“NUNCA FOI SÓ FUTEBOL!” – Por Rafael Castro

NUNCA FOI SÓ FUTEBOL!

Olá, Guerreiros!

Hoje não falarei exclusivamente para tricolores, apenas sobre bola em campo ou gestão. Tentarei aliviar um pouco meu coração com mais uma homenagem ao meu filho e em especial uma exaltação à magia do futebol!

Em 26/06/2003 segurava meu filho em meus braços pela primeira vez. Não tinha dimensão do quanto ele me preencheria de amor e daria razão para todos os passos da minha vida. Minha única certeza é que ele já sairia do hospital com armadura do FFC e que em breve estaria nos estádios comigo.

E quem nos conheceu juntos sabe do que estou falando…vivemos de tudo que há numa relação entre pai e filho, com seus erros e acertos, cobranças e aplausos, mas sempre com sinergia plena acompanhando nosso tricolor, seja no RJ ou fora dele, quando era possível.

Em 11/06/2022 saímos juntos do Maracanã cantando efusivamente o hino após uma derrota. Obviamente não sabíamos, mas seria a última vez e precisava ser de um jeito onde ficasse marcado que o “sentimento é maior que o placar”, que “nunca foi só futebol”.

Horas antes dessa partida o deixei radiante. Comprei passagens para irmos a BH para o duelo da Copa do Brasil contra o Cruzeiro em 12/07/2022, divulguei nos grupos que participávamos juntos dizendo que em 2019 eu estava lá sozinho, saímos de um jogo épico eliminados, mas que dessa vez seria diferente, pois teríamos do nosso lado Fábio e Fred, mas principalmente meu grande tesouro comigo. Ele ficou muito vaidoso!

Horas depois começava a maior tempestade da vida de um ser humano. A dor não cabe em palavras. Até os sonhos mais bonitos machucam. Não fosse tanto amor, amizade e alguma força que ainda consigo extrair divina, não estaria de pé para receber tanto carinho nas despedidas, onde além de familiares e amigos, gostaria de agradecer em público aos Srs. Ricardo Conceição e Mario Bittencourt, tanto pela homenagem no velório, quanto pelo minuto de silêncio no Maracanã, nossa segunda casa.

Preciso agradecer muita gente e com um pouco mais de tempo vou me fortalecendo para tal. Mas aqui, farei dois agradecimentos bem pontuais:

  • Fred, eu e meu ainda pequeno, estávamos na sua estréia contra o Macaé em 2009 e em praticamente todos os momentos marcantes que você teve com nossa armadura. Você nos trouxe muita alegria, ídolo;
  • Manoel, você foi o escolhido por Deus para me trazer algum calor no coração com seu gol da vitoria neste último domingo. Para a mídia, para os torcedores e talvez até pra você, sua obra de arte foi algo improvável, mas pra mim, não!

14 dias após a despedida, domingo, 26/06, estaríamos comemorando os 19 anos do meu tesouro. Não havia celebração, apenas choro ao tentar acompanhar pela TV a partida. O futebol, em especial o Fluminense, foi e sempre será nosso principal ponto de encontro. Se hoje não mais fisicamente, isso não mudará pela presença de espírito e o amor que transborda em meu peito.

Manoel, seu gol ontem não foi apenas obra do seu excelente trabalho. Seu gol ontem foi um presente orquestrado pelos Deuses do futebol. No dia 26/06 mais sofrido de minha vida, eu já olhava para sua camisa durante toda partida e sabia que do número “26” viria “inexplicável”, viria a prova de que “nunca foi só futebol”.

Buscarei em breve ter uma camisa “26” do Manoel, que pra mim, entra no hall daqueles ídolos que jamais esqueceremos, e nem sempre por gols e títulos.

Buscarei também forças para estar no Mineirão 30 dias após a despedida, voltando com a classificação, como fora profetizado ao anunciar que estaríamos juntos lá. Não sei se consigo controlar tanta emoção, mas tentarei ir para senti-lo comigo nesse último plano feito pra nós dois.     

Manoel, “nunca foi só futebol”, e você com sua camisa 26 nesse último dia 26 só reforçaram isso. Muito Obrigado!

Filho, “Te levarei no peito; desde o berço até….o Reencontro”!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.

Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

”ADERIR OU SE SAF-AR!’ – Opinião Rafael Ladewig de Araújo

Olá, Guerreiros!

Há semanas penso em escrever sobre o assunto, mas não gostaria de ser mais um a entrar no “Fla x Flu” que virou o debate sobre SAF sem ter nenhuma referência concreta, nenhum embasamento legal ou até mesmo detalhamento sobre as notícias que surgem diante os primeiros grandes clubes brasileiros a aderi-la.


Olhando especificamente para o meu Fluminense, e acredito ser realidade da grande maioria, o modelo societário arcaico e falido nos conduz a crer que a única solução para a tão sonhada profissionalização seria realmente a SAF, já que nenhum “dono” investiria 9Mi por 50% do possante Caio Paulista, 9 Mi no Cris, teria renovado contratos de Hudson e Matheus Ferraz (2021), por exemplo ou teria aparelhado departamentos importantes tecnicamente, apenas por amigos/aliados.


A falta de criatividade e profissionalismo na geração de receitas é assustadora; o conceito de alocar os amiguinhos de campanha em funções estratégicas traça paralelo à vergonha da nossa política nacional e em pleno século XXI os clubes são tratados apenas com a “paixão”, sem planejamento de marketing e gestão que justifique qualquer empreendedor de peso aportar capital, além das habituais receitas de TV, patrocínios, onde na maioria das vezes o clube serve de “vitrine imediatista” e ignora-se até o melhor uso de patrimônio, vide nosso estádio das Laranjeiras, que se não é viável para futebol profissional (na visão de alguns), poderia se tornar a maior casa de espetáculos da Zona Sul Carioca.


