”ADERIR OU SE SAF-AR!’ – Opinião Rafael Ladewig de Araújo

Olá, Guerreiros!

Há semanas penso em escrever sobre o assunto, mas não gostaria de ser mais um a entrar no “Fla x Flu” que virou o debate sobre SAF sem ter nenhuma referência concreta, nenhum embasamento legal ou até mesmo detalhamento sobre as notícias que surgem diante os primeiros grandes clubes brasileiros a aderi-la.


Olhando especificamente para o meu Fluminense, e acredito ser realidade da grande maioria, o modelo societário arcaico e falido nos conduz a crer que a única solução para a tão sonhada profissionalização seria realmente a SAF, já que nenhum “dono” investiria 9Mi por 50% do possante Caio Paulista, 9 Mi no Cris, teria renovado contratos de Hudson e Matheus Ferraz (2021), por exemplo ou teria aparelhado departamentos importantes tecnicamente, apenas por amigos/aliados.


A falta de criatividade e profissionalismo na geração de receitas é assustadora; o conceito de alocar os amiguinhos de campanha em funções estratégicas traça paralelo à vergonha da nossa política nacional e em pleno século XXI os clubes são tratados apenas com a “paixão”, sem planejamento de marketing e gestão que justifique qualquer empreendedor de peso aportar capital, além das habituais receitas de TV, patrocínios, onde na maioria das vezes o clube serve de “vitrine imediatista” e ignora-se até o melhor uso de patrimônio, vide nosso estádio das Laranjeiras, que se não é viável para futebol profissional (na visão de alguns), poderia se tornar a maior casa de espetáculos da Zona Sul Carioca.


Se olharmos para a gestão de despesas, aí que realmente jogamos a toalha para o modelo atual. A Falta de transparência no preenchimento dos cargos, as escolhas baseadas em decisões monárquicas, as confusas parcerias com determinados empresários, que nos fazem “aceitar” barangas, os contratos com sigilo, as permutas…são muitos os motivos para abraçarmos de vez o modelo SAF e acreditarmos no “felizes para sempre”.


Focando nossas atenções à SAF, primeiramente precisamos compreender que existem modelagens diferentes em andamento e bem superficialmente olharei para duas: De um lado, os grandes a beira da falência (Cruzeiro, Botafogo, Vasco), buscando uma salvação imediata e se iludindo com cifras vultosas. Do outro lado, clubes novos/sem tradição/sem “marca” que se permitirão a tudo, incluindo perda da identidade (escudo, camisa, hino…Bragantino, Cuiabá…).


Não perderei tempo em analisar nosso possível alinhamento ao modelo adotado por clubes sem tradição, mas deixarei apenas claro um fato: a camisa irá pesar cada vez menos. Não acredita?! Veja as franquias da NBA!


Olhando para os grandes, precisamos ressaltar nossa principal diferença para eles. Temos um “tesouro” em mãos. Nossa base não é “uma obra de sorte ou do acaso”, mas sim um modelo de sucesso que pouquíssimos clubes conseguem realizar. Temos uma real integração entre as categorias e isso faz com que nossa transição de base seja uma das mais assertivas do Brasil, mas isso é conversa longa para outro capítulo. Foquemos no “Câncer” alojado em dois pontos no corpo do FFC: Dívidas e Gestão.


Dívidas e Gestão estão presentes em qualquer argumento pró SAF. Nada justificaria um clube, uma marca e uma história centenária “se vender” se o mesmo encontra-se saneado, com potencial máximo de alavancagem de receitas e com eficácia plena no controle de despesas.


Mas como encontrar soluções para liquidar as dívidas sem um aporte representativo, que traz uma SAF? Como fugir dos empréstimos bancários? Como cortar na raiz os “esquemas” junto aos empresários de sempre, que servem as migalhas com uma das mãos e nos esfolam com a outra?


Realmente estamos desacreditados e parece ser mais conveniente entregar nas mãos de um “dono”, que certamente não rasgaria seu capital como se faz no FFC!


Não vou desrespeitar quem assim pensa. Estamos descrentes, nos sentimos enganados de 3 em 3 anos (eleições) e pra quem é imparcial, a grande maioria, diferentemente do que diz os que estão no poder, a massa tricolor quer mesmo é time competitivo, um clube moderno, mas sem perder sua essência e acima de tudo títulos! Contudo, como bom romântico, eu ainda acredito que exista outro caminho.


