Digão prefere Fluminense ao Vasco e acerta retorno às origens

Com as saídas de Luan Peres, vendido para o Club Brugge (Bélgica), e Nathan Ribeiro, emprestado para o Kashiwa Reysol (Japão), o Fluminense, com poucas opções para a zaga, anunciou o retorno de um velho conhecido da torcida. Aos 30 anos, Digão deixou o Cruzeiro para voltar a vestir a camisa do clube onde foi revelado, em 2009. As partes definiram empréstimo até o fim do ano.

Segundo o jornalista Samuel Venâncio, da Rádio Itatiaia, Vasco e Vitória estavam interessados no jogador, sem espaço na Raposa, onde estava há uma temporada. O rival fez proposta, mas Digão recusou e preferiu acertar com o Fluminense. O reforço foi indicado por Marcelo Oliveira e se junta ao elenco nos próximos dias.

Nos seus quatro anos nas Laranjeiras, Digão levantou três taças: Campeonato Brasileiro de 2010 e de 2012 e o Carioca de 2012. Ajudou, ainda, na campanha contra o rebaixamento, em 2009, ano em que subiu para o profissional. Fez, no total, 92 jogos e marcou quatro gols.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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Fluminense define alvos no mercado, e Paulo Angioni enfatiza: ‘Dentro do orçamento’

Ao se apresentar à imprensa, Marcelo Oliveira concordou com a necessidade de contratações e disse que impôs, em conversas com o presidente, essa condição para embarcar no desafio. O elenco enxuto foi, inclusive, alertado por Abel Braga, ex-técnico, depois da derrota para o Santos, por 1 a 0, antes da parada para a Copa do Mundo.

Ainda há três semanas até o reinício do Campeonato Brasileiro, contra o Vasco, dia 19 de julho. O período servirá para Oliveira expor suas ideias e enquadrar os jogadores em seu estilo de jogo. Mas, também, para a diretoria analisar o mercado. Meio-caminho da missão foi percorrido: os principais focos foram estabelecidos. A busca é por dois atacantes e um meia.

Quem está à frente do processo é Paulo Angioni. A ideia é trazer um centroavante para reserva de Pedro (o atual é João Carlos) e um atacante veloz para disputar vaga com Marcos Júnior, Matheus Alessandro, Pablo Dyego, Robinho e, quando estiver recuperado, Marquinhos Calazans. Por fim, um armador, afinal, o grupo dispõe só de Sornoza e Luquinhas.

– Quando conversávamos, ele (Marcelo Oliveira) perguntou se havia possibilidade de uma ou outra contratação, e ele estipulou três. Eu disse que sim. Até pela relação que temos, conseguiríamos viabilizar alguns nomes dentro da realidade. Esse é o compromisso. A operação tem de ser dentro dos limites e do orçamento do Fluminense – ressaltou, em entrevista, o diretor-executivo de futebol.

– Precisamos de três jogadores. Me apresentaram alguns nomes, eu tinha outros na cabeça que estavam nessa lista. Por questão interna, vamos aguardar e ver se fechamos essa negociação – despistou o treinador.

Se recorrer a jogadores do exterior, o clube terá de esperar a abertura da janela, em 16 de julho, para registrá-lo. Para inscrever os reforços no Campeonato Brasileiro e Sul-Americana, únicas competições que o Fluminense ainda disputa, as datas para inscrições valem até 4 de setembro e 72 horas antes do primeiro jogo da segunda fase, respectivamente.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com

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Angioni discorda de rótulo de ‘ultrapassado’ e vê chance de inovar no Fluminense

Na terça-feira, a imprensa e os torcedores, enfim, conheceram quem ocupará as vagas de Paulo Autuori e Abel Braga, que entregaram o cargo em maio e junho, respectivamente. Enquanto Marcelo Oliveira é a grande novidade do Fluminense, onde trabalhará pela primeira vez, Paulo Angioni, apresentado no mesmo dia, é personagem conhecido nas Laranjeiras, por onde acumula outras três passagens.

