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Fluminense consegue gol no fim, mas é derrotado por 2 a 1 pelo Atlético-MG

Apesar do início de jogo animador, o Fluminense perdeu por 2 a 1 para o Atlético-MG, no Independência, pela 14ª rodada do Brasileirão. Cazares e Ricardo Oliveira marcaram para o adversário, e o Tricolor, de roupa nova (estreou o uniforme número 2), diminuiu com Nenê.

Fora de casa, o Time de Guerreiros não se intimidou e conseguiu as melhores chances nos primeiros minutos, com boas finalizações de Yony González, Pedro e Igor Julião. Aos 18′, o Galo respondeu com Ricardo Oliveira, que se desvencilhou de Nino e só foi parado por Muriel.

Com a marcação alta, o Flu ficou exposto a erros no entorno de sua área. Foi a fraqueza explorada pelo time mineiro para crescer no duelo, a partir dos 30′, e ameaçar o gol de Muriel, que ainda salvou, pelo menos, mais três belos chutes. O arqueiro, porém, não resistiu à bomba de Cazares, que pegou rebatida de Digão para abrir o placar.

A poucos momentos do intervalo, Pedro acusou incômodo na coxa direita em disputa de bola com o zagueiro Igor Rabello e, imediatamente, pediu substituição. O camisa 9, que deu lugar a Nenê, sentiu apenas um desconforto muscular e será reavaliado no Rio. A princípio, não preocupa.

Aos 5′ da 2º etapa, depois de Muriel espalmar finalização de Vinícius, a redondinha sobrou para Ricardo Oliveira. Verdade que ele mandou pela linha de fundo. Mas, logo na sequência, não perdoou. O centroavante, que não balançava a rede há 15 jogos (ou 107 dias), desencantou contra o Fluminense, em vacilo na saída de bola.

Yony González chegou a, enfim, vencer o goleiro Cleiton, mas o bandeirinha anulou a jogada por impedimento. Perto dos acréscimos, João Pedro, que entrou na vaga de Marcos Paulo, chamou três marcadores para dançar e deixou Nenê livre para diminuir: 2 a 1. O meia, no fim da partida, levou o segundo amarelo por reclamação e acabou expulso, o que o tira da próxima rodada.

Domingo, o Tricolor (16º) enfrenta o CSA (19º) no Maracanã. Com apenas 12 pontos, pode retornar à zona de rebaixamento caso o Cruzeiro (17º) vença o lanterninha Avaí, amanhã, em Santa Catarina.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Lulu Santos apresenta maiores sucessos em show para 5 mil tricolores na FluFest

Milhares de pessoas desfilaram verde, branco e grená pelo Rio de Janeiro no domingo, dia 21 de julho. Foi o aniversário de 117 anos do Fluminense, comemorado com a 5ª edição da FluFest, nas Laranjeiras. A celebração, que recebeu em 2019 seu maior público, começou às 10h e só acabou depois das 21h.

As primeiras horas foram reservadas para a retirada das recompensas do crowdfunding, que arrecadou R$ 178.428 com 1.323 doações, tornando-se o terceiro mais lucrativo da história do projeto, lançado em 2015. Os prêmios eram, além de ingresso para o show de Lulu Santos, livro e medalha comemorativos ao centenário do Estádio Manoel Schwartz e camisa alusiva à usada na conquista do Campeonato Carioca de 1969.

Os tricolores mais pontuais chegaram a tempo de acompanhar, na Sala de Troféus, o lançamento de selo oficial produzido com o Correios para destacar os 100 anos de Laranjeiras, completados dia 11 de maio. Mais tarde, o Bar dos Guerreiros ficou cheio para a apresentação de mais uma homenagem à sede: a obra “Estádio de Laranjeiras 100 anos – Aqui nasceu o futebol brasileiro”, elaborada por Carlos Santoro, Dhaniel Cohen e Heitor D’Alincourt. Eles, ao lado do presidente Mário Bittencourt, assinaram os exemplares.

