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Família Cremona: vida dedicada ao nado artístico do Fluminense

Twila herdou o cargo de técnica da equipe da mãe Magali, que ficou 46 anos à frente da modalidade

Pioneiro do nado artístico no Brasil, um dos clubes com mais títulos estaduais e nacionais e o que mais cedeu atletas à seleção, o Fluminense deve seu sucesso na modalidade à família Cremona. Desde 1977, quando o “balé aquático” virou esporte no país, o Tricolor teve duas técnicas no comando de sua equipe: Magali Cremona e sua filha Twila. De lá para cá já se vai quase meio século de dedicação e amor às cores verde, branco e grená.

A saga da família no Fluminense, porém, começa antes. Em 1957, recém-chegados de São Paulo e desacostumados à vida em apartamento, os Cremona resolveram se associar ao Fluminense. Levada pela mãe Edith, Magali, então com 12 anos de idade, aprendeu a nadar no clube e, três anos depois, juntamente com sua irmã Marili, começou a praticar o que ainda se chamava balé aquático.

“Na época ainda não era uma modalidade esportiva. Fazíamos apenas apresentações e participávamos de inaugurações de piscinas pelo país. Já chegamos a viajar 30 horas para apresentar um show que incluía balé aquático, saltos ornamentais e os aqualoucos. Era tudo muito divertido”, relembrou Magali.

Foram anos de diversão até o nado artístico virar esporte no Brasil. No fim da década de 1970, Magali assumiu o comando técnico do Fluminense, onde ficou até a aposentadoria, em 2016. Durante esse período, ela se dividiu entre o Tricolor e a seleção brasileira, que liderou nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1984, Seul 1988 e Rio 2016, e em cinco edições dos Jogos Pan-americanos.

Entre tantas atletas que treinou, duas vieram de dentro de casa: as filhas Ticiana e Twila. A primeira era a mais dedicada, defendeu o Fluminense e a seleção por muitos anos até deixar o esporte para seguir outra carreira. Já a segunda começou a nadar para ficar mais perto da mãe e, apesar do talento dentro da piscina, decidiu que queria trabalhar do lado de fora da água, seguindo os passos de Magali.

“Eu gostava era de ficar no clube. Gostava de competir, mas não era muito fã de treinar. Era chamada para a seleção e pedia dispensa. Não sei se porque entrei no nado para ficar perto da minha mãe. Acabei encontrando minha paixão do lado de fora da piscina. Com o passar do tempo, minha mãe precisou de ajuda e comecei a trabalhar com ela”, explicou Twila.

Com 18 anos de idade, Twila começou a auxiliar Magali. Depois veio o estágio com a própria mãe, até assumir o comando da equipe, no fim de 2016.

“Quando era atleta, a Twila já me ajudava muito. Era muito criativa e ótima coreógrafa. Ela aprendeu tudo muito rápido e a coisa foi fluindo, tudo aconteceu de forma natural. Muito nova já pegou seleção juvenil, depois a júnior. Hoje é uma grande técnica disputando vaga olímpica. Talento puro”, elogiou a mãe coruja.

Técnica do dueto que disputará vaga nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 quando a pandemia de coronavírus passar, Twila é só gratidão a mãe, técnica e professora.

“Todo o lado técnico aprendi com minha mãe e hoje passo adiante. Também herdei as regras de treino, a maneira como ela comandava, com horários e disciplina. Tudo isso que ela implementou flui bem até hoje”, afirmou Twila.

Além da paixão pelo nado artístico, mãe e filha dividem também o amor pelo Fluminense.

“Fluminense é tudo pra mim. Tive várias oportunidades para sair e ganhar mais dinheiro, mas nunca sai. Minha festa de 15 anos e meu casamento foram no clube. Costumo dizer que meu sangue é tricolor. O Fluminense é minha vida”, finalizou Magali, lembrando de seu casamento com o hoje diretor da modalidade Ricardo Lopes.

