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MARCÃO NÃO É ALCIR PORTELA E NEM ANDRADE!

A opção pela a manutenção do Marcão à frente do comando da equipe é muito mais pelo o aspecto financeiro do que por qualquer outro motivo.
Venhamos e convenhamos, Marcão, por já ser da casa, é uma opção bem mais em conta, muito mais barata do que a contratação de qualquer outro treinador, obviamente.
Resta saber se ele reúne todas as condições que o cargo de treinador exige para suportar o tranco que toda a pressão que recai neste momento sobre uma equipe problemática e com notória deficiência técnica impõe.
Eu, particularmente, entendo que ainda não.
Acho uma temeridade deixar o time sob o comando do ainda pouco experiente Marcão, especialmente por precisarmos fazer exatos 23 pontos, pontuação essa que, em tese, nos garante no grupo de elite.
Marcão é um nome completamente identificado com o Fluminense, um profissional com “pele tricolor” e que merece todo o nosso respeito, merecendo, também, ser, por enquanto, preservado, razão pela qual não deve ser efetivado como treinador do nosso time.
Hoje, escutei uma frase genial de um amigo especial que, por outro lado, a teria escutado de outra especial pessoa: nunca guarde em casa copo de geleia em sua casa, pois um dia você o acabará usando.
Alcir Portela no Vasco da Gama e Andrade no time da dissidência foram copos de geleia dos seus respectivos clubes.
Alcir nunca se firmou como treinador porque sempre se contentou ser um simples funcionário do Vasco, de carteira assinada, e por isso mesmo jamais se aventurou a trabalhar em outro clube, acabando por não adquirir experiência profissional e por isso mesmo é que não evoluiu.
Andrade, auxiliar técnico que era, acabou sendo efetivado no comando do time da dissidência numa situação bem diferente da nossa, com um elenco bem melhor do que o nosso de hoje e já numa etapa adiantada daquele campeonato, quando, inclusive, foi campeão brasileiro. E mesmo assim não resistiu, logo depois, às primeiras derrotas, tanto que foi demitido e jogado ao ostracismo.
O que aconteceu com esses dois poderá vir a acontecer com o Marcão, se não tomarmos cuidado.
Caso ele assuma o cargo de treinador e venha a ter 03 (três) resultados negativos, por exemplo, irá se queimar, será afastado, voltará à condição de auxiliar técnico e ficará para sempre marcado como o “copo de geleia” que não serviu para nada e que só presta para comandar recreativo e rachão.
E, se isso acontecer, ninguém aqui irá se lembrar de que Marcão se relacionava bem como elenco e falava a mesma linguagem dos jogadores, um dos argumentos que, hoje, sustentam a sua efetivação.
Marcão precisa ser agora preservado, precisa ganhar corpo, ganhar maturidade, ganhar conhecimento e experiência profissional, a fim de que possa ter uma carreira vitoriosa. E a presença dele como nosso auxiliar técnico, até mesmo para que possa evoluir, é importante e valiosa.
O atual momento ainda delicado do Fluminense exige, sim, um treinador mais experiente, cabendo à gestão fazer um investimento maior, mesmo que isso importe num gasto financeiro acima das nossas reais possibilidades. Paciência, uma vez que a permanência do Fluminense na Séria A é vital para a nossa sobrevivência, inclusive, razão pela qual todo esforço para que isso aconteça tem que ser feito pela a nossa diretoria, o que justifica a abertura do cofre.
Contratemos, portanto, um treinador e o quanto antes.
Saudações Tricolores!
Marcello Luna

O tempo urge

Coluna do Marcello Luna
O TEMPO URGE !
Jamais vi uma entressafra tão grande e tão pobre de lideranças dentro do Fluminense, como essas últimas que tivemos.
Davi Fishel, certamente, foi o último presidente com alguma razoável capacidade de gestão.
Tivemos, na seguinte ordem:

  • Roberto Horcades, um grande cardiologista, mas um péssimo gestor, completamente desconectado da realidade, sem a menor competência administrativa. Embora tenha estado à frente do período mais vitorioso da nossa história, conseguiu sair sem deixar qualquer legado.
  • Peter Siemsen, infelizmente, não tinha o menor compromisso com verdade. Pulverizou a pequena fortuna que recebemos com a antecipação das cotas de televisão e com a venda de jogadores, utilizando pessimamente os recursos, tendo saído impune, sem responder pelos os danos financeiros causados, graças ao nosso Conselho Deliberativo, sempre complacente.
  • Pedro Abad, um servidor público, sem vivência no mundo empresarial, sem a menor condição de gerir um negócio da complexidade do Fluminense, não tendo tido a percepção necessária para enxergar que para conduzir o clube seria necessário pelo menos ter uma equipe capacitada.
    Notem que o Fluminense passou por 06 (seis) anos de Horcades, 06 (seis) anos de Peter e quase 03 (trê) anos de Pedro Abad e, obviamente, não haveria como tudo isso não ter produzido sequelas.
    E elas existem e são muitas.
    A contar do final da gestão do Davi Fishel, iniciada quando ainda estávamos na Série C, a verdade é essa, estamos descendo a ladeira e de forma desenfreada, isso sem comentar o festival de horror que foi a nossa segunda metade da década de 90.
    Como nada é tão ruim que não possa piorar, aconselho, principalmente, aos mais novos, que não alimentem esperanças de um Fluminense melhor, em médio prazo, em razão da maneira como insistem, em geri-lo. E digo mais: a insistirem nessa toada, estaremos fadados ao abismo.
    Antes das eleições, eu dizia, insistentemente, que o Fluminense precisaria de uma reformulação total, um choque de gestão, que precisaria dos melhores nomes nas pastas mais importantes e que as nomeações teriam que ser eminentemente técnicas e jamais políticas.
    Para honrar compromissos de campanha, nomes da antiga gestão – tão surrados em redes sociais pelo exército remunerado que apoiava a chapa que se sagrou vencedora – foram, surpreendentemente, mantidos, não obstante os resultados pífios que produziram quando colaboraram com a gestão do Pedro Abad. E novos nomes foram também catapultados, mas que não atendem às nossas necessidades. Apenas para exemplificar, para Xerém foram contratados Duílio, Airton, Cadu e, podem acreditar, o Ronald.
    Um blog tricolor chegou a justificar a contratação, alegando que a nova gestão queria “profissionais com a pele tricolor”.
    Esses 04 (quatro) nomes podem ter tudo na vida e mais alguma coisa, tipo frieira, micose, sarna, urticária, coceira alérgica, pereba, enfim, exceto “pele tricolor”.
    Vida que segue…
    O problema, no meu modo de ver, não está na pessoa do atual presidente, mas na equipe que ele montou.
    Sabidamente, havia nomes muito mais capacitados para trabalhar em prol do Fluminense, muito mais qualificados, mas foram preteridos, lamentavelmente.
    Em campanha, o discurso era de promessas e de soluções imediatas, a ponto da torcida, na porta do clube, no dia da eleição, gritar os nomes do Buffon, Thiago Silva, Thiago Neves e Fred.
    Agora o silêncio é dominante, nada se diz, nenhuma resposta aos questionamentos dos sócios e dos torcedores é dada.
    A impressão que passa é que a atual gestão não tinha realmente nada nos bolsos, apenas uma língua muito afiada, incentivada por um marketing eleitoral muito bem trabalhado. E, como nada tinha, não sabe hoje como fazer para ter, pois a nossa situação piora cada vez mais. E não adianta responsabilizar o Abad, pois o atual presidente sabia perfeitamente o tamanho da encrenca que iria assumir e não mediu esforços para se eleger.
    O triste é que estamos em queda livre, tal qual um trem desgovernado, e, se assim continuarmos, acabaremos na Série B, já no mês de Outubro. E se isso acontecer, será o fim do Fluminense, ao menos do Fluminense grande, forte e glorioso que ainda temos em nossa memória.
    Devendo quase R$ 900 milhões, recebendo R$ 6 milhões de cotas de televisionamento que serão pagos aos clubes da Série B, sem patrocínio máster, sem investidores, iremos sucumbir.
    O presidente tem que entender que o momento exige pacificação, união, diálogo e não rompimentos idiotas, calçados em rompantes infantis.
    É hora de chamar todos os que estão dispostos a colaborar com o Fluminense para um grande e aberto colóquio, independentemente das suas posições políticas.
    Algum proveito poderá ser tirado disso.
    Corremos contra o tempo e a cada dia que o diálogo é colocado em plano inferior, a chance do nosso prejuízo se tornar absolutamente irreparável cresce em progressão aritmética, cabendo ao Mário Bittencourt apenas se convencer de que é presidente leito para TODOS OS TRICOLORES e não apenas para o grupo que o apoiou.
    Não há mais espaço para o “nós x eles”, pois, a bem da verdade, somos todos Fluminense.
    Saudações Tricolores.

