Basta! A falta de Defesa Institucional tem que acabar!. Opinião por Antonio Gonzalez

Nos últimos 10 anos (4 gestões e 3 presidentes – Peter Siemsen, Pedro Abad e Mário Bittencourt) o Fluminense não teve nenhuma Defesa Institucional. Pelo contrário, o clube calou-se diante do achincalhamento produzido com base na mentira, na manipulação da narrativa dos fatos.

Cumprem-se 8 anos do caso Flamenguesa e até hoje o Tricolor das Laranjeiras é vítima de todo tipo de acusações e culpas, quando o verdadeiro vilão tem sede na Rua Gilberto Cardoso, com entrada pela Borges de Medeiros. Sem esquecer das agressões sofridas por alguns de nossos torcedores nas ruas da zona sul no final de 2013, apos manchetes de jornais, do tipo “No “tapetão”, Fluminense se salva e Portuguesa cai para a segunda divisão” (brasilelpais.com), manipularem a razão dos fatos.

Nunca foi virada de mesa e sim o cumprimento do regulamento da competição.

O de ontem (o penalti marcado pelo VAR) foi apenas mais um fato equivocado que envolve e prejudica ao FFC.

Entretanto a nossa torcida (a consciente) não quer e nem aguenta nenhum tipo de teatro: gritar, ofender, dedo em riste, nada disso traz solução para qualquer transformação. A liturgia do cargo de um presidente exige atitudes concretas, denúncias efetivas e comprovadas.

De outra forma, os espelhos pessoais e os seus reflexos JAMAIS podem estar acima dos interesses do clube. Assim como as promessas de campanha não cumpridas.

Nem o Peter, nem o Abad, nem o Mário souberam entender o que tinha e o que deve ser feito: Defesa Institucional requer outro tipo de comportamento, procedimento e aspecto.

A nossa torcida tem o orgulho de bater com a mão no peito e gritar aos 4 cantos do mundo: “o Fluminense é gigante!”.

Eu diria (com pesar) que de gigante ficou somente o nosso passado. Hoje somos uma franquia barata das glórias que um dia tivemos. É preciso mudar a compreensão da realidade, fazendo uma apreciação descontaminada do raio X que revela o pouco que nos resta de pulmão.

Peter, Abad e Mário tem muito em comum, principalmente porque não souberam ler os fundamentos que regem a liturgia do cargo que ocuparam / ocupam.

A Defesa Institucional não existe. Triste porém verdadeiro.

Há 10 anos a filosofia do “novo fluminense do Peterzismo” comanda o clube. 9 anos sem títulos, dividas que cresceram sem controle, mais de 150 contratações de jogadores sem critérios, de diversos cabeças de bagre, de barangas e de veteranos que não passam de ex jogadores em atividade com salários fora da realidade. Sem falar no time de contratados (nas 3 gestões) por terem no currículo o fato de serem amigos da política situacionista e de cabos eleitorais, para trabalharem na administração do clube. Sem esquecer a omissão de grande parte das nossas organizdas. PARAMOS NO TEMPO.

Se não lutarmos contra esse tipo de fatos, o apequenamento avançará sem piedade.

Por outro lado, grande parte dos que hoje se dizem oposição, navegam sem rumo. Muita vaidade, muita falta de autocrítica, muito pavão que se acha a última Coca-Cola do deserto.

No meu caso que frequento a Frente Ampla Tricolor escolho o debate construtivo, além da construção de um grande projeto que nos leve ao renascer como GIGANTE.

Terminando… tem gente que se diz oposição questionando “mas você se reuniu com o Gonzalez”… porra eu tenho que rir… que culpa eu tenho se quem questiona tem o pau pequeno.

Posso viver mais 1 dia, 1 semana, 1 mês, 1 ano… quem sabe mais…

Mas para você que tem micro pênis um carinhoso lembrete: AINDA TENHO MUITA GASOLINA PARA QUEIMAR.

No mais…

DEFESA INSTITUCIONAL JÁ!

VOTO ONLINE JÁ!

Abs

Antonio Gonzalez

Parabéns FORÇA FLU – 51 anos de SER FLUMINENSE (por Antonio Gonzalez)

A vida é feita de escolhas: com pouco tempo no ventre da minha MÃE escolhi SER FLUMINENSE.

Já o meu PAI, desde os primeiros jogos, naquele cimento da arquibancada do “falecido” Maracanã dizia: “SER FLUMINENSE não é só o que você possa ver dentro de campo, mas essa camisa conjuga o verbo perfeito para definir a ética, a honra, a honestidade, a retidão, a fé, a luta, a guerra, a nobreza, a classe, a justiça”.

E surgem os momentos em que SER FLUMINENSE supera o altar do imponderável:

  • “TIO, por que o senhor não vai ver o jogo de amanhã com a gente, é a final?” – perguntei.
  • “Porque agora eu sou da Força Flu…” – respondeu.

