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Opinião: Pedro Abad ou Mário Bittencourt ?

De forma um tanto escamoteada, um debate toma conta dos torcedores tricolores: quem é pior, Pedro Abad ou Mário Bittencourt?

Com todo o respeito, acho esse debate estéril, eis que centrado na mediocridade, no que há de pior na gestão do Fluminense F.C, não na grandeza.

Mas não tenho força para impor a pauta de discussão da torcida tricolor.

Por isso, deixo registrada, brevemente, a minha opinião.

Na gestão Abad, nem sempre o mérito era causa decisiva para a tomada de decisão. Na gestão Mário, dá-se o mesmo.

Na gestão Abad, havia uma espécie de “ADA” – amigo dos amigos. Na gestão Mário, dá-se o mesmo.

Na gestão Abad, houve negócios muito mal explicados. Na gestão Mário, dá-se o mesmo.

Na gestão Abad, contrataram-se jogadores medíocres. Na gestão Mário, dá-se o mesmo.

Na gestão Abad, lutávamos, desesperadamente, para não cair. Na gestão Mário, dá-se o mesmo.

Na gestão Abad, o Flamengo ficava no “cheirinho”. Na gestão Mário, o urubu ganha tudo.

Resumo: o Mário Bittencourt é um Pedro Abad com azar.

Pobre Fluminense!

Saudações tricolores!

“Cair rima com sair” Coluna André Ferreira de Barros

“Cair rima com sair”
André Ferreira de Barros


Em 1996, o Fluminense F.C foi rebaixado, pela primeira vez, para a Série B do Campeonato Brasileiro. À época, o certame era bem mais curto – disputado em turno único -, e contratações somente eram possíveis até a quarta ou quinta rodada. Vergastado pelo peso da desonra, o então Presidente, Sr. Gil Carneiro de Mendonça, renunciou à Presidência do clube. Entrou para a História como um incompetente.
Em 1997, o Fluminense foi, outra vez, rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Repito que o certame era bem mais curto – disputado em turno único -, e contratações somente eram possíveis até a quarta ou quinta rodada. Vergastado pelo peso da desonra, o então Presidente, Sr. Álvaro Barcellos, renunciou à Presidência do clube. Entrou para a História como um incompetente.
Em 2013, o Fluminense foi, pela terceira vez, rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Desta feita, o certame era bem mais longo – disputado em turno e returno -, e contratações eram praticamente livres de quaisquer amarras temporais. Dando de ombros para a desonra, e no rastro do Lusagate, o Sr. Peter Siemsen – insuflado pela ignominiosa Flusócio – se aferrou ao cargo de Presidente. Entrou para a História como um incompetente e um farsante.
Em 2019, tudo aponta para um grande desastre. Oxalá, o Sr. Mário Bittencourt tenha a decência de renunciar à Presidência do Fluminense. Se não agir assim, cabe a nós, torcedores apaixonados, tirá-lo da cadeira à força – mas sem violência, claro.
Varrer o lixo da “situação” – Mário Bittencourt e cia. limitada – e da “oposição” – Danilo Félix e cia. limitada – marcará o longo recomeço tricolor.
A propósito, repararam que as moscas são sempre as mesmas?
Saudações tricolores!

“50 mg de atenelol, 2,5 mg de cor-select, 2,0 mg de frontal…” Coluna André Ferreira de Barros

“50 mg de atenelol, 2,5 mg de cor-select, 2,0 mg de frontal…”
André Ferreira de Barros


Hoje à noite tem jogo do nosso amado Fluminense F. C. E a peleja terá lugar fora de casa, em Fortaleza, contra o Ceará – que, pasmem, vem apresentando um futebol bem melhor do que o nosso.
Com a licença dos descrentes, vou dar uma de Mãe Dinah.
Se Muriel mantiver o nível de suas últimas atuações, temos chances de ganhar o jogo.
Se Gilberto se esforçar minimamente em campo, temos chances de ganhar o jogo.
Se Digão não ficar marcando apenas a bola, temos chances de ganhar. Aliás, se a zaga do Fluminense não cometer erros bisonhos, temos chances de ganhar o jogo.
Se Caio Henrique e Allan recuperarem o bom futebol de tempos atrás, temos chances de ganhar o jogo.
Se Nenê acertar o pé, temos chances de ganhar o jogo. Em tempo, Wellington Nem também precisa pôr o pé na fôrma.
Se João Pedro esquecer, por míseros 90 minutos, a jovem namorada global, temos chances de ganhar o jogo.
Se o Yonny González procurar chutar a bola no canto em vez de chutar no meio do gol, temos chances de ganhar o jogo.
Se o Ganso entrar bem no jogo….
Se o Marcão tiver correta leitura de jogo, temos chances de ganhar.
Se “el sabichón” não atrapalhar, temos chances de ganhar o jogo.
E, principalmente, se o Gravatinha estiver lá pelo belíssimo Ceará, temos chances de ganhar o jogo.
Meu Deus, perguntaria a um estatístico: qual a probabilidade de tantos “se” se concretizarem ao mesmo tempo?
Por via das dúvidas, aos cinquentões, como eu, recomendo tomarem, às 20:30, pelo menos, 50 mg de atenelol, 2,5 mg de cor-select e 2 mg de frontal.
Saudações Tricolores

