“UNIDOS POR UM FLUMINENSE FORTE” – poema para Heitor D’Alincourt – Por Antonio Gonzalez

“UNIDOS POR UM FLUMINENSE FORTE” – poema para Heitor D’Alincourt  (por Antonio Gonzalez)

No final de novembro de 2021 encontrei com o Léo Bagno na esquina da rua das Laranjeiras  com rua Ipiranga. Eu havia lançado no início daquele mês a música “Fluminense eu sou!” e numa LIVE eu declamei a parte da letra original que tive que cortar da canção. Léo Bagno sugeriu que eu fizesse algo em cima daquele texto.

Ali começava a nascer “Unidos por um Fluminense forte”. Imediatamente entrei em contato com o meu irmão Claudio Kote (excelente músico e um gigante como produtor musical), que mais uma vez comprou a ideia. Novamente sem custos pelo trabalho dele (o que é injusto). Enviei pelo celular os acordes do que pensava e de saída ele interpretou o que eu queria. Semanas depois, já em dezembro entramos no KS Studio para gravar.

Mas a inteligência musical do Kote exigia algo mais: faltava um refrão. Com o seu violão Ovation sugeri “Unidos por um Fluminense Forte” e ele acrescentou “com amor eu sou tricolor”.
Gravamos.

A mente do Kote novamente viajou: se a gente contratasse as irmãs Diaz, a gente poderia fazer assim ou assado, dessa forma. 

Amei a ideia!

Corri atrás de patrocinadores. Surgiram uns anjos que me permitiram trazer as 3 fadas que transformaram em realidade aquele sonho.

Debilitado por problemas de saúde tive que pisar no freio. Calma “Seu Gonzalez”! Faltava o vídeo, tinha que contar um pouco da nossa história, tinha que homenagear amigos, tinha que render admiração à Mídia Independente tricolor. E no meio do caminho a brilhante conquista do Campeonato Carioca de 2022, nos obrigou a realizar uns ajustes. Felizes ajustes!

Finalmente nasceu. Na semana de São Jorge e do RECarnaval do Rio de Janeiro.
Já não nos pertence!

Claudio Kote e Antonio Gonzalez apenas serviram de instrumentos. Pertence a TODOS os tricolores. Presentes e ausentes. São 120 anos de história que precisam ser eternizados pelos mais jovens. Certamente você não assistirá a um vídeo que concorrerá a prêmios no Music Video Festival… mas sentirá as pulsações de corações regidos a sangue verde, branco e grená.

Peço perdão aos milhares de atletas que já envergaram o nosso manto e não foram citados,  todos eles foram protagonistas nas vidas da nossa torcida durante esses 120 anos.

https://www.youtube.com/watch?v=67vkIHOQu04

Finalizando:


Por que “Poema para Heitor D’Alincourt”?

Vou contar verdades que poucos conhecem. Não é papo de lenda. É fato real.

No final dos anos 1970 e no início dos anos 1980, o Clube de REGATAS do Flamengo, dominava o cenário brasileiro: tricampeão carioca (em 2 anos), tricampeão brasileiro, campeão sulamericano e mundial. Por outro lado, algumas organizadas do Fluminense deixavam de existir e com isso, nos Fla-Flus, os caras vinham imensos e teimavam em colocar faixas depois do placar central (do antigo, único e falecido Maracanã), ou seja, no nosso território.

Conclusão: a porrada comia.

Muita porrada! Todo jogo, 1, 2, 3… quantas vezes fossem necessárias.  Bambus, cintos, talabardes, macetas de surdo, entre outros apetrechos, ditavam o ritmo.

Na véspera do Fla-Flu do triangular final de 1983, o Zezé (que era o meu Vice Presidente na Força Flu) me ligou e pediu dinheiro para comprar 20 metros de morim. O Heitor havia tido a ideia de uma frase para uma faixa que iria ser colocada ao lado do placar central do estádio.

A nossa missão era ocupar aquele espaço para impedir que a torcida dos caras poluísse.

Comprei os 20 metros de tecido e me desentendi do assunto.

Depois soube que na sexta-feira prévia ao jogo, a porrada estancou com uns crocodilos da Raça Rubro Negra enquanto a faixa era pintada na porta da nossa sala no Mario Filho. O suficiente para que a gente da Força Flu chegasse aliado com o Capeta, com Belzebu e com Satanás  na manhã daquele domingo. A pancadaria estancou na rua Eurico Rabelo, em frente ao portão 18. Eu escolhi o meu alvo, o principal, o bom para cacete: Branco, o presidente da Raça, a quem depois daquele dia passei a chamar de Roxo (cor da maquiagem que lhe proporcionei).

No início daquela noite nascia o Carrasco Assis.

1 a 0 Fluminense. Campeões Cariocas!

A faixa pé quente que estreou com a conquista do título.

Sabem o que estava escrito naquela faixa?

“UNIDOS POR UM FLU FORTE!”… Em 2022 cumprem-se 40 anos que a Força Flu me deu de presente um irmão.

Seu nome: Heitor D’Alincourt, o autor da célebre frase

Um beijo no coração de todos os torcedores do Fluminense.
Somos milhões, sem essa dos 10 mil de sempre!

Antonio Gonzalez

PS.: se você gostou do vídeo de “UNIDOS POR UM FLUMINESE FORTE”, por favor, deixe o seu like no vídeo, se inscreva no canal e ative o sininho.

Muito obrigado!

ATENÇÃO: NÃO DEIXE A SORTE SE CANSAR (por Antonio Gonzalez)

Ontem (segunda 28) escrevi para um amigo, Tricolor como a gente que pensa e vive o Fluminense grande:

“Quanto mais vivemos, aprendemos.

Quanto mais torcemos para o Fluminense, aprendemos ainda mais”.

Havia pouco o que comentar.

O regozijo pela classificação para as finais do Carioca trouxe, previamente, consigo algumas marcas (das que doem muito).

Decepção, raiva, amargura, mágoa, revolta, desilusão… sentimentos únicos… juntos e misturados.

Mais uma vez o Fluminense nos tira do sério e nos maltrata. Time covarde, sem conteúdo, mal escalado, pessimamente treinado e de ideias ultrapassadas.

Após o 2° gol botafoguense voltei no tempo, aturdido, tal qual aquele fatídico 13 de agosto de 2014… o mesmo sabor do 5° gol marcado pela equipe do América de Natal, naquela também vergonhosa derrota em pleno Maracanã, 5 a 2 para o time potiguar, o que nos custou a eliminação na Copa do Brasil.

Assim como na atualidade, o Vice Presidente de Futebol em 2014 era o Presidente Mário Bittencourt.

