“Fluminense fará parte da comissão para discutir a LIBRA” – Por Rodrigo Amaral

Em Reunião hoje, para dar mais um passo à constituição da LIBRA , Fluminense fará parte da comissão composta por 6 representantes de time que debaterão com os representantes da LIBRA a divisão de receita por engajamento de torcida, os clubes representados são Fluminense, Internacional, América MG, Atlético MG Fortaleza e o Presidente da Associação Nacional dos Clubes de Futebol (ANCF), que representará os Clubes da serie B.

Lembramos que o Fluminense já se posicionou contrário a proposta inicial da LIBRA que não dá transparência e nem determina de que forma será feito a fiscalização e divisão das receitas através desse item, o qual o Fluminense defende ocupar 25% da receita e a Libras 30%.

“A LIGA, se Liga!” – Por Rodrigo Amaral

A LIGA, se Liga!

Guerreiros e Guerreiras, muito tem se falado a respeito da tal LIGA, de nome engraçado, LIBRA, que poderia ser moeda estrangeira ou até mesmo uma unidade de medida, mas que a analogia até caberia, o dinheiro para fomentar a criação pode vir de fora e a sua distribuição não pode ter dois pesos e duas medidas, então sigamos nessa linha, linha do desconforto, das muitas noticiais que só servem para embaraçar nossa cabeça, vamos falar nesse texto, de pouco romantismo, sobre o posicionamento do Fluminense.

Para começar a falar sobre a criação da LIBRA, temos que compreender uma coisa, a LIGA não foi formada de ontem pra hoje, uma negociação de tão grande vulto, que movimentará bilhões não nasceu da noite pro dia, certamente conversas vêm sendo mantidas a mais de 8 meses, para que aí pudesse ser traçado o embrião dessa Associação de Clubes que mudará a forma de organizar o Futebol Brasileiro, pelo menos esperamos que mude para melhor e nessas conversas temos algumas figuras a serem destacadas:

  • Família Zveiter
    • O desembargador Luiz Zveiter chegou a presidência do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) em 1996 a convite do então presidente Ricardo Teixeira, que curiosamente em 1999 passou o cargo para o irmão Sérgio, mas voltou a ocupar o cargo em 2000, e foi em 99 que ocorreu a virada de mesa que salvou o Botafogo, time de Luiz Zveiter, para quem não se recorda é o caso Sandro Hiroshi, onde o jogador tinha sua certidão de nascimento adulterada e a CBF solicitou a correção e lhe deu condição de jogo, mas Sergio Zveiter entendeu num momento posterior que a punição cabia ao São Paulo F.C. e com isso concedeu os pontos da derrota para o Botafogo, que culminou com a ação do Gama e a partir daí já sabemos o que ocorreu. Sigamos com os Zveiter, em 2001, ainda estudante de direito, Flavio, filho de Luiz, passou a integrar a comissão disciplinar do STJD, em 2005 já com o curso finalizado passou a Auditor do Tribunal. Vale lembrar que o pai de Sergio e Luiz, Waldemar Zveiter foi Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Luiz Zveiter em 2001 suspendeu por 30 dias Armando Marques, então presidente da comissão de arbitragem, que ofendeu Paulo Cesar de Oliveira na sua atuação no jogo Vasco x Paraná, jogo em que o presidente vascaíno, Eurico Miranda, invadiu o Campo e não recebeu qualquer tipo de punição pela sua atitude antidesportiva e a forma que Eurico achou para agradecer a gentileza foi sair em defesa de Zveiter numa briga acirrada pelo poder dentro do STJD entre Ricardo Teixeira e o próprio Luiz, podemos dizer que era uma briga em criador e criatura, com vitória da família Zveiter. Luiz Zveiter também teve atuação impactante no caso Edilson, onde foram anuladas 11 partidas do Brasileiro de 2005.

Hoje, adivinhem quem está coordenando a criação da LIBRA, pois bem, acho que ninguém acertou né, pois é, Flávio Zveiter é o representante da Codajás Sports Kapital (CSK) e mentor do Estatuto da LIBRA.

  • Reinaldo Carneiro Bastos
    • Atual presidente reeleito da Federação Paulista de Futebol, assumiu a Federação em 2015, se elegeu em 2018 e agora reeleito até 2026 e em seu discurso de posse ele diz: “- Se estou aqui, não é só porque eu quero. Essa é uma entidade de clubes e ligas e, para a gente pleitear algo, a gente precisa, minimamente, de apoio de todos. Ninguém se elege vereador sem voto. Você não se elege a presidente do Senado sem apoio. Se a gente quer pleitear, precisa de voto, tem que ter apoio. Essa é a regra básica.” Hoje na LIBRA é o representante dos seis clubes paulistas que já assinaram a criação da LIBRA, que são Corinthians (A), São Paulo(A), Palmeiras(A), Santos(A), Bragantino(A) e Ponte Preta (B)

Cabe ainda salientar que dentro de colcha de retalhos Reinaldo é um dos quatro novos vice-presidentes da atual Gestão da CBF

  • Rubens Lopes Junior (o Rubinho)
    • Presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, reeleito por aclamação no último mês de abril para seu sexto mandato, sendo assim Rubinho já está a 17 anos no poder e dessa vez teve um discurso alinhado para a defesa e aceitação junto a CBF da aprovação da LIBRA, entidade essa, CBF, que hoje ele é um dos quatro novos vice-presidentes.
    • Cabe uma observação, segundo a nova legislação em vigor desde 2016, os Dirigentes esportivos foram limitados a dois mandatos, com isso é o ultimo mandato de Rubens Lopes Junior e com isso o cargo ficará disponível para a eleição de 2025.