Marcello Luna

A CULPA É DO ABAD!!! Coluna de Marcello Luna

Pedro Abad, quando decidiu antecipar as eleições, tinha a absoluta certeza de que o clube cairia nas mãos do Mário Bittencourt e Mário Bittencourt sabia, perfeitamente, que, de um jeito ou de outro, o clube restaria em suas mãos, caso as eleições fossem antecipadas.

Se as mesmas fossem realizadas em Novembro, a vitória do Mário Bittencourt não poderia ser dada como certa, uma vez que a “oposição” teria mais tempo para se organizar e assim tentar criar algum salseiro.

Todo esse processo de antecipação das eleições foi debatido, à exaustão, entre Pedro Abad e Mário Bittencourt, antes, durante e depois, em absoluta harmonia, bastando, inclusive, ver que diversas figuras que integravam a gestão passada ainda permanecem fagueiras e serelepes trabalhando no Fluminense (Fernando Simone, Angione, dentre outros, apenas para exemplificar), absolutamente intocáveis, em flagrante e inacreditável continuidade à gestão anterior, à gestão Flusócio. E novas “celebridades” entraram no circuito, cada uma mais deslumbrada do que a outra.

Nada mudou.
É a mais pura expressão da verdade a afirmação de que Mário Bittencourt sabia perfeitamente o que iria enfrentar, quando assumisse a presidência do Fluminense, pois, como dito, participou ativamente de toda a transição, inteirando-se, de corpo e alma, dos gravíssimos problemas que nos afligiam. E mesmo de longe sabia ele exatamente o que se passava dentro das Laranjeiras.
Nada lhe era estranho, portanto. Por conhecer à miúde os nossos problemas, Mário Bittencourt bradou aos 04 (quatro) cantos que sabia perfeitamente como enfrenta-los e que, portanto, sentia-se capacitado para assumir o comando do clube, apesar de não possuir, comprovadamente, qualquer experiência como gestor.
Ao que nos é dado saber, Mário Bittencourt jamais foi gestor e o Fluminense precisa, desesperadamente, de um gestor.
Após 03 (três) meses de gestão, o nosso cenário é ainda pior, mas, fiquem tranquilos, pois a horda dos honorius lamberes bagos ou, querendo, os honrados lambedores de bagos, remunerados ou não, já está espalhando que a culpa de nossa provável descida ao porão do inferno possui nome e sobrenome: Pedro Abad!

É o exemplo escarrado da covardia.
A culpa é do Abad e não daquele que chamou para si toda a responsabilidade, buscando desesperadamente os holofotes, a fim de propagar que detinha a solução para todas as nossas mazelas.
Durante anos, Mário Bittencourt disse para quem quisesse escutar que, assim que assumisse, teríamos um patrocinador máster, teríamos uma equipe competitiva, teríamos investidores aportando no clube recursos financeiros para fazer frente às dívidas de curto prazo (cerca de R$ 250 milhões), passando a imagem de ser uma pessoa muito bem relacionada, com largo trânsito no mundo empresarial.

O fato é que, até a presente data, não temos um patrocinador máster, nenhum reforço expressivo passou pela a portaria das Laranjeiras, nenhum investidor nos procurou para aportar recursos financeiros em nosso caixa, de modo a nos possibilitar a composição das nossas dívidas.
Enquanto isso não acontece, o valor da nossa marca se deprecia, em franco e incontido galope.

“A culpa é do Abad!”, assim gritarão os poltrões. Encontrar culpados é a melhor forma de encobrir os nossos erros e nossas limitações.
E em assim sendo, vamos de “a culpa é do Abad”.