No meu entender, não há solução, fora uma boa SAF, que não passe por uma plena reformulação do Estatuto, que afeta diretamente pessoas que “mamam na teta”, que determine a profissionalização e exponha criminalmente os envolvidos. Isso feito, precisamos ter a convicção que o “sistema” foi construído para que as pessoas vivam endividadas. Portanto, se perguntem: Há quem interessa o modelo atual de “vender no varejo”, cortando na carne e “pagando juros” absurdos? Se perguntem também: Não seria mais inteligente “cortar o mal pela raiz”, tornar a operação “venda de Xerém” um produto similar ao do “marcado de capitais”, pôr no caixa um montante mais do que suficiente para equacionar as dívidas, vender atletas pelo quádruplo, deixar de ganhar 50% com os sócios da operação e ainda assim ter a certeza que “ganhou o dobro” dos tempos atuais, e ainda usou esse capital para reinvestimento, time competitivo e não para nossos “negócios da China” com o Sr. Uram, por exemplo?


Eu tenho duas convicções: A primeira é que não gostaria de ver meu Fluminense ter dono, correr o risco de perder sua essência e até mesmo virar pó daqui há 30 anos, seja porquê o dono não se interessa mais ou porquê morreu e o filho só gosta de “vôlei”;


A segunda e principal convicção é que NO MODELO ATUAL DE CLUBE E GESTÃO NÃO DÁ! E não precisa ter dado “dois treinos” em administração e finanças para entender isso. Não precisa conhecer mais do que 5 tricolores daqueles que sequer pisam no clube, não possuem nenhum viés político e nem mesmo freqüentam mais arquibancada, para entender que o FFC vive duas das mais graves doenças: FALTA DE ESSÊNCIA E CREDIBILIDADE.


Se você é conselheiro do clube e está sentado sob almofadinha do seu “grupiderme” político, vendo o trem passar e ciente que nenhum dos remédios apresentados pelo líder resolverá de fato a vida do FFC, digo que passou da hora de honrar as calças que veste; se você é um mero apoiador ou oposição, em busca da manutenção do modelo, em busca de um camarote, um “almoço” com os jogadores ou uma mera “estrelinha no peito”, tenho ainda mais pena de você!


Se você é favor da SAF, adicione uns temperos no que está por vir e reflita que talvez, pelo desespero, esteja colocando energia na “solução desnecessária”: O modelo atual do futebol brasileiro está com dias contados; a liga já é uma realidade; somente o aporte inicial previsto já justificaria a compra de qualquer grande clube com as cifras que hoje são divulgadas; os contratos de TV sofrerão grande reformulação nos próximos anos, inclusive para o mercado internacional; nesse novo modelo, mais sólido, as negociações com mercado europeu terão valores bem mais expressivos; e a WTorre acaba de fechar um contrato para uma gigante e moderna reformulação da também histórica Vila Belmiro.


São muitos os indicadores que nos leva a crer que o Fluminense deveria se “SAF-ar”, ao menos neste momento de baixa. No entanto, estamos vivendo sob um barril de pólvoras e isso também me leva a compreender os mais céticos.

Devolvam nosso FLUMINENSE!

Sugiro a leitura, em especial para quem acredita só haver um lado de sucesso: https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/reportagem/quase-rebaixamento-do-colo-colo-expoe-falencias-do-modelo-de-clube-empresa-no-chile/

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

Em reunião com Clubes das séries A e B para a criação da Liga, Fluminense envia um representante – Por Wagner Aieta

Por Edgar Alencar, Martín Fernandez, Thiago Ferri, Vicente Seda e Vinicius Bueno — São Paulo (GE Globo – Negócios) – Replicada.

Em reunião na manhã desta terça-feira, em um hotel em São Paulo, sete clubes da Série A assinaram um documento que prevê a criação de uma liga para organizar o Campeonato Brasileiro.

Assinaram o documento com a Codajas Sports Kapital: América-MG, Bragantino, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo. O Cruzeiro, que está na Série B, também assinou.

Uma nova reunião, com a participação dos 40 clubes que estão nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro foi marcada para a semana que vem, na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

– Os 40 clubes são a favor da criação da liga. Agora é só acertar as arestas e dia 12, com certeza, será uma grande festa na CBF – declarou o presidente do Santos, Andrés Rueda.

A reunião desta terça foi convocada por um bloco composto por Flamengo, Bragantino, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, com a carta-convite assinada por esses clubes, que estão mais alinhados a uma proposta de criação da liga formada pela empresa Codajas e pelo banco BTG.

Estiveram na reunião representantes de 18 clubes da Série A – as exceções foram Cuiabá e Juventude. Das equipes atualmente na Série B, marcaram presença dirigentes de Cruzeiro, Guarani, Ponte Preta, Sport e Vasco.