Apresentado ou melhor, lembrado algumas figuras que movimentam o futebol brasileiro, sigamos no que mais importa para nós tricolores que é a posição do Fluminense neste projeto, mas antes falemos um pouco sobre aos acontecimentos e formatação da LIBRA.

Dentro do processo de fundação da LIBRA alguns Clubes tomaram a frente e articularam a execução do estatuto, Flamengo, Corinthians, Bragantino, São Paulo, Palmeiras e Santos da Série A, Ponte Preta e Cruzeiro da série B, estatuto esse redigido por Flávio Zveiter que é representante da CSK, empresa que em sua página se autodescreve como tendo o objetivo de desenvolver novas oportunidades e investimentos no futebol brasileiro, ou seja, é uma espécie de intermediária para captação de investidores, mas ao mesmo tempo fica tão próxima do seu cliente a ponto de elaborar a alma do cliente, leia-se o estatuto da LIBRA, um fato que nos deixa pensativos. Como falado anteriormente esta colcha de retalhos, que ainda não está acabada, vem sendo costurada a algum tempo, mas os mentores sabem o que querem, e não se fazem de rogados para demonstrar isso, ao fazer a composição da divisão dos percentuais a serem distribuídos para os associados da LIBRA, fica bem claro o intuito de polarização, de supervalorização daqueles que hoje têm o maior poder aquisitivo para investimentos do Futebol Tupiniquim, chegaremos ainda nesse tema, calma. Fato importante nessa história, e que chama a atenção é a ânsia que esse bloco de clubes tem para a assinatura e fundação da LIBRA, mesmo o tema sendo de suma importância, sem maiores aprofundamentos e discussões com todos os interessados, e esse bloco vem com um argumento muito raso para a assinatura, a de que é agora ou nunca, já passou da hora, não dá pra ficar mais uma década vendo crianças usando camisas de times europeus e repetindo o clichê: é outro esporte. Reunião marcada para o dia 03 de maio, com o argumento de que seria uma reunião entre o bloco “fundador” e os demais

clubes, fomos representados não pelo nosso Presidente, que estava com a agenda ocupada por uma reunião de negociação contratual, com isso designou o Vice de Relações institucionais, Mattheus Montenegro, advogado tributarista, sócio do escritório Bichara Advogados, Procurador Adjunto Tributário do Conselho Federal da OAB entre outras nomeações dentro da área do direito Tributário. A recepção do G8 (grupo dos 8 fundadores, o chamaremos assim) ao grupo que se auto intitula Futebol Forte, formado por América-MG, Atlético-GO, Atlético-MG, Athletico, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fortaleza, Goiás e Juventude e os demais Clubes presentes na reunião, foi uma tremenda casa de caboclo* e tão logo o Presidente do São PauloF.C. teve o direito da palavra, dissertou sobre a importância daquele dia para o Futebol Brasileiro, pois seria naquele dia assinado a fundação da Liga que mudaria o Futebol Brasileiro, face a fala do presidente são-paulino todos os demais presidentes incrédulos ficaram, pois a chamada era para um debate e não para sacramentar nada, com isso o impasse se estabeleceu.

Na lista ainda faltam alguns Clubes, Botafogo, Internacional, Fluminense da Série A, além de outros da Série B, como o Grêmio e Vasco, que num primeiro momento ficou com o pé atrás, até porque dependia de um entendimento interno com a SAF 777 que já adiantou receita para o Clube, mas acabou entendendo que deveria assinar, com isso o Vasco hoje já é membro da LIBRA e o Grêmio está em posição neutra, aguardando os acontecimentos. Botafogo e Inter ficaram num ponto de inércia, querendo ser os moderadores para que pudessem ter algum protagonismo e articularem a aproximação entre o Futebol Forte e o G8.

O Fluminense foi procurado no inicio para compor o grupo de fundadores, o intermediário foi o Dr Flávio Zveiter, mas ao ver a forma e termos do estatuto e a divisão das receitas posicionou- se contrário a este formato já que o abismo entre os clubes continuaria enorme, sendo assim o Fluminense é favorável a LIGA, mas não nos moldes apresentados

Vale destacar que a “PL do Mandante” aqui no Brasil diz que o mandante tem a prerrogativa da negociação dos direitos de transmissão, assim como é lá fora, mas uma diferença drástica existe, lá negociam em bloco, coletivamente e aqui individualmente, o que diminui muito o poder de barganha.

