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MARACANÃ, LARANJEIRAS E OU ESTÁDIO PRÓPRIO – Opinião Ademar Arrais

MARACANÃ, LARANJEIRAS E OU ESTÁDIO PRÓPRIO
Essa semana vou externar minha visão em relação ao Maracanã, Laranjeiras e ou estádio próprio, ressalvando desde já que temas como esses não devem continuar sendo reféns da mera vontade de Presidentes do Clube e de seus respectivos grupos políticos ou de quem quer que seja. É preciso que o Fluminense Football Club urgentemente passe a ter um projeto institucional com alicerce num planejamento estratégico, contendo ações e metas de curto, médio e longo prazo. Nesse planejamento estratégico precisamos ter também deliberações que reflitam a vontade da maior parte dos segmentos ligados ao Clube em temas como esses que trataremos agora. Em breve escreverei um texto exclusivamente sobre a necessidade do planejamento estratégico para o Fluminense.
Ninguém é tão bom sozinho que todos nós juntos e organizados. “O Fluminense somos todos nós”


MARACANÃ
O Presidente atual do Fluminense vem desde agosto de 2019 concedendo entrevistas onde afirma reiteradamente que o Maracanã não dá prejuízo ao Clube, pois os números constantes dos borderôs demonstram um prejuízo operacional que não leva em consideração outras receitas. Ao revisitar através do google essas matérias, para escrever esse texto, me deparei com a seguinte frase:


“– As redes sociais, infelizmente, geraram um tipo de pessoa com um oceano de conhecimento, mas com um dedo de profundidade e falam sobre custo no Maracanã. O Maracanã não nos dá prejuízo hoje…”


Se pegarem meu texto anterior, vão observar que mencionei que a frase também dita pelo Presidente do Clube “dos dois treinos”, não era uma mera frase de efeito. Vejam o que tem em comum aquela frase com essa acima, ditas em dois momentos diferentes e sobre assuntos distintos.
Quanto ao mérito da opinião do Presidente do Fluminense, mais uma demonstração do nosso amadorismo completo. Maracanã dá prejuízo sim, independente do que consta ou não nos borderôs. Se existe um prejuízo operacional, ele deve ser corrigido ou ao menos diminuído e não justificado por outras receitas eventualmente existentes.
Além disso, é inaceitável que o Fluminense continue passivamente pagando valores exorbitantes pela prestação de serviços no Maracanã sem qualquer tipo de questionamento. Ressalte-se que vários desses serviços sequer são necessários na proporção que são utilizados para jogos com pouquíssimo público (antes da pandemia). O caso dessa empresa SUNSET, por exemplo, é escandaloso. Dinheiro literalmente jogado no lixo. Essa história que contam de que o MP e a PM exigiram não sei se é verdade. Se for, tal exigência deve ser contestada, inclusive em juízo se for o caso. Nenhuma autoridade, nenhum contrato, nenhuma norma jurídica, pode obrigar a quem quer que seja a pagar algo desnecessário e que não se quer. Quem paga a conta do Fluminense é o Fluminense e não o MP ou a PM.
Outro aspecto a ser observado pelo Fluminense com muito cuidado no caso do Maracanã é essa relação perigosíssima com o Flamengo, ainda mais em razão das nossas fragilidades financeiras e políticas, ausência de Certidão Negativa de Débitos, etc…A história já deveria ter nos ensinado, mas ainda tem muita gente que enxerga o Flamengo como parceiro. Se não ficar muito esperto dança.
Assim, na minha opinião o Maracanã é importantíssimo para nós, principalmente enquanto não temos um estádio próprio. Contudo, é preciso que o Clube demonstre o seu inconformismo com as exorbitantes taxas e valores dos serviços prestados, bem como racionalize a utilização desses serviços de acordo com a necessidade do jogo que será realizado. Qualquer prejuízo deve ser combatido independente de outras receitas supostamente compensatórias. O princípio da eficiência não se resume à inexistência de prejuízo, mas sim a buscar sempre os melhores resultados e menores custos. Revisão de contratos que prejudicam o Fluminense faz parte do conceito de defesa institucional. Defesa institucional é obrigação de todo Presidente e dirigente de Clube.


CONSTRUÇÃO DE ESTÁDIO PRÓPRIO
Vários Clubes pelo Brasil conseguiram recentemente construir ou reformar seus próprios estádios. Outros estão também voltados a fazer o mesmo. Sem dúvida nenhuma é um grande sonho de todo torcedor tricolor. Ter um estádio próprio vai muito além de ter uma estrutura física. Abre portas para que possamos dar voos mais altos, ter maiores receitas, solidificar um projeto institucional, etc…
É absurdo para o Fluminense todo endividado pensar nisso? Ao meu ver não. Estar endividado não é o nosso maior problema, falta de dinheiro também não, mas sim a maneira como nos portamos diante dessas mesmas dividas e fabricamos em série inúmeras outras. Dinheiro não nasce em árvores.
Não há como falar nesse assunto no Fluminense sem mencionar a importância do legado do trabalho do Vice-presidente de Projetos Especiais da gestão Peter, Pedro Antônio. Independente de quem seja simpático ou não à pessoa dele, temos todos que ser gratos a todo o seu trabalho e empenho na construção de nosso Centro de Treinamento. Desde a conquista de Xerem trata-se do único acréscimo patrimonial e de infraestrutura do Clube. Prefiro nem comentar muito sobre o que penso com em relação aquela indelicadeza, falta de educação, ingratidão…que fizeram com relação ao nome do CT. Poderia ser qualquer outro nome, sem problemas, mas fazer aquilo, daquela forma, envergonha qualquer pessoa com um mínimo de decência.
Mas porque tocar nesse assunto do CT se estávamos falando de estádio próprio? Porque recentemente soube de detalhes do que dirigentes do Fluminense e do Flamengo fizeram junto à Prefeitura para barrar à época iniciativas do Pedro Antonio para construção de nosso estádio. E sabem porque acredito no que soube? Pelo histórico dessas mesmas pessoas comigo e com o Fluminense. Sabe porque acredito que seria viável a construção do estádio? Pelo pequeno, mas eficaz histórico do Pedro Antonio no Fluminense. Ele foi lá e fez. Se dependesse da grande maioria das pessoas do Fluminense não tínhamos uma estaca levantada até hoje. Infelizmente no Fluminense sobram discursos, promessas, mentiras, ofensas, brigas, fuxicos e outras coisas mais e faltam atitudes e realizações em prol do Clube.
Nenhum problema em sonharmos, inclusive em razão da nossa grandeza e potencial, mas antes de tudo, vamos nos preparar para sair desse pesadelo, que é o atual arcaico e ultrapassado modelo de gestão. Estádio próprio é um sonho que pode sim ser concretizado, mas desde que com responsabilidade, com um projeto factível e tendo à frente pessoas empreendedoras como, por exemplo, o próprio Pedro Antônio, se for o caso. Estádio próprio não pode mais servir para um powerpoint bonitinho e populista e obtenção de votos em período eleitoral, mas se tivermos pernas e mãos para fazermos tudo concomitantemente, porque não? Unidos pelo Fluminense nem nós conhecemos os limites da nossa força.