Presente ao local o dia inteiro, Mário não perdeu as várias atrações musicais e gastronômicas. A organização repetiu o “Flu de Truck”, dessa vez em área próxima às quadras de tênis. Foi por lá que se apresentaram os grupos Fanfarra Tricolor e Nelson e Os Rodrigues.

Também não faltaram importantes personagens do campo, como os ex-jogadores Delei, Rubens Galaxe e Romerito. Dezenas deles, como costumeiramente fazem, se reuniram para uma confraternização. Quem circulava pelas dependências do clube, sem dúvida, esbarrou com algum ídolo.

Mas o melhor estava guardado para o fim da tarde. Pela primeira vez o tradicional show da FluFest ocorreu no gramado do estádio. E, após Marcelo Janot (2015), Blitz (2016 e 2018) e Paulo Ricardo (2017), foi a vez de Lulu Santos levantar o público do Fluminense, com uma apresentação dançante, repleta de sucessos e que durou quase duas horas.

O artista subiu ao palco ao som de “Tempos Modernos”, às 17h10. Pouco depois das 19h, embalou a galera com “Toda Forma de Amor” e “Descobridor de Sete Mares”, que encerra o espetáculo. Ao Canal FluNews, Dhaniel Cohen fez um balanço da festividade, da qual é idealizador.

– Em todos os sentidos, a Flu Fest de 2019 foi disparada a melhor que já fizemos. Uma equipe grande e aguerrida trabalhou com muita paixão diariamente, inclusive sábados, domingos e feriados, para construir uma das maiores festas da história do Fluminense. Virou um evento de fato grandioso não apenas pelo show de duas horas do Lulu Santos, o maior hitmaker do Brasil, no centenário Estádio de Laranjeiras. Até pelo circuito que organizamos pelo clube, o torcedor se sentiu em uma “Disney Tricolor”. O desafio agora será produzir algo ainda mais bem elaborado na próxima vez.

Foto: Mailson Santana

Laranjeiras vem de dias bastante movimentados. Na véspera do empate em 1 a 1 com o Ceará, recebeu um treino aberto à torcida. Na última quinta-feira, houve a estreia do “Flu Music”, com a cantora Maria Rita, no Salão Nobre. O próximo evento, terça, será a transmissão, em telão, do jogo contra o Peñarol, em Montevidéu, pela ida das oitavas da Sul-Americana. As entradas variam de R$ 10 a R$ 40.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Mário promete “grandes dias” no Fluminense e Celso fala em reconstrução em 1º discurso aos tricolores

Nos minutos seguintes ao anúncio de sua chegada ao poder no Fluminense, sábado, Mário Bittencourt apareceu na janela do Bar dos Guerreiros, nas Laranjeiras, acompanhado de seu vice, Celso Barros, para discursar pela primeira vez como presidente do clube.

– Quero um Fluminense unido, forte e imenso. Precisamos fazer o Fluminense imenso. E eu conto com vocês. O segredo do nosso sucesso está no amor que vocês têm ao Fluminense. Comecei aqui em 1998 e agora estou tendo a honra, ao lado do Celso, de presidir o clube. O trabalho é árduo. Mas a gente vai trazer o Fluminense para os grandes dias novamente. Que o Fluminense nos faça sorrir – disse, sendo ouvido por centenas de apoiadores.

Mário ficou com 2.225 dos 3.286 votos registrados nas urnas. Parabenizou seu ex-aliado, Ricardo Tenório, e considerou a disputa leal. Mas, principalmente, agradeceu aqueles que demonstraram confiança em suas propostas.

– Parabenizo a vocês pela belíssima campanha que fizemos juntos. Pela honradez, pela altivez, pela dignidade. Foi uma campanha de propostas, sem ofensas. Uma campanha que mostrou a grandeza do Fluminense.