Para que possamos entender um pouco o que vamos traçar um paralelo

Critérios de divisãoAlemanhaEspanhaItália / FrançaInglaterraLIBRA
Igualitária53%50%50%50%40%
Performance42%25% (média dos últimos 5 anos)30%25%30%
Engajamento25%20%25%30%
Outros critérios5%

Na divisão da Premier League a divisão igualitária chega a 68% se levar em consideração a venda internacional, não somente os 50% da venda doméstica, e é esse modelo que o Fluminense julga ser o mais justo para manter um equilíbrio pra o campeonato, mas salientando que o Fluminense discorda dos parâmetros do rateio do percentual sobre engajamento, a LIBRA bota um peso grande em cima do tamanho da torcida através de uma pesquisa feita pelo IBOPE, pois a pesquisa não é clara sobre aqueles torcedores que consomem o produto futebol, não traz muita

Caixa de texto: Casa de Caboclo* Termo usado no submundo da marginalidade. Armadilha, traição, crocodilagem.

clareza sobre os percentuais, e quando se fala na forma de mensurar o percentual de audiência sobre a transmissão de tv a conversa fica ainda mais nebulosa, afinal além de não ser claro, de não estar definido de que forma será feito, ainda fazem o discurso de que esse tipo de discussão pode ficar para um momento posterior, ou seja, depois que todos assinarem um contrato (estatuto) de adesão a LIBRA. Ora caros amigos, como alguém em sã consciência assina algo de tanta importância, principalmente quando se trata de um dos objetivos fins que é a divisão de receita, sem ter uma regra clara e transparente? Como assinar algo sem saber o que vai receber ou discordando do que vai receber?

A Planilha acima retrata a divisão do último Brasileirão equiparando a um cenário em que a LIBRA estivesse executando o seu planejamento de rateio, vejam que desta forma os últimos colocados, os quatro rebaixados receberiam 0,86% do total cada um, mas esse percentual para ser repassado para eles viria sendo retirado a partir do 6º colocado e os 5 primeiros colocados aumentariam assim o abismo financeiro para a parte mais baixa da tabela.

O Fluminense não aceita esse tipo de divisão, pois a luta é pelo equilíbrio e fica clara que da forma que está sendo quase que imposta a adesão o abismo tende a aumentar, afinal hoje os clubes com maior poder de investimento têm a maior probabilidade de ocuparem ao final do campeonato uma das 5 vagas do topo da tabela.

A discussão é muito ampla, tem muito por menores, mas o intuito deste texto foi mostrar algumas particularidade e tentar ajudar a mostrar de uma forma clara o básico do que está ocorrendo nesta negociação e gostaria de deixar minha opinião muito particular, de um torcedor que vive o Fluminense e tenta ajudar sempre, esse debate, esse cabo de guerra, não é a Luta do bem contra o mal, todos os clubes estão lutando para alcançar seus objetivos e melhorar suas condições e o Fluminense esta tendo uma postura que deveria ter, se não tem o protagonismo de estar encabeçando o G9, pois o Vasco entrou no bolo, e quando o Flu foi procurando era G6, foi porque analisou que o que estava sendo apresentado não seria benéfico para ele, ou melhor, nós. Vale ressaltar que não existe peso nesta questão, o Clube da Série A vale o mesmo que o

da Série B, o que ajuda a engrossar o caldo é a quantidade de jogos que cada bloco pode oferecer, sendo assim Torcedor Tricolor, não é porque a maioria dos Clubes menos tradicionais, nacionalmente dizendo, estão com a mesma postura do Fluminense que o Flu se apequenou, pergunto o que você faria? Aceitaria assinar um contrato hoje onde a sua probabilidade de ganhos pode ser de 6 a 10 vezes menor que os que estão com grana para investir em grandes elencos? Sejamos claros, francos e diretos!

Hoje teremos mais uma reunião para tratar da LIBRA.

O texto é de responsabilidade do autor.

“Vou fazer de tudo para ajudá-lo”, Diniz comenta sobre John Kennedy em coletiva

Time Tricolor conquista segunda vitória no Brasileiro e dá salto na tabela. Confira o que o técnico Tricolor declarou sobre John Kennedy, envolvido em polemica recentemente

-Conversei com ele duas vezes. Da minha parte, vou conversar (…) o máximo que eu puder fazer por ele, vou fazer. é um grande talento e é mais um daqueles jogadores que por trás daquele jogador tem uma historia de vida (…) invés da gente acolher a pessoa como um todo a gente acolhe só o jogador. é uma falha gigantesca no futebol Brasileiro. A gente já perdeu muitos “John kennedys” por ai, continua perdendo. Vou fazer de tudo para ajuda-lo, para poder ter uma vida digna no futebol, principalmente quando ele parar de jogar, ele viva daquilo que ele construiu no futebol. – comentou o técnico Tricolor.

”ADERIR OU SE SAF-AR!’ – Opinião Rafael Ladewig de Araújo

Olá, Guerreiros!

Há semanas penso em escrever sobre o assunto, mas não gostaria de ser mais um a entrar no “Fla x Flu” que virou o debate sobre SAF sem ter nenhuma referência concreta, nenhum embasamento legal ou até mesmo detalhamento sobre as notícias que surgem diante os primeiros grandes clubes brasileiros a aderi-la.


Olhando especificamente para o meu Fluminense, e acredito ser realidade da grande maioria, o modelo societário arcaico e falido nos conduz a crer que a única solução para a tão sonhada profissionalização seria realmente a SAF, já que nenhum “dono” investiria 9Mi por 50% do possante Caio Paulista, 9 Mi no Cris, teria renovado contratos de Hudson e Matheus Ferraz (2021), por exemplo ou teria aparelhado departamentos importantes tecnicamente, apenas por amigos/aliados.