Se olharmos para a gestão de despesas, aí que realmente jogamos a toalha para o modelo atual. A Falta de transparência no preenchimento dos cargos, as escolhas baseadas em decisões monárquicas, as confusas parcerias com determinados empresários, que nos fazem “aceitar” barangas, os contratos com sigilo, as permutas…são muitos os motivos para abraçarmos de vez o modelo SAF e acreditarmos no “felizes para sempre”.


Focando nossas atenções à SAF, primeiramente precisamos compreender que existem modelagens diferentes em andamento e bem superficialmente olharei para duas: De um lado, os grandes a beira da falência (Cruzeiro, Botafogo, Vasco), buscando uma salvação imediata e se iludindo com cifras vultosas. Do outro lado, clubes novos/sem tradição/sem “marca” que se permitirão a tudo, incluindo perda da identidade (escudo, camisa, hino…Bragantino, Cuiabá…).


Não perderei tempo em analisar nosso possível alinhamento ao modelo adotado por clubes sem tradição, mas deixarei apenas claro um fato: a camisa irá pesar cada vez menos. Não acredita?! Veja as franquias da NBA!


Olhando para os grandes, precisamos ressaltar nossa principal diferença para eles. Temos um “tesouro” em mãos. Nossa base não é “uma obra de sorte ou do acaso”, mas sim um modelo de sucesso que pouquíssimos clubes conseguem realizar. Temos uma real integração entre as categorias e isso faz com que nossa transição de base seja uma das mais assertivas do Brasil, mas isso é conversa longa para outro capítulo. Foquemos no “Câncer” alojado em dois pontos no corpo do FFC: Dívidas e Gestão.


Dívidas e Gestão estão presentes em qualquer argumento pró SAF. Nada justificaria um clube, uma marca e uma história centenária “se vender” se o mesmo encontra-se saneado, com potencial máximo de alavancagem de receitas e com eficácia plena no controle de despesas.


Mas como encontrar soluções para liquidar as dívidas sem um aporte representativo, que traz uma SAF? Como fugir dos empréstimos bancários? Como cortar na raiz os “esquemas” junto aos empresários de sempre, que servem as migalhas com uma das mãos e nos esfolam com a outra?


Realmente estamos desacreditados e parece ser mais conveniente entregar nas mãos de um “dono”, que certamente não rasgaria seu capital como se faz no FFC!


Não vou desrespeitar quem assim pensa. Estamos descrentes, nos sentimos enganados de 3 em 3 anos (eleições) e pra quem é imparcial, a grande maioria, diferentemente do que diz os que estão no poder, a massa tricolor quer mesmo é time competitivo, um clube moderno, mas sem perder sua essência e acima de tudo títulos! Contudo, como bom romântico, eu ainda acredito que exista outro caminho.


No meu entender, não há solução, fora uma boa SAF, que não passe por uma plena reformulação do Estatuto, que afeta diretamente pessoas que “mamam na teta”, que determine a profissionalização e exponha criminalmente os envolvidos. Isso feito, precisamos ter a convicção que o “sistema” foi construído para que as pessoas vivam endividadas. Portanto, se perguntem: Há quem interessa o modelo atual de “vender no varejo”, cortando na carne e “pagando juros” absurdos? Se perguntem também: Não seria mais inteligente “cortar o mal pela raiz”, tornar a operação “venda de Xerém” um produto similar ao do “marcado de capitais”, pôr no caixa um montante mais do que suficiente para equacionar as dívidas, vender atletas pelo quádruplo, deixar de ganhar 50% com os sócios da operação e ainda assim ter a certeza que “ganhou o dobro” dos tempos atuais, e ainda usou esse capital para reinvestimento, time competitivo e não para nossos “negócios da China” com o Sr. Uram, por exemplo?


Eu tenho duas convicções: A primeira é que não gostaria de ver meu Fluminense ter dono, correr o risco de perder sua essência e até mesmo virar pó daqui há 30 anos, seja porquê o dono não se interessa mais ou porquê morreu e o filho só gosta de “vôlei”;


A segunda e principal convicção é que NO MODELO ATUAL DE CLUBE E GESTÃO NÃO DÁ! E não precisa ter dado “dois treinos” em administração e finanças para entender isso. Não precisa conhecer mais do que 5 tricolores daqueles que sequer pisam no clube, não possuem nenhum viés político e nem mesmo freqüentam mais arquibancada, para entender que o FFC vive duas das mais graves doenças: FALTA DE ESSÊNCIA E CREDIBILIDADE.


Se você é conselheiro do clube e está sentado sob almofadinha do seu “grupiderme” político, vendo o trem passar e ciente que nenhum dos remédios apresentados pelo líder resolverá de fato a vida do FFC, digo que passou da hora de honrar as calças que veste; se você é um mero apoiador ou oposição, em busca da manutenção do modelo, em busca de um camarote, um “almoço” com os jogadores ou uma mera “estrelinha no peito”, tenho ainda mais pena de você!


Se você é favor da SAF, adicione uns temperos no que está por vir e reflita que talvez, pelo desespero, esteja colocando energia na “solução desnecessária”: O modelo atual do futebol brasileiro está com dias contados; a liga já é uma realidade; somente o aporte inicial previsto já justificaria a compra de qualquer grande clube com as cifras que hoje são divulgadas; os contratos de TV sofrerão grande reformulação nos próximos anos, inclusive para o mercado internacional; nesse novo modelo, mais sólido, as negociações com mercado europeu terão valores bem mais expressivos; e a WTorre acaba de fechar um contrato para uma gigante e moderna reformulação da também histórica Vila Belmiro.


São muitos os indicadores que nos leva a crer que o Fluminense deveria se “SAF-ar”, ao menos neste momento de baixa. No entanto, estamos vivendo sob um barril de pólvoras e isso também me leva a compreender os mais céticos.

Devolvam nosso FLUMINENSE!

