fbpx

“Jovens tardes de domingo […] Quantas alegrias”

Era dezembro de 1984, mais especificamente “O dia do fora”, que me foi dado pela Márcia, prima do colega Luiz Henrique Gusmão. À noite, enfrentar-se-iam Flamengo e Campo Grande, pela penúltima rodada do segundo turno do Cariocão. Uma vitória do urubu sobre o campusca eliminaria o Fluminense do então valorizado campeonato estadual. Os flamenguistas riam de orelha a orelha. Colérico, disse-lhes algo assim: “Ganhem do Campo Grande, senão vocês estão f….”.
Fim de jogo: Flamengo 1 x 1 Campo Grande.
kkkkkkkkkkk
Flamenguistas – Alberto, Arlérico, Antônio Henrique e outros – e vascaínos – Yoggi, Briza, Caveirinha e outros – entreolhavam-se, como se pressentindo o desfecho. Sem meias palavras, o Fluminense era temido pra cacete!
Pois bem, o Fluminense voltara ao páreo, mas ainda precisava derrotar o Flamengo no último jogo da Taça Rio, a fim de obter a melhor campanha, credenciando-se, assim, para o triangular final do campeonato. Um simples empate nos eliminaria e daria ao urubu vantagem sobre o Vasco na final de 1984. Era um sábado, lembro bem. Prestava eu vestibular para Engenharia na PUC/RJ. A prova terminou às 18:00. Peguei o ônibus 996 – “Charitas x Gávea” – chegando em Niterói por volta de 20:00. Engoli um pedaço de pão e às 20:20 já estava na fila do ABC – “Santa Rosa x Vila Isabel”. Cheguei ao Maracanã em cima do hora do jogo – 21:15. Cansadíssimo, fui ao estádio impelido por um sentimento que todo tricolor de pelo menos 50 anos conhecia bem: a certeza da vitória do Flu em jogos decisivos. Não deu outra: Fluzão 2 a 1. A propósito, certa feita, Jorand me lembrou da imensa maioria de tricolores no estádio naquele dia. Verdade, meu amigo!
No domingo seguinte, já pelo triangular final, Fluminense 2 x 0 Vasco. Era a segunda porrada neles no mesmo ano, pois ganháramos o Brasileiro de 1984 em cima do bacalhau. Aliás, contra o Vasco era “trolha” em cima de “trolha” – para eles, claro!
Sete dias depois, a finalíssima com o Flamengo: Fluminense 1 x 0, golaço de Assis e a consagração do “Carrasco” e do “Recordar é viver!”
Em suma, três fins de semana, três jogos decisivos, três vitórias incontestáveis sobre rivais fortíssimos.
Aquele time do Fluminense era especial? Era, com certeza!
Mas o Fluminense, como um todo, também era especial, amigos. Era um compósito entre time e torcida que era alucinadamente apaixonante e inexoravelmente vencedor.
Querem outros exemplos?
Em 1980, com um “timinho” – “Não tem Zagallo, não tem Coutinho, o campeão é o time do Nelsinho” – superamos os fortes Vasco e Flamengo. Com direito a show nas arquibancadas – “A benção, João de Deus”.
Em 1987, vencemos o Vasco três vezes: 3 x 0 (Fluminense sem treinador), 2 x 0 (golaço do Washington) e 2 x 0, abrindo sobre eles confortáveis 25 vitórias a mais.
O Botafogo, coitado, era uma mera nota de rodapé, com todo o respeito ao meu querido e talentoso amigo Octávio Guedes.
Aos fim dos jogos, descer as rampas da arquibancada do Maracanã zoando os adversários era algo inenarrável – e bastante comum.
O Fluminense era o rei dos clássicos no Rio de Janeiro – o que se refletia na hegemonia de títulos estaduais. Não tinha pra ninguém!
Como diria o Rei Roberto Carlos: “Velhos tempos […] Belos dias”.
Era delicioso ir ao colégio nas segundas-feiras…
De repente, tudo mudou.
A carruagem virou abóbora. O Vasco inverteu a freguesia, nos surrando impiedosa e seguidamente. O Flamengo, idem. O Botafogo, quem diria, também foi no embalo dos rivais.
Não me lembro, sinceramente, da última vez que, com o estádio cheio e dividido, saí “zoando” a torcida adversária. Ao que me lembro, aliás, a última vez que fomos campeões, no Maracanã, em cima de um rival foi em 1995 – e o estádio não estava dividido, convém lembrar.
Minha filha de 20 anos nem era nascida quando isso ocorreu. Ou seja, ela, frequentadora assídua do Maracanã, nunca viu o que eu cansei de ver.
Erros decisivos de arbitragem aconteceram? Sim, aos borbotões. Sempre contra o Fluminense!
Armações de bastidores nos prejudicaram? Com certeza, vide as “papeletas amarelas” de 1986.
Mas a isso, amigos, devem se somar doses cavalares de INAPETÊNCIA. O Fluminense, podem observar, entra nos clássicos como se estivesse treinando, sendo presa fácil para os seus rivais.
Em suma, para o tricolor-médio, ir a um clássico, hoje, é uma aposta contra as evidências – noves fora a nada desprezível possibilidade de violência.
E perder clássicos, ao contrário do que disse certa feita o Zé Bobão – sempre ele –, dói, meus caros!
Isso explica, em grande parte, por que não esgotamos – nem esgotaremos – a nossa cota de ingressos para o jogo decisivo de sábado.
Urge mudarmos esse quadro assustador.
Presidente Abad, como mandatário supremo do clube, cabe-lhe, entre outras magnas atribuições, galvanizar os jogadores do Fluminense, incutindo em suas mentes a majestade de um clássico estadual. Precisamos resgatar o nosso passado de vitórias sobre os rivais.
Quero ganhar a Copa Sul-Americana? Sim, claro!
Mas também quero ganhar o campeonato estadual, triunfando em clássicos sobre os rivais.
Somos bem mais fracos que o Flamengo, é forçoso convir. Mas, se entrarmos, no sábado, “pilhados”, ganharemos dos urubus.
Sempre foi assim.
Sempre será!