Entretanto quis o destino escrito pelo Gravatinha que dessa vez, faltando 10 segundos, surgisse o gol milagroso. Graças a Deus (me perdoem o trocadilho) o Cano não permitiu que o Fluminense entrasse pelo cano.

Feridas machucam, fazem sangrar, doem… entretanto (se tratadas) cicatrizam, são curadas.

Amanhã tem Fla-Flu. É a primeira parte de um jogo de 180 minutos. Temos a obrigação de impedir o tetracampeonato carioca do arquirrival.

Por isso suplico: que tal se por momentos a gente esquecessse a vergonha vivenciada no domingo passado?

Repito: “Quanto mais torcemos para o Fluminense, aprendemos ainda mais”.

Termino essa coluna reproduzindo parte da letra de “FLUMINENSE EU SOU!”:

“Em 1902 nascia a lenda, somos a história, pó de arroz.
JOGA COM RAÇA, NOSSO POVO TE ABRAÇA, João de Deus, o Careca… VENCER OU VENCER!”

Mas não se esqueça de acender 10 caixas de velas para que os espíritos de Quincey Taylor, Carlos Carlomagno, Ondino Vieira, Gentil Cardoso, Zezé Moreira, Tim, Telê Santana e Pinheiro, consigam iluminar a, cada vez mais sem luz, cabeça do Abel.

Façamos a nossa parte de torcedores.

É bom não abusar da sorte. O sucesso da gestão é o sucesso do Fluminense.

Mas é importante não cansar a sorte.

Que venha o Flamengo.

Antonio Gonzalez

foto Flu memória

Sério que você está revoltado com a possível venda do Luiz Henrique? (por Antonio Gonzalez)

Não estou entendendo!

Quando o Fluminense, em julho de 2015, contratou ao jogador Osvaldo com supostos salários de 300 mil reais, em nenhum momento ouvi a sua voz por aquela contratação sem sentido. Bastava ver o histórico descendente que acompanhava desde 2013. E com contrato de 2 anos e meio de duração.

Tampouco ouço nada vindo de você quando analisamos o que foi contratado e jogado fora (o dinheiro do Fluminense) quando temos que falar de laterais esquerdos: Giovani, Guilherme Santos, Breno Lopes, Orinho, Egídio Piscininha Amor, Danilo Barcelos, Cris Silva… quantos milhões de reais no somatório final custaram? E quantos pontos perdemos em campo por causa das inúmeras falhas cometidas por eles?

O inimigo dorme ao lado quando se acreditam em narrativas e essas crenças são transformadas em cheques em branco, traduzindo as palavras do rei em verdade absoluta, mesmo que tenha mais de uma versão.

Dançamos ao som do Lucão do Breack, empinamos a bunda no funk do Bitcoin cantado pelo Nenê e pelo, posteriormente proscrito, Miguel. E na ejaculação precoce decidimos transformar um mão de pau em um muro, sem deixar de rir com o goleiro gordinho e ter piedade pelo enfermo químico.

Venderam o Richarlison e gastamos dinheiro (muito) com o Robinho (que hoje “brilha” em Bangladesh) jogador que foi contratado em 2017 por 2 milhões de euros (cerca de R$ 7,4 milhões), e seus direitos econômicos estão divididos entre o Tricolor, que tem 55%, e o Atibaia-SP, onde foi revelado. Você continuou sem nada dizer. Quando muito uma rede social.

E o pior: aprovou as contas do Peter Siemsen de 2016, em 2017, sem saber o que foi feito com mais de 60 milhões de reais das luvas da Tv Globo. Somente nessa brincadeira Danilinho, Dudu, Maranhão, Rojas, Aquino, Marquinho, Dourado, William Matheus… E ainda bateram palmas absolutas para Sornoza e Orejuela, por causa de jogos visto na tv. O mesmo serve para o Yoni Gonzalez, Fernando Pacheco e Michel Araujo. Transformaram o De Amores no novo Castilho, mesmo antes de estrear. Aliás, jamais estreou e é outro que está na justiça.

Perder o Gustavo Scarpa desobedecendo as instruções da vice presidência de Interesses Legais significou que a indignação não passou do Twitter, as demissões por Whatsapp feitas pela dobradinha Pedro Abad – Marcelo Teixeira idem.

O perdão ao Sport de 4 milhões de reais (recebeu 1) pela transferência do jogador Diego Souza, caiu no esquecimento da nossa, hoje exigente, torcida.

O mesmo silêncio ficou ainda mais forte se falamos dos 8 milhões pagos em 50% do passe do Caio Paulista ou dos 9 milhões pelo ex Cristiano.
Quando se contratou o reserva do reserva da lateral esquerda do Botafogo você se preocupou com o dinheiro do Flu?
Quando o Welligton teve renovação automática por TER FICADO NO BANCO não vi você lançar nenhuma RASTEGUI #. E na recontratação do Hudson você reclamou?
Quando o Nenê dava trotes pelo Maracanã você acreditou no marketing que queria transformá-lo em ídolo?
E o que falar da renovação do Matheus Ferraz? Foi melhor ficar em silêncio.

Sem contar nas minímas cobranças pelas saídas semi-grátis do Evanilson, Marcos Paulo, Miguel e Pitaluga. Sem falar no Spadácio e no Rafael Resende, que sem passar pelos profissionais, foram vendidos para países arábes.

Afinal de contas os poucos que colocaram a cara na reta e reclamaram, tomaram muita porrada nas redes sociais: politiqueiros, politicagens, torcem contra.

Isso sem falar na omissão quanto à cobrança do dinheiro dos investidores e patrocinadores que existiam em campanha.

Ora meus queridos, a conta sempre chega. Não esqueça das palmas para o Bobadilla e para o Abel Hernández, nem da ampliação do contrato do Samuel Xavier. Você parou alguma vez para questionar a quem contrata o Júnior Dutra e ao Felipe Oliveira? Você sabe quanto o Fluminense deve ao Uram?

As finanças do Fluminense são torpedeadas há 3 gestões, Peter, Abad e Mário cometeram muito mais erros do que acertos. E nessa matemática nem sempre tem a rubrica dos Esportes Olímpicos para maquiarem as cagadas cometidas por certos gastos do futebol, assim como de um BackOffice cada vez mais caro, principalmente inchado de cabos eleitorais.

Repito: a conta sempre chega.

Os oficialmente quase 750 milhões de dívida que, segundo o discurso semeado pelo Ronaldo França (executivo de comunicação / guru político), estão sendo saneados. Pintou a lei da S.A.F. e resolvemos pegar carona num artigo. Apostou no Regime Centralizado de Execuções e nisso (dessa vez coincidimos), assim como vocês, eu também bati palmas.