Experiente, Angioni se disse capaz de implantar uma nova forma de se fazer futebol. É, inclusive, seu principal objetivo e o motivo pelo qual concordou em retornar ao clube. Ao expor como pode contribuir, destaca que o esporte é um meio extremamente capitalista e que, se alcançar o plano traçado, pode mudar este quadro.

– Não vim aqui por desafio. Vim por duas razões. Primeiro, nasci Fluminense e não é clichê. Segundo, o Fluminense tem uma das coisas mais lindas do futebol: o futuro em curso. Se forem analisar a complexidade que é disputar um Brasileiro, que é literalmente capitalista, com a disparidade na distribuição de receita, tem 10 ou 12 equipes que entram para sofrer. Tive três temporadas no Bahia. Cheguei lá na Série B, subi para a Série A e sei a dificuldade de se manter. E onde está a beleza do que o Fluminense pensa? Naquilo que o futebol brasileiro esqueceu: a formação do jogador. O futebol brasileiro erra quando encerra a maturação aos 19 ou 20 anos. Se o Fluminense conseguir êxito no Brasileiro, vai patentear uma nova forma no futebol, na qual o grande capital não vai influir tanto no andamento de uma competição. Se isso vier a se consolidar, teremos um futebol menos sofrido e mais eficaz. Por isso, entendi que o Fluminense era um projeto interessante para mim – explica.

Embora se julgue instruído para inovar, o diretor-executivo relembra episódio de 2014, última vez em que esteve à frente do futebol do Tricolor, quando ganhou o rótulo de ‘ultrapassado’. As críticas partiram de grupos políticos. O profissional, entretanto, discorda.

– Não vou entrar no mérito de quem me chamou de ultrapassado. Costumo respeitar a opinião dos outros. Agora, o que significa isso? A palavra “ultrapassado”, para mim, é um pouco pejorativa. Ultrapassada é aquela pessoa que para de pensar, que deixa de evoluir, que vira velho. Não me enquadro nisso. Eu sou uma pessoa que gosta de exercitar o diálogo, criei seminário durante três anos e conversava sobre futebol com jovens. Eu me incluo no “novo” porque eu exercito isso. Eu sou estudioso. Criei um dos maiores fóruns de debate sobre futebol no país. Respeito a opinião de cada um, mas, com certeza, não sou ultrapassado – garante.

Quanto à ‘inter-temporada’ do Fluminense, iniciada em 26 de junho, Paulo Angioni avisa que a ideia de jogos-treinos foi colocada em pauta. O time retoma sua campanha no Campeonato Brasileiro enfrentando o Vasco, em São Januário, dia 19 de julho.

– Primeira conversa que tive com ele (Marcelo Oliveira), estavam esboçando programação e me parece que tem dois jogos-treino, em princípio, podendo ser três, neste período.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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Com saída de Abel Braga, comissão técnica sofre reformulação

A saída de Abel Braga, há duas semanas, provocou mais mudanças na comissão técnica do Fluminense, agora comandado por Marcelo Oliveira, ex-Coritiba. Escudeiro de Abelão, Leomir também deixou o clube, assim como Manoel Santos (preparador físico) e Marquinhos Lopes (preparador de goleiros). Eles trabalharam durante um ano e meio no Tricolor.

Com a vinda de Oliveira e os desfalques no time que coordena o futebol, o Fluminense contratou os auxiliares Tico e Eduardo Pacheco, que começaram trabalho nesta segunda-feira, reservada apenas para avaliações físicas. Ex-Paraná e campeão da Olimpíada 2016, no Rio, pelo Brasil, Marcos Seixas, que atua como preparador físico, foi integrado ao grupo. É sua terceira passagem por Laranjeiras (outras duas foram no final da década de 90 e em 2000).