Texto: Comunicação/FFC
Foto: Arquivo pessoal

FLUMINENSE DE LUTO. ARGEU AFFONSO A ENCICLOPÉDIA TRICOLOR, DESCANSE EM PAZ.

Faleceu nessa madrugada de 02 de abril de 2020 o Grande Benemérito e Jornalista Argeu Affonso. O Tricolor mais ilustre com provas de amor ao Fluminense FC  desde 1949. Argeu teve importante participação nas gestões da maioria dos Presidentes desse Clube de uma maneira extremamente participativa sem vaidades, apenas ideias básicas e pontuais.

Teve participação nos Departamentos Social, Futebol e Marketing, Diretor do Conselho Consultivo. Foi também um dos fundadores da Associação dos Amigos do Vale das Laranjeiras e do Grupo Democracia Tricolor.

O comportamento exemplar  de Argeu Affonso fez com que inúmeras pessoas principalmente Sócios e Torcedores do Fluminense o cercassem para ouvir suas ideias ,conselhos e histórias sobre o Fluminense, não por escreve-lás, mas sim por tê-lás  vivido.

Jornalista por décadas do Jornal O Globo, um dos criadores do Prêmio Estandarte de Ouro para os destaques do desfile das Escolas de Samba onde é e será o Presidente de Honra.

O muito obrigado do Canal Flunews em ter conhecido o Homem Argeu Affonso que viveu a maior parte de sua vida para o Fluminense FC.

Salve Argeu!!!

Descance em paz,

Saudações Tricolores

“O Canal Flunews iniciará no próximo sábado a publicação de uma série de histórias vividas e escritas pelo grande Argeu Affonso.”

Técnicos Tricolores aguardam novas datas dos pré-olímpicos

Planejamento dos treinos dos atletas tricolores que lutam por vaga nos Jogos Tóquio 2020 depende da definição da FINA

Com o anúncio da nova data de realização dos Jogos Tóquio 2020 – de 23 de julho a 8 de agosto de 2021 -, os técnicos do Fluminense aguardam a definição dos pré-olímpicos para dar sequência à preparação dos atletas que ainda disputam vaga na competição. Diante da pandemia de coronavírus que interrompeu os treinamentos, André Raposo, do polo aquático, Andreia Boehme, dos saltos ornamentais, e Twila Cremona, do nado artístico, planejam, dentro do possível, o retorno às atividades.

Inicialmente, o Pré-olímpico de polo seria realizado no fim de março, em Roterdã, Holanda, e os de nado e saltos no fim de abril (posteriormente remarcados para junho), em Tóquio, Japão. Após a definição dos Jogos, porém, a Federação Internacional de Natação (FINA), responsável por administrar competições de desportos aquáticos, divulgou comunicado no qual dizia que iria rever as datas, que seguem indefinidas.

Técnico do polo aquático do Fluminense e vídeo analista da seleção brasileira, André Raposo, o Quito, acredita que o tricolor Logan Oliveira e os demais atletas da equipe precisaram de, ao menos, três meses para voltar à forma física e tática perto do ideal. Isso, caso a quarentena dure um mês.

“Logan, juntamente com a seleção brasileira, vinha de três meses de treinamentos intensos. Em Bauru, em janeiro, no Maria Lenk, em fevereiro, e ainda fizeram um tour pela Europa. E a perda do condicionamento físico se dá de uma maneira muito mais acelerada que o seu ganho. Além disso, os esportes aquáticos diferem dos esportes terrestres. Por mais que o atleta se mantenha ativo com exercícios fora d’água a questão da especificidade conta muito, e a preparação tanto física e técnica é toda perdida por conta da paralisação. Quando voltar a vida normal, o treinamento se inicia praticamente da estaca zero”, explicou Quito.

Twila Cremona, técnica do dueto brasileiro formado por Luisa Borges, do Fluminense, e Laura Miccuci, do Flamengo, também está preocupada com as novas datas do Pré-olímpico.