Veja a lista de alguns dos dirigentes presentes:

  • Rodolfo Landim (Flamengo)
  • Duilio Monteiro Alves (Corinthians)
  • Leila Pereira (Palmeiras)
  • Marquinhos Chedid (Bragantino)
  • Júlio Heert (AvaÍ)
  • Andrés Rueda (Santos)
  • Mário Celso Petraglia (Athletico)
  • Harlei Menezes (Goiás)
  • Julio Casares (São Paulo)
  • Alessandro Barcellos (Inter)
  • Adson Batista (Atlético-GO)
  • Jorge Braga (Botafogo)
  • Geraldo Luciano (Fortaleza)
  • Jorge Salgado (Vasco)
  • Marcus Salum (América-MG)
  • Sérgio Coelho (Atlético-MG)
  • João Paulo Silva (Ceará)
  • Matheus Montenegro (Fluminense)
  • Juarez Moraes (Coritiba)
  • Marco Antônio Eberlin (Ponte Preta)
  • Ricardo Moisés (Guarani)
  • Gabriela Lima (Cruzeiro)

Mais informações acesse o link ababixo.
https://ge.globo.com/negocios-do-esporte/noticia/2022/05/03/sete-clubes-assinam-criacao-da-libra-a-liga-do-futebol-brasileiro.ghtml

Imagem de destaque maquinadoesporte.com.br

“Você já se perguntou como isso aconteceu?” – Opinião André Ferreira de Barros

Você já se perguntou como isso aconteceu?”


Muitas vezes, diante duma situação dantesca, tomados por grande estupefação, perguntamo-nos: “Como, meu Deus, isso foi acontecer?”


Passando em revista a ilustração que encima este texto, deparamo-nos com quatro situações pra lá de inusitadas ou, melhor, esdrúxulas.
Tenho explicações para três das quatro dessas situações.


Na primeira foto, o céu está placidamente azul. Porém, na véspera, um forte tornado, de intensidade 4 na escala Saffir-Simpson, arremessou a caminhonete para entre os troncos da árvore.


De sua vez, o bode no fio foi colocado por um flamenguista que suplicava aos céus a volta de Jorge Jesus.


O cavalo preso no curral foi escrupulosamente costurado, com fios invisíveis, pelo Dr. Leonard Mccoy, numa das visitas da “Enterprise” à Terra.


Já Mario Bittencourt ser Presidente do Fluminense F.C é uma aberração sem qualquer explicação.


Saudações tricolores!

“SEMPRE OS MESMOS” – Opinião Roberto Medeiros

SEMPRE OS MESMOS!


Mais um campeonato importante se inicia e outros, para nós, podem se encerrar, mais uma vez, precocemente. Renovam-se as esperanças de dias melhores e novas conquistas, entretanto o debate sobre o pequeno público nos estádio é recorrente.


Muitos poderiam ser os argumentos que justificassem tal condição, pretendo ater-me a alguns.
Inicialmente é indubitável reconhecer os impactos da pandemia, na vida como um todo e na economia, em particular, mas esse argumento não responde a todas as questões, pois, o esvaziamento dos estádios e o desinteresse pelo futebol são anteriores à pandemia. No entanto, parece óbvio que maior deveria ser a dose de imaginação dos gestores para reinserir o futebol em nossas vidas, com pitadas de algo novo e atrativo. Nossos gestores pararam no tempo e replicam as velhas fórmulas ineficazes que não proporcionam ao torcedor um incremento positivo na imagem que os mesmos já construíram acerca do futebol. O plano de sócio torcedor patina e não decolou até hoje.


Como negócio, o futebol caminha para o fracasso. Não me parece, há algum tempo, que sejamos o país do futebol, e o pior, diariamente, um número menor de pessoas consome o produto, por diversos motivos. Dados de uma pesquisa do Reuters, em 2018, sinalizam que a cada dia o futebol deixa de ser interessante para parcelas, cada vez maiores, da população de todas as classes sociais. Poderia elencar como aspectos que afastam consumidores: os altos custos dos produtos relacionados ao futebol, a pirataria física e digital de produtos, o baixo poder aquisitivo da maioria do público que tem interesse no futebol, a violência urbana, o advento de novas formas de entretenimento, e o baixo nível técnico dos jogos.