Sugiro a leitura, em especial para quem acredita só haver um lado de sucesso: https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/reportagem/quase-rebaixamento-do-colo-colo-expoe-falencias-do-modelo-de-clube-empresa-no-chile/

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

“TRÉGUA E TODA ENERGIA POSITIVA PARA A SEGUNDA SEMIFINAL DE LIBERTADORES DA NOSSA HISTÓRIA!” Opinião Rafael Ladewig

Olá, Guerreiros!
Não tenho e nunca tive lado político no clube que amo. Sou crítico ferrenho do modelo de gestão, pois assim como na política tradicional, tenho convicção que está moldada para as “convenções do sistema”. No entanto, gostaria muito de ter o poder de transmitir meu sentimento, crença, apoio e positividade para todos os guerreiros que estão sofrendo com nossas últimas jornadas e pedir que tenhamos trégua de críticas nas próximas horas/dias.
Sei que a montagem do elenco tem aspectos absurdos e até estranhos; que o sub-23 é um engodo; que não avançamos no profissionalismo prometido; que o padrão técnico de vários jogadores despencou e que não há variações táticas; MAS SEI TAMBÉM QUE ESTAMOS A POUCAS HORAS DA 2ª SEMIFINAL DE LIBERTADORES DA HISTÓRIA CENTENÁRIA DO FFC! SEI QUE TEMOS JOVENS DA BASE QUE JÁ DEMONSTRARAM MUITO RESPEITO AO NOSSO PAVILHÃO, ZAGUEIROS QUE HONRAM, GUERREIROS QUE SANGRAM EM CAMPO, COMO O YAGO E PRINCIPALMENTE UM TORCEDOR EM CAMPO, VESTINDO NOSSA BRAÇADEIRA, NOSSO ÍDOLO FRED!
Torcedor, nosso capitão não permitirá que nada, nem ninguém deixe atrapalhar essa mágica oportunidade (Vide episódio Emerson antes da batalha contra o Argentino Juniors). Ganhar ou perder faz parte de um jogo, mas uns fazem isso somente com ou sem técnica/tática, enquanto outros fazem isso com a alma e tenho muita convicção que isso acontecerá nesta batalha!
70% dos que carregaram o piano desde a arrancada do Brasileirão 2020, que só acabou esse ano, são garotos. A oscilação é natural. Gerson (ex mulambo), por exemplo, sempre teve potencial, mas em dado momento perdemos a paciência com sua soneca. Martinelli foi um monstro e hoje oscila, até agoniza nesse sistema de jogo. Precisamos ter a sabedoria de equilibrá-lo, apoiá-lo.
Precisamos resgatar o sentimento da arrancada de 2009, que culminou com a derrocada dos matemáticos e com os títulos seguintes. Precisamos preparar a recepção no aeroporto, pois muitos desses jogadores não conhecem a “força da nossa torcida”!
Precisamos dos vivos, doentes e mortos. Precisamos do milagre…e isso é ser FLUMINENSE!
A mídia depositou nosso hino na conta do Galo anos depois, mas nós sabemos de onde surgiu algo que precisamos resgatar agora: ohhhhhhh oh oh oh ohoh Eu acrediiitoooo!!!
Nossa armadura joga! Acreditem e só emanem coisas boas!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

“Diante do abismo tático e do excesso de serviços prestados pelos Deuses Tricolores, hora de pensar até em mala branca!” Opinião Rafael Ladewig

Olá, Guerreiros!
Vivíamos um sonho e sequer conseguimos dormir nas duas últimas noites para que tivéssemos pesadelos. Isso porquê na de quarta perdemos a primeira e a chance de uma classificação antecipada; na quinta, a vitória do River, sem goleiro, sem banco e com metade dos jogadores de linha jogando fora de suas posições. ()Muito se falou da ausência de goleiro e de não ter banco, mas já imaginou Nenê ou Cazares jogando de primeiro volante? Já imaginou Egídio como atacante? Pois é…guardadas às devidas proporções, assim foi a vitoria do River.
O compromisso tático é algo que só existe quando se acredita no comando. “Se” as bolas do Kayke e do L.H tivessem entrado, talvez não tivéssemos rumando este discurso por aqui, mas esse “Se” já vinha jogando muito a nosso favor e é fanatismo ignorar os números:
Fluminense na Libertadores ⬇
Dos 32 times, o Flu é o:

  • 30º em passes certos
  • 28º em finalizações
  • 31º em desarmes
  • 30º em posse de bola

Observando os gols sofridos contra o Junior:
1º-Marcação frouxa e desencaixada de todo setor direito. Kayke não agride na 1ª bola, que é rolada para o ponta esquerda deles, sob o olhar confuso de Calegari e de Martinelli usando aquela famosa frase, “correndo errado”. Após cruzamento, Fred que parecia inteiro na bola, ao menos para atrapalhar o atacante, sequer aparece na foto da cabeçada, tendo como coadjuvante da cena Luccas Claro, atrasado e confuso diante do posicionamento do Don Fredon.

2º-Essa foto já ficou famosa nas redes e qualquer leigo entende que tem algo bem errado aí. Não estamos falando de liberdade de 1 ou 2 metros. Estamos falando em permitir que o adversário entre no nosso último terço do campo sem que ninguém esteja ao menos a 5 metros de distância. Podemos tirar várias conclusões dessa radiografia, mas pra mim, a mais impactante é como o Yago corre uma prova de 100m rasos para chegar na bola (“correndo errado”, capitulo 2). Onde estava Yago na origem do lance, considerando que o adversário já estava com 5 homens o terço final de campo?!