A falta de criatividade e profissionalismo na geração de receitas é assustadora; o conceito de alocar os amiguinhos de campanha em funções estratégicas traça paralelo à vergonha da nossa política nacional e em pleno século XXI os clubes são tratados apenas com a “paixão”, sem planejamento de marketing e gestão que justifique qualquer empreendedor de peso aportar capital, além das habituais receitas de TV, patrocínios, onde na maioria das vezes o clube serve de “vitrine imediatista” e ignora-se até o melhor uso de patrimônio, vide nosso estádio das Laranjeiras, que se não é viável para futebol profissional (na visão de alguns), poderia se tornar a maior casa de espetáculos da Zona Sul Carioca.


Se olharmos para a gestão de despesas, aí que realmente jogamos a toalha para o modelo atual. A Falta de transparência no preenchimento dos cargos, as escolhas baseadas em decisões monárquicas, as confusas parcerias com determinados empresários, que nos fazem “aceitar” barangas, os contratos com sigilo, as permutas…são muitos os motivos para abraçarmos de vez o modelo SAF e acreditarmos no “felizes para sempre”.


Focando nossas atenções à SAF, primeiramente precisamos compreender que existem modelagens diferentes em andamento e bem superficialmente olharei para duas: De um lado, os grandes a beira da falência (Cruzeiro, Botafogo, Vasco), buscando uma salvação imediata e se iludindo com cifras vultosas. Do outro lado, clubes novos/sem tradição/sem “marca” que se permitirão a tudo, incluindo perda da identidade (escudo, camisa, hino…Bragantino, Cuiabá…).


Não perderei tempo em analisar nosso possível alinhamento ao modelo adotado por clubes sem tradição, mas deixarei apenas claro um fato: a camisa irá pesar cada vez menos. Não acredita?! Veja as franquias da NBA!


Olhando para os grandes, precisamos ressaltar nossa principal diferença para eles. Temos um “tesouro” em mãos. Nossa base não é “uma obra de sorte ou do acaso”, mas sim um modelo de sucesso que pouquíssimos clubes conseguem realizar. Temos uma real integração entre as categorias e isso faz com que nossa transição de base seja uma das mais assertivas do Brasil, mas isso é conversa longa para outro capítulo. Foquemos no “Câncer” alojado em dois pontos no corpo do FFC: Dívidas e Gestão.


Dívidas e Gestão estão presentes em qualquer argumento pró SAF. Nada justificaria um clube, uma marca e uma história centenária “se vender” se o mesmo encontra-se saneado, com potencial máximo de alavancagem de receitas e com eficácia plena no controle de despesas.


Mas como encontrar soluções para liquidar as dívidas sem um aporte representativo, que traz uma SAF? Como fugir dos empréstimos bancários? Como cortar na raiz os “esquemas” junto aos empresários de sempre, que servem as migalhas com uma das mãos e nos esfolam com a outra?


Realmente estamos desacreditados e parece ser mais conveniente entregar nas mãos de um “dono”, que certamente não rasgaria seu capital como se faz no FFC!


Não vou desrespeitar quem assim pensa. Estamos descrentes, nos sentimos enganados de 3 em 3 anos (eleições) e pra quem é imparcial, a grande maioria, diferentemente do que diz os que estão no poder, a massa tricolor quer mesmo é time competitivo, um clube moderno, mas sem perder sua essência e acima de tudo títulos! Contudo, como bom romântico, eu ainda acredito que exista outro caminho.


No meu entender, não há solução, fora uma boa SAF, que não passe por uma plena reformulação do Estatuto, que afeta diretamente pessoas que “mamam na teta”, que determine a profissionalização e exponha criminalmente os envolvidos. Isso feito, precisamos ter a convicção que o “sistema” foi construído para que as pessoas vivam endividadas. Portanto, se perguntem: Há quem interessa o modelo atual de “vender no varejo”, cortando na carne e “pagando juros” absurdos? Se perguntem também: Não seria mais inteligente “cortar o mal pela raiz”, tornar a operação “venda de Xerém” um produto similar ao do “marcado de capitais”, pôr no caixa um montante mais do que suficiente para equacionar as dívidas, vender atletas pelo quádruplo, deixar de ganhar 50% com os sócios da operação e ainda assim ter a certeza que “ganhou o dobro” dos tempos atuais, e ainda usou esse capital para reinvestimento, time competitivo e não para nossos “negócios da China” com o Sr. Uram, por exemplo?


Eu tenho duas convicções: A primeira é que não gostaria de ver meu Fluminense ter dono, correr o risco de perder sua essência e até mesmo virar pó daqui há 30 anos, seja porquê o dono não se interessa mais ou porquê morreu e o filho só gosta de “vôlei”;


A segunda e principal convicção é que NO MODELO ATUAL DE CLUBE E GESTÃO NÃO DÁ! E não precisa ter dado “dois treinos” em administração e finanças para entender isso. Não precisa conhecer mais do que 5 tricolores daqueles que sequer pisam no clube, não possuem nenhum viés político e nem mesmo freqüentam mais arquibancada, para entender que o FFC vive duas das mais graves doenças: FALTA DE ESSÊNCIA E CREDIBILIDADE.


Se você é conselheiro do clube e está sentado sob almofadinha do seu “grupiderme” político, vendo o trem passar e ciente que nenhum dos remédios apresentados pelo líder resolverá de fato a vida do FFC, digo que passou da hora de honrar as calças que veste; se você é um mero apoiador ou oposição, em busca da manutenção do modelo, em busca de um camarote, um “almoço” com os jogadores ou uma mera “estrelinha no peito”, tenho ainda mais pena de você!