No limiar de um século altamente tecnológico e competitivo uma ferramenta de gestão desenvolvida na década de 60, por Albert Humphrey na Universidade de Stanford, Califórnia, a Matriz SWOT, aponta os Fatores de Força, Fraqueza, Oportunidades e Ameaças, que interagem com uma organização/instituição. Tal análise contribuiria para o nosso entendimento do problema e ajudaria os gestores do futebol a encontrar soluções.
Como fatores de Força o futebol conta com a paixão pelo jogo, o que é um fator importante para que a atividade seja demandada. Entretanto, as ameaças proporcionadas por novos entrantes como, espaços de entretenimento alternativos, um mundo cada dia mais tecnológico que engloba também a pirataria digital, em que as partidas são transmitidas no conforto de bares e residências, impactam significativamente a presença nos estádios. Da mesma forma, o amadorismo das gestões, a necessidade de obtenção de resultados como garantia de manutenção de cargos, tem criado uma mentalidade de não derrota em oposição à busca por vitórias e um melhor espetáculo, fortalecendo a tese de que o medo de perder diminui a vontade de ganhar. Esses fatores de fraqueza que são inerentes aos clubes, são provavelmente os maiores alvos de críticas por parte dos torcedores que não aceitam que clubes gigantes e gloriosos como o nosso Fluminense, venham a se apequenar pela vaidade da manutenção dos cargos de alguns dirigentes, colocando interesses particulares e de terceiros, à frente de decisões, em detrimento dos interesses dos clubes.


Nesse contexto cabe também uma reflexão sobre o papel do torcedor como ator e consumidor do produto futebol. Já descritos alguns dos problemas que afetam direta ou indiretamente o futebol, pensemos nas posturas dos torcedores diante das próprias indignações: Quebrar vidros, apedrejar ônibus, pichar muros dos clubes, invadir CT, abordar treinadores e jogadores com demonstrações de valentia, seriam práticas eficazes, desejáveis e adequadas? Algumas delas já trouxeram resultados positivos práticos? Não seriam esses os mesmos protestos da década de 70 e 80?


O que pensar da atitude da torcida do Barcelona, a Grada de animación, que abandonou as arquibancadas do estádio em protesto pela “invasão” da torcida adversária em um jogo da Champions. O que pesar de um Maracanã completamente vazio, em protesto por um elenco melhor e pelo fim de uma gestão perdulária, ao invés dos 10 mil de sempre?


Esta mensagem não se trata de uma crítica pura e simples. A minha pretensão é que sejamos induzidos a uma reflexão sobre o nosso papel e o que podemos fazer para mudar os cenários que nos desagradam. A estrutura de um clube de futebol é muito complexa e quanto mais complexa, mais afasta os torcedores dos processos decisórios, e o caminho para a perpetuação no poder se torna mais simples e fácil. Vivemos um paradoxo, já que um clube, na prática, vive essencialmente da paixão da sua torcida, que na imensa maioria não é sócia desse mesmo clube, que tem como presidente uma figura eleita por sócios nem sempre são torcedores desse clube, nem apreciadores de futebol. Notem, portanto, que assim como na vida cotidiana, não existe vácuo de poder. Se você não ocupa o seu espaço, alguém fará por ti. Sejamos críticos, mas inteligentes, chamemos para a causa setores influentes, mas atuando com proatividade, sem violência. A violência, apesar de ser a mais fácil e simples de ser perpetrada, desagrega, denigre, mascara, inferioriza e corrói os objetivos. Como diria o estadista Winston Churchill “a democracia é o pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que já foram experimentadas”. Resumindo, a frase que diz: se você faz o que sempre fez terá o que sempre teve, se aplica a torcedores, treinadores e dirigentes e se estende também aos que criticam, podem fazer algo, mas não se manifestam para assumir responsabilidades e compromissos com a mudança.


O tema é amplo, não se esgota neste simplório texto, e comportaria uma gama imensa de outros aspectos a serem analisados por mim e por você caro leitor, sinta-se a vontade. Sejamos a torcida guerreira do time de guerreiros. Não precisamos de leões desdentados. O Fluminense precisa de atitude e de ações para se reerguer. “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

Saudações Tricolores.

Foto imagem destacada @AndréDurão

“UNIDOS POR UM FLUMINENSE FORTE” – poema para Heitor D’Alincourt – Por Antonio Gonzalez

“UNIDOS POR UM FLUMINENSE FORTE” – poema para Heitor D’Alincourt  (por Antonio Gonzalez)

No final de novembro de 2021 encontrei com o Léo Bagno na esquina da rua das Laranjeiras  com rua Ipiranga. Eu havia lançado no início daquele mês a música “Fluminense eu sou!” e numa LIVE eu declamei a parte da letra original que tive que cortar da canção. Léo Bagno sugeriu que eu fizesse algo em cima daquele texto.