Mas isso tem um custo de 90 milhas somente no primeiro ano.

Pergunto: como se paga sem dinheiro novo, sem que o teu departamento comercial, de marketing e de finanças te apresentem novas fórmulas de grandes e quantitativas captações (sem esquecer que você repete o discurso mentiroso sobre os efeitos de uma possível S.A.F.)?

A resposta é a de sempre: com venda de jogador. E a lei da comunidade do futebol é única nesse sentido.
De fácil compreensão: se você não precisa de dinheiro, o Luis Henrique pode valer 50 milhões de euros, pois você vende quando quiser. Entretanto se você é um duro, o mesmo jogador vale 13 milhões de euros, pois você é obrigado a vender por quanto te oferecem.

Uma coisa é o quanto você acha que vale o seu carro, a outra coisa é o seu desespero em vender…

Então meus queridos: ou decidimos ser 100% torcedores que se preocupam com o presente e futuro do Fluminense… ou deixa rolar porque o Luis Henrique não será o último a ser mal vendido.

De certo que não era o momento de esta confusão acontecer, a classificação para a fase de grupos e as finais do Carioca estão aí, são reais.

Vale a gritaria? Ou será que você decidiu fazer política, politicagem ou torcer contra?

O não cumprimento do acordo no Regime Centralizado de Execuções pode significar uma bomba de consequências devastadoras. Um destino meio Vasco, meio Cruzeiro.

Meu conselho: menos ruf ruf e maior participação na vida política do clube. Principalmente quando (com raríssimas exceções) existe um Conselho Deliberativo de vaquinhas de presépios.

Ou a culpa será sempre do jogador. Assim foi com o Pedro, com o João Pedro, com o Marcos Paulo, com o Evanilson, com o Metinho, com o Kayky… até com o Danielzinho.

Cuidado!

Quarta-feira é guerra! E é isso o que de verdade importa!

NO FINAL DAS CONTAS É O FLUMINENSE QUEM PAGA A CONTA!

Antonio Gonzalez

Brilha com o sol da manhã
qual luz de um refletor,
SALVE O TRICOLOR! (por Antonio Gonzalez)

Brilha com o sol da manhã
qual luz de um refletor,
SALVE O TRICOLOR! (por Antonio Gonzalez)

Contrariando orientações da minha terapeuta, me dirigi à Volta Redonda, na manhã do sábado passado. Tenho a exata noção da fragilidade do meus estados de saúde, físico e mental…

“Doutora: muito obrigado por tudo o que você tem feito por mim. Mas desta vez é impossível negociar: não abro mão de ver o Fluminense ser campeão”…

Sem mais! Assim foi!

Brilha com o sol da manhã… com luz própria o Fluminense conquistou a 11a. Taça Guanabara da sua história, depois de uma partida irretocável, um 4 a 0 que poderia ter sido 8. A leveza do nosso teórico segundo time fez que com 6 minutos de jogo, ao marcar o 2° gol, os responsáveis pela Sala de Troféus já preparassem um lugar especial para a taça dessa brilhante conquista.

Brilha com o sol da manhã… salve os Mulekes de Xerém, são eles os que definitivamente correm e resolvem. São eles que custam pouco e nos dão o retorno financeiro que permite ao clube não cair nas garras do laço da forca das dívidas que nos afligem há décadas.

Brilha com o sol da manhã… palmas para o Abel Braga, suas palavras ao final da partida o definem como ser humano. Longe de, neste momento, analisar questões táticas e técnicas, repito o que digo desde 2017: no conjunto da obra (cria da base, jogador profissional e treinador) o Abel é, por direito, um dos grandes personagens que escreveram e escrevem a nossa história.

Brilha com o sol da manhã… mesmo diante das divergências pessoais que existem entre nós, reconheço que o Presidente Mário Bittencourt está trabalhando de acordo com as suas crenças e, mesmo discordando do seu estilo, o que ambos QUEREMOS é GRITAR É CAMPEÃO.

Brilha com o sol da manhã… a nossa torcida vive momentos de lua de mel, diante da carência que a vitimiza desde 2012. Um salve especial à Força Flu que vem, por atitude, marcando a diferença.

Brilha com o sol da manhã… o Departamento Jurídico é o grande alicerce dessa gestão, sem a inteligência dos responsáveis, o FFC estaria no limbo.

Brilha com o sol da manhã… chegou a hora de mudar o chip…

Quarta-feira é guerra! E a Libertadores tem que ser (HUMILDEMENTE e PASSO A PASSO) o nosso grande objetivo.

Portanto façamos, enquanto torcedores, a nossa parte: lotar o Engenhão a ponto de não sobrar sequer um ingresso. É noite para, definitivamente VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER!!!

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NA CANELA

  • O que faz a pessoa que ocupa o cargo de Gerente de Arenas do Fluminense? A sua preocupação maior tem que ser o alto nível de atendimento na operação, principalmente no trato à nossa torcida: não foi assim na Colômbia, menos ainda em São Januário e, para piorar, nem em Volta Redonda, onde um público de menos de 8 mil pessoas, ficou privado de água e refrigerantes (para a venda) no intervalo do jogo… e isso, também, é responsabilidade de quem ocupa o cargo. Menos fotinhos em redes sociais e muito mais produtividade;
  • Conseguiram transformar o Flumemória em um departamento vulgar, sem conteúdo, sem estofo, sem propostas, mas com instrumentalização política. Como dizia o Barão de Itararé: “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”;
  • Oposição PSTU: tem gente que não aprende: levam 4 anos exigindo a morte dos Esportes Olímpicos e agora para conseguirem voto de pai de atleta, mudam o discurso, coisa de quem quer o poder pelo poder. Isso sem falar em acordos que oferecem a essa altura de um pleito que ainda não começou, 60 cadeiras no CDel, a presidência do mesmo CDel e alguma vice presidência não estatutária. Mais do mesmo, só que esse PSTU da velha políca tricolor não tem projeto financeiro, nem administrativo. ZERO. Em realidade o que querem é o controle do futebol… e isso é no mínimo estranho. Simples assim;
  • Por outro lado existe gente fazendo oposição digna: Ademar Arrais e Pedro Antônio;
  • O que faz Fernando Simone ocupando o cargo de CEO do clube?;
  • O que faz Luiz Montiagudo trabalhando no clube?;
  • A frequência ao Parque Aquático virou zona. O que deveria ser direito exclusivo dos sócios proprietários e contribuintes, não funciona assim. Ou então, reformem o estatuto é permitam o acesso a qualquer pessoa.