Os remanescentes do comando passado são Marcão, assistente técnico, Fábio Moreno, auxiliar técnico, Marcelo Chirol, preparador físico, e André Carvalho, preparador de goleiros. Os novatos têm um mês para conhecer melhor o elenco, que se reapresentou, nesta terça-feira, sem novidades. O primeiro compromisso pós-Copa é o clássico com o Vasco, dia 19 de julho, em São Januário.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com

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Palmeiras anuncia retorno de Gustavo Scarpa

Meia já participará do treino da equipe alviverde desta quinta-feira (28).

O Palmeiras anunciou o retorno do meia Gustavo Scarpa, que conseguiu se desvincular do Fluminense na última segunda-feira (25) após habeas corpus conseguido junto ao TST (Tribunal Superior do Trabalho).

O meia que tinha em mãos uma proposta da Arábia Saudita, preferiu acertar com o clube paulista onde atuou de janeiro a março deste ano. Scarpa e Palmeiras acertaram o novo vínculo nos mesmos moldes que o anterior – com cinco anos de duração no valor de € 6 milhões de luvas ao atleta e comissão aos seus empresários.

O Palmeiras já informou que Gustavo Scarpa se reapresenta no clube já nesta quinta-feira (28) e participará inclusive da excursão do clube paulista que realizará uma série de amistosos fora do país.

– O atleta está à disposição do técnico Roger Machado a partir desta quinta (28), quando o Alviverde trabalhará pela manhã na Academia de Futebol e embarcará para o Panamá à noite –informou o clube em nota oficial.

 

ST,

Douglas Wandekochen

foto: César Greco

Nathan Ribeiro deixa o Flu rumo ao Japão

Jogador chegou ao Flu em maio e disputou apenas cinco partidas.

Contratado em maio por indicação do então diretor Paulo Autuori, a custos apenas por salários, o zagueiro Nathan Ribeiro está de saída do Fluminense.

O Tricolor aceitou uma proposta do Kashiwa Reysol, que terá o jogador por empréstimo de seis meses com opção de compra ao final do contrato.

Para contar com o jogador, o clube asiático irá pagar uma indenização ao Tricolor. Contudo, os valores não foram informados.

Nathan chegou ao Fluminense em maio deste ano e disputou apenas cinco partidas Comba camisa tricolor. O contrato do zagueiro com o Flu vai até dezembro de 2019.

Com a saída de Nathan Ribeiro, Marcelo Oliveira terá apenas quatro jogadores a disposição: Gum, Renato Chaves, Ibanez e Frazan.

 

ST,

Douglas Wandekochen

foto: Lucas Merçon

Fluminense atrasa rescisões e perde acordo verbal com Henrique; casos podem parar na Justiça

Em dezembro passado, o Fluminense pôs em prática o plano de reduzir a folha salarial de 2018. Como etapa do processo, dispensou oito jogadores e assumiu o compromisso de pagar, somente neste ano, R$ 15 milhões em acordos. Depois de cumprir as primeiras parcelas, o clube se viu impossibilitado de quitar o combinado e atrasou pagamento a seis profissionais. A razão para tal é a crise financeira, que também afeta o elenco, a receber, ainda, um mês na CLT  e de imagem.

As pendências complicaram o que fora negociado verbalmente com o zagueiro Henrique, agora no Corinthians, e o tratado acabou desconsiderado. Pedro Abad admite dificuldades em arcar com essa missão, mas aposta que conseguirá solucionar a situação.

– Começamos o ritmo de pagamento normal, mas depois precisamos interromper. Assim que tivermos recursos, vamos regularizar. Comunicamos a alguns, outros entenderam. Tivemos a compreensão de todos. Há a crença de que vamos resolver. Mas, sim, o problema existe – confessou.

Os combinados, em caso de atraso de pagamento, preveem multa. Aqueles que se resolveram amigavelmente podem, inclusive, parar na Justiça. A diretoria intencionava depositar em abril a maior parte do valor devido, reduzindo o custo das parcelas nos meses seguintes. Para seguir o planejamento, captaria-se dinheiro em um fundo, o que não aconteceu.