Para o Flu, nada é fácil, mas nossa tática suicida e dispersa não precisava colaborar tanto para que chegássemos na seguinte situação:
Vitoria do Flu, estamos classificados;
Em caso de empate do Flu, Júnior pode ganhar por 1 gol de diferença, desde que não marque mais gols do que nós no empate (1×0 eles, 1×1 nós; 2×1 eles, 2×2 nós…);
Derrota do Flu, estaremos classificados em caso de derrota ou empate do Junior.
Pra mim a decisão é simples: certamente há uma boa premiação aos jogadores pela classificação às oitavas. Cada jogador abre mão de R$ 10.000,00 deste valor e oferecem a famosa mala branca aos jogadores do Santa Fé.
Não me venham com ética. Pagar incentivo para vencer é completamente diferente de pagar para perder.
Os jogadores nos devem isso depois do papelão contra o Júnior e mesmo sem esses 10k, ainda estarão em um baita lucro com a classificação caindo no colo em caso de revés contra o River e salvos pelo Santa Fé!
Se precisarem de dinheiro vivo, essa prática já foi usada e não deve ser problema nas Laranjeiras. Se precisarem levar de carro na fronteira com a Colômbia, pode contar comigo!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

“PRAXEDES É SÓ A PONTA DO ICEBERG. MP NO FUTEBOL OU VERGONHA NA CARA DOS QUE DEVEM FISCALIZAR!” Opinião Rafael Ladewig

Em 16/11/17 o site oficial do Fluminense noticiava a convocação de Praxedes para seleção Sub15. Em Jan/19 negociávamos a jóia com o Internacional, mantendo 50%.
Diante o problema gerado pelo atleta e contrato curto, parecia uma solução razoável, mesmo que lamentável.
Como já previsto, o moleque explodiu na Copa SP em Jan/20, sendo um dos craques do time campeão, com direito a dois golaços e o “sonho do surgimento do novo Falcão”.
Daí, obviamente o Inter exerceu os tais 20% previstos em contrato, por apenas R$500.000. Ninguém sabia disso. Nossa transparência (falta de) não permite, mas fora isso, ainda coloco como risco do negócio emergencial.
Eis que surge a notícia que já chegam sondagens pelo atleta na casa de 50Mi e que só teríamos 10%. A justificativa bizarra aponta para uma venda, já realizada pela gestão MB, dos tais 20% por 1.3Mi!!! Isso mesmo…. Já em 2020, com a jóia se tornando realidade, nossos gênios entenderam que o valor do atleta era de 6.5 Mi de Reais!!! Para piorar, esse valor cobriria dívidas com agentes. Que dívidas? Que agentes? Como foi contraída?
Não importa quando Praxedes se tornou titular nos profissionais do Inter. Nós venderíamos algum dos nossos recentes craques do Sub17 por 6.5Mi de Reais?!
É claro que não!!!
Então pq vender 20% de uma jóia lapidada por 1.3Mi????
Saco cheio dessa merda!
O futebol é comandado por empresários e isso não é exclusividade do FFC. A diferença é que colocamos um “adepto às práticas” sentado na cadeira de presidente e que a tal profissionalização estrutural do clube não ocorreu.
Como gestor de futebol ele gostou tanto da atividade que chegou a abrir empresa para atuar na área (Não há ilação no que falo até aqui…são fatos)!
Essa semana não quero saber de contratações. Não quero saber da goleada no Macaé e nem do sorteio da Libertadores. Não serei um dos tolos que cairão nos FACTÓIDES ou dos que irão assistir uma coletiva do Rei com aquele monólogo sacal e com perfil ditatorial.
Quero é saber onde se gasta cada Real do clube que me pede para ser “financiador” através desses covardes planos de sócios. Quero contabilidade com demonstrativos abertos.
Quero que esse feudo das Laranjeiras vá para PQP!
O FLUMINENSE só voltará a ser Gigante dentro de campo, após resgatar sua essência e ser “o clube da taça olímpica fora dele”.
Enquanto vagabundos, parasitas e sanguessugas se apoderarem do clube, continuaremos ganhando batalhas, mas nunca guerras.
Minha chateação não incomoda os que estão “lambendo os beiços”, mas quem faz parte dos grupos políticos, quem é amigo, quem é conselheiro…deveria demonstrar indignação!
Precisamos de quantos tolos (sócios) para bancar todas essas tetas?!
Nunca me senti tão tolo por pagar algo para meu clube e já ouço sentimento similar em tricolores também fanáticos.
O mundo mudou. A Pandemia destrói diariamente empresas, famílias, pessoas. Daí alguns apaixonados (menos que 2% da torcida) se propõe a acreditar na reconstrução e sangram pelo clube, mas o retorno são milhões perdidos no episódio Praxedes, Lussivica, Rafael do Náutico, renovação do Pablo Dyego, “garantia da palavra de Marcos Paulo”, do Miguel encostado, da renovação do M.Ferraz até usar bengala, da falta de planos para resolver Ganso, gestão comercial e marketing não profissional…
Se os ativos de atletas “conhecidos” viram pó ocultamente, imaginem o que não acontece com outros que não ganharam os holofotes ainda?!
MP no futebol já! Mas enquanto isso não acontece, que os conselheiros, aqueles que gritava “Ei, Abad, vtnc”, se posicionem!

Rafael de Castro Ladewig.
Meu sangue é grená com glóbulos verde e branco!