Saudações tricolores.

Texto de André Ferreira de Barros, tem 51 anos e acompanha o Fluminense, em estádios, desde a final da Taça Guanabara de 1975 – golaço do Rivelino contra o Mequinha.

A VOLTA DAS FESTAS NOS ESTÁDIOS: Torcidas Organizadas do Fluminense FC convocam seus membros para cadastramento no BEPE.

A via sacra das Torcidas Organizadas continuam.  O MP e o BEPE solicitam o cadastro dos membros das Torcidas para liberação de materiais para os jogos, como bandeiras, faixas e instrumentos musicais. O Torcedor Tricolor sente a falta dos espetáculos que as Torcidas Organizadas fazem nos estádios, levando todos os Torcedores presentes ao mais alto grau de alegria.  Já não bastasse a proibição dos sinalizadores e fogos de artifícios, quem inventou essas normas com certeza não sabe o que é ir aos jogos nas arquibancadas e sentir o coração bater mais forte, as veias pulsando e os pêlos do corpo se arrepiando.  Sensação FANTÁSTICA vivida por quem está presente nos estádios nos jogos do nosso Fluminense FC!!!!

Por que a importância do cadastro dos Membros?

A cada 50 Membros cadastrados as Torcidas terão direito a:

1 bandeira, 1 faixa, 2 surdos, 1 caixa e 1 repique

Cadastramento dos Membros das Torcidas Organizadas.

1 – Preenchimento da ficha cadastral que encontra-se com a direção da Torcida escolhida.

2 – Assinar a ficha de acordo com o RG.

3 – Anexar a ficha cópia do RG e uma foto 3/4 atual.

INFORMAÇÕES

Torcida Fiel Tricolor

Nos jogos procurar um dos admintradores ou pedir pelo e-mail, patriciabraz10@live.com

Torcida Força Flu

Nos jogos procurar um dos administradores ou pelo site, https://linktr.ee/forcaflu_oficial

Torcida Garra Tricolor

Nos jogos procurar um dos administradores ou pedir pelo e-mail, garratricolor1981@gmail.com

Torcida Young Flu

Nos jogos procurar o Diretor administrativo Renatinho ou pelo site da torcida, www.torcidayoungflu.com.br

Por Wagner Aieta (Informações cedidas por Diretores das Torcidas)

Sim ou Não, eis a questão. AG 26/01/19.

Resultado de imagem para eleição fluminense

Dúvidas ecoam nas Redes Sociais entre os Sócios Proprietários, Contribuinte, Futebol e Torcedores do Fluminense FC  sobre a Assembléia Geral convocada pelo Presidente Pedro Abad:  O que será votado? Como votar? Quem pode votar?