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Finalizando…

Estou adorando essa fase de transição onde deixo de me portar como um ser político e viver as 24 horas do meu dia apenas como torcedor. Começar a semana enchendo os pulmões e loucamente gritar é campeão, não tem preço.

O lado triste deste fim de semana foi o falecimento do Benemérito Sérgio Thadeu de Magalhães Lago. Se hoje existe DEMOCRACIA no Fluminense, onde o sócio do clube tem direito a voto na eleição direta, se deve muito ao excelente trabalho do Sérgio Lago na Vanguarda Tricolor, onde trabalhamos lado a lado. Pessoalmente perdi um amigo de verdade.

Comemore a brilhante conquista da Taça Guanabara e se prepare para a guerra da Libertadores ao som de “Fluminense eu sou!”:

No mais…

Eis que o mundo dá voltas e me pego parabenizando efusivamente ao Presidente Mário Bittencourt, que depois de quase 5 anos à frente do Departamento de Futebol (2 como Vice Presidente e quase 3 como Presidente) igualou os feitos do seu antecessor Pedro Abad: 1 Taça Guanabara e 1 Taça Rio.

Por último… quarta-feira é guerra!

Brilha com o sol da manhã
qual luz de um refletor,
SALVE O TRICOLOR!

Antonio Gonzalez

É Hoje – Por Antonio Gonzalez

É Hoje

“A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela”… assim começava em 1982 a letra de um dos maiores sambas enredo da charmosíssima União da Ilha do Governador, que foi cantado à exaustão pela torcida do Fluminense no Campeonato Carioca de 1983.

“Fez um desembarque fascinante, no maior show da terra”…

Hoje começa a temporada 2022. Ao contrário da grande maioria, eu ainda defendo o estadual, obviamente com outro modelo de disputa. Somos os maiores VENCEDORES do século XX e isso compõe a nossa história.

“Será que eu serei o dono dessa festa, um rei no meio de uma gente tão modesta”…

4 mil ingressos vendidos, lotação máxima. Marca registrada da torcida mais bonita do Brasil, que há muito deveria estar sedenta de títulos.

E não acender, agora, o sinal de alerta de que há 10 anos não se conquista nada de relevância.

“Eu vim descendo a serra, cheio de euforia para desfilar. O mundo inteiro espera, hoje é dia do riso chorar”…

Portanto minha querida torcida tricolor: assuma a sua responsabilidade, que tem que ser maior do que simplesmente incentivar os (hoje) 100 minutos da partida. Associar-se é o primeiro passo. O segundo é o engajamento enquanto sócio.

“Levei o meu samba, pra mãe-de-santo rezar. Contra o mau olhado, xarrego o meu Patuá”…

Com 53 anos de arquibancada e 45 de organizadas, dentre os 60 vividos, não abro mão da minha voz, por tudo o que vivi, pelos sagrados de bastidores que vi. Por isso sou exigente. O único verbo que aceito conjugar é o de SER CAMPEÃO!

“Acredito ser o mais valente essa luta do rochedo com o mar. É hoje o dia da alegria e a tristeza, nem pode pensar em chegar”…

Um salve especial para a Força Flu. É o primeiro jogo da era pós-Balu. Sei que as lágrimas pedirão passagem, mas pensemos no legado que ele deixou, não podemos abrir mão desse trabalho, nem da juventude que hoje é verde. O Balu continua vivo entre nós. VAI BALU!!!

“Diga espelho meu, se há na avenida. Alguém mais feliz que eu”…

Espero, no final deste Carioca, que a Força Flu possa repetir essa cena que comemorou o título de 1983 (essa imagem foi capa de 4 jornais do Rio de Janeiro e divulgada pela Imprensa de todo o Brasil.

Dois dias antes dessa foto, nascia através da brilhante mente do meu BROTHER Heitor D’Alincourt:

UNIDOS POR UM FLU FORTE!

Para embalar essa noite “FLUMINENSE EU SOU!” na caixa de som.

VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER!

Antonio Gonzalez

O texto é de responsabilidade do autor.

Voto de confiança – Opinião Antonio Gonzalez

Voto de confiança.

Há 10 anos o Fluminense conquistava o seu último título estadual, além, também, do tetracampeonato Brasileiro.

Sou cria de gerações que cantavam “1, 2, 3… campeão mais uma vez!”. Uma década sem conquistas é mais do que a eternidade. É o inferno.

A minha ralação com o Fluminense é a seguinte: ele é a minha maior doença porque é o meu melhor remédio.

Ano novo, vida nova… assim diz o refrão.

Apesar de não acreditar no planejamento movido a impulsos e refém das oportunidades de mercado (saldo de ocasião), acreditando que gastando o que se gastou desde a compra dos 50% do Caio Paulista até hoje, poderíamos ter trazido outro tipo de jogadores, mais técnicos, com maior leitura tática e, acima de tudo, dos que chamam a responsabilidade da partida para si e sabem propor jogo. Apostar apenas no fato do atleta ser cascudo (mesmo que no passado oferecesse mais) não faz a minha cabeça.

Mas o refrão é claro quando fala da vida nova. Ser oposição a um modelo não significa levar antolhos como padrão. É nítido que existe uma aposta (e aí o que menos importa é a minha opinião) pelo futebol, pela disputa substituta da mera participação.

Então não me peçam a essa altura dos meus 60 anos que seja somente ácido…

Na quinta-feira 27 entraremos em campo contra o Bangu. É o primeiro degrau para chegar no auge para os jogos contra o ex-poderoso (anos 1950) das Américas, o Milionários.

Portanto mãos à obra. Estou dando o meu voto de confiança. Até março não me verão fazendo críticas, não serei instrumento da proliferação de guerras desnecessárias neste momento.

Por outro lado, o ano eleitoral, desde que com o VOTO ONLINE em prática, que espere.

O momento pede paz.

E assim, sem qualquer rasgo de prepotência juvenil (“são velhos, não conhecem a sabedoria do BOX TO BOX”), menos ainda de aproveitador, tracei a minha escolha para este início de temporada: a de um simples apaixonado torcedor de arquibancada.

NENSÊÊÊÊ!!!

Neste momento é o que importa.

VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER!!!

De resto, um conselho à cegueira de alguns jovens pseudo formadores de opinião: a prepotência e a arrogância andam lado a lado com o fracasso…

“Hei de torcer, torcer, torcer… ei de torcer até morrer, pois a torcida tricolor é sempre assim, a começar por mim…” nunca foi o nosso hino.