“Ninguém conseguiu voltar aos treinamentos ainda. As meninas estão treinando em casa com exercícios passados pelos preparadores do Time Brasil. Também passei para elas um exercício de alongamento e flexibilidade, chamado Zala, e nos reunimos on-line três vezes por semana para fazer a marcação da coreografia. Os exercícios que faríamos dentro da piscina, estamos fazendo fora. É dessa maneira que estamos nos virando para tentar manter a concentração, a preparação, a cabeça e o corpo ativos. Espero que o Pré-olímpico aconteça mais para frente. Ele é muito importante para nós”, explicou a técnica tricolor do nado artístico.

Andreia Boehme também vive a expectativa de saber quando o torneio classificatório dos saltos ornamentais acontecerá. Para a técnica do Fluminense e da seleção brasileira, no entanto, existe um lado bom nesse afastamento de Ingrid Oliveira dos treinos na piscina. A atleta pode aproveitar esse tempo para se recuperar totalmente de uma lesão no punho esquerdo que a atrapalhou durante toda a temporada passada.

“Ela está perdendo tempo de treinamento, mas está ganhando tempo para a recuperação. Está fazendo exercícios de alongamento e fortalecimento sob orientação do COB e, quando voltar para a piscina, poderá fazer saltos que antes da quarentena não conseguíamos fazer. Agora dependemos de uma definição da FINA. É essencial saber essa data, para aí sim montar o treinamento. Porque, além do Pré-olímpico, precisamos saber as datas dos eventos que serão realizados antes e que ajudariam na disputa pela vaga nos Jogos de Tóquio”, finalizou Andreia.

Movimento Sou Tricolor envia carta aberta ao Presidente Tricolor

Sr. Presidente,

Apesar de várias discordâncias no que tange à gestão do nosso clube de coração, vimos, pelo presente, informar que o Movimento Sou Tricolor fará o maior esforço possível entre seus integrantes para não deixar de quitar as mensalidades do programa sócio futebol.

Jamais abandonaríamos o Fluminense num momento de crise, seja em campo ou fora dele.

Sugerimos abertamente a todos os sócios, independente de corrente ou pensamento político, que façam o mesmo, na medida da capacidade de cada um.

Att.

Movimento Sou Tricolor

Tudo Pelo Fluminense. Nada do Fluminense

Alex Campos
Presidente
Marcelo Daemon
Fundador

Geração 2006 chega ao Sub-14 para brigar por títulos

Para o técnico Rômulo Rodriguez, a base do Fluminense é sinônimo de sucesso

A Geração 2006 do Fluminense, sem perder desde 2017, chega à fase de especialização da Metodologia usada para formar jogadores em Xerém. Comissão técnica e atletas esperam repetir, no Sub-14, os bons jogos realizados no período de inicialização. O técnico do time, Rômulo Rodriguez, acredita que, com dedicação e respeitando os valores do clube, a equipe possa seguir invicta por mais uma temporada.

“O nosso objetivo é sempre de formar melhores pessoas e atletas. Mas uma grande geração também é marcada pelas suas conquistas coletivas e o nosso Sub-14 tem muita vontade de conquistar ainda mais. Todos eles sabem que a cada ano as dificuldades se multiplicam e a dedicação tem que ser ainda maior. Além disso, alguns atletas podem colher algumas conquistas individuais este ano, como por exemplo, ser convocado para a Seleção Brasileira. Isso iria valorizar ainda mais o nosso trabalho. O mais forte da nossa equipe é o conjunto, mas é normal ter atletas que se destaquem e se tornem decisivos nas suas funções em campo. Posso citar o Samuel Cardoso, o Mateus Rocha, o Matheus Pedro, o Kauã Sousa, o Gustavo Veiga e o Kauã Elias como principais destaques, mas, além desses atletas, temos vários outros que têm potencial e que acreditamos na evolução durante este ano”, comentou o técnico Rômulo Rodriguez.