“Por que tamanha indulgência com ‘el sabichón’?” Coluna André Ferreira de Barros

“Por que tamanha indulgência com ‘el sabichón’?”
André Ferreira de Barros


“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, já ensinava o lendário Vicente Matheus.
Decerto, a Flusócio – após herdar um timaço, com craques a rodo, bancado por um patrocínio milionário – deixou terra arrasada no Fluminense. Num exemplo que fala por si só, a Seita Maldita recebera, em 2011, Deco e entregou, em 2019, Airton. Simples assim! Incompetência pouca é bobagem!
Portanto, a hercúlea tarefa de recolocar o Fluminense F. C nos trilhos demandará tempo, muito tempo. Talvez, um mandato seja pouco!
Mas o que ora aflige o torcedor tricolor não é a ausência de glórias, nem mesmo a falta de perspectiva.
Isso fica pra depois do Natal!
Diferentemente, o que, hoje, tira o sono da torcida tricolor é o risco iminente de rebaixamento para a Série B. Ou seja, o Fluminense está disputando – e perdendo – um campeonato de baixíssimo nível técnico, disputado por equipes de quinta categoria, como Ceará, Fortaleza, Chapecoense, CSA, Avaí e Goiás.
E, pelo amor de Deus, para se desincumbir dessa singela tarefa – de ganhar, pelo menos, 4 pontos, do Ceará, do Fortaleza, da Chape, do CSA, do Avaí e do Goiás – um mês à frente do clube é mais do que suficiente! Desde, claro, que haja um mínimo de competência administrativa, artigo de luxo – quase quimérico – em Laranjeiras há décadas.
Ao invés de competência, Sr. Presidente, o senhor, data venia, tem nos brindado com doses cavalares de incompetência, regadas a requintes de crueldade com o torcedor tricolor. O maior exemplo disso – mas não o único – é a mantença do Marcão como técnico. Haja rivotril!
Concluindo, o culpado pelo nosso presente infortúnio tem nome, sobrenome e fala javanês, japonês e juridiquês: Mário Bittencourt, por mim alcunhado “el sabichón” – em tupi-guarani, aquele que não precisa de ninguém, pois nasceu sabendo de tudo.
Porque amo o Fluminense, a minha indulgência o senhor não tem.

Saudações Tricolores!

“Calçando as sandálias da humildade” Coluna de André Ferreira de Barros

“Calçando as sandálias da humildade”
André Ferreira de Barros


Em termos financeiros, o Fluminense F.C está à beira da insolvência; em termos esportivos, a léguas de um clube vencedor como foi outrora.
Numa metáfora deliberadamente forte, o Fluminense F.C é um paciente terminal, que só respira à custa de aparelhos.
A saída desse angustiante estado de coisas – a única saída, aliás – é a união de TODOS os tricolores.
Nessa esteira, a associação em massa é urgentemente necessária. Cem mil é pouco! Esse movimento cabe a nós, torcedores apaixonados.
Mas há um segundo e indispensável fator. Há que haver a união de tricolores notáveis em prol do clube.
E não faltam tricolores notáveis!
Por exemplo, Pedro Sampaio Malan foi um bem-sucedido negociador da dívida externa do Brasil. Será que ele – tricolor apaixonado – não poderia ajudar na renegociação da asfixiante dívida do Fluminense F. C?
Outro exemplo, Carlos Alberto Parreira é um dos nomes mais respeitados do futebol mundial. Será que ele – tricolor apaixonado – não poderia ajudar na captação de recursos e na contratação de bons jogadores para o time?
Outro exemplo, Merval Pereira tem especial assento na Rede Globo de Televisão, a Grande Medusa devoradora de clubes – com exceção de dois, claro. Será que ele – tricolor apaixonado – não poderia ajudar-nos na peleja por uma redistribuição de cotas?
Eles – e outros tantos tricolores de estirpe – parecem afastados do dia a dia do Fluminense F.C.
Por que será?
A pretendida religação entre o clube e esses grandes tricolores só pode ser institucionalmente feita pelo Presidente do Fluminense F.C, Sr. Mário Bittencourt.
Não há espaço – muito menos tempo – para soberba!
É necessário que o Presidente do Fluminense F.C calce as sandálias da humildade, como diria o tricolor Nelson Rodrigues.
E ele pode começar pondo fim à última cizânia, ou seja, reconstituindo o triunvirato – Mário – Celso – Tenório – que tantas esperanças trouxe consigo.
Saudações tricolores!