“CONVOCAÇÃO AOS ADVOGADOS TRICOLORES!” Opinião Rafael de Castro Ladewig

Olá, Guerreiros!
Apesar da ótima fase em campo, continuamos a levar goleadas fora dele.
Um posicionamento comercial muito aquém das nossas tradições e exposições; um marketing que acredita que o torcedor deve continuar pagando “Planos de sócios arquibancada” apenas pelo amor e pelo “grande prazer” de receber e-mails com “tapinhas nas costas”; uma gestão de futebol que vive dos “Royalties” vindos de Xerém; e um departamento jurídico “made in Flusocio”…Talvez essa última definição seria suficiente para tudo!
Essa semana fomos informados de novas ações na justiça. Entre elas, zagueiro que passou pela base sem nenhum retorno e a do “Treineiro”, Oswaldo de Oliveira. Em ambos haviam dívidas trabalhistas, mas se no caso do jovem o discurso de ter herdado problemas será reforçado, o que dizer sobre a condução de todos episódios que envolvem Oswaldo de Oliveira!
Primeiramente, uma escolha típica de quem não tem uma gestão de futebol profissional. Um treinador parado no tempo, sem nenhum trabalho a curto e médio prazo, com linguajar e postura sem nenhuma característica compatível a de elencos formados pelo FFC nos últimos anos, recheados de jovens. Mas, ok! Vamos considerar que errar é humano, e nesse caso, haviam expectativas, que eu não consiga atingir a compreensão.
Após iniciado o trabalho, mesmo nossos gênios conseguiram compreender que era uma questão de tempo. Fale ou pense o quiser, mas quem contrata Odair, tem uma proposta de jogo reativo; quem mantém Marcão tem uma proposta de manter o vestiário nas mão dos caciques e principalmente o de usar um “baita ser humano” e “um baita homem identificado com nossa armadura” como escudo, de forma que não consigamos mirar Angione, Simone e Cia. Agora, quem contrata Oswaldo de Oliveira pode esperar o que?!
A oportunidade de concertar o problema apareceu. Ele como comandante do elenco tem como responsabilidade gerir os seus. Qualquer reação negativa produzida pelos comandados é responsabilidade sua. Até que prove o contrário, treinador relaciona, escala ou põe no banco. Portanto, o episódio Ganso é algo que não competia ao clube algum apontamento jurídico, independentemente de nossas opiniões pessoais quanto aos aspectos morais, comerciais e de marketing.
Quando na sequência dos fatos esse cidadão hostiliza o maior patrimônio do clube, nós torcedores, caberia ao nosso Presidente fazer a “DEFESA INSTITUCIONAL”! Creio que todos lembrem dessa promessa de campanha. No entanto, diferentemente disso, essa aberração, O.O, deu entrevista após o jogo e saiu do estádio ainda empregado.
Não é possível que nossos grandes juristas não tenham observado uma série de prejuízos à instituição e danos morais aos seus torcedores!
Se imaginem como patrocinador. Pensem que sua empresa é do ramo de educação. Daí, tentem compreender sua imagem associada a um homem, o líder maior do time, “dando dedo” para seu torcedor, para o torcedor do adversário ou para qualquer pessoa, até mesmo uma criança que pudesse estar com a TV ligada!
O final dessa história já conhecemos. A demissão técnica era óbvia e mesmo diante de todos os danos sofridos pela instituição ainda vamos ao tribunal para recebermos uma condenação trabalhista. O cenário só não foi pior, pois o “cara de pau”, invertendo completamente os fatos, não logrou êxito no pedido de danos morais.
Chegamos às seguintes conclusões: 1-O clube continuará sangrando no futuro por ações trabalhistas e o discurso de que todos os problemas são herdados é mentiroso; 2-Nossa gestão de futebol inexiste. Assim como os Prefeitos que recebem pela extração do Petróleo, gastam demais e não reinvestem para o futuro, vivemos dos royalties de Xerém, sempre bancando a teta dos “meia dúzia de senhores feudais” de sempre; 3-Precisamos urgentemente convocar advogados tricolores a promoverem ações coletivas com objetivo de defender a honra dos que estiveram no estádio e se sentiram atingidos por esse cidadão que nos hostilizou.
Como sugestão, daria como valor da causa os mesmo R$ 600.000,00 que ele ganhou na ação trabalhista, destinando todo valor para projetos de formação educacional para jovens de Xerém!
Alguém precisa fazer a DEFESA INSTITUCIONAL e consequentemente, defender o maior patrimônio do clube, nós torcedores!
Sou apaixonado. No próximo jogo estarei torcendo e acreditando muito em classificação direta para Libertadores, mas já prometi pra mim mesmo que meu orgasmo só acontecerá com pleno prazer e isso só irá acontecer se meu FFC voltar a ser o gigante de sempre, fora do campo. Do contrário, iremos comemorar batalhas, mas nunca a Guerra!
Nossa música de arquibancada diz: “Quero gritar campeão!”…
Mas o meu momento racional diz: Eu só quero ver meu FLUMINENSE grande novamente…Fora de campo e por conseqüência dentro dele. Se não for nessa ordem, esqueçam!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

MURIEL É ROLETA RUSSA E PRECISAMOS DE UMA APOSTA “PULE DE 10”! Opinião Rafael de Castro.

Olá, Guerreiros!

Se conversarmos com “especialistas” em apostas, creio que 9 a cada 10 falarão a mesma coisa: O Futebol é um dos piores esportes para se apostar!

Isso porquê, no futebol o imponderável entra em campo toda rodada. No vôlei, basquete, tênis, entre outros, não é possível empate e os favoritos levam a melhor na grande maioria das disputas.  

O nosso FFC, para nossa alegria, vem reforçando essa máxima. Seja por competência nossa, incompetência dos outros, um pouco de cada ou sorte, estamos com resultados acima da performance e precisamos da gestão muito bem centrada para que faça a melhor “aposta” possível daqui por diante.

Exatamente, algumas contratações são meramente apostas, principalmente as realizadas com uma temporada em andamento. Também são apostas às promoções de jovens da base no meio de um campeonato tão brigado, pois o ideal é também lançá-los sem tanta responsabilidade.  

Nessa introdução deixo claro que não sou ignorante ao fato de que há enorme dificuldade em contratar, mas uma coisa é “apostar uma grana na loteria e perder o dinheiro”; outra coisa é você querer defender sua casa de um assalto em andamento e “colocar sua única arma, com uma única bala, nas mãos daquele seu cunhado com 10 de miopia, que toma tarja preta e é esquizofrênico”.

Em um passado bem recente, tínhamos duas balas no revolver e às usamos para Muriel e Ganso! Em Ago/2020 nosso presidente nos informou o seguinte sobre “novas balas”: “A discussão não pode ser no varejo porque temos um teto de folha. Aprovamos o orçamento e hoje estamos gastando abaixo do que nos programamos para gastar. Isso significa que posso fazer duas ou três contratações para o Brasileiro. Porque alguns jogadores saíram como Henrique e Gilberto. Com essas saídas, vai abrindo fluxo. Só para vocês saberem, deixamos no orçamento um lastro para fazer um investimento de emergência na folha, caso a gente vá mal no Brasileiro. Contratar, três, quatro, cinco, jogadores se a gente estiver lutando para não cair”.    