A nossa vibe é outra: “sou do clube tantas vezes campeão!”.

Que venha o Bangu. Assim como o grande CARECA DO TALCO, devemos lotar o simpático estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador. Façamos a nossa parte.

Para terminar, a música FLUMINENSE EU SOU! continue sendo cada vez mais vista e cantada, confira:

QUERO GRITAR CAMPEÃO!

Antonio Gonzalez

Balu: muito mais do que um exemplo de Força e de Flu… “Não é apenas futebol. Nunca foi…” por Antonio Gonzalez.

Depois de 6 anos afastado por ter-me sentido desrespeitado por alguns componentes, que jamais fizeram questão de reconhecer a minha trajetória, eis que no dia 5 de junho de 2020 (depois de falar ao telefone com o Flávio Sinno, com o Bruno Gasparzinho e com o Fábio Esteves – que pediram a minha reflexão sobre o novo momento da TFF) fui ao encontro do Presidente Balu, na sede, ainda em construção, da Força Flu.

Ao sair de lá, me senti renascido… uma parte de mim, que eu mesmo havia amputado, renascia.

E da melhor forma possível: com AMOR.

Eu tinha ficado impressionado com a obra que estava sendo feita, aproveitei para dar alguns conselhos. Ele me deu um presente que guardarei para o que me restar de vida: uma máscara de proteção com uma das logomarcas da VENENOSA (sim!… VENENOSA, que nasceu em 1983, significava e significa um estado de espírito, de constante rebeldia… era o Brasil no final daquela Ditadura… e nós, os de verde, também botamos a cara na reta para mudar o país).

A partir daquele dia, rara foi a semana que não visitei a sala. E quando ele não respondia às mensagens e aos telefonemas eu reclamava: “qualé Balu… porra não quer mais falar comigo?” (acompado por uma sonora gargalhada).
Nas respostas, o mesmo tom: “estava vendo isso e aquilo para a torcida…”…

E assim, voltou a ser na última sexta-feira…

Na primeira ligação, às 12h19, não atendeu…

Na segunda, às 14h16, ele atendeu… novamente: “qualé Balu… porra não quer mais falar comigo?” (acompado por uma sonora gargalhada)… “estou indo pegar às bebidas para a festa de aniversário”…

Um minuto e vinte seis segundos durou àquela ligação… parece pouco tempo… mas… muito intenso.

Às 17h02 tocou o meu celular, era o Pagaio (Presidente de Honra da TFF)… palavras desconexas, onde a princípio eu só entendia “mal súbito” e “Balu”…

Sem rumo, fiz ligações que confirmaram a tragédia…

DESPIROQUEI do antigo verbo despirocar (entrar em paranóia para os mais jovens).

O resto da história todos sabemos.

Até que veio o velório que me exige repetir o título desse texto:

Balu: muito mais do que um exemplo de Força e de Flu… “Não é apenas futebol. Nunca foi…”

Literalmente o Balu fez a TORCIDA DE PORRADA chorar.

Ver os olhos marejados dos ex-presidentes Pagaio e Pará, cortou o meu coração.

Eu, devido ao meu complicado estado de saúde, estava dopado…

Aí vem um dos grandes guerrilheiros de todos os tempos, o Alvimar, também com lágrimas nos olhos… porra… duro aguentar… nós 2, duas torres desabando.

Régis, o Vice Presidente, totalmente imerso em tristeza, passou mal.

Bruno Gasparzinho (um grande Diretor Financeiro) que, assim como o Balu, chegou na TFF em 1994, não encontrava palavras para definir o tamanho da catástrofe que afetava a todos.

Os mais jovens, como o Bruninho, talvez lidando com a morte por primeira vez na vida, lágrimas escorrendo pelo rosto, colocando bandeiras e faixas, era preciso representar não só ao falecido presidente, mas também, ao amigo e ao Paizão Balu.

Duda Monvoisin, desabando, assim como o Pedro Vital e o Rodrigo Volume… graças ao trabalho do Balu, é muito mais do que uma diretoria de torcida organizada… AMIZADE QUE DEFINE.

O Feminino em peso. Annie Ribeiro merece muito o meu respeito, assim como todas as mulheres da TFF. Hoje, graças a Deus, é explícito que o “lugar delas também é na arquibancada”. Inquestionável e imensurável o trabalho que realizam.

Hugo (forçaflumente chamado de Linguicinha) representando aos mais novos, também desnorteado, tentava entender o real tamanho do que estava vendo.

Leopoldina, Zona Sul, São João, São Gonçalo, Zona Oeste, Maré, Centro, Baixada, Brasília… todos representaram…

Esse era, quer dizer, é o Balu!

Carlos Muniz, da Sangue Jovem do Santos, tão antigo quanto eu nas lides de organizadas, sensibilizado, emocionado…

Do Eduardo Jonas (que muito ajudou na tecnologia dos mosaicos e nas pinturas da sala) da TUF – Torcida Uniformizada do Fortaleza, fico com as palavras que escreveu no seu Facebook:

“Peço licença aos familiares, amigos e aliados para fazer essa pequena homenagem ao irmão Balu. BALU DA FORÇAFLU!!!!
São várias lembranças meu mano. Quero te agradecer por me dar a oportunidade de matar a saudade do dia a dia de uma torcida organizada, pois morando fora do meu estado eu não tinha essa chance, mas você me concedeu na sua Torcida. QUE HONRA!”… Esse é o Baluismo (by Duda Monvoisin).

Já o Neguinho, monitor da REMOçada/RJ, mostrou que a GRATIDÃO jamais pode ter data de validade. Tem que ser eterna.

Para toda a família – esposa, filhos, pais, irmãos – os meus mais sentidos pêsames.

O TRABALHO DESSA DIRETORIA DO BALU TEM QUE CONTINUAR… Cabe aos mais antigos dar suporte… mas a REVOLUÇÃO CULTURAL da TFF tem que continuar escrevendo o futuro.

Propositalmente termino esse texto me referindo a 2 NOVOS AMIGOS, que a TFF me deu:

Ao Ricardo Araújo, o Chefe, de Viçosa, MG – MUITO OBRIGADO por tudo!

Ao Gabriel Diniz – você é umas das melhores cabeças e talentos que conheci nos meus 45 anos de movimentos de arquibancadas, as suas lágrimas que rasgaram o meu coração, não serão em vão. O FLUMINENSE e a FORÇA FLU precisam de você.

Por tudo isso sobre o nosso eterno Presidente Balu: “muito mais do que um exemplo de Força e de Flu… “Não é apenas futebol. Nunca foi…””.