Se você é favor da SAF, adicione uns temperos no que está por vir e reflita que talvez, pelo desespero, esteja colocando energia na “solução desnecessária”: O modelo atual do futebol brasileiro está com dias contados; a liga já é uma realidade; somente o aporte inicial previsto já justificaria a compra de qualquer grande clube com as cifras que hoje são divulgadas; os contratos de TV sofrerão grande reformulação nos próximos anos, inclusive para o mercado internacional; nesse novo modelo, mais sólido, as negociações com mercado europeu terão valores bem mais expressivos; e a WTorre acaba de fechar um contrato para uma gigante e moderna reformulação da também histórica Vila Belmiro.


São muitos os indicadores que nos leva a crer que o Fluminense deveria se “SAF-ar”, ao menos neste momento de baixa. No entanto, estamos vivendo sob um barril de pólvoras e isso também me leva a compreender os mais céticos.

Devolvam nosso FLUMINENSE!

Sugiro a leitura, em especial para quem acredita só haver um lado de sucesso: https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/reportagem/quase-rebaixamento-do-colo-colo-expoe-falencias-do-modelo-de-clube-empresa-no-chile/

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

Em reunião com Clubes das séries A e B para a criação da Liga, Fluminense envia um representante – Por Wagner Aieta

Por Edgar Alencar, Martín Fernandez, Thiago Ferri, Vicente Seda e Vinicius Bueno — São Paulo (GE Globo – Negócios) – Replicada.

Em reunião na manhã desta terça-feira, em um hotel em São Paulo, sete clubes da Série A assinaram um documento que prevê a criação de uma liga para organizar o Campeonato Brasileiro.

Assinaram o documento com a Codajas Sports Kapital: América-MG, Bragantino, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo. O Cruzeiro, que está na Série B, também assinou.

Uma nova reunião, com a participação dos 40 clubes que estão nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro foi marcada para a semana que vem, na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

– Os 40 clubes são a favor da criação da liga. Agora é só acertar as arestas e dia 12, com certeza, será uma grande festa na CBF – declarou o presidente do Santos, Andrés Rueda.

A reunião desta terça foi convocada por um bloco composto por Flamengo, Bragantino, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, com a carta-convite assinada por esses clubes, que estão mais alinhados a uma proposta de criação da liga formada pela empresa Codajas e pelo banco BTG.

Estiveram na reunião representantes de 18 clubes da Série A – as exceções foram Cuiabá e Juventude. Das equipes atualmente na Série B, marcaram presença dirigentes de Cruzeiro, Guarani, Ponte Preta, Sport e Vasco.

Veja a lista de alguns dos dirigentes presentes:

  • Rodolfo Landim (Flamengo)
  • Duilio Monteiro Alves (Corinthians)
  • Leila Pereira (Palmeiras)
  • Marquinhos Chedid (Bragantino)
  • Júlio Heert (AvaÍ)
  • Andrés Rueda (Santos)
  • Mário Celso Petraglia (Athletico)
  • Harlei Menezes (Goiás)
  • Julio Casares (São Paulo)
  • Alessandro Barcellos (Inter)
  • Adson Batista (Atlético-GO)
  • Jorge Braga (Botafogo)
  • Geraldo Luciano (Fortaleza)
  • Jorge Salgado (Vasco)
  • Marcus Salum (América-MG)
  • Sérgio Coelho (Atlético-MG)
  • João Paulo Silva (Ceará)
  • Matheus Montenegro (Fluminense)
  • Juarez Moraes (Coritiba)
  • Marco Antônio Eberlin (Ponte Preta)
  • Ricardo Moisés (Guarani)
  • Gabriela Lima (Cruzeiro)

Mais informações acesse o link ababixo.
https://ge.globo.com/negocios-do-esporte/noticia/2022/05/03/sete-clubes-assinam-criacao-da-libra-a-liga-do-futebol-brasileiro.ghtml

Imagem de destaque maquinadoesporte.com.br

“Você já se perguntou como isso aconteceu?” – Opinião André Ferreira de Barros

Você já se perguntou como isso aconteceu?”


Muitas vezes, diante duma situação dantesca, tomados por grande estupefação, perguntamo-nos: “Como, meu Deus, isso foi acontecer?”


Passando em revista a ilustração que encima este texto, deparamo-nos com quatro situações pra lá de inusitadas ou, melhor, esdrúxulas.
Tenho explicações para três das quatro dessas situações.


Na primeira foto, o céu está placidamente azul. Porém, na véspera, um forte tornado, de intensidade 4 na escala Saffir-Simpson, arremessou a caminhonete para entre os troncos da árvore.


De sua vez, o bode no fio foi colocado por um flamenguista que suplicava aos céus a volta de Jorge Jesus.


O cavalo preso no curral foi escrupulosamente costurado, com fios invisíveis, pelo Dr. Leonard Mccoy, numa das visitas da “Enterprise” à Terra.


Já Mario Bittencourt ser Presidente do Fluminense F.C é uma aberração sem qualquer explicação.


Saudações tricolores!

“SEMPRE OS MESMOS” – Opinião Roberto Medeiros

SEMPRE OS MESMOS!


Mais um campeonato importante se inicia e outros, para nós, podem se encerrar, mais uma vez, precocemente. Renovam-se as esperanças de dias melhores e novas conquistas, entretanto o debate sobre o pequeno público nos estádio é recorrente.