Informações básicas sobre esse assunto.

 Finalidade

 Mudança estatutária para a antecipação das eleições gerais que ocorreria normalmente em  novembro de 2019,  para 45 dias após a votação e resultado da AG, com a finalidade de saber a opinião dos Sócios para eleger  Presidente, Vice Presidente e Conselheiros. Nesse caso o mandato do Presidente e Vice Presidente iniciaria em 2019 com término em dezembro de 2022, ou seja, o período restante de 2019 (tampão) mais três anos, e o Conselho Deliberativo.

  Votando SIM

Sendo aprovada a antecipação pela vontade da maioria dos Sócios do Fluminense FC o Presidente em exercício Pedro Abad terá que convocar eleições gerais para 45 dias logo após o resultado publicado pelo Presidente do Conselho Deliberativo Dr. Fernando César Leite. Votando SIM assume o Presidente, Vice Presidente Geral e parte dos Conselheiros da chapa vencedora para completar o quadro do Conselho Deliberativo que foi eleito com o Presidente Pedro Abad em 2016, todo o Conselho Deliberativo eleito em 2016 permanecerá ate dezembro de 2019.

Votando NÃO

O Presidente Pedro Abad continua no cargo até o final do seu mandato  dezembro de 2019, só saindo em caso de Impeachment ou Renúncia.

Direito a votar

Sócios maiores de 16 anos com título de Sócio individual.

Sócio Proprietário ou Contribuinte com mais de 1 ano de sócio e com suas obrigações financeiras em dia.

Sócio Futebol com mais de dois anos ininterruptos completos até o dia da Assembléia Geral e com suas obrigações financeiras em dia.

Em tempo: os Sócios Contribuinte e Proprietários que não estiverem em dia com suas obrigações financeiras podem quitar todos os seus débitos na secretaria do clube no dia da votação, os Sócios Futebol com menos de três mensalidades em aberto  podem quitar seus débitos junto a secretaria do clube.

Fica claro o seguinte, os Sócios que não tiverem as condições de associação (tempo de Sócio) não poderão vota na AG ou para Presidente em 45 dias.

Por Wagner Aieta

Graças a Deus, projeto Samorin, o fim!(D`akujem bohu Samorin projektu, koniec !!!

Crise financeira impede Tricolor de manter investimento que chegou a 63 mil euros por mês. Diretor pede demissão e jogadores eslovacos trabalham fora do clube para complementar renda.

Por Hector Werlang e Ivan Raupp — Rio de Janeiro – globoesporte.globo.com

Pouco mais de oito meses após decidir buscar patrocínios para reduzir o custo de manutenção, o Fluminense decidiu encerrar o projeto Samorin. A direção tricolor não conseguiu efetivar acordo com as empresas que demonstraram interesse e começou a elaborar a notificação a ser enviada ao clube da Eslováquia para dar fim à parceria iniciada em 2015.

O documento formalizando a intenção é uma obrigação contratual. Como há um prazo mínimo de seis meses entre o aviso e a saída de jogadores e funcionários tricolores da Europa, a ideia é terminar a redação nos próximos dias para não estar mais presente no começo da temporada 2019/2020.

– Propomos o fim do projeto por conta da dificuldade financeira para sobreviver aqui. O pouco recurso que o Fluminense tem hoje tem de ser direcionado para fazer um bom trabalho na base e no profissional. Não se pode sonhar em oferecer pós-graduação aos atletas se não conseguimos dar o colégio – confirmou Marcelo Teixeira, diretor da base do Fluminense.

Marcelo Teixeira (a0 centro) em visita ao Samorin em 2017 — Foto: Tibor Ory / Fluminense Samorin
Marcelo Teixeira (a0 centro) em visita ao Samorin em 2017 — Foto: Tibor Ory / Fluminense Samorin

Teixeira aceitou conversar com o GloboEsporte.com após ser consultado sobre o andamento do projeto. Em abril do ano passado, ao lado do presidente Pedro Adad, o dirigente foi convocado pelo Conselho Deliberativo para dar esclarecimentos, o auge de uma pressão política sobre o tema. À época, ao entender que a falta de recursos comprometia a execução do planejado, defendeu o encerramento das atividades na Eslováquia.