Retruquei de bate pronto “mas o que é essa tal de Força Flu?”…

Eu era um menino de 9 anos de idade que havia acabado de ser aprovado no colégio, rumo à 3a. série primária. Um ano e meio antes, em junho de 1969, havia presenciado a estocada final:”Flááávvvviiiioooo, 9, a camisa que tem cheiro de gol… tem peixe na rede do Flamengo”… 3 a 2 na mulambada. Depois daquele Fla- Flu, o Fluminense ganhou um lugar de destaque na minha vida. Eterno!

Então meu TIO, que era o malucão da família, me levantou no colo e disse uma frase mágica:

  • “A Força Flu é a tradução perfeita do que é SER FLUMINENSE!”… “E pode apostar que amanhã (domingo 20/12/1970) a gente vai sair do Maracanã gritando É CAMPEÃO!

Na segunda-feira (21/12) acordei cedo e corri para à banca de jornal do Seo Giovanni, na esquina de Voluntários da Pátria com Paulo Barreto e pedi um exemplar do Jornal dos Sports…

A manchete do periódico era definitivamente esclarecedora:

FLUMINENSE CAMPEÃO DO BRASIL DE 1970.

O que havia começado no dia 15 de junho de 1969, quando diante de mais de 170 mil pagantes, o tricolor exterminava o urubu mulambu e conquistava o título carioca, se solidificava com a conquista do campeonato 1° brasileiro.

E na cabeça daquele guri, tímido porém brigão, nascia a definição para o resto da minha vida:

SER FLUMINENSE É SER CAMPEÃO!

O tempo passou, 18.600 dias depois daquela conquista escrevo estas linhas.

Entrei para a Força Flu no início de 1978, ainda imberbe, 16 primaveras nas costas. Em poucos meses, o Mestre Ricardo Belford, que era o Presidente à época, transformou-me em Diretor de Relações Públicas. Em 1980 o Ricardo se afasta para casar, interinamente assumi. Até que no dia 29/05/1981 me tornei Presidente.

Hoje, posso dizer (dou fé) da inequívoca e brilhante participação da Força Flu nas conquistas dos cariocas de 1980/1983/1984/1985/1995 e do Brasileiro de 1984.

SER FLUMINENSE É SER CAMPEÃO!

Hoje, nessa data querida, assumo que nesses 51 anos de história somente existiram 2 protagonistas: o FLUMINENSE e a FORÇA FLU. O que veio junto é mero coadjuvante. EU SOU UM DELES, sem protagonismos, apenas mais um.

E se alguém tem que agradecer a alguém nessa caminhada, esse alguém sou eu. Graças à torcida me fiz homem. E mais: graças à FORÇA FLU eu aprendi a perfeita conjugação do verbo SER FLUMINENSE.

Nesse instante pintam alguns “MUITO OBRIGADO”…

Aos que já se foram: GB, Eduardo, Gigi, Lorenzo,seu Pedro, Tia Helena, Adriano Pinto, Sergio Louro, Patury, André Bolha, Tato, Soró, Mancha, Tarado, entre outros…

Aos fundadores João Venâncio Cysne, Valter Veloso, Mario Marcio, Sylvia, Glauber, Boto, Denise e Zenildo (o 1° Presidente)…

A outros Presidentes como Ricardo Belford, Aloísio Loures, Mario Fofoca, Soró, meu irmão mais novo Pagaio, Pará, Marcelo Esteves, Willian… Aos amigos Zé Henrique e Lete…

À atual Diretoria com o Presidente Balu e aos diretores Gabriel Diniz, Regis, Annie e Bruno Gioseffi.

A Força Flu nasceu trazendo consigo um dogma de fé:

Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denilson e Didi; Cafuringa (Wilton), Flávio (Mickey), Samarone (Cláudio) e Lula.

Esse é o mantra que há gerações se veste de verde.

De resto… que venham outros 51 anos… será o sinal inequívoco de que o Fluminense continuará vivo.

E jamais se esqueçam que…

SER FLUMINENSE É SER CAMPEÃO!

SER FLUMINENSE É SER FORÇA FLU!

NUNCA SE PERDE UM FLA-FLU NA VÉSPERA (por Antonio Gonzalez)

Mais de 5 décadas de arquibancada permitem-me certas afirmações sobre o Fluminense, mesmo sabendo que isso não me faz ser mais tricolor que ninguém. Entretanto o raio-X prévio à partida e a tudo que precedeu ao apito inicial da arbritagem (como sempre mequetrefe), faziam com que eu não me vestisse de luto sem saber quem seria o defunto.

Vejamos então:

a) há mais de um mês a nossa própria torcida (em sua imensa maioria) contabilizava a derrota para a equipe rubronegra;

b) os nossos torcedores criaram um clima de pessimismo pela decisão da direção do FFC em vender ingressos aos mulambus. Ora bolas, essa claque da dissidência perdeu conteúdo e poder de persuasão ao optar pelo embranquecimento das suas raízes. A proliferação de olhos azuis e cabelos louros mostram que na Gávea abriram mão da essência do transpirar do povão, dando vez ao consumidor criado a leite de pera e que crê que Maracanã sem selfie não é Maracanã. Não dá para pensar que eles vão nos superar no incentivo;

c) o time dos caras, há tempos (desde a saída do Gerson) vem apresentando um futebol espesso que depende muito mais da individualidade do que do jogo coletivo. Se aliarmos a isso que os caras estão, ainda, disputando 3 competições e traziam 6 desfalques (praticamente ZERO de poder ofensivo, daquele que empurra a bola para dentro do gol adversário), o resultado poderia fugir à lógica;

d) a presença do Jhon Kennedy no centro do nosso ataque trazia consigo a percepção de que a dupla de zaga mulamba teria que correr além da conta.