Ali começava a nascer “Unidos por um Fluminense forte”. Imediatamente entrei em contato com o meu irmão Claudio Kote (excelente músico e um gigante como produtor musical), que mais uma vez comprou a ideia. Novamente sem custos pelo trabalho dele (o que é injusto). Enviei pelo celular os acordes do que pensava e de saída ele interpretou o que eu queria. Semanas depois, já em dezembro entramos no KS Studio para gravar.

Mas a inteligência musical do Kote exigia algo mais: faltava um refrão. Com o seu violão Ovation sugeri “Unidos por um Fluminense Forte” e ele acrescentou “com amor eu sou tricolor”.
Gravamos.

A mente do Kote novamente viajou: se a gente contratasse as irmãs Diaz, a gente poderia fazer assim ou assado, dessa forma. 

Amei a ideia!

Corri atrás de patrocinadores. Surgiram uns anjos que me permitiram trazer as 3 fadas que transformaram em realidade aquele sonho.

Debilitado por problemas de saúde tive que pisar no freio. Calma “Seu Gonzalez”! Faltava o vídeo, tinha que contar um pouco da nossa história, tinha que homenagear amigos, tinha que render admiração à Mídia Independente tricolor. E no meio do caminho a brilhante conquista do Campeonato Carioca de 2022, nos obrigou a realizar uns ajustes. Felizes ajustes!

Finalmente nasceu. Na semana de São Jorge e do RECarnaval do Rio de Janeiro.
Já não nos pertence!

Claudio Kote e Antonio Gonzalez apenas serviram de instrumentos. Pertence a TODOS os tricolores. Presentes e ausentes. São 120 anos de história que precisam ser eternizados pelos mais jovens. Certamente você não assistirá a um vídeo que concorrerá a prêmios no Music Video Festival… mas sentirá as pulsações de corações regidos a sangue verde, branco e grená.

Peço perdão aos milhares de atletas que já envergaram o nosso manto e não foram citados,  todos eles foram protagonistas nas vidas da nossa torcida durante esses 120 anos.

https://www.youtube.com/watch?v=67vkIHOQu04

Finalizando:


Por que “Poema para Heitor D’Alincourt”?

Vou contar verdades que poucos conhecem. Não é papo de lenda. É fato real.

No final dos anos 1970 e no início dos anos 1980, o Clube de REGATAS do Flamengo, dominava o cenário brasileiro: tricampeão carioca (em 2 anos), tricampeão brasileiro, campeão sulamericano e mundial. Por outro lado, algumas organizadas do Fluminense deixavam de existir e com isso, nos Fla-Flus, os caras vinham imensos e teimavam em colocar faixas depois do placar central (do antigo, único e falecido Maracanã), ou seja, no nosso território.

Conclusão: a porrada comia.

Muita porrada! Todo jogo, 1, 2, 3… quantas vezes fossem necessárias.  Bambus, cintos, talabardes, macetas de surdo, entre outros apetrechos, ditavam o ritmo.

Na véspera do Fla-Flu do triangular final de 1983, o Zezé (que era o meu Vice Presidente na Força Flu) me ligou e pediu dinheiro para comprar 20 metros de morim. O Heitor havia tido a ideia de uma frase para uma faixa que iria ser colocada ao lado do placar central do estádio.

A nossa missão era ocupar aquele espaço para impedir que a torcida dos caras poluísse.

Comprei os 20 metros de tecido e me desentendi do assunto.

Depois soube que na sexta-feira prévia ao jogo, a porrada estancou com uns crocodilos da Raça Rubro Negra enquanto a faixa era pintada na porta da nossa sala no Mario Filho. O suficiente para que a gente da Força Flu chegasse aliado com o Capeta, com Belzebu e com Satanás  na manhã daquele domingo. A pancadaria estancou na rua Eurico Rabelo, em frente ao portão 18. Eu escolhi o meu alvo, o principal, o bom para cacete: Branco, o presidente da Raça, a quem depois daquele dia passei a chamar de Roxo (cor da maquiagem que lhe proporcionei).

No início daquela noite nascia o Carrasco Assis.

1 a 0 Fluminense. Campeões Cariocas!

A faixa pé quente que estreou com a conquista do título.

Sabem o que estava escrito naquela faixa?

“UNIDOS POR UM FLU FORTE!”… Em 2022 cumprem-se 40 anos que a Força Flu me deu de presente um irmão.

Seu nome: Heitor D’Alincourt, o autor da célebre frase

Um beijo no coração de todos os torcedores do Fluminense.
Somos milhões, sem essa dos 10 mil de sempre!

Antonio Gonzalez

PS.: se você gostou do vídeo de “UNIDOS POR UM FLUMINESE FORTE”, por favor, deixe o seu like no vídeo, se inscreva no canal e ative o sininho.