Abad visitou o clube estrangeiro no mesmo mês e decidiu buscar patrocínios. A ideia era reduzir o investimento de 63 mil euros (R$ 271 mil, na cotação atual) por mês em 50% em 2019 e ter 100% pago por parceiros na temporada seguinte. Porém, embora alguns acertos encaminhados por Marco Manso, diretor esportivo da filial tricolor em maio passado, nenhum acordo foi assinado. E, mesmo assim, em julho o martelo foi batido pela continuidade.

Ou seja: o Flu continuou pagando. Com o agravamento da crise financeira nas Laranjeiras, o envio de dinheiro mingou e atraso salarial na Eslováquia chegou a cinco meses. Manso pediu demissão em setembro. E alguns jogadores passaram a conciliar os treinos com empregos fora do clube para complementarem a renda.

De volta à Eslováquia, Peu já ganhou prêmio por ser artilheiro da segunda divisão local — Foto: Tibor Ory / Fluminense Samorin
De volta à Eslováquia, Peu já ganhou prêmio por ser artilheiro da segunda divisão local — Foto: Tibor Ory / Fluminense Samorin

Para o primeiro semestre de 2019, o Flu reduziu o envio de atletas. Apenas Diogo, Gabriel Capixaba, Luquinhas e Peu foram emprestados (os dois últimos pela terceira vez) – Leonardo Ramos, técnico do sub-15 em Xerém, foi como auxiliar técnico. As despesas pagas pelo Tricolor, então, caíram para 15 mil euros (R$ 64,7 mil) por mês.

O Samorin sempre foi orgulho da direção, desde a implementação na gestão Peter Siemsen. Ao iniciar, o time estava na terceira divisão da Eslováquia. Atualmente, disputa a Série B. O objetivo era subir para a primeira divisão até a temporada 2019/2020 e participar de uma competição europeia até 2021/2022.

Mais respostas de Marcelo Teixeira

Qual a atual situação do Samorin?

O projeto foi idealizado alguns anos atrás com objetivos, mas o principal era conseguir a melhoria pessoal, técnico, tático e físico dos atletas e a melhoria na formação dos treinadores da base do Fluminense. Para isso, definimos processos a serem feitos. Começamos com o clube na terceira divisão e sem conhecimento do mercado e do futebol local. Levou um tempo a entender isso. A partir do momento em que o clube passou a crescer, veio a dificuldade financeira do Fluminense. Isso tem uns dois anos mais ou menos. Diante dessa situação, tivemos dificuldades de executar o planejado. Chegou em um momento que, com o aumento da crise financeira, o projeto ficou muito distante do que se gostaria.

Tanto que, faz alguns meses, a gente fez uma avaliação do término do projeto no Conselho Diretor. Na época, me posicionei contra a continuidade do projeto por conta da dificuldade financeira de mantê-lo. A gente levou o projeto adiante, afinal, o Conselho Diretor teve a ideia de buscar investidores e patrocinadores para reduzir os custos. Mas isso não aconteceu.

Então, atualmente, há dificuldade da falta de dinheiro. E isso gera atraso salarial, atraso no pagamento de fornecedores. O próprio Samorin buscou alguns recursos e cobriu alguns gastos.

Teixeira e Pedro Abad no CT tricolor — Foto: Nelson Perez/Fluminense FC
Teixeira e Pedro Abad no CT tricolor — Foto: Nelson Perez/Fluminense FC

O término do projeto, então, está encaminhado…

A nossa ideia é que isso se encerre até porque vem um processo eleitoral. Possivelmente, o vencedor será contrário à manutenção. Caso queira manter, o novo presidente poderá fazê-lo. Mas nós propomos o fim do projeto por conta da dificuldade financeira para sobreviver aqui. O pouco recurso que o Fluminense tem hoje tem de ser direcionado para fazer um bom trabalho na base e no profissional aqui. Não dá para sonhar em oferecer pós-graduação aos atletas se não conseguimos dar o colégio.

Mas não há uma incoerência aí, afinal, recentemente o Fuminense emprestou Diogo, Gabriel Capixaba, Luquinhas e Peu ao Samorin?

Não é não. Tem um contrato em vigor. Há regras a serem cumpridas. A partir do momento que se coloca um jogador na vitrine, com a ideia de melhorá-lo, tem de se manter. Isso está acontecendo. Estamos cumprindo as questões contratuais.