Paremos para refletir e tentar interpretar esse texto: Se estivermos brigando para não cair, contratamos de 3 a 5 jogadores!!! Portanto:

Se estivermos no meio da tabela, não teremos ambições/contratações por libertadores?

Se estivermos na zona de pré libertadores, não teremos ambições/contratações para o G4? 

Se estivermos no G4, não teremos ambições/contratações para o TÍTULO? 

Antes que reflitam sobre as perguntas, observem bem as diferenças de premiações do campeonato, em especial para o salto de receita a partir da 10ª colocação:

Confira os valores por posição:

  1. R$ 31.746.000
  2. R$ 30.096.000
  3. R$ 28.446.000
  4. R$ 26.796.000
  5. R$ 25.146.000
  6. R$ 23.496.000
  7. R$ 21.846.000
  8. R$ 20.196.000
  9. R$ 18.546.000
  10. R$ 16.896.000
  11. R$ 12.936.000
  12. R$ 11.946.000
  13. R$ 10.956.000
  14. R$ 10.626.000
  15. R$ 10.296.000
  16. R$ 9.966.000
  17. R$ 5.544.000
  18. R$ 5.115.000
  19. R$ 4.785.000
  20. R$ 4.620.000

Quem acompanha minhas colunas, sabe que me atenho muito mais à gestão do que aos debates sobre o ocorrido em campo. No entanto, é INACREDITÁVEL que nossa “aposta” para a posição mais determinante em campo hoje, a posição de goleiro, continue sendo Muriel!!!

Sr. M.B, tire a arma das mãos desse “seu cunhado com 10 de miopia”. Reconheça que “jogou para a galera” quando citou que estava fazendo caixa para 3 , 4 ou 5 contratações e faça ao menos uma: WALTER (GOLEIRO RESERVA do Corinthians)!

Se contratar ou promover jovem é uma aposta, contratar Walter, se comparado ao “mão de raquete Muriel”, é “pule de 10”. Walter, mesmo sem ritmo esteve em campo em 1 partida pelo Corinthians em 14/10, depois de uma inatividade de quase 8 meses e foi o melhor em campo disparado. Defendeu 9 bolas, sendo 4 das consideradas difíceis.

Precisamos de um goleiro e precisamos de ambição. Faça como Horta, leve flores para a mulher do Walter e o traga para o Flu. Nos permita sonhar ainda mais!     

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.

Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

O texto é de total responsabilidade do autor.

ANÁLISE FRIA, SEM APONTAR “O DEDO PARA O DODI” E SEM “METER A LINGUA NO ESCURO”! Opinião Rafael Ladewig

Olá, Guerreiros!
A novela Dodi tem muitos capítulos e uma enorme ala crítica apontando o “Dedo para o Dodi” e metendo a “língua no Escuro”. Deveríamos focar no bom momento em campo, no resgate da autoestima dos jogadores e blindar o elenco de qualquer oba oba, mas estamos produzindo veneno caseiro.
Antes de qualquer indicador, vou deixar minha opinião de forma clara, curta e grossa: O Dodi não é craque, mas faz função de compactação que vai muito além das modernas estatísticas, que faz qualquer torcedor se considerar entendido de futebol tático. Hoje ele é peça muito importante para o time, tem 24 anos e meio e em que pese acreditar que ele produz muito mais do que “Hudson e Ganso”, por exemplo, o FFC deve ter seu teto, se posicionar firme na resposta à contraproposta, mas sem “torcedor traído” conduzindo-a e sim um gestor de campo e um gestor mercadológico.
Analisemos a contraproposta do Escuro: Luvas de 2Mi + Salários de R$ 270Mil.
Isso significa um custo de R$ 14.960.000,00 ao longo de 04 anos e R$ 3.740.000,00 ao ano.
Se tivéssemos um elenco equilibrado, poderíamos dizer que ter “30 Dodis” seria algo bem razoável para o padrão brasileiro (claro que essa analogia produz um perfil Dodi em cada posição, mas cada um com a característica inerente a sua função em campo). Portanto, um perfil de elenco com “30 Dodis” em disposição e poder de revenda, nos traria uma despesa de R$ 112.200.000,00 ao ano, algo bem “normal” para o orçamento do gigante FFC, que tem potencial para R$ 250.000.000,00.
Mas voltemos para a análise individual…Com a Lei Pelé, o clube não tem no atleta um ativo a longo prazo. Olhando o exemplo Dodi, analisando somente o contrato futuro, o clube tem um “aluguel” de 04 anos e ao longo deste período desembolsaria aproximadamente 15Mi, que por coincidência é valor similar ao que estávamos negociando pelo Allan, hoje no Galo.
Se analisarmos quanto ganha M.Ferraz, Egídio, Hudson e Ganso, a conversa Dodi acaba!
Se analisarmos o poder de “retorno do capital investido” em M.Ferraz, Egídio, Hudson e Ganso, a conversa Dodi acaba!
O FFC pagará a estes pelos serviços prestados e receberá como retorno apenas o que eles entregarem em campo. Quanto ao Dodi, qual valor o FFC receberia de volta ao investir tal quantia?!
Essa pergunta não deveria ser respondida por torcedores, e muito menos, por dirigentes, também torcedores e apaixonados. Existem profissionais que fazem análise mercadológica que indicariam de forma muito realista o quanto obteríamos de retorno com a venda do Dodi em um cenário conservador, o atual, um cenário mediano, com o Flu na Libertadores e um otimista, campeão. Sem querer me colocar como entendedor do assunto mercadológico, deixarei a seguinte observação para que observem a diferença: Allan custou aproximadamente 15 Mi ao Galo + um salário de aproximadamente 500Mil por 03 anos. Isso significará um custo final de R$ 33.000.000,00. Alguém duvida que o Atlético terá um baita déficit nessa operação e que a única forma de obter retorno com esse atleta seria com rendimento em campo?!
Dodi não joga para ganhar metade do que seu empresário pede. No entanto, não sejamos bobos apaixonados. Ele pede o que quer e certamente tem na manga uma proposta de alguém que já fez “análise mercadológica”, além da técnica.
Se tivermos estômago e planejamento para ter Dodi 6 meses e nesse período tivermos gestão de futebol para promover uma substituição dele gradativamente (quem vem da base precisa disso), não teremos perda técnica imediatamente, não teremos perda técnica até abertura da melhor janela (meio do ano) e ganharemos dinheiro na operação.
Digo estômago, porquê precisaremos ceder, assim como o empresário também cederá. 1Mi de luvas + 200Mil por 04 anos ele fechará. Em 06 meses gastaríamos 2.2Mi.
Se alguém duvida que este investimento seria hiper superavitário, basta observar negociações recentes em posições iguais, onde menciono apenas jogadores de nível similar ou inferior ao Dodi:
Douglas – 22 anos – Corinthians para o Paok (85%) – 13 Mi;
Richard – 24 anos – Fluminense para Corinthians (50%) – 8Mi;
Gabriel – 25 anos – Botafogo para o Corinthians (50%) – 7Mi*;
Ano passado Al Hilal ofereceu 23Mi pelo “Gabriel”, o Corinthians pediu 27.8Mi e eles levaram o Cuellar, que nem cito, pois considero melhor que o Dodi.
O futebol enlouqueceu. Os valores são absurdos, mas Gestão de futebol não é para amador, nem tampouco para dirigente torcedor!
Não estamos na situação que estamos por contratos de jovens como Dodi e sim por outros milionários como o último de Gum, Cavalieri, Marquinhos e muitas outras boquinhas que passam despercebidas.