“Quem veste a carapuça?” Coluna André Ferreira de Barros

“Quem veste a carapuça?”
André Ferreira de Barros
Em primeiro lugar, à falta de provas, não me refiro a ninguém em particular. Descabe, pois, qualquer pedido de aclaramento do que escrevo.
Em segundo lugar, recuo, pelo menos, 35 anos no tempo. Ou seja, vou longe, muito longe.
O Fluminense F.C pertence à sua torcida – sócios e não sócios -, não a seus dirigentes. Muito menos a espertalhões.
Portanto, aqueles que desviam dinheiro do clube – quer pela cobrança indevida de comissões, quer por “rachadinhas” nos pagamentos a PJ, quer, ainda, pela contratação superfaturada de serviços a “amiguinhos” – ROUBA o sonho de milhões de torcedores, incluindo crianças – que ainda não têm couraça para suportar humilhações – e idosos – que, motivadamente, receiam não viver o bastante para ver o Fluminense F.C grande de novo.
A quem não veste a carapuça, por óbvio, não devo desculpas; a quem veste, muito menos.
Aliás, a esses ladrões de dinheiro e de sonhos – de todas as crenças ou até mesmo ateus –, desejo ardentemente um lugar cativo no inferno – entre o capeta e o caldeirão.

Saudações tricolores!

“Ei, Mário, vai tomar caju!” Coluna André Ferreira de Barros

“Ei, Mário, vai tomar caju”
André Ferreira de Barros
Pedro Abad foi o dirigente mais xingado da História tricolor. E o muito foi pouco. Ele merecia mais, muito mais. Afinal, ele e os seus asseclas da Flusócio – alguns dos quais habitantes da “esgotoesfera”, como o indefectível Zé Bobão – conseguiram piorar – e muito – o que já era ruim. Em poucas palavras, eles pisaram no acelerador rumo ao inferno.
Nessa esteira, Mário Bittencourt ascendeu ao cargo de Presidente do Fluminense F.C cercado por legítimas esperanças e compreensível paciência de parte da torcida tricolor.
Mas parece que o supremo mandatário do Fluminense confundiu isso com um cheque em branco.
Contratar o Oswaldo de Oliveira, às vésperas de um jogo decisivo contra o Corinthians, não foi um erro, Sr. Presidente, mas foram, sim, dois acintes. Fez-me lembrar do Ricardo Drubscky, criatura sua, Sr. Mário Bittencourt.
Manter o Marcão como técnico, com o Fluminense flertando com a zona de rebaixamento, não é, apenas, outro acinte, Presidente, é sapatear à beira do precipício.
E quem ama o Fluminense sabe o quão profundo e escuro é esse precipício!
O senhor sabe, não sabe, Sr. Mário?
Pois parece que não sabe!
Em suma, temo que, depois da tempestade (Flusócio), venha a enchente (Flusócio 2.0).
A torcida tricolor vem poupando o senhor, Presidente.
No entanto, se o Fluminense não ganhar da Chapecoense no próximo sábado, eu mesmo vou puxar o “Ei, Mário, vai tomar caju”.
Saudações tricolores!