Luquinhas em ação pelo Samorin — Foto: Tibor Ory / Fluminense Samorin
Luquinhas em ação pelo Samorin — Foto: Tibor Ory / Fluminense Samorin

O que o contrato estabelece para a rescisão?

O Fluminense precisa notificar o Samorin com antecedência de seis meses. Isso ainda não aconteceu. Mas estamos em vias de fazê-lo. Além disso, temos de estar com as obrigações de salários e com fornecedores em dia. Não há nenhuma multa para encerrar o projeto.

É possível, então, concluir que o projeto deu errado?

É impossível avaliar dessa forma. Se você planejou diversos objetivos e planificou como alcançá-los, mas não teve dinheiro para tal… é impossível avaliar o projeto. Se tratava de um projeto de médio e longo prazo. Atualmente, temos treinador em Xerém formado na UEFA. Há titulares nos juniores com um ano de Europa. Isso só tem como ser avaliado ao longo dos anos.

O que posso dizer que quem falhou foi o Fluminense. O clube não tinha condição financeira de assumir certos compromissos.

Mas manter mesmo sem dinheiro não foi algo que se mostrou acertado…

Posso falar que o projeto, quando idealizado, foi vanguarda. Não tenho dúvida disso. Só que o Fluminense era um clube que não tinha condições de assumir aquilo desde o princípio. Quis dar um passo maior do que a perna. Esse talvez foi o grande erro.

Diogo com Luquinhas e Gabriel Capixaba no Samorin — Foto: Arquivo Pessoal
Diogo com Luquinhas e Gabriel Capixaba no Samorin — Foto: Arquivo Pessoal

O que pode ser considerado positivo na parceria?

Não se pode ser definitivo ainda. Por exemplo, os jogadores que estão nos juniores só saberemos daqui a alguns anos. E se os que estão no profissional forem vendidos ou não. Ou sendo campeões. Ou ainda se o treinador formado for campeão no time de cima.

Você expôs a marca do Fluminense no exterior e beneficiou a formação de atletas e treinadores. É um pouco intangível. O objetivo era ter a camisa do Fluminense na Europa League. Não alcançamos isso, mas tivemos a camisa do Fluminense atuando na Europa.

Temos um treinador com diploma B da Uefa. É o Tiago Macedo, era auxiliar do sub-20, e vai assumir uma categoria agora. Ele conseguiu isso lá, é o único treinador da base com esse tipo de diploma no Brasil. O Gustavo, o técnico do sub-20, esteve lá como auxiliar e foi preparado para assumir essa função. E agora está lá o do sub-15. Todos com o objetivo de melhorar.

Igor Julião defendeu Samorin e está no profissional do Fluminense — Foto: Tibor Ory / Fluminense Samorin
Igor Julião defendeu Samorin e está no profissional do Fluminense — Foto: Tibor Ory / Fluminense Samorin

Mas ocorreu de jogadores voltarem do Samorin e não terem sucesso no profissional, como Luquinhas e Peu, por exemplo.

Em muitos momentos, não conseguimos mandar para o Samorin os atletas que a gente queria. O plano inicial era sempre mandar os melhores de Xerém. Para que quando eles chegassem no profissional, tivessem um ano de Europa antes de serem vendidos. Aí eles já saberiam o que é o frio de lá, já falariam inglês, teriam a cultura tática de lá. Isso tudo agregaria um certo valor. Não conseguimos fazer isso com os recentes que foram negociados, como Ayrton Lucas, Wendel e João Pedro.

O começo do projeto foi de desbravamento. O time estava na terceira divisão e a gente tinha de entender tudo. Então, após vencer essa primeira etapa, veio a crise financeira. Engoliu tudo. Mesmo assim, conseguimos mandar alguns bons talentos. Como o caso do Nascimento (volante do sub-20), o Evanílson (atacante do sub-20). O Denílson, que está no profissional, era para ter ido, mas recusou por conta do filho rescém-nascido.

De qualquer sorte, atletas como Fernando Neto, Peu e Luquinhas, pouco aproveitados no profissional, renovaram contrato para serem emprestados ao Samorin….

Você precisava ter jogadores um pouco mais experiente dentre os brasileiros para poder comandar o processo com os mais jovens. Então, definimos alguns critérios. Primeiro era ter uma remuneração o mais baixa possível aqui no Brasil. Depois, ter histórico positivo dentro e fora de campo na base no clube e, claro, a ideia de que poderia haver crescimento técnico e tático deles. A tomada de decisão de mandar um jogador é colegiada. Muitas pessoas participam. De direção e comissão técnica.

