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A epopéia de um Fla x Flu!!

Mais um FlaxFlu que repete conhecidas histórias. Uma espécie de David e Golias das arquibancadas, quase que à totalidade travestida em vermelho preto, com um pequeno cantinho de valentes e resignados tricolores.
O enredo estava escrito. O Flamengo com seu time de milhões, jogando em um palco que estava praticamente todo ornamentado com suas cores. Havia um clima de solidariedade equivocada ao rubro-negro, dada a triste tragédia dos seus jovens atletas.
Em tempo, antes que eu continue, explico a razão de chamar de equivocada a solidariedade: naquele episódio, por óbvio, temos que prestar toda solidariedade aos familiares, amigos e pessoas próximas dos meninos. Acho ainda, que até mesmo à imensa nação rubro-negra, por óbvio, muito chocada e entristecida com o episódio, devamos render nossa solidariedade consternada. Mas, em relação à instituição Clube de Regatas Flamengo, tenho minhas dúvidas se deveria me solidarizar, posto que entendo que há notória responsabilidade do clube no episódio.
Mal comparando, isso soaria como se eu estivesse me solidarizando com a Vale, o que seria um absurdo.
Mas, por favor, não quero, pelo menos agora, entrar nessa polêmica.
Voltemos ao embate de hoje.
Como disse, o cenário e o palco armado para um passeio rubro-negro. Seu time muito mais caro, cheio de alternativas, tinha uma esmagadora torcida a seu favor.

Só que, do outro lado, estava o Fluminense, clube que tem por hábito desafiar o improvável, subvertendo a lógica dos fatos.
Os idiotas da objetividade (expressão que usualmente Nelson Rodrigues dizia) não hesitaram em apontar o Flamengo como virtual vencedor, ignorando a presença do Fluminense.
Mal sabiam esses incautos. Não é à toa que somos conhecidos como time de guerreiros. E, hoje, honramos a fama, seja em campo, seja na arquibancada.
Dentro das quatro linhas, os milhões de reais que separam os dois elencos foi absolutamente insuficiente para parar a gana tricolor que, do início ao fim, lutou pela vitória, conseguindo, justamente, no último minuto.
Na arquibancada, não foi diferente. Em que sopesasse a colossal maioria de flamenguistas, os tricolores que lá estavam, permaneceram impávidos nas arquibancadas, retirando força dos pulmões, até o último minuto, calando a massa vermelho e preto.
Saibam, senhores. Isso é o Fluminense, vocacionado para a subversão da lógica e demonstração de força e coragem, nos momentos mais agudos, sobretudo, nos místicos FlaxFlus.
Viva o Fluminense! Deu uma aula de dignidade e de coragem, onde, lá de cima, Nelson Rodrigues deverá estar assinando a sua coluna, dizendo que essa épica vitória já estava escrita há 2.000 anos!

Nense!!!!

Dia de Fla-Flu: Recordar é Viver…

Foto: Divulgação/FFC

Guerreiros da Sul, Tricolores e Tricolindas: Hoje é dia de Fla – Flu ! O clássico mais charmoso do Futebol brasileiro.

O meu primeiro eu tinha uns oito ou nove anos, criança, encantado com aquelas cores. Com a vibração e alegria da torcida TRICOLOR ! Detalhes do jogo ? Não lembro (Kkk). Mas com certeza naquele momento começou uma PAIXÃO !

Os anos foram passando, virando adolescente e começou aquela fase de ir ao Maraca já sem a companhia dos pais e sim dos amigos. Período em que começa às aventuras e fatos que ficam em nossas memórias. Sou da época da geral, da cadeira azul, da arquibancada sem divisão nenhuma. Há não ser aquele corredor humano de policiais, um em cada degrau.

Aí os meninos da Bravo 52 irão perguntar: como assim ? Isso mesmo molecada, e as rampas não eram uma para cada torcida não. Todos ficavam juntos e misturados. Formava-se aquele tumulto na entrada, uma multidão de camisas misturadas e embaralhadas em meio a um empurra empurra só. Pulavam a roleta, pulavam os muros, passavam dois juntos. Mas confusão ? Brigas ? Na entrada, jamais. Na saída: descia as rampas cada torcida na sua metade. Cantando, zoando lado a lado com o adversário. As vezes até tinha uma confusão, mas como chamávamos na época: NA MÃO, sem covardia ou excessos e, terminava logo. Época boa, onde os seres humanos se respeitavam e valorizavam a vida também.

