Chega de complexo, “vira-latas”! – Opinião Crys Bruno

Oi, pessoal.

E chegamos entre o fim de uma temporada e o reinício. 

Graças por 2021 ter terminado! 
Esperança por 2022 começar!

É tempo de curar o complexo de vira-lata que infectou muitos de nós em relação ao Fluminense.  

Vamos lembrar, de pronto, falando da gente. Prontos? Vamos, lá!

Uma torcida que coloca, no Maracanã, mais de 48 mil para ver um jogo contra a rebaixada Chape, não é só um patrimônio cultural mas, sobretudo, uma mina de diamantes, em todos os sentidos. 

Discordo de quem criticou o nosso entusiasmo pela vitória. 

“Só comemoro com aquele entusiasmo se for título”, respeitosos bravateiros. Ah, nem tanto ao mar nem tanto à terra.

São vitórias assim conquistadas por nossa torcida, essa mina de diamantes, que fez um time morto afastar-se da beira do Z4 e ainda classificar-se para à Libertadores. 

Ou sem torcida no Maracanã, se arrastando em campo, esse time teria virado sobre o Palmeiras, vencido o América-MG, o Internacional e a Chapecoense – nem contarei o imponderável gol do David Braz, no apagar das luzes, sobre o desfacelado Sport.

Essas vitórias supracitadas foram intercaladas no momento decisivo – os 10 últimos jogos – marcado por atuações vexatórias, porcas, de um time desorganizado, mal escalado, um bando de 11 baratas tontas arrastando-se nos gramados fora de casa: derrotas para Santos, Ceará, Grêmio, Juventude e Bahia.

Essa torcida deu a esse time morto confiança e força nas pernas, estas que tremiam e cansavam mais que tentavam jogar o jogo.

Isto dito, sim, comemoramos o retorno à Libertadores porque comemorávamos a nossa força decisiva como torcida. 

Fomos o jogador decisivo. Somos a maior atração. O destaque do jogo do Fluminense. Somos o nosso título. Não nos subestime. 

“Ah, ganham mesada desse e daquele!” Em todos os clubes e em todas as gestões, inclusive, quando transitar para o Clube Empresa, torcida organizada é profissional e vai ser procurada por representantes de jogadores e vice-presidente de ações sociais…

Pá de cal na hipocrisia? Sigamos…

Uma torcida como a do Fluminense, pelo o que ela tem feito nos últimos 30 anos, abraçando e carregando seu Clube, merece e pode ter muito mais. 

Sim, classificar-se para a Libertadores foi importante. Quem foi decisivo? Vamos aos fatos e questionamentos:

Quem contrata Odair e Roger Machado pensa em Libertadores ou em se manter na Série A?

Quem escolhe e entrega o comando técnico do Fluminense por quase todo 2021 a Marcão e Ailton está  comprometido com rendimento que objetiva Libertadores? 

Não, não é. Marcão foi tampão. A gestão atual tem como meta apenas permanecer na Série A, o que o Cuiabá, atenção, o CUIABÁ, conseguiu com 10 vitórias em 38 jogos e uma folha salarial 4 vezes menor que a do Fluminense. 

Então, pode parando quem disser que “com Mário, disputamos duas Libertadores”. Meu ouvido não é penico.

Avante…

Libertadores! Essa Taça que ganhou a importância de uma Champions League em nosso Continente em duas, três décadas – resultado, talvez, do boom das transmissões se tornarem mundiais e o torneio, quanto produto, ganha valor.

Ao longo da história, os times brasileiros priorizavam mesmo nossas competições nacionais. 

Talvez, por isso, o Fluminense ainda não a conquistou, ao menos a Taça, “furtada” da gente, em 2008, para ser entregue em Quito.

Para fazer justiça e cumprir nossa história Retumbante de Glórias, o Fluminense precisa jogar a competição ano sim, ano também. Só disputando para “gritar campeão”.

É o mínimo. E, nos últimos anos, obrigação. Sim, obrigação. 

Nos últimos 5, 6 anos não têm sido mais fácil conquistar a vaga para Libertadores do que antes quando eram só os quatros primeiros? Então, obrigação. 

Não à toa, Vasco, Botafogo, Chapecoense disputaram nesse período e, agora, Fortaleza, Bragantino e o América-MG classificaram-se. 

Para melhor análise e compreensão, vale ressaltar que nesse cenário de pandemia, o nível do Campeonato Brasileiro em 2020 e em 2021 foi tão medonho, escabroso que times com 45% de aproveitamento, como o Fluminense, levou uma vaga.

E já citei o Cuiabá que permaneceu na elite vencendo só 10 jogos. Uma meta das gestões Peter, Abad e Mário, que choram miséria enquanto vendem joias de Xerém e contratam barangas ou jogadores em fim de carreira, portanto, rasgando o dinheiro do Clube.

Graças ao Mário?! Ah, não, não, não… 

Marcão? Técnico.

Yago  Felipe? O 10.

Caio Paulista? Titular absoluto.

Welington? Entrando nos jogos finais e decisivos para ter contrato renovado automaticamente. 

Um combo com 2 zagueiros e 2 centroavantes para dizer que contratou para Libertadores. 

Nenê e mais 10.

Perder Miguel e Marcos Paulo de graça.

Vender Evanílson e Kayky e contratar Lucca e Abel Hernandez.

Manter um Sub-23 “Eslovaco”.

Parem! Números quantitativos dizem pouco, muito pouco.

Futebol não é brincadeira.

O Fluminense, então, nem preciso falar.

O ano de 2021 foi ruim. Custo altíssimo. Perrengue na reta final. Atuações vergonhosas. Só não foi péssimo por conta da fase de grupos na Libertadores.