Muitos poderiam ser os argumentos que justificassem tal condição, pretendo ater-me a alguns.
Inicialmente é indubitável reconhecer os impactos da pandemia, na vida como um todo e na economia, em particular, mas esse argumento não responde a todas as questões, pois, o esvaziamento dos estádios e o desinteresse pelo futebol são anteriores à pandemia. No entanto, parece óbvio que maior deveria ser a dose de imaginação dos gestores para reinserir o futebol em nossas vidas, com pitadas de algo novo e atrativo. Nossos gestores pararam no tempo e replicam as velhas fórmulas ineficazes que não proporcionam ao torcedor um incremento positivo na imagem que os mesmos já construíram acerca do futebol. O plano de sócio torcedor patina e não decolou até hoje.


Como negócio, o futebol caminha para o fracasso. Não me parece, há algum tempo, que sejamos o país do futebol, e o pior, diariamente, um número menor de pessoas consome o produto, por diversos motivos. Dados de uma pesquisa do Reuters, em 2018, sinalizam que a cada dia o futebol deixa de ser interessante para parcelas, cada vez maiores, da população de todas as classes sociais. Poderia elencar como aspectos que afastam consumidores: os altos custos dos produtos relacionados ao futebol, a pirataria física e digital de produtos, o baixo poder aquisitivo da maioria do público que tem interesse no futebol, a violência urbana, o advento de novas formas de entretenimento, e o baixo nível técnico dos jogos.


No limiar de um século altamente tecnológico e competitivo uma ferramenta de gestão desenvolvida na década de 60, por Albert Humphrey na Universidade de Stanford, Califórnia, a Matriz SWOT, aponta os Fatores de Força, Fraqueza, Oportunidades e Ameaças, que interagem com uma organização/instituição. Tal análise contribuiria para o nosso entendimento do problema e ajudaria os gestores do futebol a encontrar soluções.
Como fatores de Força o futebol conta com a paixão pelo jogo, o que é um fator importante para que a atividade seja demandada. Entretanto, as ameaças proporcionadas por novos entrantes como, espaços de entretenimento alternativos, um mundo cada dia mais tecnológico que engloba também a pirataria digital, em que as partidas são transmitidas no conforto de bares e residências, impactam significativamente a presença nos estádios. Da mesma forma, o amadorismo das gestões, a necessidade de obtenção de resultados como garantia de manutenção de cargos, tem criado uma mentalidade de não derrota em oposição à busca por vitórias e um melhor espetáculo, fortalecendo a tese de que o medo de perder diminui a vontade de ganhar. Esses fatores de fraqueza que são inerentes aos clubes, são provavelmente os maiores alvos de críticas por parte dos torcedores que não aceitam que clubes gigantes e gloriosos como o nosso Fluminense, venham a se apequenar pela vaidade da manutenção dos cargos de alguns dirigentes, colocando interesses particulares e de terceiros, à frente de decisões, em detrimento dos interesses dos clubes.


Nesse contexto cabe também uma reflexão sobre o papel do torcedor como ator e consumidor do produto futebol. Já descritos alguns dos problemas que afetam direta ou indiretamente o futebol, pensemos nas posturas dos torcedores diante das próprias indignações: Quebrar vidros, apedrejar ônibus, pichar muros dos clubes, invadir CT, abordar treinadores e jogadores com demonstrações de valentia, seriam práticas eficazes, desejáveis e adequadas? Algumas delas já trouxeram resultados positivos práticos? Não seriam esses os mesmos protestos da década de 70 e 80?


O que pensar da atitude da torcida do Barcelona, a Grada de animación, que abandonou as arquibancadas do estádio em protesto pela “invasão” da torcida adversária em um jogo da Champions. O que pesar de um Maracanã completamente vazio, em protesto por um elenco melhor e pelo fim de uma gestão perdulária, ao invés dos 10 mil de sempre?


Esta mensagem não se trata de uma crítica pura e simples. A minha pretensão é que sejamos induzidos a uma reflexão sobre o nosso papel e o que podemos fazer para mudar os cenários que nos desagradam. A estrutura de um clube de futebol é muito complexa e quanto mais complexa, mais afasta os torcedores dos processos decisórios, e o caminho para a perpetuação no poder se torna mais simples e fácil. Vivemos um paradoxo, já que um clube, na prática, vive essencialmente da paixão da sua torcida, que na imensa maioria não é sócia desse mesmo clube, que tem como presidente uma figura eleita por sócios nem sempre são torcedores desse clube, nem apreciadores de futebol. Notem, portanto, que assim como na vida cotidiana, não existe vácuo de poder. Se você não ocupa o seu espaço, alguém fará por ti. Sejamos críticos, mas inteligentes, chamemos para a causa setores influentes, mas atuando com proatividade, sem violência. A violência, apesar de ser a mais fácil e simples de ser perpetrada, desagrega, denigre, mascara, inferioriza e corrói os objetivos. Como diria o estadista Winston Churchill “a democracia é o pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que já foram experimentadas”. Resumindo, a frase que diz: se você faz o que sempre fez terá o que sempre teve, se aplica a torcedores, treinadores e dirigentes e se estende também aos que criticam, podem fazer algo, mas não se manifestam para assumir responsabilidades e compromissos com a mudança.