Na Metodologia de formação praticada em Xerém, as categorias são divididas em três fases: Inicialização (Sub-11, Sub-12 e Sub-13), na Especialização (Sub-14 e Sub-15) e na Profissionalizante (Sub-16, Sub-17, Sub-18 e Sub-19). A Geração 2006 chegou à segunda fase, onde terá ênfase o trabalho na cultura do clube e na prática de treino diária. São mais treinos do que jogos, para que o jogador assimile os detalhes dos princípios do DNA Tricolor.

“Todos os nossos atletas aprendem os valores praticados pelo clube e a ter no sangue o DNA tricolor. Tentamos sempre controlar as partidas com posse de bola objetiva, com ações ofensivas, mas sem perder a criatividade e o drible. Além disso, mostramos dentro de campo que o espírito de equipe, comprometimento e o respeito são valores que devem ser realizados diariamente”, explicou o treinador.

Rômulo Rodriguez chegou ao Fluminense em 2018, assumindo a categoria Sub-12 (Geração 2006), e logo percebeu se tratar de uma geração de muito talento. Rapidamente adaptado ao DNA Tricolor, conseguiu obter excelentes desempenhos contra os rivais. Em 2019, continuou como treinador da geração, desta vez no Sub-13, disputou duas competições Nacionais (VR Cup e a Liga de Desenvolvimento da CBF), garantindo a conquista de dois títulos contra as melhores equipes do país. Com a conquista do Nacional, a equipe disputou, em 2020, o Sul-Americano da categoria, que rendeu mais uma taça internacional para Xerém e uma vaga na Disney Cup, inicialmente marcada para julho.

Comunicação FFC
Foto: Mailson Santana/FFC

Dodi fala da proximidade com família na quarentena

Para o volante, esta pausa forçada está sendo fundamental para ficar mais perto da esposa e filha pequena

A vida de um jogador de futebol é um pouco diferente da tradicional. Muitas viagens, muito tempo concentrado, treino todos os dias, jogos meio e fim de semana. Tudo isso, somado ao grande desgaste físico, acaba dificultando aos atletas estarem próximos da família como gostariam. Para o volante Dodi, está sendo difícil estar afastado do trabalho, mas por outro lado, a quarentena o aproximou do convívio familiar.

– Não queria estar passando por esse momento difícil, mas por outro lado estou aproveitando bastante com minha filha e minha esposa. Estamos treinando juntos, jogando videogame, fazendo o dever de casa da Martina (filha do casal) que está tendo aula online. Por esse lado está sendo muito bom – disse o volante, que completou:

– Todo mundo sabe que a nossa rotina é de muita viagem, muito treino. É muito difícil ter bastante tempo assim em casa. Por esse lado, de aproveitar com elas, está sendo bom. Espero que isso passe logo para estar todo mundo junto de novo.

Dodi veio do Criciúma para o Fluminense em abril de 2018 e, de lá para cá, fez 45 jogos vestindo a camisa do Time de Guerreiros, marcando um gol. Nesta temporada, participou de cinco jogos até aqui – cinco vitórias do Tricolor.

Texto: Comunicação/FFC
Fotos: Lucas Merçon/FFC

CONFRARIA TRICOLOR estreia nesta quinta

Representantes dos três maiores sites de Flu se reunem para uma Live no youtube

Após participação no NetFlu na rede, representantes dos três maiores sites independentes de Fluminense se uniram definitivamente para a CONFRARIA TRICOLOR, programa que estreia nesta quinta-feira, ao vivo, às 19h30, no canal do NETFLU no youtube.

Vinicius Toledo, do Explosão Tricolor, Leandro Dias, do NETFLU, e Douglas Wandekochen, do Flunews, debatem o Fluminense, num bate-papo com duração de um tempo de futebol: 45 minutos.

Base de Xerém ajudou a revelar diversos jogadores que estão na Série A do Brasileiro. Saiba tudo!