Agora, me diz aí, “numerólogos”: já contaram 54 pontos menos 3 das vitórias sobre o Palmeiras, América-MG, Internacional e Chapecoense? 

42 pontos. Esse era o resultado que espelhava o futebol desse time em 2021.

Detalhe: Grêmio e Bahia, rebaixados , fizeram 43 pontos.

Torcida do Fluminense, pare de desvalorizar-se.

Você é a torcida mais impressionante desse país.

E não deve mais aceitar viver de migalhas.

Afinal, o mito da falta de dinheiro, justificativas para contratar Orinho, Lucão do Break, Lucca, Caio Paulista, Felipe Cardoso e vender Kayky, Evanílson, Metinho e mais Xerém, desabou, não é?

Ou pagar R$ 24 milhões em salários só para Willian e Felipe Melo não foi batom na cueca? 

Não, o Fluminense não é pobre.

Pode ficar.

Virar SAF é questão de tempo para os Clubes Brasileiros: faz a transição agora estando na elite e Libertadores ou vai esperar os “Mários” queimarem mais milhões e milhões e ter que transitar para SAF a preço de banana como o Cruzeiro?

Não, o Fluminense não é médio, nem vira-lata desdentado. 

O Fluminense é o Fluminense. Nunca precisou ser o melhor time para ser campeão. Sempre foi campeão em todas as décadas por mais de 100 anos.

O que o Flamengo conquistou de expressivo antes das Papeletas Amarelas e Zico? E depois, precisou de Ricardo Teixeira, Kleber Leite e Jota Ávila mandando na CBF para ganharem carioquinhas do Caixa D’água e Eurico Miranda, seus fregueses!

Acordem! Entendam o que é o Fluminense e seu peso histórico! Pequeno e pobre é o escambal!

E se ainda assim, você não entendeu, permanecendo os sintomas, procure um médico, excetos Dr. Celso e Horcades.

Feliz 2022!

“Nada é tão poderoso no mundo como uma ideia cuja oportunidade chegou.”
(Victor Hugo, escritor francês).

O texto é de responsabilidade da autora.

Porquê Abel não é um retrocesso – opinião Crys Bruno.

Oi, pessoal.

Antes de tudo, registro meu agradecimento pelo convite irrecusável do Wagner Aieta.

Ao lado dos sites NetFlu e Explosão Tricolor, o Flunews é referência e excelência na cobertura diária do nosso Tricolor há anos.

Muito obrigada por me permitir fazer parte de sua digna e coesa história mesmo enquanto colaboro no Canal do Jorand.

E habemus técnico.

Pois é, Abel Braga é o “novo” técnico do Fluminense.

Um Fluminense que, em 2022, viverá novas (espero que sem aspas) eleições e o atual mandatário, Mário Bittencourt, abriu o cofre para contratar.

Distante da torcida do Fluminense que ele colocou sempre à margem, o presidente não sabia da rejeição de grande parte dela sobre Abel ou quis seguir no seu caminho de contrariá-la mas, desta vez, oferencendo “o menos pior”?

Funciona assim: você tem 6 aninhos. Um tio bobo se aproxima e diz: – Escolha!

Ao estender as duas mãos, você vê uma barata amassadamente morta, uma minhoca pisoteada e uma balinha de maçã verde.

Mesmo se, como eu, você não gostar de maçã verde, ela será “a menos pior.”

Não, Abelão não era o menos pior. Renato Gaúcho seria.

Não, Abelão não é um retrocesso. Ele é apenas um técnico que se repete mas, ao contrário dos seus pares, como Mano Menezes, tem carisma e é boa praça.

Contratado para entreter e distrair a torcida que o quer bem, merecidamente, já chegou soltando os “cantos da sereia” “- O Fluminense é f***dão mesmo!”; “-Fred corre mais hoje que há 10 anos atrás.”

Ao contrário do que fala, sempre colocou o “f***dão Fluminense” atuando na defesa, com oito, nove jogadores atrás da linha da bola, jogando em contra-ataques.

E se não desse liga, como na última passagem, já ia para imprensa dizer:
“-Faltam peças”.

E seus escudos o defendiam: “Não se faz omelete sem ovos.” (Voyvoda, Barbieri e Marquinho Santos que o digam)…

Por tudo isso, não são pelos seus 69 anos – ele poderia até estar com 379 anos – mas sim sobre sua ideia, sistema, esquema e modelo de jogo.

Modelo esse que é tido como o menos trabalhoso para montar e que aproveita atletas que nem precisam saber executar recursos técnicos para serem titulares do Fluminense, “o f***dão”.

Abel não é um retrocesso. Só é mais um retranqueiro, adepto do anti-jogo, como Mano Menezes, por exemplo, só que com mais tempo de carreira, 3 títulos expressivos e a identificação com o Clube.

É sua 4° passagem para servir de motivador, animador, locutor de rodeios. Coloquem rodeios nisso!

Não, não vejo o Abelão como retrocesso.

Retrocesso é Mário Bittencourt.
Retrocesso foi Horcades.
Foi Peter Siemsen.
Retrocedendo está o Fluminense.

Que na força da nossa paixão como a Torcida mais impressionante do Brasil que classificou para a Pré-Libertadores no gogó um time com futebol de vagabundos, que, em 2022, salve o querido pavilhão de novo da arquibancada.

E para o cheque-mate, em novembro, unida e forte pelo Fluminense, salve-o do pior: do amadorismo dantesco de “Mários” e “Angionis”, “Peteres” que alugaram nosso amor, nossa paixão, nossa raiz.

A bênção, João de Deus.
Amém.

ST,
Crys.

Próximo: o Futebol mudou, sim, mas Clube nenhum que permaneceu grande e competitivo mudou sua identidade institucional.

Imagem em destaque Fluminense FC.

O texto é de responsabilidade do autor.