– Agradeço a vocês pelos votos, pelos que pediram votos. Agradeço até aqueles que vieram aqui e não votaram em nós, mas exerceram seu direito democrático.

Foi, na verdade, Celso Barros quem puxou o pronunciamento. Assim como seu parceiro de chapa, destacou a importância do apoio em massa dos torcedores. Para o ex-patrocinador, a eleição da dupla aos cargos máximos vão devolver credibilidade ao Tricolor.

– Nosso presidente, Mário Bittencourt, foi um grande companheiro nessa campanha. Nós, juntos, vamos resgatar a credibilidade do Fluminense. Mas vocês é que vão ser a base desse caminho.

– É uma alegria estar aqui. Fizemos uma campanha limpa, com proposta e o resultado veio. Agora é o momento de reconstruirmos o Fluminense. Todos nós. Agradeço a vocês pelo carinho e pelo apoio. Quem vai salvar o Fluminense são vocês. Nós, torcedores, é que vamos salvar o Fluminense. Vamos buscar o rumo de onde esse clube nunca deveria ter saído.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Mário Bittencourt, sobre volta de ídolos: “Se é desejo deles, é nosso também”

No plano de gestão divulgado pela chapa “Tantas Vezes Campeão”, que venceu a eleição deste ano, ganha destaque a ideia de recontratar grandes ídolos tricolores. Durante o sábado nas Laranjeiras, os nomes mais mencionados foram os de Fred, do Cruzeiro, e Thiago Silva, do PSG. Mário Bittencourt confirmou interesse de ambos os lados de promover o retorno ao Fluminense.

– Repatriar jogadores que aqui fizeram história fará com que os investidores queiram se aproximar. Não se comprometeram contratualmente ainda porque ambos estão jogando em seus clubes. Respeitamos isso. Mas eles disseram que têm o desejo de voltar para o Fluminense um dia. E, se é desejo deles, é desejo nosso também. Faremos de tudo, dentro das nossas possibilidades. Eles sabem que a realidade hoje é outra. Mas tenho conversado com eles, que podem nos ajudar a trazer investidores – explicou.

Bittencourt realmente vai encontrar, ao ser empossado na presidência, um cenário diferente daquele que conheceu quando atuava como dirigente, com o suporte financeiro dado por seu vice, Celso Barros, à época presidente da ex-patrocinadora Unimed.

– Não conversamos nenhum formato (de parceria) com patrocinador. Estamos conversando com duas empresas. Dinheiro não existe hoje. Mas a gente vai buscar essas receitas, especialmente com a ajuda do torcedor. Nós temos experiência aqui. A gente tem recebido muitas ligações de pessoas do futebol querendo nos ajudar, ajudar o Fluminense, justamente por um possível retorno nosso. A credibilidade vai fazer com que a gente traga o Fluminense de novo para as grandes vitórias – destacou.

Embora pense em reforços ainda para 2019, o novo presidente elogiou o empenho de Fernando Diniz e do elenco, especialmente na doída eliminação para o Cruzeiro na Copa do Brasil. A equipe está classificada para as oitavas-de-final da Sul-Americana, mas beira a zona de rebaixamento do Brasileirão.

– O trabalho é muito bem feito, até pelas condições que o Fluminense tem. Valorizamos o trabalho da comissão técnica e dos jogadores, que estão dando a vida e honrando a camisa do Fluminense mesmo diante de tudo o que tem acontecido.


LEIA MAIS TRECHOS DO PAPO DE MÁRIO COM A IMPRENSA:

Clima nas Laranjeiras: “Uma eleição belíssima, onde as pessoas confraternizam. Recebemos a presença do presidente Horta. Foi honroso vê-lo no clube votar. É um ambiente de paz, de tranquilidade, como deve ser num clube da grandeza do Fluminense”.