Voltando à gestão, Mário Bittencourt não precisaria ser um gestor, na acepção exata da palavra, mesmo porque é ele, sabida e reconhecidamente, um Advogado. E nada há de errado em não ser ele propriamente um gestor, até porque bastaria estar cercado de um verdadeiro executivo, um profissional de mercado capaz de buscar soluções para os nossos problemas, como captação de recursos, e de gerar novas receitas. Infelizmente, ele não está ombreado com pessoas das mais capacitadas, em decorrência da composição política que se viu obrigado a aceitar, visando vencer as eleições, podendo ser dito que os nossos quadros estão muito aquém das nossas necessidades.

Hoje, pode-se falar, sem qualquer medo, que o maior erro cometido pelo o Pedro Abad foi o de ter antecipado as eleições.
Quem apoiou a antecipação e eu apoiei não imaginou que a nova gestão, mesmo a do Mário Bittencourt, teria a consistência de uma geléia.
O tempo está passando e na medida em que o tempo passa o Fluminense mergulha cada vez mais na decadência, na decrepitude.

É deprimente assistir pessoas que jamais foram comprometidas com o Fluminense, que jamais produziram nada de positivo, nesse particular excluo totalmente o nosso atual presidente, se arvorando em doutores do Fluminense, arrotando uma série de teses idiotas, enquanto presenciam, de camarote, literalmente, o nosso clube caminhando a passos largos para a segunda divisão. Não há alternativa, senão a que leva à união de todos nós, isso já cansou de ser dito. E, não obstante tratar-se de algo muito difícil, cabe ao presidente, democraticamente eleito, dar o primeiro passo, buscando o apoio de todos aqueles que sabidamente podem ajudar, a fim de evitar o mal pior.
Saudações Tricolores !
Marcello Luna

UNIR, ENQUANTO HÁ TEMPO, É A SOLUÇÃO!