Com todos esses ingredientes era preciso buscar a cumplicidade na história.

E tudo começou no dia 7 de julho de 1912, mesmo tendo perdido nove titulares (traidores) que foram abrir o departamento de futebol da mulambada, o FFC ganhou por 3 a 2 (primeiro gol da história do Fla-Flu, de Edward Calvert, do Flu, a um minuto de jogo),

Da mesma forma que desde sempre a desosnestidade arbitral caminhou lado a lado com a família urubu. Por outro lado vale destacar a valentia dos nossos primeiros dirigentes, além do amplo conhecimento de regulamentos, estatutos e regras. E nada melhor do que recorrer à Wikipédia:

“22 de outubro de 1916, o Flamengo vencia o Fluminense por 2 a 1 quando o árbitro R. Davies marcou um pênalti contra o Fluminense. Rienner perdeu. Logo depois, marcou outro pênalti contra o Fluminense, Sidney cobrou e Marcos de Mendonça defendeu. O árbitro mandou cobrar outra vez alegando que não havia apitado. Sidney bateu e novamente Marcos de Mendonça defendeu. R. Davies mandou cobrar de novo, agora alegando que jogadores do Flu haviam invadido a área. Foi aí que o escritor Coelho Neto e o delegado Ataliba Correia Dutra pularam a grade e correram para o campo. Os torcedores também invadiram o gramado. O regulamento dizia que o jogo que fosse paralisado por cinco minutos seria suspenso definitivamente. Como a paralisação propositada foi além dos sete minutos, o jogo foi anulado. Foi a primeira anulação de um jogo de Campeonato Carioca. Em 8 de dezembro, no campo do Botafogo, foi realizada uma nova partida e o Flu ganhou por 3 a 1.”.

Cruzando o tempo chegamos ao Fla-Flu da Lagoa, em 1941, quando conquistamos o 5° Carioca em 6 anos (1936/37/38/40/41). Grande parte do jogo com um jogador a menos (Carreiro foi expulso) e com o nosso goleiro Batatais atuando com a clavícula quebrada (na época não se permitiam substituições). Fluminense campeão e na Praia do Pinto, reduto mulambeiro, um silêncio ensurdecedor.

Nasci em 1961 e quase 8 anos depois presenciei o 3×2 que nos deu o título… FLÁVIOOOO 9 É A CAMISA DELE.

Já em 1973, entrando na minha adolescência, 4×2 debaixo de um temporal. Manfrini, o melhor jogador do campeonato, decidiu.

Nos anos da segunda Máquina eles não serviram nem para ser coadjuvantes… tempos de Merica, Dendê e cia no mengaum.

Ontem, no meu caso, o dia amanheceu com a cara do Assis… típico 1983 e 1984… e sabendo que o treinador deles era o Renato Gaúcho, as lembranças de 1995 permitiram que eu não me preocupasse antes da hora.

O 3 a 1 final deixou claro para as novas gerações que NUNCA SE PERDE UM FLA-FLU NA VÉSPERA. O verdadeiro tamanho do FLUMINENSE permite NUNCA TER MEDO DO FLAMENGO.

Sobre o jogo em si:

  • se o Presidente Mário Bittencourt tivesse ouvido as pessoas corretas (em junho passado) e demitido o Roger Machado, certamente as nossas aspirações seriam outra;
  • tem Conselheiro que deveria ser multado por discurso encomendado e prepotente: “Menino é menino, adulto é adulto”… e agora… o John Kennedy é menino?;
  • David Braz é zagueiro que não tem testículos… TEM O COLHÃO que faltava no nosso time;
  • o time é esse, mas o Marcão continua sendo horroroso e previsível;
  • muito obrigado Fred pelos serviços prestados.

Os próximos jogos exigirão uma mudança de postura tática… faz-se necessário apresentar um futebol que não seja apenas reativo.

De resto…

VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER OU VENCER… SEMPRE!

” Mentiras piedosas ou essa derrota deve ser transformada em vitória” Opinião Antonio Gonzalez

MENTIRAS PIEDOSAS ou ESSA DERROTA DEVE SER TRANSFORMADA EM VITÓRIA (por Antonio Gonzalez)

Em 1990 o poeta espanhol Joaquin Sabina gravava o seu 7° álbum em estúdio (o 9° da carreira considerando mais 2 ao vivo). “MENTIRAS PIEDOSAS” foi além de ser o nome de batismo do disco que vendeu 300 mil cópias… também era título de uma das canções que faziam parte do LP.

Na minha humilde opinião, a maior virtude da poesia do Sabina é que, sem se importar com os caminhos escolhidos, ele sempre coloca os dedos, todos, na ferida. Suas frases, carregadas de áspera urbanidade, contém a sem vergoninhice do caradurismo de quem vislumbra os movimentos, passados e futuros, das peças do tabuleiro.