Quantas vezes ia lá para baixo zoar os geraldinos !? Na época existia a FLA GERAL. A Coca-Cola era vendida por verdadeiros astronautas: com uma carcaça imensa nas costas. Ganhava-mos um copo de papel e os vendedores injetavam aquela espuma toda no copo. Mas o refrigerante, era o de menos: o importante era o copo, para urinar dentro e fazer chover na geral, em cima da mulambada. Hoje sei que era errado, reprovável. Mas passou.

A torcida deles sempre foi maior. Empurrava o cordão humano de policiais, onde andavam de 20 em 20 metros e, cada espaço desse que ganhavam do nosso lado era comemorado como um gol por eles.

Me recordo de uma vez que se aproximaram muito da Young, no saído Giesta. Aí, despertou o espírito de guerreiros que sempre tivemos – uma das cenas mais lindas que vivenciei no Maracanã – a torcida tricolor toda se locomoveu em direção aos policiais para que os rubro-negros parassem de andar. Deixamos claro que: aqui é o limite. CHEGA ! No canto ficava a nossa Jovem Flu – camisa vinho – torcida que já foi umas das maiores, e sempre se posicionava colada na tribuna, onde hoje em dia ficou um buraco.

Enfim, Fla – Flu é especial !

O careca do talco lá embaixo andando de um lado para o outro nervoso, que sempre ao receber uma doação jogava o talco, sempre com aquele sorriso de dentes amarelos e aquela cara gorda, branca e redonda.

Sempre que chegava perto do fim dos jogos eles cantavam aquela música: “OH MEU M ……. !!! EU GOSTO DE VC” ! Vou contar para vocês: era sinistro, 100 mil vozes. Era a música mais possante deles, o Maraca tremia !

Mas, em um Fla Flu histórico, Duílio bateu uma falta curta para Deley que lançou Assis e, na saída de Raul: Golllllllll ! Aos 45 minutos do segundo tempo. Aquela música estrondosa foi bruscamente interrompida, que espetáculo ! Explosão de alegria, não acreditávamos !

Dali em diante, em todo Fla-Flu, quando começavam a cantar, nós retrucavamos: “RECORDAR É VIVER, ASSIS ACABOU COM VC !”

Aí, em um toque de mágica, como um nocaute, paravam na hora. Daí surgiu o: “SILÊNCIO NA FAVELA !” Enfim, SAUDADES para os antigos e NOVIDADE para os novos !

E HJ ? É DIA DE FLA – FLU !

Como surgiu a faixa, “LUTEM ATÉ O FIM.”

Bom noite Guerreiros da Sul e a todos Tricolores e Tricolindas !

Quando coloquei aquela faixa no Maraca em 2009 jamais passou pela minha cabeça a repercussão que tomou. O importante na época era demonstrar apoio e incentivo em um momento delicado e porque não dizer trágico que estava a vir. Eu presenciei a queda para terceira divisão, sobrevivi ao primeiro jogo contra o ABC no Maraca, domingo às onze da manhã, nossa Torcida compareceu em massa, cavalos da PM e espadadas em cima de uma torcida já sofrida e humilhada. Abriram os portões !!! E invadimos. Essa cena não sai minha cabeça até hoje.

Quando tive a ideia da faixa em 2009 pensei:

Nunca mais quero passar por isso ! Graças a Deus, funcionou num toque de magia, Cuca e meu amigo Ronaldo Torres abraçaram a IDÉIA. barraram jogadores, promoveram outros e deu certo!!! No ano seguinte que provavelmente estaríamos jogando a segunda divisão, fomos campeões da série A. Estou relatando esse fato pois é possível, um tricolor de arquibancada, Professor de educação física com 55 anos hoje e 48 anos de arquibancada que nunca pertenceu a nenhuma torcida organizada, nem ser sócio do clube na época COLABORAR diretamente com o sucesso no campo dos atletas.

Sou Torcedor igual a vocês, pois hoje tive o prazer e a honra de ser convidado para escrever para vocês, nós estamos de saco cheio dessa política do Clube, jogo de vaidades e interesses, queremos transparência, amor e dedicação ao nosso Fluminense.

Somos eternos apaixonados pelas três cores que traduzem tradição, estamos cansados de times medíocres, desvio de verbas ou contratações pavorosas e caras. Sou do coro de carteirinha FORA ABAD ! Hoje a dívida é enorme, a situação e caótica, mas vemos três grupos políticos brigando pela presidência. Qual será o real motivo para ser candidato hoje nessas condições ????