Bom dia!
Toda democracia prima pela a diversidade de opiniões e pelo o respeito que todos têm que dispensar às opiniões alheias.
Assim, sem querer desrespeitar entendimentos diversos dos meus, deixo claro que essa negociação, envolvendo o Pedro, não pode ser interpretada como normal, tampouco como tendo atendido plenamente aos interesses do Fluminense, até porque não se deu dentro dos padrões com os quais estamos acostumados a ver, bastando citar que o Celso Barros e o Paulo Angione, sabidamente um bom negociador, sequer se fizeram presentes à reunião que definiu a entrega do Pedro à Fiorentina.
A ausência do Celso Barros pode até ser melhor compreendida, uma vez que o mesmo não tem qualquer poder decisório, além de ainda estar envolvido em questões jurídicas para lá de embaraçosas, ainda não resolvidas, frutos da gestão temerária imposta à UNIMED.
Prosseguindo, uma coisa é a necessidade do clube em vender o jogador que, por sua vez, cansou de externar o desejo de sair, e outra bem diferente é vende-lo de qualquer maneira, por qualquer preço, sob a justificativa de que o clube está a necessitar e muito de recursos.
A desculpa do cego é e sempre será a bengala.
A nossa necessidade é e sempre será a nossa bengala e é contra isso que temos que nos rebelar, sob pena de que amanhã não tenhamos mais nada para vender com o mínimo de valor, já que todos irão tentar tirar proveito da nossa cegueira, na nossa aflição.
Não podemos nos esquecer de que a eleição se deu em Junho/2019 e que MB disse, ainda em campanha, que Pedro ficaria por pelo menos mais duas temporadas no Fluminense, antes de ser negociado, e, na realidade, Pedro acabou se relacionando com a atual gestão por menos de 3 meses.
Prezados, perdemos um baita jogador que poderia nos ser de grande valia na luta desesperada contra o rebaixamento e eu não tenho a menor dúvida de que ele, Pedro, nos fará muita falta.
O dinheiro que iremos receber irá nos tirar, momentaneamente, dos aparelhos que nos oxigenam, mas não nos tirará da unidade de tratamento intensivo.
Se formos rebaixados e tudo indica que seremos, diante do que vimos hoje no Maracanã, perderemos muito mais do que
R$ 40 milhões. O prejuízo que nos será imposto será absolutamente incomensurável e absolutamente irreparável.
Se formos rebaixados e tudo indica que seremos, a atual gestão, certamente, irá jogar o fiasco na conta do Abad, seguindo à risca a cartilha dos irresponsáveis e dos covardes. Entretanto, Abad deixou o clube em condições bem melhores do que estava quando o recebeu, fora da zona de rebaixamento e motivadíssimo na Sulamericana. A atual gestão, em 10 jogos, com seguiu apenas uma vitória, assim mesmo contra o time mesclado do Internacional.
E não é apenas isso que merece ser observado, já que essa mesma negociação do Pedro, nos moldes em que se deu, deixa muito claro que, mais uma vez, o quanto fomos ludibriados, o quanto fomos presas fáceis de todo aquele marketing eleitoral. Muita pirotecnia, muita fanfarronice e absolutamente nada de concreto nos foi apresentado. E digo assim porque, ao reverso do que se fez propagado na época da campanha eleitoral, MB não tinha qualquer plano de ação, qualquer plano emergencial, qualquer patrocinador máster em processo de negociação, qualquer investidor apto e disposto a, de imediato, aportar recursos no Fluminense, o que será uma tarefa ainda mais difícil, na medida em que descemos ladeira, carregando para o fundo do poço a nossa marca, desvalorizando-a em cada derrota como a que sofremos para o CSA e para o Avaí.
Soma-se a isso o fato de que o nosso clube ainda mantém uma estrutura feudal, com guetos políticos completamente avessos às mudanças e árduos defensores dos seus antigos privilégios, o que inibe a chegada de qualquer potencial investidor.
Aquele que pretender investir recursos financeiros expressivos no Fluminense terá que ter, por garantia, o gerenciamento de cada centavo que lhe pertencer.
Não se esqueçam que aa própria UNIMED de Celso Barros cansou de entrar em embate com a gestão do Fluminense, haja vista recusar-se, terminantemente, a colocar o seu dinheiro no caixa do clube. E Celso Barros deve ter tido lá as suas razões para isso.
E por falar em Celso Barros novamente, e não há como isso ser negado, o que se percebe claramente é que já não possui ele a menor utilidade para a atual gestão, sendo, hoje, com todo o respeito que ele merece, uma figura facilmente descartável, a contar do dia 08/06/2019.