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

“50 ANOS EM 5”! Opinião Rafael Ladewig

Olá, Guerreiros!
Já existem muitos canais onde você possa acompanhar o que acontece em campo. Aqui me proponho a falar de gestão e essencialmente naquilo que realmente acredito para o fortalecimento do nosso FFC.
O título de hoje, “50 anos em 5” é para lembrarmos de um dos maiores, se não o maior, jargão político da história do nosso país. Um plano audacioso, que independentemente do seu posicionamento político, há de se respeitar.
Alguns já me questionaram se “sou oposição” ao M.B., pois meus posicionamentos mais ácidos quanto a gestão, indicam, para os que vivem da política do clube, que “ataco” porque não gosto de A ou B, ou porque tento favorecer X ou Y.
Ocorre que não vejo o menor sentido na política do FFC atual e falo isso há anos. Nosso grande rival, o do Remo, vivia algo parecido. Era uma troca de cartas entre “Marcio Braga, Kleber Leite, Edmundo Santos Silva, Patrícia Amorim…, todos viciados pelo meio político e público, todos cruzando interesses pessoais/econômicos com o clube, todos projetados popularmente e economicamente pelo clube. Até que um novo grupo surgiu, com “vida econômica e financeira” fora do clube e agregaram valor. Se hoje “também mamam na teta”, se lambuzam em algo rentável e não como vampiros, sugando o pouco sangue existente.
No nosso tricolor, muitos acreditavam que a barreira havia sido rompida com a “Flusocio”. No entanto, o que temos observado nos últimos anos são suspeições, negociatas e o nome do clube nas páginas policiais.
O FFC, como a maioria do clubes brasileiros, é uma verdadeira “CASA DE NEGÓCIOS”. Essa afirmação não é mais uma denúncia, pois isso só se faz com provas concretas, mas sim é um fato, se considerarmos a quantidade de cargos negociados nas eleições do clube. Um fato se considerarmos a quantidade de “padrinhos” de campanha atendidos na maior cara de pau. Um fato se considerarmos que nosso próprio presidente, Mário Bittencourt, usou o clube como palanque para sua projeção nacional como advogado e que por muitos e muitos anos, obteve suas receitas oriundas do FFC.
Diante de todos esses “fatos”, surge o fenômeno que tanto já debati por aqui: O sócio futebol – O “torcedor sendo o patrocinador do clube”, como sempre coloca nosso presidente.
Ocorre, Sr. M.B, que da mesma forma que o povo está acordando e não mais financia partido político, o torcedor também se importa cada vez mais com o que acontece fora de campo. Tire nosso amado clube das páginas policiais ou simplesmente das nefastas fofocas das redes e o coloque com uma estampa de CLUBE MAIS TRANSPARENTE DO BRASIL.
Submeta-se a todo sócio expondo 100% do seu quadro funcional e 100% dos fornecedores; Acabe com os sigilos e exponha todos os contratos; Apresente as mudanças estatutárias necessárias para nos livrar dos feudos das Laranjeiras; Traga-nos a “governança” com uma transparência nas contratações de pessoal e fornecedores (processo similar a um licitatório); rompa e acabe com os “grupidermos políticos” existentes no clube, pois já somos uma unidade tendo o FFC como núcleo.
Prezado, M.B., o torcedor, sócio do clube, precisa ser respeitado. Aguardamos um posicionamento concreto sobre como seremos “recompensados” por não termos cortado uma receita importante para o clube em um momento tão difícil. O momento é difícil para todos. Pagar R$ 525,00 (de Abril a Out/20) para assistir “Egídios e D.Barcellos” é ridículo, mas uma escolha nossa; Pagar R$ 525,00 para não assistir nada é uma responsabilidade sua como gestor.
Apresente um plano para manter os que estão sendo feitos de trouxas até agora; Apresente um plano para os que pagam os valores mais caros, para que estes permaneçam, mas que saibam que “lá na frente” terão esse retorno; e Apresente definitivamente um plano chamado o “Clube mais transparente do Brasil”…mas esse parece não haver interesse!
Pensando “fora da caixa”, e mesmo tendo uma empresa de projetos, mas não querendo emitir nenhuma N.F para o clube, como o Sr. e muitos dos seus amigos sempre fizeram, deixarei minha contribuição bem resumida sobre meu plano de sócio ideal, pois penso que a operação de um jogo pode ser uma oportunidade de agregar várias receitas mal exploradas (show, bar… entretenimento em geral) e que acima de tudo é a maior oportunidade de atrair novos torcedores, além de resgatar os que hoje não consomem.
No meu plano de sócio ideal todo torcedor teria acesso “gratuito” ao estádio:
$9.90 – prioridade 3, clube de benefícios bronze, 100% do ingresso mandante, entrada no estádio liberada somente até 1:30h antes do jogo (para forçar consumo dentro do estádio);
$29.90 – prioridade 2, clube de benefícios prata, 100% do ingresso mandante, entrada no estádio liberada somente até 30 minutos antes do jogo, 1 refrigerante antes do jogo;
$49.90 – prioridade 1, clube de benefícios ouro, 100% do ingresso mandante, entrada liberada a qualquer hora, 2 cervejas ou 2 refrigerantes antes do jogo;
*Sócio do clube seria prioridade zero;
*A marcação do jogo ocorreria de acordo com as prioridades (maiores valores primeiro);
*Haveria liberação progressiva por assiduidade dentro dos grupos para estimular a presença em jogos de menor apelo;