Mistério! Enfim quem sentar naquela cadeira tem que ter culhões, assumir que sabe aonde esta se metendo, abdicar da família e trabalho, dedicação exclusiva  porque a missão é árdua e não permite mais aventuras, não aceitaremos e nem toleraremos mais a conversinha fiada. O próximo Presidente que não venha com esse papo de que eu não sabia que a situação era essa.

E para vocês da Flu Sócio que estão achando que GANSO ou TIC TAC do DINIZ  abafa o montante de cagadas que fizeram por incompetência, estão enganados!

No mais,

Saudações Tricolores e Vitória na Guerra !

Fidalguia e apologia à desídia

André Ferreira de Barros

Segundo a ordem natural da vida, os mais jovens enterram os mais velhos. Quem já compareceu ao enterro de um pai ou de uma mãe sabe o quanto isso dói. Mas, com o passar do tempo, aprendemos a conviver com isso – e, até mesmo, a nos preparar para esse doloroso dia.

Quando essa lógica se inverte, abruptamente, os pais enterram os filhos. A dor, então, é elevada à milésima potência – se for possível mensurá-la, claro.

O que aconteceu, dias atrás, com os meninos da base do Flamengo enlutou o país – senão o mundo do futebol.

Obviamente, rivalidades clubísticas têm de ser deixadas de lado numa hora de dor excruciante, como ora sucede.

Aliás, vidas e sonhos precocemente ceifados costumam dar ensejo a compreensíveis ondas de solidariedade.

Eu, por exemplo, sou favorável a minuto de silêncio, à salva de palmas, à suspensão (abolição?) de cânticos agressivos contra os rivais, enfim, a todo o tipo de homenagens aos garotos que precocemente nos deixaram.

Mas renunciar a jogar a semifinal da Taça GB, desculpem-me os mais puristas, sou visceralmente contra.

Afinal, diferentemente do que sucedera com a Chapecoense, o Flamengo não foi colhido por caso fortuito, força maior ou fato de terceiro.

Diferentemente, a imprensa noticia, à farta, que o Flamengo foi autuado 30 vezes pelos órgãos competentes. Repito: inacreditáveis 30 vezes.

Amigos, o descaso do CRF salta aos olhos.

Por isso, entregar-lhes, de mão beijada, o direito a jogar a final da Taça GB não seria um ato de fidalguia, mas sim de apologia à desídia. Por outras palavras, um ultraje às famílias enlutadas.

Saudações tricolores.

A vitória Tricolor vista de Teresina

 

Goleada do Flu é destaque na mídia de Piauí.

O Fluminense avança na copa do Brasil. O Tricolor garantiu a vaga com uma goleada sobre o River do Piauí por 5 a 0, com três gols no primeiro tempo e dois no segundo.

No início do jogo o time da casa até demonstrou que poderia dificultar, mas o sonho durou apenas 13 minutos. Após abertura do placar pelo Tricolor das Laranjeiras, o adversário se perdeu em campo , mantendo uma postura totalmente defensiva.

 

Com o domínio da partida, o Fluminense passou a trocar passes na defesa e em algumas ocasiões chegou a empolgar os tricolores presentes no estádio Albertão.

No segundo tempo, já desesperado, o River fez três alterações. Porém, de nada adiantou. Tendo sua única chance clara de gol só aos 30 minutos do segundo tempo.

Diante do placar de 5 a 0, o River dá adeus a competição. Com a classificação assegurada, o Flu foi destaques dos principais jornais de Teresina e, uma coisa é certa, muito bom nosso time ser primeira página de qualquer veículo de comunicação no Brasil. Que permaneça nessa energia.

O Canal Flunews agradece a hospitalidade de todos os torcedores presentes no estádio.

 

Abs Cilene

“Pra cima Fluzão” – Apesar da derrota o trabalho deve continuar

foto: Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo

Caros tricolores, como comentei na semana passada, o Fluminense de Fernando Diniz está no caminho certo, e não pode deixar que um resultado negativo atrapalhe a sequência desse trabalho.

Diante de um time tecnicamente superior aos que já havia enfrentado, o Fluminense ainda sim tentou propor o jogo, e foi até superior no todo da partida. Contudo, os erros clamorosos da arbitragem e o péssimo estado do gramado do estádio Mané Garrincha impediram um melhor resultado em favor do Tricolor.

Mostrando um futebol há certo ponto abaixo do que sabemos que esse time pode mostrar, o Fluminense dominou boa parte do jogo e mesmo que na base do sufoco acertou a trave por duas vezes e obrigou o goleiro vascaíno a trabalhar em outras duas oportunidades.