Celso Barros foi importantíssimo, até mesmo vital para a eleição do Mário Bittencourt, pois conquistou, sozinho, praticamente todos os votos do sócio futebol, todos os votos da arquibancada. Votos, diga-se, sem qualquer comprometimento com a nossa instituição, votos dos que mal conhecem a nossa história e quase nada sabem sobre a nossa realidade.
Sem o poder de fogo de outrora, Celso Barros é hoje uma figura meramente decorativa e acho que não irá demorar muito para entrar em frontal rota de colisão com o atual presidente.
Ontem, corria o boato de que ele pensa em renunciar a Vice-Presidência geral, o que, em sendo verdadeira a fofoca, será catastrófico.
Em relação ao Fluminense, cumpre dizer que não temos dinheiro, não temos qualquer forma criativa de captação de novas receitas, mas nos demos ao luxo de empregar Duílio, Ailton, Cadu e, recentemente, o Ronald, apenas para exemplificar.
Demitimos de Xerém profissionais de futebol e trouxemos esses ex-atletas, sob a justificativa de que a atual gestão queria contar com gente que tivesse a “pele tricolor”.
É mole?
E desde quando esses ex-atletas possuem “pele tricolor”?
E desde quando esses mesmos nomes possuem predicados profissionais a autorizar suas respectivas contratações, apesar dos salários pagos serem módicos, conforme comentam?
A gestão de uma instituição em estado pré-falimentar precisa, necessariamente, ser criteriosa ao extremo.
Eu sei que muitos votaram no MB, em Ricardo Tenório, outros tantos no MB por causa do Celso barros e outros vários sequer votaram, justamente por não acreditarem em nenhum desses nomes, e eu não estou aqui querendo contestar ou condenar a opção de cada um, longe disso.
O que eu quero é apenas chamar a atenção de cada um dos tricolores para o processo de diminuição da nossa própria grandeza a qual estamos nos submetendo, paulatina e vergonhosamente, de forma resignada.
Tivemos péssimas gestões, como as do Horcades, Peter, Abad e agora estamos entrando numa que é, nada mais nada menos, do que a mera continuação das 03 últimas, com o mesmo modus operandi, qual seja, o de vender os nossos ativos, as nossas jóias, para tampar os nossos buracos cada vez maiores.
Não desgosto, pessoalmente, do Mário Bittencourt, não tenho, pessoalmente, qualquer resistência ao nome dele e não me permito atacar a honra e a dignidade do mesmo, mas acho, com extrema sinceridade, que ele não possui um perfil de gestor, de executivo, e isso está agora mais do que evidente, bastando para tal conclusão olharmos para os nomes que integram a presente gestão.
Tudo o que ele precisava para tirar o Fluminense da lama era de um bom quadro de executivos, cada um dentro do seu segmento de atuação, e foi isso justamente o que ele não conseguiu formar.
Nossos quadros são fracos, que me perdoem os mais sensíveis.
Hoje, no Fluminense, poucos são os nomes que AINDA podem contribuir com alguma coisa para a nossa secular instituição, nomes que ainda têm peso no mercado, com expertise internacionalmente reconhecida, com larga experiência profissional, mas, infelizmente, nenhum desses nomes integra a equipe do Mário Bittencourt e jamais integrarão, conforme me foi relatado por um dileto amigo, vez esposar o nosso mandatário o infantil entendimento de que aquele que não votou nele é porque é seu fidalgo inimigo, porque era contrário ao nome dele.
Se isso for verdade, pobre Fluminense, vez que nem no gerenciamento de uma quitanda se admite esse tipo de raciocínio.
Vivemos há muito tempo mergulhados numa colossal mediocridade, a ponto, por exemplo, do Fluminense ter se dado ao luxo de abrir mão de um Júlio Bueno, um nome que, com toda a certeza, se tivesse sido instado a ajudar a sua grande paixão, muito teria feito pelo o nosso Fluminense.
Não há mais hoje tantos nomes de envergadura para nos abrirem as portas do mercado, restando apenas muito poucos ainda dispostos. E eu penso que é chegado mais do que o momento dessas pessoas serem chamadas para integrar um grupo de trabalho, um grupo voltado para gerir o Fluminense, na acepção exata da palavra, juntamente com o seu presidente democraticamente eleito.
Só nos resta aguardar que o nosso presidente desperte a sua sensibilidade, de modo a fazer a leitura correta da nossa real situação, chamando à mesa, urgentemente, todos os nomes que possam envidar desmedidos esforços em prol da nossa recuperação.
Não adianta negarmos óbvio e por isso é importante que todos tenhamos a consciência de que o Fluminense poderá terminar rebaixado o mês de Setembro, matematicamente falando.
Portanto, meus caros, a proposta é a de unir o Fluminense, enquanto ainda há tempo.
Saudações Tricolores !!!