“Yo le quería decir la verdad
Por amarga que fuera…

Contarle que el universo era más
ancho que sus caderas…

Le dibujaba un mundo real…
No uno color de rosa…

Pero ella prefería escuchar mentiras
piedosas”…

O Fluminense vive a maior crise de identidade da sua história. A divisão é clara: as gerações dos exigentes x as novas gerações dos conformados.

E essas gerações de conformados especializaram-se em aceitar o destino desenhado por medíocres de ocasião, criadores de narrativas dignas da Turma da Mônica, sem embargo desconhecedores das entrelinhas do clube que um dia foi gigante e, principalmente, como se escreveu a trajetória, rica em feitos e capacidades.

Ontem terminei a minha coluna dizendo: “que venha o Athlético Paranaense”…

E para o nosso azar (ou será nossa sorte?) a equipe paranaense veio. Sem pisar em ovos, mas entrando como um elefante numa fábrica de louça (tão frágil, quanto vagabunda), a equipe rubronegra fashion, de forma inquestionável, deixou ao FFC desnudo, sem direito sequer a um simples guardanapo de papel como tapa sexo.

Culpados?

Dizer que a culpa pertence somente ao6 Roger é reduzir à fração mais simples. O mesmo que empurrar com a barriga, para debaixo do tapete, as verdades ocultas. Tão encobertas, disfarçadas, clandestinas e furtivas, que criaram a figura dos PASSADORES DE PANO PROFISSIONAIS, os PPSs.

Não tenho nenhuma dúvida das culpabilidades do treineiro: de discurso rebuscado onde o zero e o nada se personificam, cabeça dura, teimoso e terceirizador de autorias.

Ora Senhores… antes do Roger Machado tem o crivo do Angioni, com os seus mais de 40 anos na Comunidade do Futebol.

Há quantos anos o Angioni está no clube?

Quantos jogadores foram contratados nesse período? Dessas dezenas e dezenas de contratações quantas deram certo?

Quantos jogadores o FFC “mal” vendeu nesse tempo?

Quantos atletas saíram gratuitamente (sem nenhum benefício financeiro) nos últimos 3 anos? Será que todos tem pais e familiares complicados, ávidos pelo enriquecimento precoce? Ou será que o ilustre Angioni não fez ou nem soube fazer o dever de casa?

Até agora já são 2 os causadores… entretanto não para por aí…

Não pode ser esquecida a figura do CEO… Fernando Simone foi Gerente Executivo de Futebol com o Peter Siemsen e, depois de um breve estágio no Campos (suposta escola de dirigentes do Grupo City) e de uma fulgurante passagem pelo Boavista (uma espécie de Harvard na Comunidade do Futebol Brasileiro), transformado pelo Pedro Abad em Chief Executive Officer… função que também ocupa na atualidade.

QUAIS FORAM OS AVANÇOS FEITOS PELO FLUMINENSE COM A FIGURA DO FERNANDO SIMONE SENDO O CHEFE DO EXECUTIVO?

Que tal ir além??!!

Por que razão na venda do jogador Pedro para o Fiorentina, por ocasião do famoso encontro entre as partes num restaurante na área nobre da cidade, nem o Vice Presidente Geral, Sr. Celso Barros, nem o Diretor Executivo de Futebol, Paulo Angioni, NÃO ESTAVAM PRESENTES e o Fernando Simone estava?

Por que o Fernando Simone fez parte da negociação do Fluminense com o dono da franquia dos Guerreirinhos do bairro de Campo Grande, com relação ao pagamento do comissionamento sobre a venda dos direitos federativos do jogador Rafael Resende para um clube dia Emirados Árabes Unidos?

Na Espanha os mais vividos dizem que não existe 2 sem 3…

No caso do Fluminense não existe 3 sem 4.

Falo do grande responsável pela derrota de ontem: o Presidente Mário Bittencourt. Nem preciso ir à frente. Cada qual que enfeite o seu jiló com o tomate seco de turno, desses que são dignos dos saltimbancos da série BASTIDORES. Não vou perder o meu tempo.

Assim sendo, sem nenhum receio a equivocar-me a derrota de ontem tem 4 donos. Ponto!

O que fazer?

Sendo extremamente frio e imediatista torço para que os erros cometidos nas últimas partidas, principalmente ontem, sirvam de lição de cara aos jogos contra o Cerro Porteño e o Criciúma. Que se aprenda como não devemos atuar. Pelo menos de cara a salvar o dinheiro das classificações.

Nesse ínterim não olvide de fazer a sua parte… O clube está no leito de morte, só não vê quem prefere a obtusidade assalariada ou de apedeutos conformistas.

Se for através de um processo político desde já declare a sua contrariedade à reeleição do existente mandatário. Evidentemente apresentando alternativas de peso, sem qualquer rasgo de possível estelionato eleitoral, sem promessas que não ultrapassem a barreira do papel.