Muito obrigado!

“UFA! VENCEMOS, MAS NÃO CONVENCEMOS.” Opinião Lauro Cernicchiaro

“UFA! VENCEMOS, MAS NÃO CONVENCEMOS.”

Minha leitura sobre o jogo de ontem é a seguinte: Abel entrou com uma nova formação, ofensiva, dois zagueiros como muitos pediam, barrou Cris Silva, sequer foi relacionado, como muitos pediam correto?

Entrou com um 4-3-3, dois volantes apenas, Arias fazendo função de meia e três atacantes.  Aí não deu liga! Primeiro tempo horroroso, SX não existe, Pineida não rola na LE, todo torto, zaga falhou nós dois gols, erros individuais consecutivos, LH totalmente fora de foco, disperso e ineficiente. 

Culpa exclusiva do Abel? Fala sério!

Não temos é peça de reposição a altura, o Ganso obviamente não aguenta a maratona de jogos, viagens longas, tem que ser poupado, Nathan não é confiável, lacra mais no Tik Tok que nos treinos, Abel não confia nele. JK moleque irresponsável, está no mesmo caminho que Robert e Maycon, se perdendo, enfim.

Segundo tempo as substituições dele foram.cirúrgicas, entrada de Caio Paulista e Ganso,  depois Fred e Marlon, acertou, e viramos o jogo.

Resultado foi muito bom. Uma bela virada em 45 minutos, mas o primeiro tempo fraco, lembrou os jogos contra Olímpia, Botafogo e Jr Barranquilla, enfim , Abel está com sérios problemas de acertar essa equipe, não coloco a culpa toda nele!

Saudações Tricolores

O texto é de responsabilidade do autor.

Foto destaque lance.com.br

Análise: Fluminense faz primeiro tempo muito ruim, melhora no segundo mas saí derrotado da Colômbia

O Fluminense realizou seu primeiro jogo fora de casa na Copa Sudamericana e não foi o que o torcedor esperava. Com um primeiro tempo muito abaixo, o tricolor sofreu 2 gols e teve que correr atrás do resultado mas não conseguiu furar o bloqueio adversário e no fim do jogo tomou o 3º gol do Jr Barranquilla e acabou derrotado por 3 a 0, com isso caiu para 3ª posição no grupo.

Abel Braga manteve o time que enfrentou o Santos, analisado pelo Tática Didática, com a volta de Ganso ao time titular, o meia tinha sido poupado na partida do Brasileirão. O Fluminense tinha menos posse de bola e também errava muitos passes, Yago não dava sequência as jogadas ofensivas e o tricolor perdia nas divididas com a zaga colombiana, Ganso jogava mais a frente e Árias fechava as linhas de marcação. Abel encontrou uma forma do camisa 10 jogar os 90′, sem muita obrigação de marcar o meia tricolor consegue se poupar durante a partida e com isso tem mais liberdade para jogar.

Antes do gol adversário o Fluminense adiantou suas linhas e pressionava o Jr na sua defesa e foi assim que os colombianos chegaram ao gol. André e Yago subiram para pressionar, a equipe colombiana conseguiu sair jogando e com um passe em profundidade, achou o extremo nas costas da última linha, e com uma passe para trás Moreno finalizou sem chances para Fábio. A defesa estava desorganizada e André deu muito espaço para o atacante finalizar dentro da área. No 2º gol o Fluminense errou uma saída de bola e André acabou fazendo a falta, fora da área, mas o juiz marcou pênalti, Borja bateu bem e fez o gol.

No segundo tempo Abel tirou os dois laterais, improvisou Nino na lateral direita e abriu os extremos com Luis Henrique e Árias na amplitude, com Ganso e Cano centralizados, em alguns momentos o Fluminense se organizava ofensivamente e defensivamente no 1-4-2-4. O extremo tricolor, Luis Henrique, criou boas chances mas não foi possível sair o gol. Árias também melhorou na segunda etapa mas acabou cansando e foi substituído, Manoel sentiu uma contusão e deu lugar a Martinelli, com isso Yago foi para a lateral direita e Nino voltou pra zaga.

O Fluminense conseguiu finalizar mais e ter mais posse porém sem perigo ao gol colombiano, Fred entrou no lugar de Cano, que não estava em um bom dia, e buscou bastante o jogo. Teve uma oportunidade ao finalizar de voleio em cima do goleiro adversário. Ganso também teve a chance de diminuir o placar em cobrança de falta, mas o goleiro fez ótima defesa.