O tema é amplo, não se esgota neste simplório texto, e comportaria uma gama imensa de outros aspectos a serem analisados por mim e por você caro leitor, sinta-se a vontade. Sejamos a torcida guerreira do time de guerreiros. Não precisamos de leões desdentados. O Fluminense precisa de atitude e de ações para se reerguer. “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

Saudações Tricolores.

Foto imagem destacada @AndréDurão

“UNIDOS POR UM FLUMINENSE FORTE” – poema para Heitor D’Alincourt – Por Antonio Gonzalez

“UNIDOS POR UM FLUMINENSE FORTE” – poema para Heitor D’Alincourt  (por Antonio Gonzalez)

No final de novembro de 2021 encontrei com o Léo Bagno na esquina da rua das Laranjeiras  com rua Ipiranga. Eu havia lançado no início daquele mês a música “Fluminense eu sou!” e numa LIVE eu declamei a parte da letra original que tive que cortar da canção. Léo Bagno sugeriu que eu fizesse algo em cima daquele texto.

Ali começava a nascer “Unidos por um Fluminense forte”. Imediatamente entrei em contato com o meu irmão Claudio Kote (excelente músico e um gigante como produtor musical), que mais uma vez comprou a ideia. Novamente sem custos pelo trabalho dele (o que é injusto). Enviei pelo celular os acordes do que pensava e de saída ele interpretou o que eu queria. Semanas depois, já em dezembro entramos no KS Studio para gravar.

Mas a inteligência musical do Kote exigia algo mais: faltava um refrão. Com o seu violão Ovation sugeri “Unidos por um Fluminense Forte” e ele acrescentou “com amor eu sou tricolor”.
Gravamos.

A mente do Kote novamente viajou: se a gente contratasse as irmãs Diaz, a gente poderia fazer assim ou assado, dessa forma. 

Amei a ideia!

Corri atrás de patrocinadores. Surgiram uns anjos que me permitiram trazer as 3 fadas que transformaram em realidade aquele sonho.

Debilitado por problemas de saúde tive que pisar no freio. Calma “Seu Gonzalez”! Faltava o vídeo, tinha que contar um pouco da nossa história, tinha que homenagear amigos, tinha que render admiração à Mídia Independente tricolor. E no meio do caminho a brilhante conquista do Campeonato Carioca de 2022, nos obrigou a realizar uns ajustes. Felizes ajustes!

Finalmente nasceu. Na semana de São Jorge e do RECarnaval do Rio de Janeiro.
Já não nos pertence!

Claudio Kote e Antonio Gonzalez apenas serviram de instrumentos. Pertence a TODOS os tricolores. Presentes e ausentes. São 120 anos de história que precisam ser eternizados pelos mais jovens. Certamente você não assistirá a um vídeo que concorrerá a prêmios no Music Video Festival… mas sentirá as pulsações de corações regidos a sangue verde, branco e grená.

Peço perdão aos milhares de atletas que já envergaram o nosso manto e não foram citados,  todos eles foram protagonistas nas vidas da nossa torcida durante esses 120 anos.

https://www.youtube.com/watch?v=67vkIHOQu04

Finalizando:


Por que “Poema para Heitor D’Alincourt”?

Vou contar verdades que poucos conhecem. Não é papo de lenda. É fato real.

No final dos anos 1970 e no início dos anos 1980, o Clube de REGATAS do Flamengo, dominava o cenário brasileiro: tricampeão carioca (em 2 anos), tricampeão brasileiro, campeão sulamericano e mundial. Por outro lado, algumas organizadas do Fluminense deixavam de existir e com isso, nos Fla-Flus, os caras vinham imensos e teimavam em colocar faixas depois do placar central (do antigo, único e falecido Maracanã), ou seja, no nosso território.

Conclusão: a porrada comia.

Muita porrada! Todo jogo, 1, 2, 3… quantas vezes fossem necessárias.  Bambus, cintos, talabardes, macetas de surdo, entre outros apetrechos, ditavam o ritmo.

Na véspera do Fla-Flu do triangular final de 1983, o Zezé (que era o meu Vice Presidente na Força Flu) me ligou e pediu dinheiro para comprar 20 metros de morim. O Heitor havia tido a ideia de uma frase para uma faixa que iria ser colocada ao lado do placar central do estádio.

A nossa missão era ocupar aquele espaço para impedir que a torcida dos caras poluísse.

Comprei os 20 metros de tecido e me desentendi do assunto.

Depois soube que na sexta-feira prévia ao jogo, a porrada estancou com uns crocodilos da Raça Rubro Negra enquanto a faixa era pintada na porta da nossa sala no Mario Filho. O suficiente para que a gente da Força Flu chegasse aliado com o Capeta, com Belzebu e com Satanás  na manhã daquele domingo. A pancadaria estancou na rua Eurico Rabelo, em frente ao portão 18. Eu escolhi o meu alvo, o principal, o bom para cacete: Branco, o presidente da Raça, a quem depois daquele dia passei a chamar de Roxo (cor da maquiagem que lhe proporcionei).

No início daquela noite nascia o Carrasco Assis.

1 a 0 Fluminense. Campeões Cariocas!

A faixa pé quente que estreou com a conquista do título.

Sabem o que estava escrito naquela faixa?

“UNIDOS POR UM FLU FORTE!”… Em 2022 cumprem-se 40 anos que a Força Flu me deu de presente um irmão.