LARANJEIRAS
Nossa casa. Nossa raiz. Nossa história. Propostas como a de construção de shopping através de permuta ou venda do terreno de nossa sede de Laranjeiras, independente da real impossibilidade jurídica, demonstram cabalmente como pessoas sem a menor noção do que é o Fluminense tem ocupado ultimamente os principais postos de comando do Clube. Certamente o shopping seria melhor para o torcedor do Fluminense passear do que assistir aos jogos do time que eles montaram. Se algum dia tentarem concretizar uma atrocidade dessas eu serei o primeiro a ingressar em juízo para barrar.
Revitalizar as Laranjeiras é obrigação legal tendo em vista o tombamento, bem como obrigação moral com nossa história, nossa torcida e nossos associados. Isso já deveria estar sendo feito há tempos. Tem muitas coisas que são difíceis numa gestão de um clube com as características atuais do Fluminense, mas outras tantas basta carinho e respeito pela instituição. Nada mais.
Falta de dinheiro não justifica desleixo, descaso e desídia. Vou dar dois exemplos que demonstram bem a nossa situação. Recentemente vi alguns sócios e torcedores comemorando como um verdadeiro feito da gestão, uma pintura próxima do campo e ajeitadinha no telhado, tamanha é ausência de qualquer cuidado ou tratamento com nossa sede. Para quem não sabe, boa parte dos troféus de nossas conquistas encontra-se há anos, atravessando já duas gestões, nos porões dos elevadores do salão nobre, deteriorando-se como se fosse lixo. Isso porque temos, inclusive estatutariamente, o Flu-Memória. É falta de dinheiro? Não. Nada justifica isso.
No que se refere a ampliação e modernização do estádio das Laranjeiras, também acho que seria maravilhoso, desde que tenhamos comprovadamente viabilidade técnica e também política. O assunto não é simples e assim como o próprio tema de construção de outro estádio, esse não deve servir como um discurso fácil para enganar as pessoas em período eleitoral como fez o atual Presidente do Clube.(vide material de campanha)
Tenho acompanhado pelas redes sociais e imprensa o trabalho da comissão de sócios que se dispôs a ajudar nesse assunto e fiquei estarrecido com a postura do atual Presidente, que recentemente se recusou a simplesmente fazer uma carta concedendo poderes para a comissão poder falar formalmente em nome do clube junto às autoridades competentes. Isso é literalmente desonesto, tendo em vista o que ele se comprometeu publicamente na sua campanha. Observem que em nenhum momento vi representantes dessa comissão requerendo do clube recursos para nada. Novamente o problema não é dinheiro. Pelo contrario até. Só queriam apoio institucional, pois evidentemente não conseguem nem podem falar em nome do clube sem estarem legitimados para tanto.


O CLUBE TINHA QUE APOIAR INCONDICIONALMENTE A INICIATIVA DESSAS PESSOAS E AINDA SE EMPENHAR EM CONJUNTO COM ELAS NO MESMO SENTIDO. ALÉM DISSO, DEVERIA TENTAR TRAZER PEDRO ANTÔNIO TAMBÉM PARA ESSE ÂMBITO DE DISCUSSÃO, POIS ACREDITO QUE ELE POSSA AJUDAR MUITO. SE NÃO HOUVER VIABILIDADE TÉCNICA, POLÍTICA OU FINANCEIRA DO PROJETO, O PRÓPRIO TEMPO, OS ESTUDOS TÉCNICOS E AS AUTORIDADES PÚBLICAS DIRÃO. CHEGA DE POLITICAGEM. PRECISAMOS PENSAR E DEFENDER OS INTERESSES DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB INDEPENDENTE DE GRUPOS POLÍTICOS, DE AMIGOS E DE OUTROS INTERESSES PESSOAIS.
Saudações Tricolores
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“Auditoria” não é sinônimo de “Transparência” – Opinião Dr. Bruno Freitas

“Auditoria” não é sinônimo de “Transparência”

De início já digo não fazer parte do movimento subscritor do pedido de Auditoria Externa no Fluminense.
Mas não posso negar que o movimento tem toda a razão.
Repassando o Estatuto do Torcedor:

“Art. 33. Sem prejuízo do disposto nesta lei, cada entidade de prática desportiva fará publicar documento que contemple as diretrizes básicas de seu relacionamento com os torcedores, disciplinando, obrigatoriamente:
(…)
II – mecanismos de transparência financeira da entidade, inclusive com disposições relativas à realização de auditorias independentes, observado o disposto no art. 46-A da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998;
(…)”
Vacila o Senhor Mario Bittencourt ao entender que “jogar” no Portal da Transparência do clube o trabalho da auditoria independente “Mazars” estará cumprindo a lei.
E está redondamente enganado porque o artigo legal é expresso em dizer “…mecanismos de transparência financeira da entidade, inclusive (…) auditorias independentes (…)” (Grifei).
Ou seja, para ser transparente não basta realizar um trabalho de auditoria e divulgar no portal do clube. É preciso mais.
Inicialmente é preciso ser contemporâneo e harmonizado com os demais setores do clube. Explico.
As contas de 2019 sequer foram votadas pelo Conselho Deliberativo (https://www.netflu.com.br/e-a-reuniao-online-conselho-informa-que-votacao-das-contas-de-2019-segue-sem-data/). Ora, se não houve votação, como é que se publica auditoria aprovando esses números no Portal da Transparência?
Atrasar injustificadamente a publicação e demonstração de resultados e, mais, sem qualquer votação do Conselho Deliberativo em nada é transparente.
De outro lado não se pode jogar a sujeira para debaixo do tapete.
O Conselho Fiscal do clube ao analisar as contas de 2016 assim se manifestou em seu parecer:
“a administração foi inconsequente e imprudente ao utilizar recursos de receitas não recorrentes para o aumento de despesas e custos de longo prazo. (…)
não houve compromisso com o planejamento dos anos subsequentes, gastando-se muito mais do que se podia, sem cuidado, criando e deixando que fossem criadas pelo Departamento de Futebol, a partir de receitas extraordinárias obtidas, entre outras, da venda das transmissões televisivas e de jogadores, despesas fixas, em contratos de longa duração, assinados de afogadilho, deixando passivo de grande monta, sem apontar fonte se custeio. (…)
foram também deixadas para pagamento posterior dívidas de comissionamento, sabendo-se que os recursos já estariam comprometidos.” Concluindo-se, ao final, que “por decisão da administração passada, o Fluminense começou o ano de 2017 sem caixa para cumprir suas obrigações.(…)”
Lembrando que a auditoria “Mazars” – segundo o próprio presidente – é quem realiza a auditoria anual publicada, indaga-se que lisura possui o trabalho dessa empresa ao emudecer o parecer de um Conselho Fiscal?
E não se venha dizer que as contas de 2016 foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo, pois é fato que tais reuniões são mera formalidade segundo reza a tradição tricolor.
Destaque-se que no Santos FC, seu presidente foi afastado justamente por práticas similares àquelas praticadas pelo Sr. Peter Siemsen.
Trazendo a questão para os dias de hoje, quando a gestão Bittencourt faz vista grossa – sabe-se lá porquê – é certo dizer que não está sendo transparente e, portanto, não cumpre o Estatuto do Torcedor.
De outro lado, não respeita a Transparência a atual Proposta Orçamentária para 2020 (à exemplo de quase todas as outras que foram levadas à cabo no Fluminense). Prova disso se pode colher de diversas premissas as quais resumo em duas:

  1. Na primeira folha do documento o Dólar foi cotado à R$ 4,14 enquanto o Euro em R$ 4,60. Ora, não é preciso maior informação para saber que o orçamento desse ano está totalmente defasado por força da variação cambial. Isso significa que o prejuízo será maior do que o previsto e impactará nas contas de 2021;
  2. Nos últimos 30 dias o clube foi condenado a pagar em ações trabalhistas os atletas Matheus Gonçalves, Cláudio Aquino e outros em valores que extrapolam o dito “Contingenciamento Passivo” – isso revela uma péssima avaliação do Departamento Jurídico sobre as premissas de “Perda Possível” e “Perda Remota”.
    Isso é ser transparente Sr. Mario Bittencourt?
    É preciso, pois, saber diferenciar a Auditoria apresentada do conceito de Transparência. O primeiro não encerra o segundo. Está nele contido, mas longe de se esgotar, por todos os motivos aqui expostos.
    Não ser transparente além de ser prática ilegal fere o conceito de Governança Corporativa. Longe da teimosia, é má fé.
    E, nesse particular, emerge a necessidade da Auditoria Externa. Primeiro para confrontar todos os números apresentados – não pense que os mesmos são absolutos somente porque foram despejados no colo do torcedor; Segundo, porque um gestor minimamente competente tem que se valer desse serviço a fim de corrigir rotinas administrativas e, efetivamente, ser transparente.
    Transparência gera divisas que não podem ser dispensadas nos dias de hoje.
    Senhor Presidente, não se arrisque contra a lei. Não se arrisque contra o torcedor e, sobretudo, contra a história do Fluminense Football Clube.
    Sua vaidade é enorme. Então a use para o bem: construa um Busto seu na sede do clube – o que for – mas somente depois de liderar a cruzada pelo exorcismo dos fantasmas que assolam as Laranjeiras.

“Hora de expurgar os ratos e de você, Conselheiro, deixar claro que não é um deles!” Opinião Rafael de Castro Ladewig

HORA DE EXPURGAR OS RATOS E DE VOCÊ, CONSELHEIRO, DEIXAR CLARO QUE NÃO É UM DELES!

Olá, Guerreiros!
Estamos descendo de rapel em um vulcão em erupção há tempos e até ontem os “Guardiões do Mário Bittencourt” só tinham energia para as defesas. Após mais um vexame anunciado a pressão ficou insustentável e eles começaram com algumas das críticas que já fazemos há meses. Algumas direcionadas para aqueles péssimos jogadores que ninguém agüenta mais. Outras, mais tendenciosas e politizadas, mostrando que quem trouxe o Muriel foi o Celso Barros. No entanto, não vejo nenhum movimento deles para tratar as “causas e não somente às consequências”.
Nas últimas horas foi divulgado mais um protesto dos torcedores, que lamento concluir que não teve e não terá nenhuma representatividade para o Sr. M.B. A única matéria que eu gostaria de ler era: “150 conselheiros sentam na porta das Laranjeiras e prometem explodir a gestão”!
Que a torcida do FFC seja inteligente e não aceite mais um factóide. Odair vai cair e em 10 rodadas vamos pedir a cabeça do próximo. Hora de amassar qualquer representante do feudo para que não nos tornemos um Cruzeiro. Hora de pôr todos os contratos e cargos na mesa. Hora de “desratizar” o clube.
A estratégia dos “puxa saco” agora será atacar o treinador e o campo. Eu não caio nessa. Aceitemos a cabeça do Odair, mas somente como sobremesa. O prato principal deve ser de morcegos vampiros que habitam nas Laranjeiras!
Mesmo sem assinar cheque no clube, assino o meu tendo o clube como destinatário. Portanto, eu quero apenas Compliance, pois ele prometeu. Isso envolve:
*Todos os contratos na mesa (fim do sigilo);
*Apresentação de uma reforma administrativa (com todos os cargos do clube, funções, remunerações compatíveis com o mercado…);
*Apresentação de um plano analítico de cada área do clube, com produtividade e metas (vide marketing infrutífero);
*Uma apresentação sobre todas as empresas contratadas, a revisão dos seus contratos e a criação de um departamento apolítico que funcione como “Compras/Licitações”;
*A reforma do estatuto, que responsabilize todo gestor do clube por improbidade;
*Que nas funções de formação de Xerém nosso plano de cargos administrativos exijam determinadas capacitações e não que haja espaço para “amigos da campanha”;

  • Que nosso patrimônio seja transformado em ativo e não que seja mais um a sugar a essência do clube, o Football!
    Quero muitas outras coisas, mas dá pra começar por aqui!
    Nossa música de arquibancada diz: “Quero gritar campeão!”…
    Mas o meu momento racional diz: Eu só quero ver meu FLUMINENSE grande novamente…Fora de campo e por conseqüência dentro dele. Se não for nessa ordem, esqueçam!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

PRESIDENTE NÃO É DEUS. PRESIDENTE NÃO É DONO. PRESIDENTE PODE MUITO, MAS NÃO TUDO. Opinião Ademar Arrais

PRESIDENTE NÃO É DEUS. PRESIDENTE NÃO É DONO.
PRESIDENTE PODE MUITO, MAS NÃO TUDO.

Um Clube de futebol é uma espécie de pequeno retrato da sociedade em que ele está inserido. No Brasil as pessoas costumeiramente acham que o Presidente da República e outras autoridades, porque foram eleitos ou exercem determinados cargos, podem fazer o que querem e bem entendem. Não podem e não devem. A difusão desse pensamento acaba incentivando arbitrariedades e abusos dos gestores públicos, além do menosprezo pela res pública. No Fluminense é igualzinho.
O fato de um Presidente ser eleito não lhe confere o direito de agir como dono do Clube. O sistema político eleitoral e até estrutural de poder constante de nosso arcaico estatuto social, legitima essas ações quando o Conselho Fiscal e a Mesa do Conselho Deliberativo são praticamente nomeadas pelo Presidente do Clube, transformando os referidos Poderes ao longo de todo mandato em meras instâncias de homologação das vontades do “rei e de seus amigos”, independente dos reais interesses do Fluminense.
Pior do que os Presidentes totalitários que reiteradamente estamos tendo, são os Conselhos que vem permitindo que eles façam o que querem. Depois eles vão embora cuidar das suas vidas e o Clube fica numa situação cada vez mais grave. Há anos ouço e luto contra atos e fatos completamente estapafúrdios e contrários aos interesses do clube, mas que são levados à frente porque o Presidente encaminhou e as pessoas acham que tem o dever de apoiá-lo incondicionalmente mesmo indo contra ao próprio clube que dizem reiteradamente amar.
Só a titulo de exemplo, quando o nome do atual Presidente irresponsavelmente foi indicado para a Vice-presidência de Futebol, eu fui o único Conselheiro à época a demonstrar minha indignação e contrariedade na Tribuna contra aquele fato ilegal, irregular e completamente absurdo de colocar um prestador de serviços (contratado) comandando a principal área do clube (contratante). Pois bem, o nome dele foi aprovado apenas com voto contrário meu, dos membros do Ideal Tricolor e de mais um ou outro Conselheiro. Uma verdadeira aberração. Depois todos conhecem a tragédia que foi e cujos muitos efeitos financeiros catastróficos perduram até hoje…
Isso tudo vem contribuindo decisivamente para o nosso acelerado apequenamento e auto-destruição. Os fatos e a nossa realidade estão aí…
É inadmissível o Mario querer ser o próprio Fluminense. Ninguém, por melhor que eventualmente seja, o que não é o caso, pode ser absolutamente tudo no clube. Não há nada mais amador do que isso. Mas vale também uma outra reflexão. Porque e pra que um dirigente faz isso?
Primeiro porque quem faz isso imagina que é um ser supremo, que sabe de tudo e sempre. A frase falada dos “dois treinos” não é uma mera frase de efeito. Pelo contrário até. Ela demonstra cabalmente a prepotência e arrogância próprias dos fracos, inseguros e deslumbrados. Muito pior do que o jogador cabeça de bagre é o jogador cabeça de bagre que se acha o Pelé…