Agora se você for daqueles que acreditam que a salvação exclusivamente ocorrerá de fora para dentro, procure a Justiça, o Ministério Público… É esse um dos caminhos. Talvez o MP se interesse pelo caso LIVE SORTE, pela venda do Pedro (que tal perguntar ao Duquecaxiense como ele se sente nessa parada), pelas vendas do Spadaccio e do Rafael Resende…. Até mesmo proteja aos sócios efetivando o voto ONLINE.

Humildemente procuro fazer a minha parte. Não deixe para fazer a sua meramente após derrotas por 4 a 1.

ACORDA BRÁZ MAZULLO!

Você é o Presidente do Conselho Deliberativo do Fluminense… A sua trajetória profissional não condiz com o posicionamento de um capacho. E você ainda não é um. Você é maior, é o dono da palavra final:

VOTO ONLINE JÁ!!!

“Y así fue como aprendí que en historias de dos conviene a veces mentir…

Que ciertos engaños son, narcóticos contra el mal de amor…” (MENTIRAS PIEDOSAS – Joaquim Sabina)

Antonio Gonzalez

Ps.: essa imagem diz tudo, assim se comportavam as gerações exigentes quando faziam parte das NOVAS GERAÇÕES EXIGENTES.

O FFC havia brilhantemente conquistado o Carioca de 1980 e havia sido (que merda) 5° colocado no Brasileiro de 1982.

20 dias antes do começo do Carioca de 1983, a Força Flu voltou a pichar os muros das Laranjeiras. Dias depois foram contratados o Assis e o Washington…

O RESTO DA HISTÓRIA VOCÊS SABEM… SE NÃO CONHECEM, ESTUDEM.

COM A PALAVRA O VICE PRESIDENTE DE INTERESSES LEGAIS DO FLUMINENSE – Opinião Antonio Gonzalez

COM A PALAVRA O VICE PRESIDENTE DE INTERESSES LEGAIS DO FLUMINENSE

“O mecanismo de solidariedade da FIFA é um instrumento criado em 2001 para ajudar os clubes formadores de jovens atletas. Uma espécie de “retorno” por tudo o que time (ou times) fez (ou fizeram) por ele durante a sua formação…”

“A cada transferência internacional de um jogador, o (s) clube (s) formador (es) do atleta tem direito patê 5% dos valores envolvidos.  No Brasil, a Lei n° 9615/98 (Lei Pelé) assegura o mesmo valor às transferências nacionais”.

Traduzindo: trata-se de uma ação comum na Comunidade do Futebol, com 20 ou mais anos de existência, o que deveria ser de amplo conhecimento dos profissionais que militam no meio.

Sendo assim, vejo-me com a necessidade de fazer alguns questionamentos ao Vice Presidente de Interesses Legais, Sr. Heraldo Iunes, a respeito de uma certa operação comercial envolvendo o Fluminense.

Mas faz-se necessária a ética (tão em falta no clube na última década) e a fidalguia, características dos verdadeiros tricolores, para apresentar as minha sinceras condolências ao Sr. Heraldo Iunes, pela recente passagem de um ente, com toda a certeza, muito querido.  Já passei por esse terrível momento e sei o tamanho exato dessa dor.

Posto isto e sem rodeios vamos direto ao assunto, que pode ter passado desapercebido para os torcedores amantes do pragmatismo apresentado pelo time dirigido pelo Roger Machado.

Dito isto…

Na última quinta-feira o jornalista Victor Lessa publicou uma matéria que envolvia a transferência de um atleta do FFC em 2019, já na gestão Mário Bittencourt, a venda do meio-campista Rafael Resende, de 19 anos, para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos. Especula-se que o atleta fora vendido por 300 mil dólares.

No dia seguinte o Netflu também apregoou notícia a respeito:

https://www.netflu.com.br/suposta-fraude-em-venda-de-jogador-flu-perde-acao-e-pode-ser-investigado/

No caso específico desse jogador ele chegou a Xerém por ter tido destaque na franquia do Guerreirinhos de Campo Grande, bairro da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

E no contrato assinado entre as partes a cláusula 5.8 é definitiva: “o Fluminense se compromete a ceder ao franqueado 10% dos direitos financeiros decorrentes de eventual e futura transferência onerosa do vínculo federativo do atleta pertencentes ao Fluminense na época da transferência”.

No caso se a venda atingiu ao suposto montante de U$ 300.000,00 (trezentos mil dólares) o proprietário da franquia teria, supostamente, direito a 30 mil dólares.

Pelo menos deveria ter sido assim. Não foi.

Passado 1 ano da venda do atleta para o exterior e sem nada receber até aquele momento o franqueado procurou o clube e começou a tratar com o excelente advogado Bernardo Leal sobre como resolver o impasse e receber o que lhe correspondia por direito.

Entretanto, do nada aparece a figura do CEO do Fluminense, Sr. Fernando Simone, como interlocutor do clube.

Como se mostra na imagem deste texto, na troca de mensagens via Whatsapp, o CEO DO FFC, transmite que o clube iria pagar em 10 vezes o valor líquido da venda…

Como assim se a cláusula 5.8 do contrato assinado em seu dia não fala de descontos?