Com a derrota o Fluminense caiu para a 3ª colocação com 3 pontos, e precisa vencer seus jogos em casa para sonhar com a classificação, já que apenas o 1º colocado do grupo se classifica a próxima fase, Abel terá trabalho para organizar melhor sua equipe nas partidas fora de casa, onde o tricolor tem péssimo aproveitamento. Pela Sudamericana o Fluminense volta a jogar no Maracanã na próxima rodada contra o União Santa Fé da Argentina.

Análise: Com grande atuação de PH Ganso, o Fluminense domina Oriente Petrolero e vence na estreia da Copa Sul-americana.

Abel Braga repetiu o modelo de jogo que deu o título do Campeonato Carioca no empate contra o Flamengo, sem Nino, suspenso, Calegari, poupado e Felipe Melo machucado o Fluminense começou no 1-3-4-1-2, com Árias e Cano no ataque.

Com muito mais posse de bola o tricolor dominava a partida e teve as melhores oportunidades, Ganso foi o melhor em campo e apareceu seja na 1ª fase de construção, ou organizando o meio de campo nas transições ofensivas. Árias também tinha bastante liberdade e flutuava das extremas para o centro do campo, dificultando a marcação do adversário. 

Yago e André participavam das ações ofensivas, assim como os laterais Samuel Xavier e Cris Silva, e em uma dessas jogadas saiu o gol do Fluminense, Yago arriscou de fora da área e o goleiro do Oriente Petrolero espalmou mal para frente, Cris Silva bem posicionado finalizou para o gol praticamente vazio fazendo 1 a 0 para o tricolor. O segundo gol não demorou para sair, Árias carregou a bola da extrema para o meio e deu o passe para Ganso, que com um toque de maestro achou Samuel Xavier na direita, o lateral de primeira rompeu a linha adversária e encontrou Árias nas costa da última linha, que finalizou forte sem chances para o goleiro.

Com o 2 a 0 no placar, o Fluminense voltou para o segundo tempo seguro e sem forçar muito, poupou seus principais jogadores e numa infelicidade do zagueiro adversário fez o 3 com um gol contra. Vale observar que a equipe tricolor consegue realizar triangulações com aproximação de seus jogadores de meio e atacante, envolvendo o adversário e conseguindo gerar superioridade numérica no último terço do campo.

O Fluminense conseguiu um bom resultado e como se classifica apenas o 1º colocado de cada grupo é importante vencer e com uma boa diferença de gols, ainda é uma longa caminhada mas o tricolor tem tudo para chegar ao título internacional tão desejado pela torcida.

“O Cartola.” Por Eduardo Coelho

O CARTOLA

O principal símbolo do Fluminense: o CARTOLA! O Fluminense sempre teve apreço pela democracia! O Fluminense foi o primeiro clube do Brasil a criar um "Conselho Deliberativo", em 1920, para fiscalizar a gestão de seus presidentes. Não é à toa, que a História tricolor não teve espaço para déspotas autoritários e os demagogos não prosperaram. A criação do "Conselho Deliberativo" do Fluminense ocorreu na gestão do fantástico "Dr° ARNALDO GUINLE, O PATRONO E MAIOR NOME DA HISTÓRIA DO FLUMINENSE". 
O CARTOLA simboliza os dirigentes do período do Clube exemplar, do Clube modelo, aonde os dirigentes dos outros clubes iam aprender no Fluminense, como fazer gestão esportiva e cultural. O CARTOLA simboliza a disciplina, a inteligência, a educação e a fidalguia tricolor. 
O Clube exemplar de Laranjeiras, foi digno de ser chamado por Jules Rimet, o ex-presidente  da Fifa, de: "A organização esportiva mais perfeita do mundo!" O grande dramaturgo Nelson Rodrigues, também definia o Fluminense: "Não se dá um passo em Álvaro Chaves sem tropeçar numa glória!" A Taça Olímpica de 1949, uma das maiores premiações desportivas do mundo, completamente ignorada pelos "idiotas da objetividade", viria a coroar uma busca incessante na prática desportiva.
O Fluminense é o clube aonde nasceu a disciplina da Educação Física e se deu o seu desenvolvimento. Apesar de ter nascido com a vocação do FUTEBOL e ter essa marca em seu nome, segundo a definição de Mário Filho: "O Fluminense é o Clube de todos os esportes". 
O Fluminense teve grandes presidentes e grandes dirigentes que não chegaram a ser presidentes. Muitos intelectuais entre os seus quadros. Para não cometer injustiças, sempre  homenageio e cito apenas o Dr° ARNALDO GUINLE, pois este é INCOMPARÁVEL! Mário Filho disse: "O Dr° ARNALDO GUINLE É O PATRONO DO ESPORTE BRASILEIRO!" ❤🇧🇷


OrganizaçãoEsportivaMaisPerfeitaDoMundo

DetentorDaTaçaOlímpica1949 #Fluminense

Não foi uma vitória normal !!! – Por Roberto Medeiros

Não foi uma vitória normal !!!