Mas pra que se isolar, pra que querer decidir tudo absolutamente sozinho?
Para poder fazer tudo o que quer e bem entende e de acordo com suas próprias convicções, independente de qualquer embasamento técnico-profissional. O importante para ele são as suas próprias convicções e interesses. Para que ele receba todas as informações e repasse apenas o que lhe interessa. Para que toda e qualquer decisão dependa da vontade dele e portanto as pessoas tenham a imagem de que é mais importante servir ao rei e seus amigos do que ao Clube…
As melhores práticas indicam exatamente o contrário disso tudo que vem sendo feito. Presidente deve ser um líder na acepção da palavra e não apenas um chefe/imperador do clube em razão do cargo. Um líder escuta, coordena, delega, forma uma grande equipe retirando de cada um o que tem de melhor para sua empresa/instituição. Um líder trabalha com base num projeto, metas, ações institucionais. Um líder sabe que os anseios de uma instituição não necessariamente são os seus. Um líder não se preocupa com o foco do holofote nele. Pelo contrário, sente orgulgo quando o foco está em outras pessoas da sua equipe. Um líder gera confiança e credibilidade, que geram recursos com o tempo. Um líder compartilha e divide responsabilidades, um líder cobra, mas também incentiva por meio de críticas construtivas, um líder divide para multiplicar, etc…
Chega desse personalismo excessivo, dessa concentração de poder, dessa arrogância e dessa prepotência, que, repito, são características próprias dos fracos, inseguros e deslumbrados. O foco deve ser sempre os interesses do Fluminense Football Club. A diferença do Presidente do Fluminense para Deus é que Deus não se acha Presidente.
Precisamos urgentemente de várias lideranças juntas, tendo como diretriz um projeto institucional de mudaça do modelo de gestão, de profissionalização, de renovação, de mudanças, de transformações e melhorias para o nosso Fluminense. Já estou trabalhando por isso. Quem acreditar na idéia e quiser agregar, somar, fica desde já o convite para irmos à campo juntos…
Saudações Tricolores.

” A Batalha do Covid-19 sob a ótica do Clube de uma enorme alma, quem construiu a história x ninguém!” Opinião Rafael de Castro

A BATALHA DO COVID SOB A ÓTICA DO CLUBE DE UMA ENORME ALMA, QUE CONSTRUIU A HISTÓRIA X NINGUÉM!

Olá, Guerreiros!
Estamos diante de mais um circo na história esportiva brasileira. O clube de remo, que tanto ignorou a pandemia, leva toda sua corte, made in BNDES, para o Equador, posta as festividades, os seus “vacinados” atletas sem máscara no avião e agora “exige” adiamento do seu jogo contra o Palmeiras! Que os afetados pelo cruel calendário se apertem ainda mais, pois precisamos atender ao império do mal! E se não bastasse tanta contradição, assistimos mais uma vez a mídia defender com total clubismo e capitalismo sua bandeira, mesmo que neste mesmo campeonato já tenhamos caso similar com o Goiás entrando em campo sem 15 atletas: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2020-08/mesmo-sem-15-atletas-com-covid-19-goias-ataca-mais-que-palmeiras
O que eles fizeram pela volta do futebol, ignorando leis e qualquer senso esportivo, todos já sabem. Como tricolor, vou narrar o escárnio atual a partir da decisão da Taça Rio.
Em que pese a grande alegria pela “conquista” da Taça Rio em 08/07/20, que certamente poderia ficar gravada na história como “a batalha da moral X o apocalípse da imoralidade”, não manifestei euforia futebolística. O momento que vivemos na história da humanidade não nos permite tratar futebol como prioridade, mas como elemento cultural histórico do nosso país, seria natural a extração de bons exemplos e ações, como às demonstradas por inúmeros artistas em “Lives gratuitas” e muitas toneladas de alimentos doados.
O FFC é berço do FootBall brasileiro, carioca e da seleção brasileira. É o único clube de futebol no mundo a receber do COI a taça Olímpica, em 1949, por inúmeras contribuições aos esportes olímpicos, pela sua moralidade, pela sua estrutura e pela sua HONRA! Para receber a honraria, o pleiteador deve ser exemplo de organização administrativa e um vitorioso nos setores esportivos, sociais, artísticos e cívicos. Este reconhecimento é considerado o Prêmio Nobel dos Esportes.
O “mundo” sempre soube quem é o FLUMINENSE e o reconhece pela sua fidalguia, pela sua contribuição a inúmeras modalidades esportivas, não somente o famoso football, que aliás, foi o motivo central de sua criação, diferentemente dos demais “grandes do RJ”. Nas piscinas, quadras, no tiro, entre outras, produzíamos, desde a origem, medalhas para o país e cidadãos de bem para a sociedade. Em campo éramos o maior campeão daquilo que havia de mais valioso até a década de 80 passada, o Campeonato Carioca. Chegamos ao final da década de 70 ainda sobrando nesta condição, com título nacional no primeiro modelo de “grande campeonato brasileiro”, 1970, justamente o ano do futebol arte. Havíamos levantado canecos da Taça Rio SP, um “mini brasileiro” para a época, inúmeros torneios relevantes para o período na Europa (contra os seus gigantes) e mesmo diante da ignorância de muitos e ocultação tendenciosa da mídia, havíamos nos sagrados campeões do modelo de Mundial que havia, batendo inclusive o Penãrol, base da seleção Uruguaia que havia derrotado o Brasil 2 anos antes em pleno Maracanã (https://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/jogo-fluminense-x-penarol-de-52-e-eleito-maior-da-historia-tricolor-e-jogador-vivo-se-emociona-honra.ghtml).
Paralelo a esta linda trajetória, surgia um fenômeno que está atrelado a tudo que hoje conhecemos como “Jeitinho Brasileiro”. Como bem elucidou o Dr. Renato Soares Coutinho em sua tese de Doutorado em História na UFF (https://www.historia.uff.br/stricto/td/1453.pdf), o clube de Regatas divorciado da Rede Globo foi alçado a um modelo de “política nacionalista popular”. Em período de golpe de estado, sem congresso e com nova constituição autoritária, foi criado o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda e neste momento quem já nadava em berço esplendido era o maior ídolo da nação: O Sr. Marinho.
Entre várias articulações, utiliza-se massiçamente as principais mídias da época para divulgar o sucesso do modelo autoritário, mas que espelhava um cuidado com o povo, com as crianças e mostrava para os quatro cantos do país um sucesso, que tinha nos tentáculos rubro negros a magia ideal para comover as massas e tratar o povo como “gado”. Daí surge, por exemplo o Jornal dos Sports, absoluto para a época. Mas Marinho precisava de um sócio que representasse toda a arquitetura do modelo: eis que ganha destaque Mário Filho.
Exatamente! Mário Filho, irmão do ilustre e consagrado até hoje, Nelson Rodrigues, não somente conduz o noticiário esportivo brasileiro, como também ignora a utilização de recursos públicos para regimentar uma massa, através da paixão e da ignorância (percebendo a coincidência com os tempos atuais?). Este mesmo, anos após, viraria o nome do maior e mais belo estádio de futebol de todos os tempos: Maracanã.
Neste momento o FFC tinha a consolidação da sua sede própria, casa da seleção canarinho, que anos após, mesmo sem nenhum recurso estatal, teve ¼ da sua arquibancada ceifada para obras da cidade, além dos serviços utilizados pelo Palácio Guanabara.
No lado dos que compraram a história, surge o decreto 3.686, na década de 30, cedendo ao clube de regatas terreno nobre, onde hoje existe a sede da Gávea. Era o que faltava para estruturar as campanhas governamentais, os cenários perfeitos que associavam o rubro negro ao “Brasil forte”.
Como não tenho pretensões de parafrasear o Dr. Renato Soares Coutinho, deixo que vocês observem os detalhes em seu material original, que está exposto em link acima.