Presença dos sócios: “Cada vez mais, o Fluminense precisa abrir as portas para o seu sócio-torcedor votar. Esse exercício da democracia, essa sensação de ver os sócios decidindo o futuro do clube, é muito importante para a continuidade da instituição. Fico muito feliz. Os componentes das duas chapas se abraçando. Eu não pensava nada diferente. É esse Fluminense que a gente quer voltar a ter aqui nas Laranjeiras”.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

“Tantas Vezes Campeão”: Mário Bittencourt vence eleição e comanda o Fluminense até o fim de 2022

Fim da era Abad, início da era “Tantas Vezes Campeão”. Nesse sábado, os sócios elegeram Mário Bittencourt a presidente do Fluminense, com Celso Barros como vice. Apoiado por diversos ex-jogadores, como Aílton, Duílio, Marcão e Ronald, ele conseguiu 2.225 votos e desbancou Ricardo Tenório, que ficou com 1.032 votos. Nas 14 urnas eletrônicas, cedidas pelo TRE-RJ, e em cédulas de papel, destinadas àqueles que regularizaram sua inadimplência durante o dia, foram contabilizados 3286 votantes (5 brancos e 24 nulos).

Iniciada às 9h, com os concorrentes lado a lado recebendo os sócios na entrada na sede, a votação terminou às 18h. Simultaneamente, na Rua Álvaro Chaves, partidários de ambos os candidatos davam continuidade à campanha, com panfletagem, entrega de adesivos e exibição de faixas. A apuração levou mais de 1 hora até ser finalizada e foi acompanhada por centenas de torcedores com festa, às 19h20. O anúncio do resultado, feito pelo presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Leite, aconteceu da janela do Bar dos Guerreiros.

A nova gestão, que segue até o fim de 2022, será empossada na segunda-feira, dia 10, e assume o comando no dia seguinte. Porém, a ideia é promover um primeiro encontro com os jogadores amanhã, no hotel onde estão concentrados para o clássico com o Flamengo, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Originalmente previsto para novembro, o pleito ocorreu em junho devido à aprovação dos sócios à proposta de Pedro Abad para alterar o estatuto e adiantar a data. O agora ex-mandatário o fez em razão do desgaste político sofrido em três anos e meio de mandato.


PRIMEIRO A VOTAR

Paulo Sérgio Alonso abriu a eleição de 2019. Com o casamento da afilhada marcado para hoje à tarde, em Guaratinguetá, o sócio de 66 anos deixou a família em São Paulo na sexta-feira e voltou ao Rio para votar em Ricardo Tenório.

PRESENÇA ILUSTRE

Pedro Scudieri, torcedor covardemente agredido por vascaínos no início de 2017, foi votar. Ele cumprimentou ambos os candidatos ao chegar e foi festejado por amigos da organizada Bravo 52.

DISCRIÇÃO DE PEDRO ABAD

Foi em silêncio perante a imprensa que Pedro Abad se despediu do Fluminense. Votou, mas sem revelar sua preferência, e deixou o clube com a apuração ainda em andamento.

MÁRIO E CELSO NO MEIO DA GALERA

Enquanto seguravam a ansiedade no aguardo da oficialização do vencedor, Mário Bittencourt e Celso Barros se juntaram aos correligionários para celebrar a iminente vitória. Consagrados campeões, subiram ao Bar dos Guerreiros para falar pela primeira vez como novos presidente e vice-presidente do Tricolor.

TENÓRIO SAI ANTES

Após o fim da votação, Ricardo Tenório se pronunciou ao lado de seu vice, Wagner Victer: “Sempre estive e continuarei à disposição do Fluminense. Preguei, na campanha, a união. Independente do resultado, é importante ficarmos unidos e lutando pelo Fluminense”. Deixou o local em seguida, sem nem sequer ouvir o anúncio do resultado.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Marcão explica escolha por Mário e sonha com retorno de Thiago Silva: “Depende mais do próprio Fluminense do que dele”

Ex-volante do Fluminense, Marcão declarou apoio a Mário Bittencourt na eleição que definirá o sucessor de Pedro Abad na presidência. Ao Canal FluNews, com exclusividade, ele explicou a escolha pela chapa “Tantas Vezes Campeão”, que ainda traz Celso Barros como vice.