Como de costume, a Série A do Campeonato Brasileiro deste ano, por exemplo, está repleta de atletas com Xerém no currículo. Muitos têm suas passagens pela base tricolor amplamente conhecidas, como por exemplo Gerson, Pedro, Gustavo Scarpa, Maicon Bolt…

Mas outros nomes de sucesso no profissional tiveram passagens menos famosas por Xerém.  O GloboEsporte.com elaborou uma lista. Veja

MARINHO

Hoje com 29 anos, o craque do Santos não só foi formado nas categorias de base do Fluminense como também foi lançado profissionalmente no clube. Poucos se lembram do canhotinho franzino que o técnico Renato Gaúcho colocou em campo em algumas partidas da temporada 2008 porque, logo em seguida, foi vendido para o Internacional. Marinho fez sua estreia no time principal em um empate sem gols com o Atlético-MG, pelo Brasileirão, e saiu do clube sem balançar as redes.

TIAGO VOLPI

Diferente de Marinho, Volpi não chegou a jogar no time principal do Fluminense. Nascido em Blumenau, em Santa Catarina, o goleiro estava no São José, do Rio Grande do Sul, quando teve uma rápida passagem por Xerém por empréstimo entre os anos de 2008 e 2009. Mas retornou ao clube gaúcho, onde se profissionalizou.

DEDÉ

Natural de Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro, Dedé começou no clube que leva o nome de sua cidade e chegou ao Fluminense ainda na base, emprestado, entre 2006 e 2007. Mas ficou lá por apenas sete meses e acabou dispensado por problemas de disciplina. O próprio zagueiro admitiu que faltou maturidade na época, e ele se profissionalizou no Voltaço antes de fazer sucesso no Vasco. Chegou a disputar a Copinha pelo time sub-20 do Tricolor em 2007.

IGOR RABELLO

Carioca, o zagueiro deu seus primeiros passos no futsal do Fluminense aos 10 anos de idade, mas logo migrou para o campo. Atuou pelas categorias de base de Xerém por seis anos antes de se transferir para o Botafogo, em 2012. Na base , era elogiado pela inteligência e posicionamento. Acabou saindo, após seu representante não chegar a um acordo com o clube.

ROSSI

Nascido em Prainha, no Pará, Rossi tentou a sorte no Rio de Janeiro antes de se profissionalizar como jogador de futebol na Ponte Preta. O atacante do Bahia, hoje com 26 anos, passou pelas categorias de base de Flamengo e Fluminense, nessa ordem. No Tricolor, era considerado promissor, porém, meio “rebelde” e permaneceu lá por cerca de um ano, entre 2010 e 2011.

MARCELO BENEVENUTO

Pouquíssimos se lembram dessa. Zagueiro do Botafogo, Marcelo Benevenuto teve uma curta passagem por Xerém emprestado pelo Resende, clube de sua cidade-natal. No Flu, o zagueiro fez parte do elenco campeão mundial sub-17 no Al Kass Cup no Catar em 2013. Mas o clube não o comprou na época, e ele acabou indo para o Botafogo, onde se profissionalizou.

Fonte GloboEsporte.com

Tricolores acima de 60 anos, comentam sobre saúde mental em tempos de COVID-19

Incluídos em grupo de risco por causa da idade, apontam que estar ativo é fundamental para superar isolamento

Baseado em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), eles fazem parte de uma lista considerada de maior risco para o contágio pelo coronavírus (CVID-19). São tricolores com mais de 60 anos que estão mantendo à risca as determinações de segurança para evitar a doença, mas sem deixar de lado a paixão pelo Fluminense. Como passar pela crise? Esbanjando vitalidade, eles enumeram o que estão fazendo para manter a moral lá no alto: ter um cantinho do Flu, caminhar, continuar trabalhando, manter a calma e não deixar de fora as regras sanitárias, como lavar as mãos, por exemplo.

Cumprindo a quarentena em Araruama, na Região dos Lagos, Desireé Rogério de Carvalho, de 69 anos, afirma que está “muito bem, embora refém da pandemia”. Falante e animado, Desirré explica que está se adequando ao momento, mas sem rebeldia.