Disse então o Sr. Fernando Simone que teriam que descontar os impostos… se isso for verdade, o Sr. Heraldo Iunes, que é o VP de Interesses Legais, deveria dar um puxão de orelhas no Departamento Jurídico pela péssima formatação do documento oficial.

Mas o Sr. Fernando Simone foi além e falou que também deveria ser descontado o “solidariedade”…

Como assim o “solidariedade”?

O Sr. Fernando Simone (que trabalha há 10 anos na Comunidade do Futebol) tem que vir a público e esclarecer… ou ele não sabe (depois de 10 anos na Comunidade do Futebol) o que é o Mecanismo de Solidariedade… ou ele teve um lapsus de memória… ou ele, indevidamente, falou de um desconto, que toda a Comunidade do Futebol sabe que não existe.

Posteriormente chegou-se a um acordo onde o clube começaria  a pagar a partir de janeiro de 2021 às 10 prestações. Isso de saída já desmente a nota oficial do clube que falava da não existência do pactuado, pela existência de intermediação.

Ora Senhores… cabem questionamentos:

– Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais, por que razão a negociação que estava sendo brilhantemente conduzida pelo Sr. Bernardo Leal, advogado do Fluminense, passou para as mãos do CEO, Sr. Fernando Simone?

– O  Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais, concorda com os descontos dos impostos uma vez que não são citados  na cláusula 5.8 do contrato entre as partes?

– O que o  Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais e membro do Comitê de Governança Corporativa e Complience, acha da cobrança indevida, sugerida pelo CEO do clube, com relação ao mecanismo de solidariedade?

– O Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais e membro do Comitê de Governança Corporativa e Complience, teria em sua empresa um funcionário que não sabe (depois de 10 anos na Comunidade do Futebol) o que é o Mecanismo de Solidariedade… ou que teve um lapsus de memória… ou que, indevidamente, falou de um desconto, que toda a Comunidade do Futebol sabe que não existe?

– Como pode o Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais e membro do Comitê de Governança Corporativa e Complience, interpretar a nota oficial MENTIROSA do Departamento de Comunicação, cujo Diretor também faz parte do Comitê de Governança Corporativa  e Complience?

Para variar já virou processo. Como sempre digo NO FINAL DAS CONTAS É O FLUMINENSE QUEM PAGA A CONTA.

Mas fica um péssimo cheiro no ar:

Meu caro Sr. Heraldo Iunes, VP de Interesses Legais e membro do Comitê de Governança Corporativa e Complience, o Fluminense, em algum momento, orquestrou cobranças indevidas? 

Penso que não! Isso não condiz com a ética e fidalguia que são as marcas registradas da nossa pele tricolor.

Mas esse sururu vai explodir nas mãos  do Departamento Jurídico sob a sua responsabilidade.  Basta apresentar a documentação com os respectivos descontos (se é que existiram), incluindo o TMS (Transfer matching system) ferramenta eletrônica oficial da FIFA, que mostra a origem e o destino dos valores da negociação, se houve agente envolvido e o valor real da transferência.

Quanto ao CEO, Sr. Fernando Simone, acredito, uma vez que ele faz parte da Comunidade do Futebol, que ao referir-se ao “solidariedade” ele tenha tido um lapsus de memória.

Esperamos que o Fluminense seja transparente e não se esconda detrás de falsas narrativas como no caso LIVE SORTE.

Que venha o Atlético Goianiense.

“Pé no chão dá mais resultado que uma ejaculação precoce” Opinião Antônio Gonzalez

Pé no chão dá mais resultado que uma ejaculação precoce (por Antonio Gonzalez)

Existem momentos, que se aconteceram em determinado ponto da jornada, se bem analisados (com vontade política para retificar), podem reassignificar as opções de luta ao realinhar o que se tem em mãos na correta proposta para o capital que cada um possui: questão de estofo e conteúdo.

Para os DINOSSAUROS, com mais de 40 anos de arquibancadas, a derrota para o Junior Barranquilla, traz consigo a retirada da máscara. A mais pura fotografia do que se revelava desde o começo das atividades futebolísticas do calendário 2021.

As falhas de marcação, a falta de compactação das linhas, a quase nenhuma ousadia na hora de propor jogo, a absoluta covardia de renunciar à posse da bola… Tudo isso, até esta semana estava encoberto pelos (GRAÇAS A DEUS) resultados positivos.

E até a passada terça-feira estávamos neutralizados: o gol cagado, jogar por uma situação de gol, as defesas do Marcos Felipe, o gol do Fred, a bola parada do Nenê… TUDO ISSO JOGAVA A FAVOR. Pura morfina que somente entorpece mas, mesmo ocultando o doloroso, não modifica o destino.

Não foi por falta de aviso.

E agora?

A primeira medida passa pela nossa torcida: que tal a mudança de postura e formato?

Que tal deixarmos de ser bregas e voltarmos a ser exigentes de verdade?

Não dá para se achar campeão da Libertadores ainda na fase de grupos e, o pior, se equivocar no dever de casa. Dos 9 pontos disputados no Maracanã, somente 4 foram conquistados.

Não dá para se iludir com o empurrão do Bobadilla no jogador do Santa Fé, lá na Colômbia e querer transformar isso em idolatria. A nossa bancada vivencia o culto ao atleta nota meio… até o Caio Paulista tem defensores ferrenhos.