Esse grande projeto criou um fenômeno. Como um clube sem nenhuma representatividade no cenário internacional, nada relevante esportivamente em qualquer modalidade no cenário nacional e até mesmo 3ª ou 4ª força no cenário estadual conseguira chegar à década de 50 como maior torcida do Brasil, quiçá do mundo?
Resposta cristalina no material do Dr. Renato Soares Coutinho e até mesmo no breve resumo deste texto.
Para que não demonstre ignorância aos fatos positivos, aproveitaram uma baita geração para serem vencedores na década de 80, mesmo que Internacional e principalmente Atlético MG tenham seus motivos para criar ressalvas escandalosas. Em paralelo aumentava sua campanha de time popular, criando “Fake News” contra aquele que era o mais próximo “time do povo”, o único grande fora da zona sul, entre outras mais imundas contra o FFC como a eterna associação entre um jogador vindo do Bangu, que lá usava pó de arroz e foi contratado por nós já sob esse triste hábito, além do ranço homofóbico criado (quem tem cultura e personalidade em classes menos favorecidas para virar as costas para o “time do povo” e abraçar um time “afeminado” e “preconceituoso”?).
Em resumo, meus nobres, curtir a vitória de 08/07/20 foi maravilhoso. Ganhar da soberba, do jeitinho brasileiro, da ganância, do desrespeito às leis e às vidas humanas não tem preço. No entanto, o resultado não nos altera. Perdendo ou ganhando, nosso caráter é centenário, enquanto eles buscam sempre os atalhos e estão sempre tropeçando no próprio destino.
Os episódios recentes que envolvem este clube são de embrulhar o estômago, mas eles foram criados assim. Essas são suas raízes e não mudarão mesmo diante da empatia que toda coletividade teve com eles em dias recentes e tão difíceis.
Dois ou três dias após uma tragédia para todo nosso país, teríamos um fra X FLU. Minutos após o Fluminense postava solidariedade e se colocava a disposição para remarcação do jogo, o que ocorreu. Agora, durante uma Pandemia inigualável em nossa história, onde não temos condições de contar em dedos das mãos e sim em dois maracanãs super lotado de mortos, eles mais uma vez, desafiaram a lei, criaram a lei, manipularam a lei, e buscaram o jeitinho brasileiro, para chegarem ao Brasileirão mais preparados que os demais de outros estados, que ainda precisaram jogar de 5 a 7 jogos em 20 dias e imediatamente entrar na longa disputa do título nacional; para finalizarem um campeonato estadual de forma desumana, sem que os adversários tivessem em condições mínimas aceitáveis fisicamente; para expor seu patrocínio conquistado na mesma surdina que a sua Medida Provisória; para impor seu irracional projeto que limita a 4, ou 5, que seja 10 milhões de pessoas que teriam acesso à internet, sendo que a TV atingiria historicamente 50, 60 ou 80 milhões de pessoas, tão carentes de alegrias em dias tão difíceis.
O campeonato Carioca ter sido decidido nos dias 12 e 15/07 foi a gota d`água da patifaria. Na euforia do êxito de uma batalha, muitos tricolores ignoraram que jogamos 4 partidas em 10 dias, sendo a última, uma decisão com vários desfalques e outros que saíram de campo esgotados, machucados…
Davi superou Golias uma vez; Duas vezes é bem difícil; Três é pouco provável! Não tivemos a defesa institucional devida. Não tivemos o amparo da mídia. O final, todos já sabem. Fomos melhores também no segundo jogo, mas não tínhamos mais pernas para seguir a diante. O “jeitinho imundo” venceu, mas isso é apenas uma definição para quem nasce, cresce e morre sendo gado. Pra mim, meu clube mais uma vez foi gigante e eles mais uma vez tiveram os imorais atalhos a seu serviço.
Qualquer argumento fisiológico/médico provaria que não poderíamos ter entrado em campo naquelas finais. As finais sempre foram em dois domingos e sem nenhum motivo real a quadrilha criou mais uma forma de desequilibrar a competitividade. Como presidente do FFC, o campeonato acabaria com a Taça Rio. Deixaria as duas datas para que eles transmitissem no seu canal “time A X time B”; ou
Time dos 62 funcionários demitidos X Time dos familiares das vítimas.
Enquanto isso, a Sra. Globo, historicamente farinha do mesmo saco, retransmitiria irmãos coragem para o Brasil todo dizendo que o Duda jogava dopado; retransmitiria o Tufão como traficante e não como bom moço; faria a cobertura do goleiro assassino sem se preocupar com a imagem do clube; faria uma cobertura séria sobre a maior tragédia no meio esportivo brasileiro, com a morte de 10 jovens e a negativa do clube de aceitar a proposta do MP que representava menos que 4% do faturamento anual e menos até do que o lucro liquido divulgado; volte no tempo, em 2012, e forje alguma tramóia na documentação que criou o abismo no futebol brasileiro, com diferenças que chegariam a 1Bi de faturamento em 1 década para os demais times de tradição; apresente no Globo Reporter a posse do terreno da Gávea e como o clube de regatas foi usado como propaganda política para que chegasse uma imagem de um país que os povos isolados nem conheciam; as relações entre Godinho, Lava Jato, BNDES, empresas que patrocinaram o clube, obtendo grana junto ao mesmo banco; o escárnio de mais uma vez ter recursos públicos injetados em sua camisa…

O episódio atual, dos contaminados vindos da Gávea, solo de todo povo brasileiro era a oportunidade deles vir a público reconhecer erros. Enquanto isso, a mídia os trata como vítimas. Tento entender o motivo e existem duas visões: Quanto a saúde, os exames do maravilhoso protocolo que eles tanto se gabaram, irão garantir que só entre em campo quem tem condições; Quanto ao efeito esportivo, eles não se preocuparam com a disparidade ao retornar antes e ao negociar MP visando ainda mais abismo financeiro e cancelamento do contrato da Globo com os demais clubes Cariocas. Portanto, se eles possuem jogadores aptos a jogar, que joguem, independentemente dos inaptos. Se não tiver nenhum, W.O neles!
Eles são de outro patamar, que tenho orgulho de não fazer parte. Que não demitam mais ninguém ou não infrinjam mais leis que possam gerar tantas perdas financeiras, psicológicas ou de vidas humanas!