– Ficou fácil (escolher). Além do Mário ser meu amigo, ele tem projeto. Torcedor quer ver o projeto saindo do papel. Com Mário e Celso, teremos respeito ao nosso clube. Com eles estaremos altamente preparados para levar o nome do Fluminense para onde nunca deveria ter saído.

Numa entrevista ao programa “Os Donos da Bola”, na véspera do pleito, Mário confirmou sondagem a Buffon e revelou interesse em dois ídolos da torcida: Fred, do Cruzeiro, e Thiago Silva, do PSG. Essa, inclusive, é uma de suas propostas. Marcão, amigo pessoal do “Monstro”, disse crer na volta do zagueiro da seleção brasileira.

– Depende mais do próprio Fluminense do que dele (risos). Tem que reestruturar o nosso clube, buscar parceiros… Quem sabe, mais à frente, a gente comemora o retorno do nosso capitão.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Agredido por torcedores rivais em 2017, Pedro Scudieri vai às Laranjeiras para eleição

Acompanhado de sua mãe e de uma enfermeira, Pedro Scudieri apareceu nas Laranjeiras por volta de 10h40 para votar em Mário Bittencourt, da chapa “Tantas Vezes Campeão”. Na chegada ao clube, vestido com a camisa de campanha de seu candidato, ele cumprimentou ambos os postulantes à presidência.

Na Rua Álvaro Chaves, Scudi se reuniu com amigos da organizada Bravo 52 para seguir a campanha em apoio a Mário.

Dois anos após sofrer agressão praticada por vascaínos com barras de ferro, Scudi vem se recuperando em casa. Entretanto, chegou a ficar 157 dias hospitalizado. Três dos quatro agressores estão presos, enquanto um ainda é procurado pela Polícia.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fluminense supera Fábio “milagroso” em golaço de João Pedro, mas é eliminado da Copa do Brasil nos pênaltis

Hoje o Fluminense sofreu a eliminação mais doída de 2019. Quiçá dos últimos três, quatro anos. Viu de novo se perder o sonho do bi da Copa do Brasil ao cair para o Cruzeiro nos pênaltis. O destaque coube a João Pedro, a quem o Mineirão reverenciou. Foi o garoto de 17 anos que deu sobrevida aos companheiros, que deixaram a desejar no momento mais importante.

Depois do empate em 1 a 1 no Rio, o Cruzeiro se lançou ofensivamente e conseguiu, aos 6 minutos de jogo, sua primeira boa chegada, no erro de Daniel, com chute de Robinho. Em resposta, o Tricolor descolou contra-ataque com Brenner, que acabou derrubado na área por Dedé. Ao verificar o VAR, o juiz assinalou penalidade.

Paulo Henrique Ganso bateu e, no rebote de Fábio, Luciano marcou. Mas o juiz mandou voltar a cobrança ao alegar invasão de jogadores de ambas as equipes à área. Na segunda chance, o camisa 10 não deu bobeira e abriu o placar.

O gol animou o Time de Guerreiros, que quase ampliou em lance “sem querer”. Luciano cruzou e a bola atravessou a área até quicar na frente de Fábio, que espalmou para escanteio. Entretanto, contrariando a vontade de Fernando Diniz, a equipe recuou e chamou a Raposa para cima. Sem Fred, sacado por lesão na coxa direita, o adversário assustou com finalização de Sassá, após falha de Frazan.

A partir da segunda etapa, o clube mineiro passou a achar mais espaços. Sassá, por exemplo, colocou Thiago Neves, cara a cara com Agenor, para finalizar rente à trave. Porém, o espírito decisivo do ex-tricolor apareceu: em escanteio, Ariel Cabral tocou de cabeça para Neves empurrar para a rede. Ele não comemorou.