Quanto a mim, no pouco que me resta de saúde (sou uma bomba relógio), com muita humildade só posso dizer: MUITO OBRIGADO BALU! ETERNAMENTE.

Nós seremos sempre GUERRILHEIROS.

Antonio Gonzalez

Ps.: tive a sorte de ter a ajuda do Balu na cessão de fotos e vídeos para a música “FLUMINENSE EU SOU!”.

Confira:

Unidos por um Fluminense forte – de Ayrton Senna à Simone de Beauvoir – Opinião Antonio Gonzalez

Unidos por um Fluminense forte – de Ayrton Senna à Simone de Beauvoir  (por Antonio Gonzalez)

Feliz 2022 multiplicado 365 vezes!

Ano novo… vida nova?  Queremos realmente mudar ou, reiteradamente, seremos reféns da ambiguidade de palavras que voam sem asa delta?

Prefiro valer-me das frases de gênios  genealidades. Simples assim.


Para começar a temporada recordo o pensamento do ÚNICO Ayrton Senna do Brasil:
 
“O segundo nada mais é que o primeiro dos perdedores“.


Concordo integralmente, é o nosso DNA, tem que ser assim. Não dá para negociar sentimento. Sou cria do “1, 2, 3… campeão mais uma vez!”.


Já Simone de Beauvoir abalizou:

“Todas as vitórias ocultam uma abdicação.”.  CAMINHAR PARA A FRENTE é o verbo. Assim confirmam as palavras de Napoleão Bonaparte:

A vitória é daqueles que mais perseveram.”.


Que Fluminense vemos? Que Fluminense queremos?

Sem milongas, nem pero que si, nem pero que no.

Cristalino!

Somos um clube que significa um somatório de raças, de culturas, de opções sexuais, de credos – religiosos e de política nacional. Tudo isso regado à muita história.  Essa é uma nova forma de definir o tamanho dessa grandiosidade universal que se chama Fluminense Football Club.


“A verdade consegue impor-se apenas na medida em que nós a impomos; a vitória da razão só pode ser a vitória daqueles que a possuem.” —  Bertolt Brecht.


Não dá para dar espaço, os verdadeiros e reais inimigos pertencem aos extra-muros das Laranjeiras.  Ou o Professor de História do Fluminense ainda não ensinou a vocês que a TORCIDA ARCO-ÍRIS nasceu em 1976 quando jogamos contra o Corinthians debaixo de inigualável temporal? Que tal falarmos de dezenas de milhares de flamenguistas, botafoguenses, vascaínos, americanos e banguenses…  Acreditem: tinha bandeira do Bangu (jurando pelas almas dos meus PAIS).


O ensaísta francês Joseph Jouber que em pleno século XVIII foi da revolução à desilusão revolucionária sentenciava: 

“O objetivo do argumento, ou da discussão, não deve ser vitória, mas progresso.”.


Já o bilbaíno Adolfo “Fito” Cabrales, band leader do “Fito & Fitipaldis canta “Puedo escribir y no disimular, es la ventaja de irse haciendo viejo, no tengo nada para impresionar, ni por fuera ni por dentro.”… Precisa de tradução?


Vou repetir:

Que Fluminense vemos? Que Fluminense queremos?


Mas com estratégia.  Plano diretor, por exemplo. Gestão e governança.  Planificar! Resgatar dívidas, negociando acordos.  Incrementando o poder da base. Criando dinheiro novo.


O Prêmio Nobel de Literatura (bem mais do que um político), o por 2 vezes primeiro-ministro britânico, Winston Churchill não foge da bola dividida:

“‘Qual é a nossa meta?’ Posso responder numa única palavra: ‘Vitória!’ Vitória a todo custo, vitória apesar de todo o terror, vitória por mais longo e difícil que o caminho possa ser, pois sem vitória não há sobrevivência.”. 

DEFINITIVO. Matou no peito e saiu jogando tal qual o menino Edinho fazia na Máquina que era “covardia… Rivelino, Paulo César e companhia.


E falando de Máquina, um grande piloto, Ayrton Senna, também tricampeão…

“Vencer é o que importa. O resto é a consequência!”.


Mas não dá para propor que os outros se molhem, sem que eu me jogue de cabeça na piscina.

Vejo uma situação financeira muito complicada, ao mesmo tempo observo confiança no taco de quem dirige, ousando no carro chefe. O futebol, somos futebol club.


Apesar da previsível e fraca presença do Ronaldo França a seu lado, vejo na figura do Presidente Mario Bittencourt bastante ilusão. Inclusive presente na mesma cena também cantada por Fito em “Viene y va”:

“Que pena estar siempre pegado al suelo, el cielo queda demasiado lejos. Tendré que soñar que puedo volar.”.


Pois torço para que o Presidente Mario Bittencourt consiga voar! Muito alto!


Um dos papas do rock progressivo, vocalista, também, da banda Gênesis, de forma visionária na canção dedicada à memória de Stephen Bantu Biko foi um ativista anti-apartheid da África do Sul na década de 1960 e 1970 (líder estudantil, fundou o Movimento da Consciência Negra, que capacitava e mobilizava grande parte da população negra urbana – desde sua morte sob custódia da polícia, ele foi chamado de mártir de um movimento anti-apartheid), fala de passos de conscientização: 

“Você pode soprar uma vela… Mas não pode apagar a fogueira… Quando as chamas começam a aumentar…  O vento as torna ainda maiores.”.


Transparente! Esse tem que ser e vai ser o papel da nossa torcida: “Unidos por um forte!”… a frase do imenso tricolor e de imensa trajetória – Heitor D’Alincourt – é concludente.  Com esse espírito aquela Força Flu pisou forte de 1979 a 1985. Dispenso comentários de analfabetos idiotizados.


Em novembro próximo teremos eleições no clube.


E equivoca-se aquele que pense que vou levantar bandeiras de radicalismos, de sujeiradas, de punhaladas trapeiras… geralmente produzidas por comedores de esterco com etiqueta de preço.


Sim… Já falei e explico: parece 1997 no tocante ao número de contratações e a que havia muito dinheiro circulando.

Nada além disso.

Apenas um alerta pensando num outro modelo de contratações.

A escritora, filósofa, intelectual, ativista e professora e integrante do movimento existencialista francês Simone de Beauvoir foi considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno.  É dela esta sentença:

“É horrível assistir à agonia de uma esperança.”.


Portanto urge que não se brinque com sentimentos. A nossa torcida é apenas uma vibrante torcida cada vez mais distante da sua essência… a de amar em TODAS as formas e sentidos.