A euforia justa e legítima que nos toma as veias decorre de um título vencido a várias mãos. Várias mesmo, pois foi a sua indignação nas redes sociais, com cada um dos caracteres digitados, dando voz a uma torcida ferida por tantos desmandos, que movimentou e fez mudar obtusos pensamentos que levaram o nosso Fluminense, recentemente, a derrocada em diversas competições importantes. Portanto, não foi normal vivenciarmos isso. Normal seria uma ideia de jogo retrógrada que incutia na cabeça dos jogadores a mediocridade dos pequenos e médios, e mascarava um time que nasceu com a vocação para as vitórias. Nos jogos das finais o Fluminense foi o novo velho normal, se engrandeceu, reviveu os bons tempos em que, independente da qualidade dos times do nosso maior rival, sempre, sempre nos saíamos melhores, e fazíamos vitórias se tornarem normais.

Nosso treinador Abel foi gigante na sua humildade, quando reconheceu e assumiu seus erros e que algo precisava mudar. Teimosia e arrogância não combinam com sucesso. Colocou o time para cima deles e fomos Fluminense.

Ontem também não foi normal, porque derrubamos uma muralha até pouco tempo, aparentemente intransponível. Derrubamos a empáfia, a arrogância, a soberba e contrariamos a lógica de uma mídia tendenciosa. Não existe time invencível. Descemos nosso adversário do ‘’otopatamá’’ e, poderíamos até dizer que, diante de tantas vitórias seguidas e uma invencibilidade insistente, que nós agora subimos para um patamar mais elevado. Entretanto a prudência diz que não. Isso não combina com a nobreza da nossa história, nem com a nossa indefectível fidalgia, muito menos com a nossa sabedoria, afinal, sabemos que nenhuma vitória é para sempre. Aprendemos com a dor e inauguramos, quem sabe, um novo capítulo de glórias e vitórias, como sempre nos mostrou a fantástica história do Fluminense.

Não foi uma vitória normal, porque vimos um jogador outrora apático e sem inspiração para exercer sua profissão, mostrar o seu verdadeiro valor e talento, como maestro de um time renovado, e contribuir significativamente para um título que não tínhamos há 10 anos. Valeu Ganso.

Não foi uma vitória normal porque fazia tempo que não víamos uma revelação de Xerém, vestir nossa armadura com tanta garra. Infelizmente, nos acostumamos com traíras que foram criados em Xerém, mas no entanto torciam por outros clubes e não hesitaram em querer menosprezar o Fluminense,  tão logo vestiram a camisa do rival. André, foi gigante nessa conquista e não tenho dúvidas em afirmar que, muito em breve, estará vestindo a camisa da seleção brasileira, em que pese os questionáveis critérios atualmente utilizados. André reuniu a garra de Denilson Rei Zulu, com a técnica de Deley e o amor ao Fluminense de Assis. Moleque André você nos encheu de orgulho.

Seria injusto se não citasse outros dois jogadores que encarnaram o que é ser profissional. Vencidas as desconfianças iniciais, David Braz e Felipe Mello foram importantíssimos nessa jornada e emprestam suas experiências para contagiar esse time que, com alguns ajustes, pode continuar a nos dar muitas alegrias. Valeu David Braz, Valeu Felipe Mello, Ruf! Ruf!

Não foi uma vitória normal porque pode ter sido a última conquista de um dos nossos maiores ídolos contemporâneos. Fred está terminando sua gloriosa carreira e recebeu essa retribuição do clube, com o título no Maracanã, pelos seus bons serviços prestados. Valeu Frederico.

Não foi uma vitória normal porque o pai do Lorenzo em outros times não era campeão de nada. Vibra Cano, agora você é um vencedor. Como diria a torcida tricolor, você cheira a gol. Assis, no céu, deve ter ficado orgulhoso. A capa do carrasco que estava sem dono, agora possui um herdeiro. Com as bênçãos de João de Deus e de todos os tricolores vivos e mortos, Cano eu te batizo carrasco do time de Remo.

Por fim, parabéns para você fiel tricolor que vibra e chora pelo seu clube, que paga se associando e não é ouvido, que sofre para comprar um ingresso, que é enganado em diversas oportunidades. Hoje não foi um dia normal, você pode sorrir e gritar para todos lhe ouvirem:

EU SOU CAMPEÃO CARIOCA DE 2022.