Primeira batalha de 90 minutos

Iniciamos, ontem, Quinta-feira, a primeira batalha, de 90 minutos, contra o Corinthians, objetivando a vaga na semifinal da Sulamericana, e para os muitos que não tenham concordado com a demissão do Fernando Diniz, a fase de chorar na cama já passou e o foco agora tem que ser, única e exclusivamente, torcer, desesperadamente, pelo o Fluminense.
Eu sempre admirei o trabalho do Fernando Diniz e nele depositava confiança, porém, e os fatos são incontestáveis, os resultados obtidos não deram ao mesmo mais o direito de permanecer no cargo por justo merecimento.
Não podemos nos esquecer de que no Brasil futebol é resultado, apesar de eu não defender muito essa linha. E mesmo achando que futebol não é apenas resultado, a verdade é que o Fernando Diniz não conseguir produzir o mínimo para que nos pudesse satisfazer e assim bancarmos a sua permanência, tanto que estamos hoje na zona do absoluto desconforto na tabela do Campeonato Brasileiro.
Já sofremos muito, em vários e vários anos, com 03 rebaixamentos consecutivos, na década de 90, e com outro, no campo, recentemente, em 2013 ou 2014, e posso garantir que o Fluminense não terá capacidade de recuperação, caso venha a ser novamente rebaixado.
As críticas em relação à contratação do Oswaldo, o irmão do Valdemar, foram até justas, em decorrência dos seus últimos resultados, mas acho que agora é chegado o momento de cessarmos com elas, até porque, se pensarmos bem, quem nos deixou em situação aflitiva foi o Fernando Diniz, uma vez que não conseguiu apresentar resultados expressivos, infelizmente.
Oswaldo de Oliveira está agora com uma batata quente em cada uma das mãos. Ele irá começar um novo trabalho agora e não pode responder pelos os erros do passado e muito menos pelas tamancadas do Celso Barros com quem, inclusive, bateu de frente, quando da sua última passagem pelo o clube.
Personalidade forte ele tem.
É incontroverso que o Fluminense vem sofrendo com constantes erros de arbitragem, que o VAR para nós não existe, que toda a imprensa é contrária ao clube, mas temos que ter a consciência de que não conseguimos vencer, nem mesmo os nossos fracos adversários diretos, e que a nossa defesa é uma mãe, a mais vazada do campeonato brasileiro.
O time não é um bando solto correndo, cria algumas oportunidades de gol, tem um padrão de jogo definido, só que isso não é o bastante, mesmo porque falta o Fluminense aquilo que é absolutamente imprescindível a um time de futebol: equilíbrio entre ataque e defesa.
Essa falta de equilíbrio é a maior razão de estarmos hoje na 18ª colocação.
Muitos estão desanimados e pessimistas, acreditando em novo rebaixamento, contudo é hora de darmos uma oportunidade para o trabalho que será a partir de hoje será colocado em prática pelo o Oswaldo de Oliveira.
É o que temos para a janta.
Ah, mas a diretoria demitiu o Fernando Diniz sem ter uma alternativa melhor ao alcance das mãos, assim muitos disseram e dentre eles eu me incluo. Pensando com mais calma, todavia, vejo que não seria nada ético sair à cata de outros treinadores no mercado, enquanto o Fernando Diniz estava sob contrato de trabalho.
É esperar que o irmão do Valdemar faça a real leitura da situação atual, promovendo as mudanças corretas, preservando o que o Fernando Diniz fez de bom, a fim de ar ao time o equilíbrio necessário.
Estamos vivendo um período muito delicado, sem recursos, com uma diretoria recém-eleita e que, apesar dos longos anos de campanha eleitoral, recheada do mais puro marketing, não conseguiu aportar um único investimento no clube, não conseguiu implementar um simples plano de ação emergencial, não conseguiu apresentar um planejamento inovador.
Estamos na mesma situação dos últimos anos.
Nós tricolores, já deveríamos estar vacinados contra falsas promessas, diante de tantas que nos foram apresentadas nos últimos 20 anos, mas a paixão sempre acaba nos embaçando a visão.
A verdade é que não temos mais o direito de nos iludir.
Sejamos, portanto, realistas: não temos dinheiro em caixa e por isso não podemos ter um elenco de peso comandado por treinador de ponta.
Então, só nos resta acreditar que dará certo.
Só nos resta torcer para que as vitórias aconteçam e que elas façam com que o Fluminense suba na tabela o mais rápido possível.
Só nos resta torcer pela a conquista da Sulamericana, pois, além da confiança que ganharemos, essa façanha nos trará dividendos. Trata-se, portanto, de uma competição importantíssima para as nossas pretensões, como sócios e torcedores, e para a própria gestão.
Só nos resta torcer para que os jogadores joguem com a dignidade esperada.
O nosso comprometimento é com o Fluminense.
O momento é decisivo e clama pela a nossa união, razão pela qual agora é #sucessooswaldo.
Sobreviveremos, sim, podem acreditar, não devendo ser esquecido por ninguém que o Fluminense nasceu com a vocação da eternidade.
Saudações Tricolores,

Marcello Luna

Numa semana decisiva….