Confira quantos meses de atraso a cada jogador:

Artur: Fez acordo extrajudicial. Parcelas de maio e junho estão atrasadas, e a última está combinada para agosto.

Diego Cavalieri: Recorreu à Justiça e cobra R$ 6,1 milhões. Recebeu pouco mais de R$ 1 milhão em fevereiro. Em 15 de abril, uma parcela de R$ 2.325.761,80 deveria ser quitada, mas não foi. A partir de maio, seriam mais 18 parcelas de R$ 145.360,11. Está previsto 30% de multa por inadimplência.

Higor Leite e Robert: Fizeram acordo extrajudicial. A segunda e última estava prevista para 30 de abril, mas não foi cumprida.

Henrique: Como supracitado, o acordo verbal foi desfeito. Segunda-feira, em audiência na 54ª Vara do Trabalho do Rio, a magistrada Katia Emilio Louzada tentou, sem sucesso, a conciliação. O processo segue.

Maranhão: Emprestado ao Goiás até dezembro e termina seu contrato com o Fluminense em maio de 2019.

Marquinho: Fez acordo extrajudicial e espera pagamentos de abril, maio e junho. Parcelamento termina em dezembro de 2019.

Wellington Silva: Fez acordo extrajudicial e espera pagamentos de abril, maio e junho.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com

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Marcelo Oliveira lamenta possíveis saídas e deseja ‘fico’ de Pedro

Com o destaque nos primeiros meses da temporada, Pedro, de 21 anos, entrou para a lista de garotos com mercado na Europa. Goleador do Fluminense em 2018, com 14 gols, o jovem ganhou a confiança da torcida e despertou olhares do Velho Continente. Apesar de, por enquanto, nenhuma proposta ter chegado até a diretoria, há um certo receio quanto a uma possível transferência da joia de Xerém. Marcelo Oliveira, por exemplo, vê potencial no centroavante e deseja sua permanência.

– Espero que ninguém saia, especialmente o Pedro, um jogador com faro de gol, uma referência. Gosto de atletas assim, com técnica. Ele é muito novo e poderá evoluir – avalia.

Ao mesmo tempo que quer manter os principais jogadores no elenco, o técnico reconhece a necessidade de vendas, principalmente no caso do Fluminense, em más condições financeiras. Oliveira viveu caso semelhante quando comandou o Cruzeiro, entre 2013, 2014 e metade de 2015.

– Essa é uma situação de todos os clubes. Infelizmente, comum. Cruzeiro manteve uma base de dois anos e foi campeão. Depois, perdemos oito jogadores. Isso não é culpa da diretoria. É o mercado, a concorrência desleal da Europa – lamenta.

Os cofres vazios nas Laranjeiras refletem, inclusive, no futebol. Afinal, atrasos salariais tornaram-se, mais uma vez, recorrentes. No momento, estão pendentes um mês na CLT e um de imagem. Ao ser apresentado, nesta terça-feira, Marcelo Oliveira frisou a sinceridade do presidente nas conversas com o elenco, quando se trata dessas irregularidades.

– Não estou inteirado sobre isso. Ouvi o presidente falando com os jogadores de forma sincera sobre o assunto para tentar solucionar esse tipo de problema – resumiu.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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Marcelo Oliveira admite abdicar de 3-5-2 e revela pedido por reforços: ‘Condição que coloquei’

Nesta terça-feira, o Fluminense iniciou o segundo semestre de 2018, depois da folga pela Copa do Mundo, cheio de mudanças. A começar pelo comando do time: Abel Braga passou o bastão para Marcelo Oliveira, ex-Coritiba. As novidades tendem a se estender ao elenco, que deve ganhar, pelo menos, três jogadores. Embora esconda as posições consideradas carentes e que vão ser reforçadas, o técnico afirma que estabeleceu esta exigência para assumir o desafio. 