Como escreveu o gênio Nelson Rodrigues: “o Flamengo tem mais torcida; o Fluminense tem mais gente…”

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

” Minha primeira subversão foi ser Fluminense!” Opinião Eduardo Coelho

Minha primeira subversão foi ser Fluminense! Com um pai vascaíno fanático e o irmão mais velho também, ser tricolor, na infância significaria desde cedo romper com o poder estabelecido. Era estar ausente dos estádios nos jogos do time do coração. Seria romper com todos aqueles presentes que os pais oferecem aos filhos na arte de seduzi-los pra que torçam pro seu time de futebol. Ou seja, seria remar contra a maré.
Mas, nada como contar com a ajuda de “tios companheiros” pra salvar a pátria “VERMELHA”, branca e verde, pra assistir uma “Máquina” jogar. Na adolescência melhorou. Aí, tirei o atraso. Matava aula pra ver o Flu jogar, à tarde, na dura arquibancada da Bariri. Pegava chuva, à noite, na arquibancada de madeira de Marechal Hermes. E o aniversário de 17 anos? Dei furo no almoço familiar, com a presença dos padrinhos, deixando meus pais furiosos comigo. Tudo por um jogo em Moça Bonita. E só tinha o dinheiro do ônibus e alguns sanduíches de pão com ovo frito. No final: 3 a 0 Bangu. O pessoal lá em casa falou que foi castigo.
Criamos a “TIJUNENSE”, a única torcida até hoje, que teve “NENSE” no nome. Na verdade, éramos um bando de malucos apaixonados pelo Flu, querendo assistir os jogos do nosso time. Nossa maior loucura? Pular o muro do Maracanã, às 7:30 da manhã (o jogo era às 17h), com bandeirões, peças de bateria, sacos e mais sacos de papel picado e talco pra jogar pro alto, quando o Flu entrasse em campo. Era a final do 1° turno de 80, com o Vasco. Pra aliviar a fome, muitos sanduíches de pão com ovo frito. E pra passar o tempo uma bola “dente de leite”. Nessa a gente se deu bem. O Flu venceu de 4 a 1 nos pênaltis.
A primeira grande “revolta guerrilheira” foi quando venderam o Edinho pra Itália, em 82. Pô, o Edinho era o craque do time, o ídolo da torcida e vendem o cara? O time que já não era lá essas coisas ainda ficaria pior. Então, fomos pras Laranjeiras fazer o enterro da diretoria e gritar “QUEREMOS TIME”. É claro que o couro comeu! Era sopapo pra cá, pernada pra lá e até cadeira voou. Pra conter a fúria da torcida tiveram que apelar pra ajuda pacífica da PM.


Em 83, fui parar no exército. A rebelião continuou! Por outros motivos, claro, mas continuou. Bati de frente mesmo e “dane-se”. Óbvio, rolaram várias prisões. Faz parte é do jogo. O ano foi difícil. Mas, o que salvou foi aquele gol do “ASSIS” aos 45 do 2° tempo. Tive que chorar e negociar muito pra me liberarem pra ver o jogo, pois tava detido no quartel. Servia no 1°BG, em São Cristóvão, que era pertinho do Maraca. Como dei “MINHA PALAVRA” voltei logo depois do jogo, feliz da vida. Deixei pra encher a cara noutro dia.
Passaram-se muitos anos. Muitas lutas políticas. Muitos jogos e títulos do Flu. Rebaixamentos também. Mas, sempre com o Flu. Um operário virou presidente da República e não faltou emprego e comida na boca do povo. E o operário que sempre gostou de futebol, recebeu todo sorridente nossa delegação em Brasília, quando conquistamos depois de 23 anos um título nacional: a Copa do Brasil de 2007. Aí, já adulto, realizei o sonho de menino e entrei de sócio do Flu.
Criei o Blog “Cidadão Fluminense” e meti o pé na porta! No bom sentido é claro. Falava de história e política do Flu. Claro que desagradei algumas oligarquias. As mumificadas e as juvenis que pretendiam se “encastelar no poder”. Era um crítico ácido e feroz. Mas nunca faltei ao respeito ou proferi ofensas pessoais. Cada um possui as suas capacidades e eu criei as minhas.
Uns adoravam as minhas criativas matérias – geralmente os opositores do “status quo” – e davam gargalhadas. Outros detestavam e levavam pro lado pessoal. Tranquilo. Faz parte do jogo político. Aí, vieram as retaliações. Pensaram que eu me intimidaria. Tolinhos! De processos na Justiça foram 6 (SEIS). Fazer o que, né? Me diverti. Tive que “DERROTAR MEUS ADVERSÁRIOS”, um a um.
Teve até um “garoto arrogante” toda vida, que mais parecia um “pavão” de tão vaidoso que era. Ou ainda é, sei lá. O cara não cansava de me processar e eu não cansava de “GOZAR” ao “DERROTÁ-LO TODAS AS VEZES”. Fazer o que, né? O cara não imaginava que fosse encontrar aqui, uma “resistência guerrilheira”. Vento que venta cá, venta lá também. Talvez o cara pensasse que eu fosse mais um desses “mauricinhos” que sabem tudo de tudo.


Pra finalizar, moral da história: quem ocupa espaço de poder precisa ter humildade, respeitar as pessoas e suas histórias. Todo mundo, por mais simples que seja, possui uma história. É preciso ouvir o povo! Atender aos reclames do povo! É pra isso que existem os espaços de poder. E não para oprimir o povo. E num clube de futebol, o povo são os seus “TORCEDORES”.

QueremosTime #VencerOuVencer #Tricolor

FluminenseFootballClub1902 #Laranjeiras

“Precisamos de um Técnico…” opinião Lauro Cernicchiaro

Tricolores e Tricolindas.

Achei o primeiro tempo um horror , nada com nada, o segundo houve uma melhora , por incrível que pareça com a entrada de Felipe Cardoso. Uma referência fixa na área , limitado claro , mas, saiu um volante ( André ) , dos quatro em campo , AFF , para que isso afinal contra o poderoso Sport ? Ganso apesar da lentidão rotineira, fez uma boa partida , com algumas bolas precisas e com passes verticais finalmente. Nosso problema principal, ainda, reitero é o técnico. Retranqueiro , medroso , covarde. Não vemos progresso absolutamente em nada , um bando desgovernado sem padrão algum. Cada jogo uma experiência na escalação, muda tudo , nenhum jogador se sente seguro , confiante , com esquema tático algum , jogadas não existem , ainda continuamos com aquelas bolas perigosas atrasadas para Muriel , todos sabemos que ele é um horror com a bola nos pés. E esse Egídio??? Não falo mais nada !!! Como disse culpa do técnico que escala , teve participação direta em vários resultados com seus erros individuais grotescos e bisonhos , deve ser AFASTADO IMEDIATAMENTE . Precisamos sim , de um lateral esquerdo, um meia ofensivo rápido e um centroavante , para ontem. E um técnico , chega de testagem , técnico de verdade !!! Nosso elenco no todo não é ruim , e sim mal treinado.