Gilberto, o pior em campo, cometeu pênalti em Pedro Rocha. Sassá correu para a bola, mas Agenor pegou. Na sequência, mais uma penalidade, agora de Caio Henrique em Lucas Romero. Também confirmada com auxílio do VAR. A virada surgiu dos pés de Thiago Neves – dessa vez, celebrou bastante, aos 36′ do 2º tempo.

Com o Cruzeiro com uma mão na vaga, Diniz decidiu ousar: tirou Nino e Frazan, fazendo com que o Fluminense terminasse o confronto sem zagueiros. Pôs, nessas substituições, Mascarenhas e o jovem estreante Miguel, de 16 anos. Os papéis foram trocados, com a Raposa recuada e o Tricolor pressionando.

Foi então que o peso de se ter um grande goleiro entrou em ação. Fábio espalmou duas belas cabeçadas de Nino e Ganso. No apagar das luzes brilhou a estrela de João Pedro. De bicicleta, ele deixou o arqueiro sem reação e só admirando a obra-prima.

Nas penalidades, o balde de água fria. Nem a joia de Xerém pôde salvar. Paulo Henrique Ganso, JP e Gilberto desperdiçaram suas cobranças; apenas Caio Henrique marcou. Pelo Cruzeiro, Lucas Silva e Lucas Romero erraram. Pedro Rocha, Sassá e, determinando a classificação, Thiago Neves venceram Agenor.

Eliminado nas oitavas da Copa do Brasil, o time das Laranjeiras concentra suas atenções no Brasileirão, onde ocupa a 16ª colocação. Domingo, no Maracanã, pega o Flamengo. Na véspera, terá eleição que vai definir o sucessor de Pedro Abad na presidência, disputada por Mário Bittencourt e Ricardo Tenório.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Com um a menos, Fluminense perde para o Athletico-PR por 3 a 0 e periga entrar no Z-4

Diante do Athletico-PR, na Arena da Baixada, o Fluminense viveu um domingo para esquecer. De olho no duelo decisivo com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, Fernando Diniz escalou um mistão, com Gilberto, Paulo Henrique Ganso e Luciano poupados, além de Agenor suspenso. Aliás, nem o treinador, expulso contra o Bahia, pôde orientar seus jogadores à beira do campo, passando o bastão ao auxiliar Márcio Araújo.

A equipe entrou desligada e sofreu pressão desde que a bola começou a rolar. Aos 3′, a trave já havia sido carimbada por Marco Ruben. Em seguida, Rony recebeu sozinho na área, mas mandou na rede pelo lado de fora. Na terceira chegada, o gol saiu: Rony cruzou e achou Lucho González, que surpreendeu a zaga vindo de atrás para cabecear.

Novamente com Marco Ruben, o clube paranaense assustou e, dessa vez, obrigou Rodolfo a fazer sua primeira defesa. E, quando um outro ataque perigoso se desenhava, ocorreu o lance que complicou ainda mais o Tricolor. Airton deu carrinho duro em Bruno Guimarães e foi expulso, aos 30′ do primeiro tempo. Caminho livre para o adversário ampliar com Rony, de cabeça, em jogada semelhante à do gol que abriu o placar.


– A gente vem tendo muita desatenção no início das partidas, sofrendo gols até defensáveis – alertou Caio Henrique ao deixar o gramado.

Voltando do intervalo, o Flu conseguiu se arrumar, mas seguiu dominado pelo Athletico-PR. Foi então que descolou um bom lance, com Caio Henrique lançando para pequena área e Yony González quase desviando.

Com o triunfo encaminhado, os donos da casa ainda armaram mais uma grande chance, com Nikão encobrindo Rodolfo. Ele só não correu para o abraço porque Yuri, de cabeça, impediu. Entretanto, o terceiro estava amadurecendo e veio com Marcelo Cirino, em chute que bateu na perna de Nino antes de encontrar as redes.