Tricolor de carteirinha, garante que já sente a impossibilidade de ver o time no Maracanã, mas dá suas próprias dicas para quem, como ele, está no grupo com maior risco de ser acometido pelo COVID-19. Desirré alerta que, além de evitar exposição, o torcedor com mais de 60 deve se manter ativo.

“Eu quero avisar vocês e alertar a todos, eu estou com 69 anos e sei o peso da idade, o que é contrair uma doença perigosa como essa. Você que está acima de 60 não tem mesma imunidade de um jovem. O que fazer? Vamos caminhar, fazer uma faxina na casa. O idoso não é um inútil, não precisa ficar no sofá o tempo todo. Depois higienize-se. Se cada um fizer sua parte, vamos passar pelo problema. E Saudações Tricolores”, aponta ele, mostrando que, para quem mora em casa, uma saída da porta até o portão já pode ser uma ótima atividade.

Em seu apartamento no Leme, na orla do Rio, o administrador de imóveis, Valterson Alves Botelho, 72, afirma que tem lido muito, feito exercício, mantido sua rotina de trabalho, normalmente, mas em casa, onde tem um cantinho especial para o Flu. Ele diz que mantém uma rotina de segurança quando precisa ir à rua e que só sai para ir ao mercado, mesmo assim com máscara e toda a precaução necessária.

“Eu quero avisar vocês e alertar a todos, eu estou com 69 anos e sei o peso da idade, o que é contrair uma doença perigosa como essa. Você que está acima de 60 não tem mesma imunidade de um jovem. O que fazer? Vamos caminhar, fazer uma faxina na casa. O idoso não é um inútil, não precisa ficar no sofá o tempo todo. Depois higienize-se. Se cada um fizer sua parte, vamos passar pelo problema. E Saudações Tricolores”, aponta ele, mostrando que, para quem mora em casa, uma saída da porta até o portão já pode ser uma ótima atividade.

Em seu apartamento no Leme, na orla do Rio, o administrador de imóveis, Valterson Alves Botelho, 72, afirma que tem lido muito, feito exercício, mantido sua rotina de trabalho, normalmente, mas em casa, onde tem um cantinho especial para o Flu. Ele diz que mantém uma rotina de segurança quando precisa ir à rua e que só sai para ir ao mercado, mesmo assim com máscara e toda a precaução necessária.

Ele faz uma alerta para a preocupação que se deve ter com a saúde mental e cita um texto publicado por um vizinho, que fala da dificuldade do isolamento e diz que devemos exercitar a paciência. “Um marinheiro da Marinha de Guerra, em sua primeira viagem, fica 30 dias no mar. Após o 15º dia começam a aparecer comportamentos inexplicáveis, fica neurótico. Para um preso, que já está acostumado, ficar numa solitária pode não causar efeito, mas para um cidadão com hábito de andar na rua, caminhar, ir a uma praia, é muito difícil. É um remédio muito forte. Vamos torcer para que dê certo e para que a medicina consiga encontrar a solução”.

Com 73 anos, Hamilton Iague também está focando no trabalho. Corretor de seguros, o ex-goleiro do futsal do Tricolor continua atendendo seus clientes, mas baseado em seu apartamento no Flamengo, de onde só saí, segundo ele, para ir à padaria e mercado.

“Eu estou aqui, no meu notebook, trabalhando, mantendo o contato com meus clientes.  Eu não posso parar, porque seguro você não pode deixar fora do prazo ou vai dar problema. Estou me virando como se estivesse no meu escritório e assim não tenho prejuízo profissionalmente. Em algum momento, dou uma descida rápida para ir ao supermercado, comprar um pão. Aquele esquema de voltar, lavar as mãos, álcool gel, tirar a roupa e tudo mais. Vamos assim e aguardando que essa pandemia acabe. A gente sempre sente falta do futebol que é um esporte que brasileiro gosta muito. Eu sinto falta, inclusive, porque joguei 20 anos no futsal do Fluminense”.

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