Qual o atual custo do projeto?

Diminuímos muito. Agora, a partir de janeiro, temos apenas quatro atletas lá e um auxiliar fixo. Esse custo atual é de 15 mil euros (R$ 64,7 mil) por mês.

Até junho de 2018, o custo era de 63 mil euros (R$ 271 mil). Quando pensamos em encerrar. Naquele momento, houve a sinalização do diretor lá de que era possível buscar patrocinadores e reduzir o custo pela metade. Então, o Conselho Diretor tomou a decisão de manter. O presidente Abad visitou o Samorin, se reuniu com as pessoas lá e tomou-se a decisão de manter, afinal, o custo cairia 50%. Mas não foi o que aconteceu.

Existia a necessidade de vários trabalhos de marketing, mas o Fluminense vive uma crise financeira, institucional, política… o time brigava para não ser rebaixado… Não se reduziu o custo como era o esperado. Nos últimos seis meses, então, ficamos com custo mensal de 50 mil euros (R$ 215 mil).

Minha opinião para encerrar o projeto, dada no ano passado, tanto que falei no Conselho Deliberativo, era pela incapacidade do Fluminense em sustentar o projeto dentro dos princípios traçados. A gente continua vendo isso hoje.

Por qual motivo os patrocinadores não fecharam?

Eu não me envolvi diretamente, mas havia uma sinalização de empresas lá de fora para entrarem no projeto. O presidente esteve conversando com representantes via embaixada do Brasil na Eslováquia. Para virar realidade, era necessário que o Fluminense assumisse compromissos longos, ou seja, garantir que o projeto continuaria. E não se conseguiu atingir.

A ideia era 50% até o meio de 2019 e alcançar 100% em 2020. Porém, não conseguimos nada e não fechamos os patrocínios. Ficamos nas intenções pois o Fluminense não deu garantias.

Tem vários parceiros, desde o começo, quer assumiram alguns custos. A cada ano, à medida que clube crescia, o orçamento aumentava. Os custos subiram, assim como a arrecadação. O projeto tem três anos e meio agora.

CASSADA A LIMINAR. FLUMINENSE PODE INSCREVER E TRANSFERIR ATLETAS NA CBF E FIFA. VITÓRIA!!!!

 O Fluminense sofreu com uma liminar concedida em favor do Clube Real Noroeste Capixaba Futebol Clube Ltda e Outros, onde não poderia transferir  ou inscrever seus atletas perante a CBF e FIFA, ficando bloqueado em todas as transações financeiras. O recurso de agravo interposto contra a decisão concedida, foi conduzido pelo Vice Daniel Kalume, a determinação do bloqueio já havia sido determinada em outra ação pelo Juízo de Belo Horizonte, não sendo competente  o Juízo de Espírito Santo, logo, não poderia proferir tal decisão. O recurso foi vitorioso, não sendo razoável, pois, o bloqueio de valores, tampouco o cerceio de livre exercício da atividade fim da empresa, bem como o livre exercício da profissão dos atletas ao Fluminense vinculados, a fim de evitar prejuízos futuros ao clube, foram os fundamentos da decisão do Desembargador do Espirito Santo. Liberando o clube para comercializar e transferir ativos livremente. 

Por Cilene F. Pinto

 Sócia Proprietária e Advogada.

Decisão do processo movido por Sócia do Fluminense deixa brecha para anulação da assembleia geral.

Mais uma vez eles colocam os interesses políticos, pessoais e de grupo, acima dos interesses do Fluminense.
Pela análise da natureza da demanda proposta e das decisões que indeferiram a tutela de urgência, verifica-se cabalmente que caso a Assembleia decida pela mudança do estatuto poderá a mesma ser anulada a qualquer tempo, tanto antes da próxima Assembleia quanto depois de eventual Presidente eleito ilegitimamente. Enquanto isso o Fluminense continua o seu processo deplorável de apequenamento e destruição. Esse é o legado maravilhoso que Pedro Abad e Flusocio desejam ainda deixar para o Fluminense para fechar com chave de ouro.
É isso que vc quer?

Por Wagner Aieta

Texto Ademar Arrais

Top