– Nos surpreenderam na marcação no primeiro tempo. Encaixamos no segundo, mas o time já estava com um a menos. Claro que o gramado dificulta, mas não é desculpa. Nem o time misto. A gente entrou para vencer, precisávamos do resultado. Mas, quando arrumamos a equipe, era tarde – analisou Igor Julião.

É a segunda derrota seguida do Fluminense no Campeonato Brasileiro. Na 16ª colocação, precisa torcer contra o CSA, que visita o Atlético-MG, para não cair para a zona de rebaixamento ainda nesta rodada.

No próximo domingo, o compromisso é o clássico com o Flamengo, no Maracanã. Antes, quarta-feira, acontece o embate com o Cruzeiro que define o classificado às quartas-de-final da Copa do Brasil. Novo empate no Mineirão leva aos pênaltis. Matheus Ferraz (joelho direito) e Yony González (coxa esquerda) saíram com dores e são dúvida.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Agenor falha, é expulso, e Fluminense perde para o Bahia por 3 a 2

Embalado com a goleada na Sul-Americana, o Fluminense não repetiu nesse domingo a atuação que encantou o Maracanã no meio de semana. Foi à Arena Fonte Nova enfrentar o Bahia pela 6ª rodada do Brasileirão e, especialmente por conta de falhas individuais, sofreu sua quarta derrota no campeonato.

É verdade que Fernando Diniz contou com o importante retorno de Pedro, recuperado de pancada na perna esquerda. Por outro lado, Allan e Luciano, suspensos, não viajaram a Salvador. Desgastado pela sequência de jogos, Paulo Henrique Ganso começou no banco. Assim, o meio-campo, com Daniel e Léo Artur discretos no primeiro tempo, perdeu em criatividade.

Apesar de possuir o controle da posse de bola, o Tricolor esbarrou na marcação alta. Até por isso, a maioria dos passes era trocada entre os zagueiros e o estreante volante Yuri.

Eram poucas chances para ambos os lados. Bastou um contra-ataque com a zaga desarrumada para Artur abrir o placar para os donos da casa. A resposta veio em seguida, com Pedro cobrando pênalti em cima de Yony González.

Seguindo à risca a proposta de saída de bola de pé em pé, o goleiro Agenor acabou se complicando algumas vezes. Insistiu e, numa terceira oportunidade, foi desarmado por Gilberto, que recolocou o Bahia em vantagem: 2 a 1.

“Não foi falha. Eles têm esse método de trabalho, têm confiança em fazer. Tenho que pressionar mesmo, forçá-los a tomar a decisão errada”, disse Gilberto após o fim da etapa inicial.

Na volta do intervalo, Diniz apostou em Ganso e Marcos Paulo para buscar, ao menos, o empate. Não deu tempo nem de esboçar reação: o juiz, com auxílio do VAR, assinalou penalidade para o Bahia alegando toque no braço de Gilberto.

O xará do lateral-direito bateu para defesa de Agenor. Mas o goleiro, segundo a arbitragem, se adiantou. Logo, o juiz mandou repetir a cobrança e ainda aplicou o segundo amarelo para o arqueiro, que acabara de ser advertido por reclamação. Na segunda tentativa, com Rodolfo debaixo das traves, o atacante fez 3 a 1.

A injeção de esperança nos tricolores saiu dos pés do xodó João Pedro. Ele pegou rebote dado pelo goleiro do Bahia, Douglas, depois de cobrança de falta de Ganso: 3 a 2. Entretanto, o Fluminense parou por aí, mesmo com o acréscimo de 8 minutos.

Sem passar no Rio, a delegação viaja para a Colômbia, onde reencontra o Atlético Nacional na quarta-feira em busca da confirmação da vaga nas oitavas da Sula. No Brasileirão, o próximo compromisso é domingo que vem, contra o Athlético-PR, na Arena da Baixada. Com apenas 6 pontos, o Time de Guerreiros encerra a rodada na 14ª posição.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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