É PRECISO UNIR, CLARO. MAS #ÉPELOFLU – Opinião Ademar Arrais

É PRECISO UNIR, CLARO. MAS #ÉPELOFLU

Essa semana vou tratar de outro tema de suma importância para o Fluminense, que é a necessária união de todos os segmentos e principais lideranças do Clube.

Como cediço, há décadas o Clube vem passando por um processo crescente de auto-destruição institucional, que alimenta diariamente um ambiente hostil, muitas vezes sujo, intolerante, inócuo e onde as pessoas se agridem, se ofendem, detroem biografias e fazem de absolutamente tudo para afastar de vez por via reflexa e as vezes diretamente pessoas sérias e valorosas, que muito poderiam contribuir para o Clube. Se é amigo ou do meu grupo pode tudo e vale tudo. Se não é, nem paro pra escutar.

Com muito orgulho, desde que participo da política do Fluminense permaneci quase a totalidade do tempo na oposição às diversas gestões catastróficas que tivemos. Algumas delas, apoiei e fiz parte de composições eleitorais e logo um tempo depois da eleição fui para oposição. O foco é e deve ser sempre o Fluminense e seus interesses.

Composições eleitorais, no cenário do arcaico estatuto que temos, são necessárias, mas não podem justificar jamais a colocação dos interesses do clube num segundo plano, nem antes, nem muito menos depois das eleições. Se o candidato e sua chapa prometem mundos e fundos, mentem descaradamente para torcida e para os associados e depois resolvem fazer o que querem e bem entendem, ignorando o Clube para atender a outros fins, quem realmente ama o Fluminense tem mais do que obrigação de se afastar e lutar pelo que tinha sido prometido e contra o que estiver sendo feito de prejudicial, até mesmo porque ajudou a eleger quem lá está.

Contudo, pensar diferente, divergir, ser oposição, não significa que tenhamos que acabar pessoalmente com quem está na direção do Clube e vice versa. Mesmo sendo sempre muito enfático e incisivo na defesa dos interesses do Fluminense, apenas uma ou outra pessoa do Fluminense parei de falar e cumprimentar e mesmo assim porque elas pararam de falar comigo.  E olha que não faltaram traições, atitudes e tratamentos completamente desrespeitosos e sem nenhuma reciprocidade da minha parte.

A maturidade e a própria vida nos ensinam que a construção e reconstrução de pontes são muito mais importantes para cada um de nós evoluirmos e sobretudo para todos nós juntos crescermos. Nem sempre é possível, mas é importante tentarmos sempre.

No Fluminense tem sido muito comum também satanização de quem não é amigo ou não faz parte do mesmo grupo. Qualquer reunião ou organização de tricolores pela melhoria do Fluminense, desde que seja pelo Fluminense mesmo, é válida. Nesse sentido, não vejo problema algum na existência de grupos políticos. Alguns que estão atuando e outros que passaram pela história do Clube cometeram erros gravíssimos e que produzem efeitos imensuráveis até hoje, mas também realizaram transformações importantíssimas. É hipocrisia e mentira, por exemplo, atacar genericamente a Flusócio, como se tudo o que ela tivesse feito tenha sido prejudicial. Não é verdade isso. O movimento em si deixou alguns legados positivos também e as pessoas que dele participaram, via de regra, não podem ser responsabilizadas pelos desvios provocados pela suas lideranças.

O retrovisor serve para você não bater o carro nem errar com os mesmos caminhos do passado, mas se ficares apenas preocupado e olhando para o retrovisor certamente baterá o carro da mesma forma ou errará o caminho.

Conforme defendi no artigo da semana passada, não basta trocarmos o Presidente, as pessoas ou os grupos da Direção do Clube, independente de quem sejam os que vão sair e os que vão entrar. É preciso mexer nos alicerces, reestruturar, mudando efetivamente todo o modelo ultrapassado que temos hoje. Não há outra saída para o Fluminense que não seja o Clube-empresa ou o Clube gerido como uma empresa. Qualquer outro caminho é paliativo e enganador.

O discurso da união pela mera união, pela mera junção entre tricolores, ou pela união em torno de outros interesses é uma mera bobagem. Precisamos sim de união, mas tendo como foco prioritário sempre os interesses do Fluminense.

Nenhuma instituição pode ter sucesso e ainda mais se reestruturar, se reerguer, como é o nosso caso, tendo a quantidade que temos de guerrilheiros e guerrilhas internas. Observem que até mesmo nas arquibancadas temos hoje inúmeras divisões de fomento a esse processo destrutivo do Clube. O atual Presidente do Clube não só menospreza esse fato, como procura se isolar para imperar,  incentivando esse ciclo destrutivo ainda com requintes de arrogância e prepotência.

O fundamental é sempre entendermos que o que nos une é o Fluminense Football Club e são os interesses dele que devem estar sempre em primeiro lugar. Ninguém precisa amar ninguém, mas todos devem se respeitar e amar o Fluminense. Eu não conheço problema algum do Clube que tenha sido criado ou aumentado em razão do diálogo e do respeito mutuo. Ao revés, boa parte dos problemas que temos são exatamente pela falta de respeito e pela falta de diálogo. Mudemos isso juntos e o Fluminense só terá a ganhar.

Saudações Tricolores.

Imagem de destaque Criador: MaleWitch 

“Tampax – Incomodada ficava a sua avó” – Resposta André Barros

“Tampax – Incomodada ficava a sua avó”

Qual um tsunami, um disse que disse tomou conta das redes sociais tricolores nos últimos dias. O Presidente Mário Bittencourt teria ficado “… incomodado…” com algumas críticas desferidas contra a sua pessoa. Consta que, num genuíno ataque de pelancas, ele chegou ao cúmulo de ameaçar processar “A”, “B” e “C”, inclusive a mim.

Cabem ressalvas, muitas ressalvas.

Em primeiro lugar, Sr. Mário Bittencourt, dirijo-lhe as críticas enquanto Presidente do Fluminense F.C. Nada tenho de pessoal contra o senhor. Aliás, sequer o conheço pessoalmente. Levante-se dessa histórica cadeira – na qual o senhor nunca deveria ter tido o atrevimento de sentar-se – e nunca mais ouvirá falar de mim. Ganharemos eu, o senhor e, principalmente, o Fluminense F.C. Afinal, como dirigente do Fluminense F.C, numa escala de “0” a “10”, dou-lhe “-1” – isso com muito boa vontade.

Em segundo lugar, Sr. Mário Bittencourt, desde o aparecimento do absorvente “Tampax”, “… incomodada…” ficava a sua avó. Aliás, coitadas, “… incomodadas…” ficavam as nossas avós.

