos de 1932, em Los Angeles. Sua colaboração como delegado da FIERJ (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). Com sua intensa dedicação ao Clube, Jorge Frias era capaz de pegar os seus próprios automóveis para deslocar a delegação de natação tricolor até São Paulo. A importantíssima conquista dos títulos do Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960. O carioca de 1959. A reforma e modernização do Parque Aquático. Os shows internacionais.
Jorge Frias disputou a primeira eleição em 1955. Administrou o Fluminense de 1957 a 1963, e de 1972 a 1975. Diziam no Clube – de forma bem humorada – que se não fizessem a reforma estatutária de 1963, Jorge Frias concorreria às eleições até hoje. Até então, a reeleição era permitida sem restrição. Por sua participação intensa na vida política do Fluminense, foi possível descrever um panorama do cenário tricolor de 1955 até 1979, o ano de sua morte.
O escritor e filósofo italiano Umberto Eco costumava dizer que a internet dava voz aos idiotas. É a mais pura verdade! É possível se ler por aí, os maiores absurdos sobre História. Por isso a importância de realizarmos um trabalho sobre quem realmente fez História. E Jorge Frias de Paula é a própria História do Fluminense!

Eduardo Coelho

” Minha primeira subversão foi ser Fluminense!” Opinião Eduardo Coelho

Minha primeira subversão foi ser Fluminense! Com um pai vascaíno fanático e o irmão mais velho também, ser tricolor, na infância significaria desde cedo romper com o poder estabelecido. Era estar ausente dos estádios nos jogos do time do coração. Seria romper com todos aqueles presentes que os pais oferecem aos filhos na arte de seduzi-los pra que torçam pro seu time de futebol. Ou seja, seria remar contra a maré.
Mas, nada como contar com a ajuda de “tios companheiros” pra salvar a pátria “VERMELHA”, branca e verde, pra assistir uma “Máquina” jogar. Na adolescência melhorou. Aí, tirei o atraso. Matava aula pra ver o Flu jogar, à tarde, na dura arquibancada da Bariri. Pegava chuva, à noite, na arquibancada de madeira de Marechal Hermes. E o aniversário de 17 anos? Dei furo no almoço familiar, com a presença dos padrinhos, deixando meus pais furiosos comigo. Tudo por um jogo em Moça Bonita. E só tinha o dinheiro do ônibus e alguns sanduíches de pão com ovo frito. No final: 3 a 0 Bangu. O pessoal lá em casa falou que foi castigo.
Criamos a “TIJUNENSE”, a única torcida até hoje, que teve “NENSE” no nome. Na verdade, éramos um bando de malucos apaixonados pelo Flu, querendo assistir os jogos do nosso time. Nossa maior loucura? Pular o muro do Maracanã, às 7:30 da manhã (o jogo era às 17h), com bandeirões, peças de bateria, sacos e mais sacos de papel picado e talco pra jogar pro alto, quando o Flu entrasse em campo. Era a final do 1° turno de 80, com o Vasco. Pra aliviar a fome, muitos sanduíches de pão com ovo frito. E pra passar o tempo uma bola “dente de leite”. Nessa a gente se deu bem. O Flu venceu de 4 a 1 nos pênaltis.
A primeira grande “revolta guerrilheira” foi quando venderam o Edinho pra Itália, em 82. Pô, o Edinho era o craque do time, o ídolo da torcida e vendem o cara? O time que já não era lá essas coisas ainda ficaria pior. Então, fomos pras Laranjeiras fazer o enterro da diretoria e gritar “QUEREMOS TIME”. É claro que o couro comeu! Era sopapo pra cá, pernada pra lá e até cadeira voou. Pra conter a fúria da torcida tiveram que apelar pra ajuda pacífica da PM.


Em 83, fui parar no exército. A rebelião continuou! Por outros motivos, claro, mas continuou. Bati de frente mesmo e “dane-se”. Óbvio, rolaram várias prisões. Faz parte é do jogo. O ano foi difícil. Mas, o que salvou foi aquele gol do “ASSIS” aos 45 do 2° tempo. Tive que chorar e negociar muito pra me liberarem pra ver o jogo, pois tava detido no quartel. Servia no 1°BG, em São Cristóvão, que era pertinho do Maraca. Como dei “MINHA PALAVRA” voltei logo depois do jogo, feliz da vida. Deixei pra encher a cara noutro dia.
Passaram-se muitos anos. Muitas lutas políticas. Muitos jogos e títulos do Flu. Rebaixamentos também. Mas, sempre com o Flu. Um operário virou presidente da República e não faltou emprego e comida na boca do povo. E o operário que sempre gostou de futebol, recebeu todo sorridente nossa delegação em Brasília, quando conquistamos depois de 23 anos um título nacional: a Copa do Brasil de 2007. Aí, já adulto, realizei o sonho de menino e entrei de sócio do Flu.
Criei o Blog “Cidadão Fluminense” e meti o pé na porta! No bom sentido é claro. Falava de história e política do Flu. Claro que desagradei algumas oligarquias. As mumificadas e as juvenis que pretendiam se “encastelar no poder”. Era um crítico ácido e feroz. Mas nunca faltei ao respeito ou proferi ofensas pessoais. Cada um possui as suas capacidades e eu criei as minhas.
Uns adoravam as minhas criativas matérias – geralmente os opositores do “status quo” – e davam gargalhadas. Outros detestavam e levavam pro lado pessoal. Tranquilo. Faz parte do jogo político. Aí, vieram as retaliações. Pensaram que eu me intimidaria. Tolinhos! De processos na Justiça foram 6 (SEIS). Fazer o que, né? Me diverti. Tive que “DERROTAR MEUS ADVERSÁRIOS”, um a um.
Teve até um “garoto arrogante” toda vida, que mais parecia um “pavão” de tão vaidoso que era. Ou ainda é, sei lá. O cara não cansava de me processar e eu não cansava de “GOZAR” ao “DERROTÁ-LO TODAS AS VEZES”. Fazer o que, né? O cara não imaginava que fosse encontrar aqui, uma “resistência guerrilheira”. Vento que venta cá, venta lá também. Talvez o cara pensasse que eu fosse mais um desses “mauricinhos” que sabem tudo de tudo.


Pra finalizar, moral da história: quem ocupa espaço de poder precisa ter humildade, respeitar as pessoas e suas histórias. Todo mundo, por mais simples que seja, possui uma história. É preciso ouvir o povo! Atender aos reclames do povo! É pra isso que existem os espaços de poder. E não para oprimir o povo. E num clube de futebol, o povo são os seus “TORCEDORES”.

QueremosTime #VencerOuVencer #Tricolor

FluminenseFootballClub1902 #Laranjeiras