Em “Don’t you” a banda escocesa Simple Minds, na  voz de Jim Kerr alerta:

“Conte-me suas preocupações e dúvidas, entregando-me tudo, por dentro e por fora.
O amor é estranho, tão real no escuro.
Pense nas coisas ternas, com que estivemos ocupados.
A mudança lenta pode nos separar, quando a luz entrar dentro do seu coração, baby.”.

Nem precisa explicar o que não necessita.

Queremos time, queremos gritar é campeão!

Nada além disso.

E apesar de uma oposição com pouco poder de articulação, sem nenhum traquejo da arte de conversar, debater e propor… sou obrigado a recorrer ao novo rei do Youtube, desde Serra Talhada, capital do xaxado em Pernambuco, o neo-mestre Tiringa decreta como bom matuto:

“Coragem eu tenho, mas deixei em casa.”.


É mais fácil criticar o corajoso. Isso é feio! Por isso me querem distante.


É URGENTE UNIR O FLUMINENSE e isso só vai acontecer a partir do momento que a oposição, como um todo, se uma:

“Se você achar que eu estou derrotado… Saiba que ainda estão rolando os dados…  Porque o tempo, o tempo não para!”.

Cazuza… Tático e manhoso.

É tempo de reflexão.

Odiando não iremos a nenhum lugar.  Não pratico qualquer opção de politicagem.


Abel Braga tem o meu voto de confiança, vamos ver com o que ele nos surpreende, gratamente, mais uma vez.

Youtubers e donos de canais, pessoal do bem da mídia independente tricolor, que não passa pano,fez a sua parte.

Agora, É GUERRA!

E a volta de pole position só poderia ser dele, do Magic Senna:

“O importante em cada vitória foi a emoção.”.


Vou além… A verdadeira emoção é gritar É CAMPEÃO!

Antonio Gonzalez


Vou aproveitar para convidar a você leitor que conheça o meu trabalho junto ao Claudio Kote. “Fluminense eu sou!” é para todos nós tricolores

https://www.youtube.com/watch?v=QJbB2FA5fzo

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Obrigado

“Adeus ano velho! Feliz Ano Novo” – Opinião Antonio Gonzalez

Adeus ano velho! Feliz Ano Novo”

A foto que ilustra as palavras desta coluna é histórica: em pleno 1968, ano em que a Ditadura disse finalmente ao que veio, ao lado da antiga grade que separava à arquibancada das Cadeiras Especiais, da Tribuna de Honra e das cabines de rádio do, hoje falecido, Maracanã, a TORCIDA DO FLUMINENSE protestava (com direito a caixão e enterro) contra a diretoria do clube.

Toda a insatisfação passava pela figura do então presidente, o educado Luis Murgel e pelo seu vice de futebol, Dilson Guedes. O último campeonato carioca havia sido conquistado em 1964. Desde então foi 3° em 1965, 3° em 1966, 3° em 1967.

Mas o pior estava por vir. Todo o Brasil sabia que o campeonato do então estado da Guanabara, era o mais importante e difícil do país. E para ampliar à angústia dos tricolores, em 1968, ficamos na 6a. colocação.

Era inaceitável para o nosso torcedor ficar 4 anos sem a conquista de um título de expressão.

No Robertão (assim era chamado o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o campeonato brasileiro da época) fomos o 12° colocado (6v 1e 9d) num total de 17 participantes.

Na Taça Guanabara (então valia título) a nossa última conquista havia sido em 1966, diante de 70 mil pagantes, 3 a 1 no Flamengo. Mas em 1967 fomos os últimos… 5 jogos, 5 derrotas. Em 1968, 3°.

Anos pífios!

Por um lado, uma torcida exigente, inteligente e participativa, bradava a sua revolta: “Luis Murgel e Dilson Guedes coveiros do Flu”, “Murgel: demissão é a solução”, “Os dirigentes passam, o Fluminense fica”, “Comprar sim, vender não”, “Luto”, “O nome é Almeida Braga”.

Por outro lado, durante o mesmo 1968 chegaram: Assis (zagueiro, de 25 anos trocado com o Clube do Remo pelo Amoroso), Galhardo (de 25 anos que estava afastado por diferenças com os dirigentes do Corinthians) e Félix (já com 30 anos, que também estava com problemas com o presidente da Portuguesa de Desportos, Mário Augusto Isaías).

Mas 1968 também foi marcada por uma “fraticida guerra política”: conservadores x futebol. Um clube dividido, com dívidas, sem títulos, baixas receitas de bilheteira.

No dia 7 de janeiro de 1969, o médico Francisco Laport foi eleito com 146 votos dos 261 conselheiros presentes (a eleição somente passou a ser DIRETA a partir da Reforma Estatutária, de 2001, levada a cabo pela Vanguarda Tricolor).

O Departamento de Futebol, sob o comando do Vice Presidente da área, João Boueri, tomou as seguintes decisões:

  • efetivar o então treinador da equipe Juvenil (o Sub-20 de hoje) Telê Santana como o responsável pelo comando técnico do time profissional;
  • promover ao elenco profissional, segundo decisão do próprio Telê Santana, os jovens Lulinha e Marco Antônio;
  • contratar um camisa 9 de peso, decisivo. Assim veio o Flávio (de 24 anos, contratado ao Corinthians);
  • caminhar lado a lado com o Departamento Jurídico do clube, tendo na figura do Advogado José Carlos Vilella um grande expoente.

Se voltarmos ao dia 1° de dezembro de 1968, quando o Fluminense disputou a última partida da melancólica temporada, na derrota por 3 a 1 para o Grêmio, no estádio Olimpico, entraram em campo com a nossa camisa os seguintes jogadores: : Félix; Oliveira, Galhardo, Altair e Assis; Denílson e Suingue (Serginho); Wilton, Cláudio Garcia (Ademar Pantera), Samarone e Lula.

Sete meses depois, 8 jogadores dessa escalação entraram em campo na vitória por 3 a 2 em cima do Flamengo, diante de um público de 172 mil pagantes. Os outros 3 titulares foram o Lulinha, o Marco Antônio e o Flávio. O Fluminense conquistou, depois de 5 anos, o título mais importante do Brasil, o de campeão carioca de 1969.

Havia nascido a primeira Máquina Tricolor. Também campeã brasileira em 1970 e carioca em 1971.

Mas e hoje?