Em terceiro lugar, Sr. Mário Bittencourt, estou coberto pela franquia constitucional do freedom of speech (artigo 5o, inciso IX, da Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988). Tenho certeza que as minhas críticas – conquanto acerbas, ferozes e carregadas de palavras de conteúdo semântico negativo, que produzem inegável mal-estar na pessoa a quem se dirigem, no presente caso, o senhor – se contêm no polígono encantado do sagrado direito de opinião. Jamais, jamais descambei para o hate speech. No ponto, impende lembrá-lo, com alguma imprecisão decorrente da ligeireza do escrito, o famoso episódio envolvendo um humilde moleiro e o Rei Frederico II da Prússia. Coagido por este a deixar a sua residência, aquele resistira com um argumento que, embora de simples enunciação, entraria para a História: “… ainda há juízes em Berlim…”. E, então, ante essas iniludíveis palavras, o Rei Frederico II da Prússia, prudentemente, recuou. Pois bem, Sr. Mário Bittencourt, ainda há juízes no Brasil. E, ao me forçar a escrever sobre isso, o senhor perdeu comigo pontos justamente na província do saber humano em que, sinceramente, o apreciava, o Direito.

Em quarto lugar, Sr. Mário Bittencourt, a despeito do uso de palavras infinitamente mais duras do que as minhas, não me consta que o senhor tenha levado o Sr. Elias Duba às barras dos Tribunais. Isso é algo a se pensar e a se argumentar numa eventual contestação ou reconvenção.

Em quinto lugar, Sr. Mário Bittencourt, exorto-lhe a ouvir a mítica trilha sonora do filme “High Noon” (1952), em especial a parte que emula coragem por todos os lados: “I do not know what fate awaits me […] I only know I must be brave […] And I must face a man who hates me […] Or lie a coward, a craven coward […] Or lie a coward in my grave…”. Em suma e em caixa-alta: EU NÃO TENHO MEDO DO SENHOR NEM DE SUAS FOQUINHAS AMESTRADAS. Ou eu, em defesa de minha inesgotável paixão pelo Fluminense, o arrosto de frente ou escrevam “covarde” na minha lápide. No nosso “duelo”, eu encarno a personagem vivida por Gary Cooper.

A propósito, Sr. Mário Bittencourt, eu sou homem o bastante para assinar todos os meus posts. Não tenho perfis fakes tampouco lanço mão de avatares. Diferentemente sucede com a sua odiosa alcateia. No ponto, recomendo-lhe prudência, eis que sempre tem um idiota que se desgarra das instruções que lhe foram dadas e se excede nas ações. Por exemplo, um sociopata – que me parece seu ardoroso simpatizante, valendo-se de um fake, como sói ocorrer com todo covarde – fica me ameaçando via zap. Como não consigo identificá-lo, em linha com a Teoria do Domínio do Fato, no limite, posso atribuir as ameaças ao líder – ou mentor – do grupo, não? Ou seja, o senhor pode buscar lã e sair tosquiado.

Caminhando para o fim, eu não conto com milícia virtual, muito menos com real. Armado estou apenas com a pena, que se mostra, outra vez, mais poderosa do que a espada, mesmo a dos poderosos e criados, em condomínio fechado, pela avó. Por meio deste, desafio-lhe, abertamente, para um debate, olho no olho, de homem para homem, somente sobre a História do Fluminense. Só tema de arquibancada, Presidente. Papo de boleiro, Mário. Hora, data e local à sua livre escolha. De quebra, o senhor pode levar todas as suas foquinhas amestradas e a elas recorrer em momentos de grande aperto. Se eu perder 10% do predito debate, comprometo-me a sair vestido de Carmem Miranda, na hora do almoço, em dia útil, em plena Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro/RJ. Por outro lado, se eu ganhar 90% da altercação, o senhor volta ao seu bem-sucedido escritório de advocacia, deixando o Fluminense para “… gente que faz…”.

Por derradeiro, há pouco, a minha esposa veio me interpelar, dizendo que o slogan “… incomodada ficava a sua avó…” era referente ao “Sempre Livre”, não ao “Tampax”. Sinceramente, eu não sei. Afinal de contas, marca de absorvente nunca foi o meu ponto forte. Quanto aos “… incômodos…” do Sr. Mário Bittencourt, estou pouco me lixando. Ele que use um “Tampax” – ou um “Sempre Livre”, ao seu gosto, válida a consulta ao Eduardo Uram.

#FORAMÁRIO

#NÃOHÁMALQUESEMPREDURE

#EUQUEROMEUFLUDEVOLTA

#ÉPELOFLUDEVERDADE

“Itaberá ou Egídio?” – Opinião André Barros

“Itaberá ou Egídio?”
Amigos, a distopia tomou conta de boa parte da torcida tricolor. Trocando em miúdos, andamos meio sem rumo, qual um bando de bêbados em busca do longo caminho de casa.
Pouco antes do jogo do último domingo, acompanhei, pelas redes sociais, um debate que bem retrata o triste momento do Fluminense F.C: cada qual a seu tempo, quem seria pior tecnicamente, o lateral-direito Carlinhos Itaberá ou o “ala” esquerdo Egídio?
De início, dei de ombros para a discussão, ante a sua aparente irrelevância.
PQP! Itaberá ou Egídio?
No entanto, de repente, caí em mim.
A questão suscitada pelos torcedores – aparentemente rasa – tinha um pano de fundo digno de análise, tal seja, a trajetória amargamente descendente do Fluminense F.C depois da saída do grande Manoel Schwartz. Vox Populi, Vox Dei.
O péssimo Carlinhos Itaberá – que chegou ao cúmulo de, num jogo contra o Náutico, cobrar um lateral para fora do campo – rompera uma longa e gloriosa tradição de grandes laterais-direitos. De 1975 até ele, velaram pela lateral-direita tricolor Toninho Baiano, Carlos Alberto Torres, Edevaldo, (o mediano) Nei Dias, Aldo, o promissor Carlos André, o improvisado Donizete, etc. Todos deram conta do recado. Nesse tom, Carlinhos Itaberá foi um choque para a torcida, algo escalafobético, surreal, um ponto que supúnhamos fora da curva.
Desafortunadamente, o péssimo – escalafobético, surreal – Egídio é a confirmação, em cores vivas, de que estávamos redondamente enganados quanto à transitoriedade da penúria. Carlinhos Itaberá não era um ponto fora da curva, mas, sim, uma nova e cruel tendência, de apequenamento do Fluminense F.C. Egídio, amigos, é o milionésimo Itaberá que passa pelas Laranjeiras. E outros virão, preferencialmente pelas mãos dos amigos do Rei.
Isso quer dizer muita coisa, muita coisa mesmo!
Afinal de contas, tal situação de pequenez se verificou, também, na gestão do clube. Críamos que o desditoso Fábio Egypto seria um mero ponto fora da curva. Mais uma vez, estávamos errados. Seguiram-se Ângelo Chaves et caterva. Prova incontestável de degenerescência dessa curva maligna é a eleição do Sr. Mário Bittencourt, outro traste à frente do Fluminense – talvez o maior deles.
Em tempo, Sr. Mário Bittencourt: coloque as suas foquinhas amestradas – ou leões de teclado – de prontidão. Vou descer a lenha no senhor no próximo post – que já tem até o sugestivo título de “Tampax – Incomodada ficava a sua avó”.

#FORAMÁRIO

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