Não dá para se deixar levar por uma imprensa que, com exceção da VERDADEIRA E INDEPENDENTE MÍDIA INDEPENDENTE TRICOLOR, enxuga gelo diariamente, criando falsas narrativas. O neo-jornalismo sem o estofo de outrora: quem frequentou Álvaro Chaves entre 1975 e 2000 sabe da excelência que pesava sobre a caneta e a voz dos Jornalistas que frequentavam a sede do clube.

O certo é que essa derrota para o Júnior Barranquilla nos obriga a dar um passo atrás. As falhas definitivamente apareceram para atrapalhar, até então, mesmo perceptíveis, não deixavam digitais negativas.

Sabemos o tamanho do nosso tamanho? Porque se nos vemos em condições de ser um leão, sem a última batalha, é um erro básico.

Senhor Roger: feche a casinha, aumente a circulação entre as peças que perambulam pelo nosso meio de campo, se preocupe com pelo menos brigar pela segunda bola, sem abrir mão dá inteligência e rapidez na transição. Aposte na melhor utilização dos laterais (se não tem o cacoete ofensivo, pelo menos que cumpram de cara às necessidades defensivas).

Jogamos por 2 resultados: 1 a 0 no Flamengo e 1 a 0 no River Plate.

Impossível? Jamais… A nossa bandeira é mais do que centenária. Nossa camisa tem peso histórico.

Mas tem que ser humilde.

Repito: sabemos o tamanho do nosso tamanho?

Essa resposta é o nosso primeiro passo em direção à futuras conquistas.

Mas não basta apenas ter humildade, tem que respeitar.

Quem tem Ángel Labruna, Di Stefano, Daniel Passarela, Enzo Francescoli e Marcelo Gallardo no DNA daqueles que escreveram a sua trajetória, não deve ser dado por morto mesmo diante de um surto de Covid-19. A nossa torcida menosprezou e apostou na derrota do River por achismos e bruxaria… deu o que deu… não fizemos o nosso dever de casa.

Agora, mais do que nunca temos que ter os pés no chão.

Quanto ao Roger Machado: já se passaram mais de 4 meses do início do seu trabalho… APESAR DA SORTE, muito pouco de positivo foi apresentado.

Não se escreve um itinerário vitorioso com soberba e auto-suficiência.

Amanhã e terça tem que VENCER OU VENCER.

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VOTOONLINEJÁ

Antonio Gonzalez

” O Fluminense sempre teve base forte, mas não foi Xerém quem inventou a roda” Opinião por Antônio Gonzalez.

“O Fluminense sempre teve base forte, mas não foi Xerém quem inventou a roda” (por Antonio Gonzalez)

A foto é clara em razão, trata-se do time Campeão Carioca Infantil de 1973.

Os sócios e torcedores do Fluminense que frequentavam às Laranjeiras nos sábados pela manhã (entre eles, quem vos escreve essas humildes palavras) sabiam, naquele início dos anos 1970, que aquelas safras de jogadores dos Dentes de Leite e dos Infantis, iriam dar frutos.

E que frutos!

Em 1971, nos Dentes de Leite, o camisa 10 Gilson, que anos mais tarde receberia o tratamento de Gilson Gênio, era o Rei do Rio. Na imprensa esportiva tinha tratamento de craque.

Já o time de Infantis em 1973 foi campeão invicto com a seguinte campanha:

32 jogos, 29 vitórias, 3 empates, 94 gols pró, 0 (sim: ZERO) gols contra.

Uma Maquininha de jogar bola aquela geração de 1959 e 1960. Todos flutuavam sobre os 13 anos de idade. Imberbes, porém campeões.

Eu não perdia nenhum jogo deles em Álvaro Chaves

Nessa foto, tirada em nosso estádio por ocasião do empate que nos deu o título, 0 x 0 contra o Botafogo, estavam…

Em pé: o Diretor Orlando Hardman, Zé Carlos, Valter, Flávio Paraense, Zezinho, Edgar (o goleiro que não levou nenhum gol), José Farias (Treinador) e o Diretor Alfredo.
Agachados: o Massagista Humberto, Jaiminho, Mourinho, Robertinho, Vicentinho, Tião, Novaes e o Roupeiro “Seu” Luiz.

Nos anos que correm muito se fala da “Batalha dos Aflitos”, com relação à partida entre o Náutico e o Grêmio, disputada em 2005, vencida pelos gaúchos no campo adversário e que lhes deu o direito de disputar a Série A no ano seguinte.

Mas também existiu outra batalha épica.

Esse time de garotos participou da Batalha da Pavuna:

Pavunense 0 x 1 Fluminense, com o alçapão da equipe amarelo e verde lotado até o último suspiro. Vencemos por 1 a 0, gol do Robertinho de cabeça (o camisa 9 que tinha cheiro de gol), no último minuto do 2º tempo. Então eram 2 tempos de 35 minutos na categoria.