“A erosão da tradição tricolor” André Ferreira de Barros

“A erosão da tradição tricolor”
André Ferreira de Barros
Para mim, ainda criança, ser tricolor era a coisa mais óbvia do mundo. Aliás, difícil era compreender outras opções clubísticas. “Onde esses caras estão com a cabeça”, perguntava eu, do alto de minha arrogância vencedora.
Nossa torcida era, de longe, a mais bela e atuante do Estado do Rio de Janeiro. Em jogos de 130, 140 mil pessoas, dividíamos as arquibancadas e as cadeiras azuis com os “molambos”. Só éramos numericamente massacrados na antiga geral do Maracanã. E cantávamos mais e muito mais alto. Aliás, quem não se lembra da subida, em conjunto, pela rampa monumental? “A torcida tricolor, zorreia, zoneia e sacaneia”, “Sorria pra chuchu”, e outros refrões ecoavam pelos arredores do Maracanã. Ante a nossa conhecida soberba, éramos a mais odiada das torcidas.
Fora de campo, contávamos com dirigentes da estatura moral e intelectual de Francisco Horta, Manuel Schawrtz, Newton Graúna, Antônio de Castro Gil, Rafael da Almeida Magalhães, José Carlos Vilella – de quem o Eurico Miranda se declarava aprendiz – e muitos outros. Pessoas que serviam ao Fluminense, mas não se serviam dele. Ou seja, também no quesito dirigentes, estávamos na dianteira frente aos demais clubes.

Dentro de campo, desfilavam em campo craques, como Rivelino, Pintinho, Paulo César Caju, Assis, Deley, entre outros.
Mas havia – e muitos – jogadores medianos que, em comunhão com a Torcida Tricolor, cresciam nos grandes jogos. Quem não se lembra do Edevaldo marcando o Júlio César? Do Lima parando o Romário? Do Ronald marcando o Sávio? Do Rubens Galaxe marcando o Tita? Do Jandir marcando o Adílio? Do Ailton correndo o campo todo em 1995? Incontáveis vezes fizemos frente ao Flamengo com times muito inferiores.
Em tempo (1): NÃO perdíamos clássicos decisivos. Flamengo, Vasco e Botafogo preferiam jogar entre eles a nos enfrentarem.
Em tempo (2): éramos os reis do Rio de Janeiro, que hospedava o mais disputado campeonato do país, no qual os maiores públicos, hoje numericamente inatingíveis, foram verificados (a maior média é do certame de 1976, que, claro, ganhamos).
Referi-me, até aqui, à mística tricolor.

Aludi a uma mística que está se desmilinguindo a olhos vistos – ao menos aos olhos de quem ama o Fluminense.
Hoje, a nossa torcida torce do sofá – é a SOFAFLU – e cobra resultados via rede social.
Desde 1986, nossos dirigentes são ruins de doer – com as honrosas e solitárias exceções do Dr. Arnaldo Santiago e do Dr. Celso Barros – que a rigor não era da diretoria – a quem não canso de agradecer a conquista de 03 (três) campeonatos nacionais. Nossos “cartolas” chegam próximos de um carma, deum dever espiritual de resgate.
Torcida frouxa mais dirigentes inapetentes resultam, inexoravelmente, num time de covardes.
Foi o que vimos ontem.
Atualmente, diferentemente dos tempos de minha meninice, ser tricolor não é uma obviedade. Diferentemente, é um exercício renovado de sofrimento.
Saudações tricolores!

“Ave Conca”

“Ave Conca”
Na corrente semana, a imprensa esportiva noticiou um fato de relevância para nós, tricolores: o Grande Dario Conca anunciara o fim de sua vitoriosa e esplendorosa carreira de jogador de futebol.
Imediatamente, instalou-se inconciliável divisão – mais uma: seria Dario Conca um ídolo do Fluminense F.C, um perene integrante do estrelado Olimpo Tricolor?
Neste breve artigo, deixo assentada a minha opinião – como sempre despido da pretensão de ser o dono da verdade.
Aliás, acrescento pimenta à discussão com outra questão: Dario Conca era craque de bola? Respondo: isso depende da referência, do nível cem, da acepção de craque. Se tomarmos Roberto Rivelino como referência de craque, Dario Conca foi um grande jogador – o que não é pouco. Se, diferentemente, tomarmos Renato Augusto como referência – ou seja, como craque -, Dario Conca era um cracaço de bola.
Como qualquer jogador de futebol, Dario Conca ora jogava bem, ora jogava mal. Jogava mais bem do que mal, claro. E, tem mais, mesmo quando jogava mal, ele não se omitia em campo. Vem-me à cabeça aquele infame jogo contra o América/RN no Maracanã. Quando o pavor tomou conta da arquibancada, a covardia tomou conta dos jogadores em campo. Todos – e cada um dos atletas – procuravam um jogador do América/RN, em cujas costas poderiam se esconder para não receber a bola, que, àquela altura, parecia queimar-lhes os pés. Todos não! O intimorato Dario Conca – que entrara com a desditosa partida em andamento – procurava incessantemente o jogo.
Mas, se eu lembrei de um jogo isolado da malfadada Copa do Brasil de 2014, como me esqueceria da Libertadores de 2008, da fulgurante arrancada no Brasileiro de 2009 e, principalmente, do Brasileiro de 2010? Dizem os mais antigos que, em 1962, Mané Garrincha ganhou a Copa do Mundo sozinho. Mais uma vez preso a referências, se isso for verdade, Dario Conca também ganhou, sozinho, o Brasileirão de 2010. Vejam bem, estou me referindo a um título nacional pelo qual ansiávamos há 26 anos.
Estava, então, construída a idolatria em torno do “… mais brasileiro dos argentinos…”.
Mais, estava forjado um mito nas Laranjeiras!