Já era de se esperar um pouco mais de dificuldade em propor o jogo contra times que exigem um pouco mais do time. E, a sensação que me passa é de que o chutão não é proibido e, se trabalhado como um recurso, pode ajudar ainda mais na proposta de jogo de Diniz. Como ? Era nítido que em muitas partes do jogo o Vasco adiantava a marcação tentando forçar o erro na saída de bola do Flu. Nessa hora, se temos um jogador com um pouco mais de recurso pode utilizar do chutão/lançamento para achar nossos atacantes em uma condição mais favorável contra a defesa adversária.

Mais uma vez volto a dizer, a derrota não pode atrapalhar o trabalho,as pode servir pra aprimorar e consertar os erros detectados e buscar alternativas de jogo quando o time estiver pressionado.

Em relação a arbitragem, não há o que comentar, fica o lance do puxão no Bruno Silva não visto pelo árbitro como um resumo do que foi o homem do apito durante os 90 minutos.

foto: Reprodução/Premiere

Quando a paixão cega

Sou sócia proprietária do clube há 40 anos pelo menos, neste percurso minha família viu renúncias, triunvirato, politica suja, todo tipo de situações…defendemos as cores do tricolor em alguns esportes… sempre acreditei que alguém quando se candidata a presidência do Fluminense o faz por algum motivo (seja ele qual for) , mas , com certeza não é para ser o pior gestor , ou mesmo destruir a instituição. Penso sempre que as pessoas são imbuidas de boas intenções, todavia, quando se deparam com a realidade, muitas vezes ficam impossibilitadas de realizar seus planos…mesmo assim, acredito que tentam de tudo para darem o seu melhor.

No final do ano passado conversando com o Presidente Abad, foi dito que estavam trabalhando insistentemente para trazer muitas coisas boas, resolvi dar um voto de confiança, ao contrário de muitos que resolveram xingar, brigar, pedir renúncia , impeachment e afins, falava aos meus pares ” menos , parem , vamos tentar a paz” , surgiam todos os tipos de agressões e xingamentos….culminando com a reunião do dia 26 de dezembro de 2018, que resultou na AGE do dia 26 de Janeiro de 2019, ao passo de acalmar os ânimos, estes seguem mais acirrados.

Sempre fui contrária a saída do Presidente Abad, apesar de ser oposição e ter sido eleitora do Deley e Celso. Sempre torci para nosso Presidente acertar e depois de dois anos tentando acertar contas, penhoras e toda as desgraças, eis que consegue fechar um negócio muito bom e em bases sólidas para o Fluminense, acertando com várias outras contratações.
Esclareço ainda, que existem ainda outras negociações a serem fechadas e devemos prestigiar o time , pois temos competições importantes para fevereiro….logo.
Para quem ficou xingando,falando, brigando….e agora….o que dizer….ainda, prefiro acreditar no melhor sempre, sobretudo em dias melhores . Usarei sempre as redes sociais com a finalidade de incentivar e promover a instituição Fluminense…quanto ao dirigentes os procuro pessoalmente para me manisfestar… desconstrução NUNCA, construção sempre….devemos agir sempre com razão e bom senso, pois a paixão cega, e nos faz cometer desenganos e desatinos.



Cilene Fernandes Pinto

Com padrão bem definido, Flu de Diniz têm se mostrado o melhor Tricolor pós Unimed

foto: Lucas Merçon / FFC

Caros tricolores, há muito tempo não vemos um time do Fluminense tão empenhado dentro de campo. Mas aí há quem diga: “Pow, mas foi só contra times pequenos.”

Sim meus amigos. Foram contra times de menor investimento. Mas aí eu te pergunto: há quantas temporadas você não via um Fluminense com padrão tático definido, jogadas trabalhadas, estilo próprio de jogo ?

Mesmo o Tricolor tendo enfrentado pela frente apenas clubes de menor investimento do “fraco” Campeonato Carioca, já fazia um bom tempo que não víamos um time tão organizado como está se mostrando essa equipe de Diniz. Além disso, vemos um time em campo com apetite de gols, o que nos faltou por muitos anos.

Ainda sim, há quem diga que o verdadeiro teste de fogo ainda está por vir. Discordo. Claro que o clássico dará uma mostra do que o time pode render dentro de um campeonato mais disputado como o Brasileirão. Mas não podemos deixar de lado o trabalho que vem sendo mostrado nesses primeiros jogos. Além do mais, clássico tem uma atmosfera completamente diferente, onde tudo pode acontecer. E, caso perca o jogo contra o Vasco, ainda sim continuarei achando esse Flu com potencial de ser um dos melhores pós Unimed.