  • Temos um time sendo construído desde 2018 com a chegada do Nino (o Denilson era da equipe de 1964);
  • Temos respostas na base, basta arriscar e acreditar (o Marco Antônio foi campeão do mundo em 1970 pela seleção brasileira);
  • Na minha opinião o Fluminense não necessita de contratar em quantidade. Reforçar com contratações pontuais, das que venham de imediato para serem titulares (Félix, Galhardo e Flávio);
  • Apostar em jogadores de outros centros na faixa dos 22/25 anos (Oliveira, Assis paraense – também podemos citar o Aldo);
  • Assim como em 1968, temos uma vice presidência jurídica à altura, fazendo um admirável trabalho de reconstrução.

São muitas as semelhanças para 1968, inclusive a da fraticida guerra política. Faz-se necessário uma ampla reflexão.

Mas falta o principal: um mandatário com a essência, a inteligência, a liderança e a humildade do Presidente Francisco Laport.

É esse tipo de personalidade é que o Fluminense necessita.

E sobre a torcida do FFC, o que eu tenho a dizer? Que, muito feliz e dando cambalhotas de intensa comemoração, acabou com o estoque, no camelódromo da Uruguaiana, das faixas de campeão do 7° lugar.

Deixo aqui um forte abraço a todos, não sei se a minha saúde vai permitir que eu esteja por aqui dentro de 1 ano.

Por agora divirtam-se com a música “FLUMINENSE EU SOU!”

Que Deus abençoe a todos.

O sucesso da gestão Mário Bittencourt será o sucesso do Fluminense.

Um beijo no coração de todos vocês.

Até qualquer dia, se Deus permitir.

Forte abraço

Antonio Gonzalez

“Fluminense eu sou!” – 60 anos de Batismo – Por Antonio Gonzalez

“Fluminense eu sou!” – 60 anos de Batismo 

Meu PAI me fez Fluminense.  Minha MÃE também. Meu Tio Lorenzo, um dos fundadores da Força Flu, carteirinha número 010, também. Meu Avô, o Antonio Careca ou o Senhorito do Restaurante Yankee Brasil, também.  Meu outro Tio, o Antonio Castro Gil, Vice de Futebol em 1984, também.

Nesse sentido a vida não me permitiu perder tempo. Eu gostei da democracia familiar. Berço e terço! Amém! Salve! Água bendita daquela pia Batismal e o óleo dos catecúmenos (“catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo. Este óleo significa a força de Deus que penetra no catecúmeno – como o óleo que penetra em seu coração, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito” – Wikipédia).

Traduzindo: nasci Fluminense! Ponto! Vamos em frente!

A vida é para ser vivida. Sou daqueles que preferiu viver tão depressa que não teve tempo para ter medo.

A minha infância dura exatamente 52 anos, desde aquele gol do Flavio em 1969… “É ou não é piada de salão, o time do urubu querer ser campeão?”.

Todos os dias vivo aquela noite. Isso me faz permanecer vivo.

E vieram aqueles gols do Mickey, a 1ª Máquina que atropelou o High Society daquele mágico 1970.

De 1971 ninguém fala do roubo no jogo do turno. Penalti roubado, presenteado ao Botafogo pelo senhor Juiz Carlos Costa, 1 a 0 com gol de Paulo Cézar Lima. Ou seja: “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.  O Fluminense é um clube de pessoas respeitosas. Ponto!

A inocência de uma infância multicampeã deixa de herdeira uma adolescência alucinada. A nova Máquina. Rivelino, Paulo Cezar e cia… Os melhores do mundo vestiram as nossas cores.

Mas a verdadeira alucinação adolescente chegou aos 16 anos, início de 1978: a Força Flu. Não foi uma paixão à primeira vista, era reencarnação na certeza que ambos já nos conhecemos de tempos de outrora.

Do nada aquele menino teve que ter postura de homem aos 19… foi uma escola de vida, muito mais que qualquer outra forma de amor, mesmo valendo a pena. Dias de glórias, tempos de festas, de cortes sem volta.

O tempo traz consigo passados e retratos. Alguns já sem pintura.  Mais de 4 décadas se passaram. Nem o meu cabelo ficou.

Mas a Força Flu sim.

Hoje é um dia importante. 

Estive afastado, tive meus motivos: 2 garotos de 20 anos faltaram ao respeito. Corri detrás de um. Fugiu. Naquele dia falei “acabou”, eu com mais de 50 anos, correndo em direção a quem desrespeitou-me.  E pensei que “disposição não falta, tô velho para isso”.

Um novo ciclo se apresenta…

Quem nasceu na arquibancada do verdadeiro Maracanã sabe o tamanho que tem: o Sobranada não só me estendeu a mão, como me ouviu e interpretou.

E sem pedir passagem quando dei por mim não restavam traços daquele guri que procurou ao Ricardo Belford, que era o Presidente da época: “Tem camisa? Quanto é?”…

Serei eternamente grato ao SOBRANADA 1902.

A atual Diretoria me procurou em maio de 2020. Aos poucos a confiança foi reconquistada, tanto que sempre que posso vou à sala.

Hoje fui convidado para a Festa de Aniversário 50/51.  Agradeço aos envolvidos.

A Força Flu é a imagem viva da HISTÓRIA DO FLUMINENSE.

“FLUMINENSE EU SOU!” traduz um pouco desse Fluminense que vivenciei, que muitos tem aceso na memória.  É um canto de PAZ e uma canção de guerra.

O Claudio, THE MAN, Kote deu vida.

Vai para todos, de todas as gerações: se vai ser cantada ou não… sei lá, não me preocupa. Foge da minha alçada.

Cumprir 51 anos de existência eleva à condição de destaque quando se trata de uma torcida organizada. E sendo do Fluminense, trata-se de referência.

Para quem ainda se surpreende com a minha forma de escrever: aprendam a ler nas entrelinhas.  A última mensagem tinha o intuito de mexer com os brios, conseguiu.  Só que é uma proposta de paz! Nada além disso: debate e união.

UNIDOS POR UM FLU FORTE é uma frase de Heitor D’Alincourt… Eternizada pelo peso histórico.

E…

Para quem se preocupa com o futuro: amanhã tem a LIVE da Frente Ampla Tricolor, esqueça o viés político, mas dá uma passada (Facebook e Youtube) – “CLUBE EMPRESA – Caminhando em direção ao futuro”.  Vai ser muito didática. Comece a se interessar, não deixe que falem por você.

Um forte abraço! Até qualquer dia!

Meu PAI me fez Fluminense.  Minha MÃE também. Meu Tio Lorenzo, um dos fundadores da Força Flu, carteirinha número 010, também. Meu Avô, o Antonio Careca ou o Senhorito do Restaurante Yankee Brasil, também.  Meu outro Tio, o Antonio Castro Gil, Vice de Futebol em 1984, também.  A FORÇA FLU TAMBÉM!