– Foi uma condição que coloquei quando vim. Precisamos de três jogadores. O elenco tem qualidade, jovens bem formados. Agora, com duas competições importantes (Brasileiro e Sul-Americana), o Fluminense precisa de um pouco mais, pontualmente, em algumas posições. Eu me surpreendi, o Fluminense tem um trabalho muito bom de avaliação de jogadores. Me apresentaram alguns nomes, eu tinha outros na cabeça que estavam nessa lista. Por questão interna, vamos aguardar e ver se fechamos essa negociação – declarou, ao ser apresentado à imprensa, antes de completar:

– Não posso falar (sobre focos no mercado). Isso é interno. Eu falei com o Angioni e com o presidente. Prefiro me reservar. Temos um grupo bom, eu confio. Mas ele é reduzido. Temos de agregar alguns jogadores experientes.

Sistema adotado por Abelão durante a temporada, o 3-5-2 está, a princípio, descartado por Marcelo Oliveira, que confessa preferência por uma maneira diferente de distribuir os atletas. Ele relembra, ainda, uma estatística negativa que acompanhou o Fluminense nos primeiros meses do ano.

– Já joguei com três zagueiros em algumas oportunidades, mas tenho preferência por jogar de outra forma. Vou conversar com os jogadores, trocar ideia. Eu vi que Fluminense levou mais gols do que fez, isso é o preocupante. Mas tem de ter o time todo concentrado na marcação sem a bola para que se possa minimizar isso. Vamos montar um sistema que não agrida as características dos atletas. Inicialmente, não jogarei com três zagueiros, mas precisamos ter um sistema bom de marcação. Não levar contragolpe, não ser um time precipitado. Mas isso é treinamento – pondera.

Especulado nas Laranjeiras quando ainda jogava, Oliveira destaca o desejo antigo de representar as cores verde, branco e grená, e se diz empolgado. Ele mesmo explica o porquê.

Me sinto absolutamente honrado e orgulhoso por estar aqui no Fluminense. Quando jogava, tive duas sondagens para vir ao Fluminense e não deu certo. Isso ficou na minha cabeça, como sonho. Como treinador, fui consultado uma vez, mas não pude romper o contrato e não aconteceu. Agora, com o convite, me empolguei muito. Eu diria que por duas situações. O Fluminense tem uma camisa tradicional, pesada e de tantas glórias. É um clube grande. E a outra situação é que a referência que eu tive do elenco é boa, comprometido, dedicado, com qualidade, com jovens. Enfim, tem capacidade. Vou substituir o Abel, um técnico vitorioso e experiente, que deixou uma base boa de trabalho. Vamos em frente.

Confira mais falas do novo treinador do Fluminense:

Primeira impressão do elenco 

– Tive apenas um contato, hoje. Conversamos. Normalmente, no começo, deixo alguns tópicos e mensagens aos jogadores, estabelecemos as regras e determinamos objetivos. Foi uma conversa de 30 minutos, vi uma atenção e concentração muito grande dos jogadores. É um legado muito bom. Ouvi do técnico anterior que o grupo era bom, gostava de trabalhar. Vamos criar um bom ambiente, trabalhar e recuperar. Me ocorreu de falar com eles que, na oitava rodada, o Fluminense tinha 62% de aproveitamento no Brasileiro. E hoje tem 38%. Então, algo aconteceu. Infelicidade, mérito do adversário… A regularidade é importante.

Encara como o maior desafio da carreira?

– O futebol é um eterno desafio. Qualquer outro clube que eu assumisse, seria também. O Coritiba, estava na zona do rebaixamento, quando cheguei. Tem outros exemplos. No Cruzeiro, tive resistência pela rivalidade pois tinha trabalhado no Atlético-MG. Formei elenco que foi vitorioso. Mesma coisa no Palmeiras, com tradição e recurso financeiro. O importante é que para chegar tem custo. Esse custo é ambiente, bom trabalho.

Política tumultuada do clube

– O treinador, quando chamado, pode opinar sobre política ou finanças do clube. O meu objetivo é preparar o time. Fazer com que ele funcione e ganhe. Com vitórias, certamente, as outras questões ficam amenizadas.