Relevantes motivos profissionais – e a independência financeira é um deles – tiraram Dario Conca das Laranjeiras em 2011. Todos – e cada um dos enlutados tricolores – sonhavam com o dia de sua volta da China para o Fluminense. Declarações de amor se reciprocavam através do mundo.
E, com amparo da UNIMED, Dario Conca, enfim, voltou ao Fluminense em 2014! Ele não era mais o mesmo jogador de 2010, mas ainda era o mesmo mito. E a régua com que se medem os mitos é bastante diversa daquela com que se medem os mortais. “Conca é Conca!”, bradavam, em especial, os torcedores mais jovens. Era irretorquível!
Ante o fim da parceria com a UNIMED, Dario Conca rejeitou racional proposta financeira do Fluminense e retornou à China. Ou seja, o mito se fez homem e optou pelo dinheiro – de que já não precisava como antes. Trincou-se o cristal!
Prosseguindo, dizem que, de quando em vez, a vida nos expõe a provas – umas mais duras, outras menos.
Dario Conca foi exposto a uma prova, que, convenhamos, nem era assim tão difícil de ultrapassar. Por que aceitar convite do maior rival do Fluminense se dinheiro já lhe sobrava? Mais, por razões históricas, Dario Conca jamais seria ídolo deles. Decerto, ele não aceitará, pensamos nós…
Mas, sabe-se lá por que, Dario Conca aceitou a proposta para jogar no Flamengo. Ou melhor, para ficar no banco de reservas do Flamengo.
Nosso grande ídolo no banco de reservas deles!
Entre as crianças tricolores, grassava um ensurdecedor e eloquente silêncio – de reprovação à atitude de Dario Conca.
Ao fazer isso, livre e espontaneamente, Dario Conca deixou o Olimpo Tricolor. E pela porta de trás.
Em suma, o Grande Dario Conca merece todo o meu respeito, mas não é mais meu ídolo.
Ele, livremente, quis assim!
Saudações tricolores!

“Os interesses da Nação e os interesses da Nassaum”- Opinião.

“Os interesses da Nação e os interesses da Nassaum”

Tenho muitos e diletos amigos que são, ao mesmo tempo, Bolsominion e flamenguistas. Apesar de meu duplo pesar, não deixei – e espero nunca deixar – de ser amigo deles.
Mas esses caras carregam consigo um sofisma insolúvel, ao qual dedico este breve artigo.
Afinal, quando estão em jogo os elevados interesses da Nação, a Rede Globo de Televisão tem lado, escolhe vencedores e, claro, constitui-se num perene foco de conspiração contra adversários, feitos por ela inimigos. O intrépido Capitão seria a vítima-mor dos diabólicos jornalistas. Enfim, o poderoso Grupo de Comunicação é um inimigo a ser batido pelos novos Cruzados – talvez o primeiro e o mais poderoso deles.
Por outro lado, quando estão em jogo os rasteiros interesses da Nassão, a Rede Globo de Televisão é um monumento à neutralidade, mera aplicadora de resultados estatísticos cientificamente colhidos. Associar-se a impenetrável armadura econômica do time de Gávea – e, de conseguinte, a mendacidade dos seus coirmãos- à ação da emissora de TV seria uma Teoria da Conspiração de quinta categoria, completamente desprovida de evidências empíricas. Mais, o Bandeira de Mello é um gênio. Aliás, por que não alçá-lo – esse fenômeno – ao cargo de Ministro da Fazenda no lugar do Chigaco Oldie Paulo Guedes? Ele ajustaria a economia do país num estalar de dedos.
Vão ser incongruentes assim na Casa do Cacete! Vocês devem ter tomado muita mamadeira de pi…. em tenra idade.
Em tempo: não sou petista!
Saudações tricolores

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