Seu nome: Heitor D’Alincourt, o autor da célebre frase

Um beijo no coração de todos os torcedores do Fluminense.
Somos milhões, sem essa dos 10 mil de sempre!

Antonio Gonzalez

PS.: se você gostou do vídeo de “UNIDOS POR UM FLUMINESE FORTE”, por favor, deixe o seu like no vídeo, se inscreva no canal e ative o sininho.

Muito obrigado!

“UFA! VENCEMOS, MAS NÃO CONVENCEMOS.” Opinião Lauro Cernicchiaro

“UFA! VENCEMOS, MAS NÃO CONVENCEMOS.”

Minha leitura sobre o jogo de ontem é a seguinte: Abel entrou com uma nova formação, ofensiva, dois zagueiros como muitos pediam, barrou Cris Silva, sequer foi relacionado, como muitos pediam correto?

Entrou com um 4-3-3, dois volantes apenas, Arias fazendo função de meia e três atacantes.  Aí não deu liga! Primeiro tempo horroroso, SX não existe, Pineida não rola na LE, todo torto, zaga falhou nós dois gols, erros individuais consecutivos, LH totalmente fora de foco, disperso e ineficiente. 

Culpa exclusiva do Abel? Fala sério!

Não temos é peça de reposição a altura, o Ganso obviamente não aguenta a maratona de jogos, viagens longas, tem que ser poupado, Nathan não é confiável, lacra mais no Tik Tok que nos treinos, Abel não confia nele. JK moleque irresponsável, está no mesmo caminho que Robert e Maycon, se perdendo, enfim.

Segundo tempo as substituições dele foram.cirúrgicas, entrada de Caio Paulista e Ganso,  depois Fred e Marlon, acertou, e viramos o jogo.

Resultado foi muito bom. Uma bela virada em 45 minutos, mas o primeiro tempo fraco, lembrou os jogos contra Olímpia, Botafogo e Jr Barranquilla, enfim , Abel está com sérios problemas de acertar essa equipe, não coloco a culpa toda nele!

Saudações Tricolores

O texto é de responsabilidade do autor.

Foto destaque lance.com.br

Análise: Fluminense faz primeiro tempo muito ruim, melhora no segundo mas saí derrotado da Colômbia

O Fluminense realizou seu primeiro jogo fora de casa na Copa Sudamericana e não foi o que o torcedor esperava. Com um primeiro tempo muito abaixo, o tricolor sofreu 2 gols e teve que correr atrás do resultado mas não conseguiu furar o bloqueio adversário e no fim do jogo tomou o 3º gol do Jr Barranquilla e acabou derrotado por 3 a 0, com isso caiu para 3ª posição no grupo.

Abel Braga manteve o time que enfrentou o Santos, analisado pelo Tática Didática, com a volta de Ganso ao time titular, o meia tinha sido poupado na partida do Brasileirão. O Fluminense tinha menos posse de bola e também errava muitos passes, Yago não dava sequência as jogadas ofensivas e o tricolor perdia nas divididas com a zaga colombiana, Ganso jogava mais a frente e Árias fechava as linhas de marcação. Abel encontrou uma forma do camisa 10 jogar os 90′, sem muita obrigação de marcar o meia tricolor consegue se poupar durante a partida e com isso tem mais liberdade para jogar.

Antes do gol adversário o Fluminense adiantou suas linhas e pressionava o Jr na sua defesa e foi assim que os colombianos chegaram ao gol. André e Yago subiram para pressionar, a equipe colombiana conseguiu sair jogando e com um passe em profundidade, achou o extremo nas costas da última linha, e com uma passe para trás Moreno finalizou sem chances para Fábio. A defesa estava desorganizada e André deu muito espaço para o atacante finalizar dentro da área. No 2º gol o Fluminense errou uma saída de bola e André acabou fazendo a falta, fora da área, mas o juiz marcou pênalti, Borja bateu bem e fez o gol.

No segundo tempo Abel tirou os dois laterais, improvisou Nino na lateral direita e abriu os extremos com Luis Henrique e Árias na amplitude, com Ganso e Cano centralizados, em alguns momentos o Fluminense se organizava ofensivamente e defensivamente no 1-4-2-4. O extremo tricolor, Luis Henrique, criou boas chances mas não foi possível sair o gol. Árias também melhorou na segunda etapa mas acabou cansando e foi substituído, Manoel sentiu uma contusão e deu lugar a Martinelli, com isso Yago foi para a lateral direita e Nino voltou pra zaga.

O Fluminense conseguiu finalizar mais e ter mais posse porém sem perigo ao gol colombiano, Fred entrou no lugar de Cano, que não estava em um bom dia, e buscou bastante o jogo. Teve uma oportunidade ao finalizar de voleio em cima do goleiro adversário. Ganso também teve a chance de diminuir o placar em cobrança de falta, mas o goleiro fez ótima defesa.

Com a derrota o Fluminense caiu para a 3ª colocação com 3 pontos, e precisa vencer seus jogos em casa para sonhar com a classificação, já que apenas o 1º colocado do grupo se classifica a próxima fase, Abel terá trabalho para organizar melhor sua equipe nas partidas fora de casa, onde o tricolor tem péssimo aproveitamento. Pela Sudamericana o Fluminense volta a jogar no Maracanã na próxima rodada contra o União Santa Fé da Argentina.