Não conversei com o presidente sobre isso. Poupei ele disso. Há dirigente para solucionar isso. Sinceramente, isso não me diz muito respeito. Estou aqui para tentar formar um grande time, um time capaz de ser envolvente, como sempre foi. Essa é uma característica do clube, de ter times de boa técnica e de ser guerreiro. É nesse sentido que estou mais preocupado.

Diretoria garantiu reforços? 

– Eu vim para cá por conta da grandeza do clube, tem camisa. A segunda é o elenco, que gosta de trabalhar e é disciplinado. Eu acho que eu e o Paulo Angioni sempre tiveram bons relacionamentos com a direção em outros clubes. Isso pode facilitar. Se a gente não puder trazer um renomado, poderemos, com criatividade, trazer reforços que possam somar ao grupo. A coisa boa é que o elenco que está aí me satisfaz muito. Há tradição de boa formação em Xerém, temos experientes aqui que dão suporte.

Pontos positivos do Fluminense 

– Fazendo uma avaliação rápida, o Fluminense sempre teve toque de bola. Sempre que joguei contra, foi difícil. A torcida empurra. O clube tem tradição de técnica. O aproveitamento de 47% em casa no Brasileiro me surpreendeu, é muito baixo. Esse tipo de competição precisa ter mando de campo forte. Além disso, percebi a irregularidade. Teve um início fabuloso, estava entre os primeiros e agora acabou indo para a 12ª colocação.

Relação com Abel Braga

– É meu amigo pessoal, nós jogamos na mesma época. Falávamos de vez em quando. O auxiliar do Abel, o Leomir, é concunhado do meu auxiliar. Então, nada mais natural que a gente trocasse ideias. As informações foram muito boas. Claro que ajustes precisam ser feitos, mas o grupo comprometido e sem vaidade. O bom ambiente, certamente, nos deixará mais perto das vitórias.

Análise da carreira

– No Atlético-MG, um trabalho de sete meses, tinha oito titulares machucados quando cheguei. Eles demoraram a recuperar. Mesmo assim, classificamos para a Libertadores e jogamos a final da Copa do Brasil com o Grêmio, que posteriormente foi campeão da Libertadores. Ou seja, um time muito forte. Por mais que se possa pensar, o resultado lá foi bom. Depois, evitei ir de imediato a outro clube. Quis descansar e ficar com a família. Fui atender a um pedido do Coritiba, que estava a um ponto do rebaixamento. Foi um trabalho árduo, com 40 jogadores no elenco. Infelizmente, não consegui. Lamento muito e me sinto responsável por isso. Pensando que a minha carreira tem oito para nove anos, tive muitos títulos em pouco tempo. Isso me fortalece muito.

Saudações Tricolores,                                           Nicholas Rodrigues.

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Nem Flu nem Palmeiras: destino de Scarpa pode ser a Arábia Saudita

Os valores da proposta nem o nome do clube foram revelados ainda.

A novela envolvendo o Fluminense, Gustavo Scarpa e Palmeiras pode se encaminhar para um final inesperado.

De acordo com informações do publicadas no UOL Sports, o meia que conseguiu se desvincular do contrato com o Tricolor na última segunda-feira (25) pode acertar com um clube da Arábia Saudita. Contudo, como o investimento no futebol é conduzido pelo ministro do esporte do país, o nome do clube nem os valores da negociação foram revelados nesse primeiro momento. Ainda sim, de acordo com o próprio UOl, a proposta seria bastante vantajosa para o jogador.

Caso realmente acerte sua transferência para fora do país, Scarpa deixaria o Flu sem que o clube recebesse nenhum retorno financeiro, uma vez que, qualquer transação internacional inviabilizaria uma nova ação do Tricolor das Laranjeiras em um tribunal carioca.

 

ST,

Douglas Wandekochen

foto: Reprodução ESPN