O Fernando Diniz foi demitido, numa semana decisiva, sem que a diretoria tivesse um nome na cartola. Isso apenas mostra a falta de planejamento da atual gestão. Agora, sem dinheiro no cofre, somos obrigados a regatear o salário do próximo treinador, antes mesmo dele ser contratado. Agora é hora de cobrar do Celso Barros as promessas de campanha, como a vinda de grandes jogadores, os investidores que aportariam recursos no clube e etc. e tal. Alguém precisa dizer ao Celso Barros que o que ele foi um dia hoje já não é mais e jamais voltará a ser. Não dá para se portar como um bufão, com palavras vazias soltas ao vento e sem nada no bolso, apenas com o propósito de estabelecer uma empatia com os sócios e com os torcedores. O tempo em que se amarrava cachorro com linguiça já passou. Eu não tenho dúvida alguma de que o nosso semestre será de sofrimento, em todos os aspectos. É óbvio que essa nossa situação atual não pode ser creditada na conta do Mário Bittencourt, mas não dá para ele jogar toda a responsabilidade na gestão Abad, até porque esse último entregou o clube em situação bem melhor do que havia recebido. Também não dá para o Mário Bittencourt dizer que “não sabia” que tudo estava negro e embaçado, pois tinha plena consciência da nossa realidade. Agora, uma coisa é ser pedra e outra bem distinta é ser vidraça. A atual gestão está vendo como é complicado ir ao rio beber água na mesma hora que a onça sai da mata para beber água também. Volto a dizer: se a atual gestão prosseguir prestigiando “companheiros de campanha”, em detrimento dos que realmente podem contribuir para o Fluminense, vamos parar na piscina do vinagre com sal grosso. Precisamos arcar com o ônus do passado, acertar nossas contas com ele, sem dúvida alguma, mas precisamos de ousadia na atual gestão, neste exato momento, senão quisermos acabar em posição fetal, completamente encolhidos. E para isso é preciso que o presidente democraticamente eleito chame à mesa para o diálogo todos os tricolores que estão dispostos a ajudar e o quanto antes.

Por Marcello Luna

Fluminense Eleições 2019. Na visão de Marcello Luna.

Prezados Tricolores,

         Estamos na iminência da designação da data para a realização das eleições que, como todos sabem, deverão ser antecipadas, caso não haja qualquer tipo de interferência, em especial a da justiça.

         Há os que defendam que a convocação das eleições tem que ser para, no máximo, 30 dias, com o que eu não concordo, sob qualquer ângulo que se veja essa questão, uma vez que esse exíguo intervalo acabaria por deixar a disputa em absoluto pé de desigualdade, favorecendo, explícita e flagrantemente, apenas a chapa Mário Bittencourt/Ricardo Tenório/Celso Barros, chapa essa que já vem em campanha desde a Guerra do Paraguai.

         É preciso que as igualdades de condições sejam preservadas, em nome do superior interesse dos nossos sócios e eleitores.

         Impõe-se observar que a própria indefinição das coisas fez com que outros potenciais candidatos não se mexessem ou se articulassem, fosse para apresentar projetos, fosse para montar uma chapa. E esses terão que fazer isso em curtíssimo espaço de tempo, caso as eleições ocorram daqui a 30 dias, em nítido prejuízo, porquanto as chapas precisam ser apresentadas 15 dias antes do pleito.

         Notem que sequer os candidatos terão agenda para um simples debate entre eles, a respeito dos seus projetos, com esse calendário apertado.

         A eleição é um processo que visa, democraticamente, atender aos anseios de todos e não apenas de uns poucos gatos pingados.

         Assim, me parece muito razoável uma especial atenção quanto ao prazo para a realização dessas eleições, a fim de que possam não apenas ser respeitados os princípios que norteiam a isonomia, bem como a própria instituição, cujo nome banha há muito tempo nas águas do descrédito.

         E essa eleição não pode também ser merecedora de descrédito.  

         Penso eu que, para a consumação de uma eleição realmente limpa, transparente e democrática temos que ter pelo menos 60 dias de antecedência, tempo suficiente, eu acredito, para que as chapas possam se organizar, apresentar para os eleitores suas propostas de gestão, seus projetos etc. e tal, com alguma tranquilidade.

         Temos nós, sócios/torcedores/eleitores, que exigir que as igualdades de condições sejam respeitadas e que, principalmente, os interesses do Fluminense Football sejam levados em consideração, mormente em momento tão sensível.

         Por fim, amparado nos argumentos acima descritos,  peço que o Sr. Pedro Abad, nosso principal mandatário, em harmonia com o Presidente do Conselho Consultivo, Fernando César Leite, permita que os potenciais candidatos tenham pelo menos 60 (sessenta) dias para trabalharem as suas respectivas campanhas.         

         Saudações Tricolores !!!

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