O clima foi de total guerra, 100% Vietnã. O nosso time foi recebido à pedradas e até jogaram fogos em direção ao nosso vestiário. Do nosso time 2 atletas (Flavio e Valter) tiveram que ser costurados, cada um deles saiu com 4 pontos de sutura na cabeça.

Não esqueçam, falamos de adolescentes de somente 13 anos: pura covardia. Sem esquecer que mães e pais dos nossos atletas também foram vítimas de morteiradas e cusparadas. O árbitro da partida foi o já polêmico e gordinho Pedro Carlos Bregalda que nada relatou na súmula.

Isso sem falar do nível do time da Pavuna: no meio de campo o Pita e no ataque o Juari e o João Paulo… Isso em 1973…

Pois bem, o Santos Futebol Clube conquistou em 1979 o seu primeiro título pós-Pelé. Foi o Campeonato Paulista de 1978, que só terminou no ano seguinte. João Paulo foi o atleta que mais atuou entrando em campo 69 vezes e marcando 14 gols. O Juari jogou 59 partidas e fez 33 gols. O Pita, o cérebro do time, fez 7 gols em 54 jogos. Foi então que surgiu a expressão “OS MENINOS DA VILA”.

Com isso dá para entender o tamanho da vitória e da conquista daquela equipe de Infantis do Fluminense.

Dessa escalação, o Zezinho e o Mourinho chegaram a jogar nos profissionais, sem brilho numa fase de transição entre o time campeão carioca de 1980 e do Tri. O Zezinho, que era lateral esquerdo até que chegou a ser mais utilizado.

Os craques, ainda em começo de adolescência, eram o zagueiro Flávio e o Robertinho, atacante que tinha cheiro de gol.

Flávio foi capitão das categorias de base do Fluminense e levantou mais taças, colecionador de títulos. De família com história nas Laranjeiras, no esporte nacional e mundial. Seu avô, Guilherme Paraense, atleta da equipe de tiro do clube, conquistou a 1ª medalha de ouro para o Brasil numa olímpiada, nos Jogos Olímpicos da Antuérpia em 1920.

Jogador de corte clássico, técnico, guerreiro de largo recorrido, sem deixar de ser vigoroso. Poderia ter ido longe nos profissionais se não tivesse encontrado pela frente nada mais, nada menos do que o Edinho, que sem lugar à dúvida foi o maior zagueiro revelado nas Laranjeiras e dos quase 119 anos de existência do clube.

Já o Robertinho foi o grande craque. Até a sua estreia nos profissionais era, de forma inquestionável, o maior artilheiro das divisões de base do Fluminense. Naquela época era comum o atleta jogar campo e Futebol de Salão no Tricolor.

Então o recorde brasileiro de artilharia no Salão em uma única temporada era de um jogador de São Paulo com oitenta e poucos gols. O Robertinho chegou à última partida em condições de ultrapassar a marca. Fla-Flu nas Laranjeiras. Fez 6 gols e virou recordista.

Traduzindo: se fosse hoje, com 17 anos o Robertinho estaria valendo no mínimo 20 Mi de Euros e o Flavio também teria sido vendido para o exterior.

Que me perdoem os mais jovens, mas nos anos 1970 e 1980 a base do Fluminense produziu muita qualidade. Só que então o número de extrangeiros na Europa era reduzido e com sorte eles vinham buscar ao Brasil no máximo figurinha já carimbada. Só para vocês terem uma ideia na Seleção Brasileira que ganhou o Pré-Olímpico em 1971 e participou dos Jogos Olímpicos de 1972 (na época somente podiam ser convocados jogadores não profissionais) passaram os seguintes atletas do Flu: Nielsen, Rubens Galaxe, Marquinhos, Abel, Marinho e Carlos Alberto Pintinho. Quase nada!

O treinador José Farias (que anos mais tarde iria para Marrocos e conseguiria levar a seleção daquele país ao Mundial do México em 1986) garimpava e o Pinheiro dava polimento transformando em pedras preciosas.

Amigos…
Muito legal Xerém.
É um belo trabalho Xerém.

Mas as facilidades financeiras são outras: maior número de estrangeiros nas competições europeias, passaporte europeu por descendência, televisão passando competições Sub-Chupeta para os 4 cantos do mundo…

Mas só um ponto para a reflexão: quanto valeriam hoje com 18 anos os seguintes atletas… Marco Antônio, Didi, Nielsen, Rubens Galaxe, Marquinho, Zé Roberto, Abel, Carlos Alberto Pintinho, Kleber, Edinho, Erivelto, Dufrayer, Arthurzinho, Gilson Gênio, Sylvinho, Uchoa, Carlinhos, Paulo Sérgio (goleiro), Edevaldo, Zezé, Robertinho, Flávio Paraense, Mario Português, Gilcimar, Deley, Branco, Ricardo Gomes e Eduardo?

Com certeza, através de gestões transparentes, consequentes e sem dirigentes inconsequentes, com as joias do tesouro citadas acima, certamente o Fluminense já teria ZERADO A SUA DÍVIDA.

De resto…

Hoje é dia de atropelar o Junior Barranquilla. A Libertadores, além de ser obrigação, é possível.

No mais…

PELA DEMOCRACIA PLENA NO FLUMINENSE…

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