Claro que o time precisa evoluir muito, principalmente no sistema defensivo. Mas os próprios números mostram que o “novo Fluminense” dá poucas oportunidades ao adversário, mesmo que seja contra os times de menor investimento, vemos nosso adversários passando certo sufoco, enquanto nossa defesa, nos dá pouco ou quase nenhum susto.

Da realidade à bipolaridade Flu-sociana

Devido a matéria publicada pelo NetFlu no dia 21/01/19 sobre a reforma dos estádio das Laranjeiras, na qual fica claro que a gestão não tem o mínimo interesse em fazer tal reforma, isso é fato!

Porém no mesmo dia o maior grupo de apoio à gestão Flusócio soltou uma nota em seu blog repudiando a matéria do NetFlu, porém em seu grupo interno de WhatsApp denominado Lista Política Flusócio a conversa não tem nada haver com o repúdio publicado, como podemos observar nos prints das fotos que circulam pelas redes sociais:

Ou seja, querem fazer os Sócios e Torcedores de idiotas. Não é a toa que durante anos tudo que esse grupo político denominado Flusocio põe a mão não vira ouro e sim, vocês sabem o que eu pensei.

ST.
Por Wagner Aieta

Celso Barros e o discurso aos não eleitores

Acho avaliação de dada pessoa – ou fato – à luz da História requer distanciamento crítico e neutralidade, atributos que aumentam à medida que o tempo passa.
Nessa linha, consta que, indagado, em 1972, sobre os efeitos da Revolução Francesa, que tivera lugar em 1789, o premiê chinês Zhou Enlai teria dito algo como “… é muito cedo para tal avaliação […] são necessários, pelo menos, 500 anos para tal…”.

Trazendo tal raciocínio para o Fluminense, não são necessários 500 anos para que se reconheça que o Dr. Celso Barros foi – e é – um dos mais influentes tricolores do primeiro
quartil do século XXI. E, embora não seja uma unanimidade, é o único tricolor vivo que pode se dirigir à torcida falando “… olho no olho…”. Repito: é o único, goste-se dele ou não!

Do alto de sua indisputável autoridade perante a torcida tricolor, o Dr. Celso Barros deve, em primeiro lugar, desarmar uma “bomba” que tiquetaqueia a seu redor. Explico: a sua
grande força é, ao mesmo tempo, a sua maior fraqueza. Afinal de contas, a torcida tricolor associa o seu nome a craques, a muitos craques – em qualidade e em quantidade substanciais -, contratados num mágico estalar de dedos. Assim sendo, logo de início, o Dr. Celso Barros deve esclarecer à torcida que seus amor ao clube e disposição para trabalhar são os mesmos,
mas as circunstâncias, desafortunadamente, são bastante diferentes das de 1999-2014. Desta
feita, ao menos a princípio, não jorrará dinheiro de patrocínio, genuíno mecenato. Em bom português, ninguém deve esperar 8 craques no time, mas, talvez, 1 ou 2. Anticlímax, necessário choque de realidade.

Ainda falando “… olho no olho…”, penso que o Dr. Celso Barros deveria instar a torcida tricolor à associação em massa. Algo assim: a cada 10.000 novos sócios, um grande jogador é contratado. Com 100.000 sócios adimplentes, teremos um time forte, do contrário, convém
deixar claro que o senhor, Dr. Celso, pouco pode fazer. Em suma, trata-se de atar o destino do clube ao engajamento de seus torcedores – nada a ver com os chiliques do Zé Bobão, para
quem a torcida deveria comparecer, em peso, para assistir a Richard, Jadson, Ibanez e cia limitada. Mais uma vez, somente o Dr. Celso Barros tem tamanho crédito com a torcida tricolor.
Patrocinador master e recálculo de quotas de TV são eventos futuros e incertos. Se vierem, claro, será ótimo. Se não, caminhamos com nossas próprias pernas.

Mas a torcida não vota, dirão alguns. Verdade, mas ela dita tendências, mormente num período extremo como o de agora. E cobrará do novo presidente do Flu segundo esses parâmetros.

Desfechando, Dr. Celso Barros, o senhor já tem o seu lugar marcado em pedra na
gloriosa História tricolor. Não desdoure a sua imagem com um estelionato eleitoral, que é coisa de quem não tem nada a perder, como a ignominiosa Flusócio.

 

Saudações tricolores.

André Barros

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