A verdadeira “POPULARIZAÇÃO 50 ANOS EM 5”. A meta principal seria termos 60.000 cadeiras ocupadas em todos os jogos e obviamente precisaríamos de pessoas competentes no clube para promover ações de marketing, acordos com parceiros comerciais e principalmente um choque de ordem no custeio.
Apresentar um plano “popular por R$ 40” não é nada popular, Sr.M.B. Segregar essa massa, em uma área específica do estádio, sendo que tradicionalmente as massas sempre se reuniram “atrás do gol” ou às margens do campo (geral) não é popular, Sr. M.B.
Precisamos de inovação. Precisamos trazer o torcedor para o clube, para os jogos, gerando benefício real. Precisamos de pessoas competentes para gerir isso e diferentemente do Sr. e dos seus, minha empresa se colocaria a disposição para colaborar gratuitamente para transformar esta “idéia em projeto”.

Nossa música de arquibancada diz: “Quero gritar campeão!”…
Mas o meu momento racional diz: Eu só quero ver meu FLUMINENSE grande novamente…Fora de campo e por conseqüência dentro dele. Se não for nessa ordem, esqueçam!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

“Sócio Futebol, sem “FUTEBOL ” Opinião Rafael Ladewig

Olá, Guerreiros!
Qual o tricolor que ainda agüenta falar sobre a incapacidade de marketing do nosso amado club?
Como o futebol é um fenômeno de paixão os dirigentes agem como se nós torcedores, fossemos obrigados a “acatar” qualquer coisa. No Fluminense fomos obrigados e engolir uma campanha mentirosa, uma gestão centralizadora e ainda por isso, apesar de sermos alçados a condição de “Patrocinador Master” com o sócio futebol, diante a incapacidade dos nossos representantes, ainda fomos obrigados a ouvir desaforos como o dos “dois treinos”.
Ocorre, Sr.Presidente, que apesar da nossa linda torcida ter sido uma das únicas, se não a única, a crescer a quantidade de sócios durante a Pandemia, eu sempre duvidei que isso estivesse representando um aumento financeiro. Isso porquê, certamente diante de tanto descaso eu acredito piamente que muitos torcedores migraram para os planos mais baratos. Os torcedores, como eu e meu filho, que são “sequelados” e ainda contribuem com R$ 75,00 por mês, pacote que nos daria entrada “gratuita” nos jogos com mando, estão tendo seu direito básico ignorado.
É obvio que a culpa por não termos acesso às arquibancadas não é do nosso presidente. No entanto, a RESPONSABILIDADE é somente sua!
Não é possível que nenhum gênio super remunerado da sua equipe consiga expor que torna-se muito mais barato manter um “cliente interno”, do que buscar um “cliente novo”.
Os incompetentes tiveram todo segundo semestre de 2019 para formular um plano de sócio para lançamento em 1º de Janeiro de 2020 e não fizeram. Perderam o início da temporada e veio a pandemia. Nem isso os fizeram buscar um ajustamento nos planos ou um programa concreto, e não baseado em promessas, para que o torcedor pudesse ter seu “prejuízo” minimizado em supermercados, postos de gasolina, entre outros possíveis existentes em um clube de benefícios.
O lançamento das novas camisas foi mais um descaso. Enquanto sócio do Grêmio está pagando R$ 159, o sócio do Fluminense está recebendo os protocolares 10% de desconto.
Apesar de sempre buscar a via da associação, eu nunca fiz campanha para adesão e muito menos para que os atuais abandonem. Eu penso bem diferente do nosso Presidente. Pra mim, todo tricolor deveria ter sua carteirinha de sócio por um preço super popular. Todos deveriam ter acesso ao estádio por um preço de bala…a popularização ganharia “50 anos em 5” com tal “prejuízo direto”. No entanto, para pôr isso em prática “nossos incompetentes de estimação” teriam que trabalhar, suprir receitas, cortar despesas…mas isso deve ser demais para essa galera que parece nunca ter “tido dois treinos”: na faculdade e no mercado de trabalho.
Prezado, M.B., o torcedor, sócio do clube, precisa ser respeitado. Aguardamos um posicionamento concreto sobre como seremos “recompensados” por não termos cortado uma receita importante para o clube em um momento tão difícil. O momento é difícil para todos. Pagar R$ 525,00 (de Abril a Out/20) para assistir “Egídios e D.Barcellos” é ridículo, mas uma escolha nossa; Pagar R$ 525,00 para não assistir nada é uma responsabilidade sua como gestor.
Apresente um plano para manter os que estão sendo feitos de trouxas até agora; Apresente um plano para os que pagam os valores mais caros, para que estes permaneçam, mas que saibam que “lá na frente” terão esse retorno; e Apresente definitivamente um plano chamado o “Clube mais transparente do Brasil”…mas esse parece não haver interesse!

Nossa música de arquibancada diz: “Quero gritar campeão!”…
Mas o meu momento racional diz: Eu só quero ver meu FLUMINENSE grande novamente…Fora de campo e por conseqüência dentro dele. Se não for nessa ordem, esqueçam!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

Texto de responsabilidade exclusiva do Colunista que o subscreve.