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Presidente do Vasco discorda da escolha de gestores do Maracanã e chama Fluminense de “chaveiro pendurado na calça do Flamengo”

Favorável a uma gestão que incluísse os quatro grandes do Rio, o Vasco, segundo seu presidente, Alexandre Campello, discorda da cessão do Maracanã a Fluminense e Flamengo, anunciada pelo governador Wilson Witzel na tarde desta sexta-feira. A dupla deve assumir dia 19, após a saída da Odebrechet, por seis meses, tempo que pode ser prorrogado.

– Nos preocupa muito, o Vasco não concorda com esse tipo de cessão de direitos. O Vasco não irá aceitar esse tipo de direcionamento. O Maracanã é um patrimônio do povo, foi construído com dinheiro da sociedade e não pode ser usado de maneira exclusiva por um dos clubes. Vamos buscar os nossos direitos, na Justiça ou em outro lugar –  disse, na quinta-feira.

Campello revelou que havia um consenso sobre entregar maior parcela de lucro ao Fla por levar mais público ao estádio. Porém, confirmou o desejo do rival em exercer liderança na administração. Por isso, o vascaíno alfinetou o Tricolor pela parceria firmada com o Rubro-Negro.

– Sendo um chaveiro pendurado na calça deles? O Vasco tem que participar da gestão, o Vasco não quer esmola de querer jogar em estádio, o Vasco tem estádio. Se o Fluminense se submete a isso, é uma escolha do Fluminense. O Vasco não aceitou ser subalterno, não participar das decisões.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

Campello avisa que Vasco avalia descumprir ordem judicial e pagar multa para abrir portões

A cerca de quatro horas para a final da Taça Guanabara, o Vasco ainda não se deu por vencido e crê que conseguirá abrir os portões do Maracanã. O presidente Alexandre Campello revelou que enviou advogados ao TJ-RJ para buscar uma resolução para o caso e, mesmo confiante numa reviravolta, avalia pagar multa de R$ 500 mil para descumprir a ordem judicial expedida nesta madrugada.

– (A ideia) pode ser avaliada. Tem torcedor se mobilizando para ir para o Maracanã. Aquilo vai virar uma confusão. Acho arriscado esse tipo de conduta. O risco de cumprir (a ordem) é maior que o de não cumprir. Tem que prevalecer o bom senso – disse.

Foram vendidos mais de 30 mil ingressos. No documento em que pedia ao judiciário a reconsideração da decisão, o Cruz-Maltino alegou impossibilidade de devolver o dinheiro aos torcedores, posição reafirmada por Campello. O prazo para a devolução, segundo a magistrada, é de cinco dias, sob pena de R$ 5 mil por dia desobedecido.

– Quem vai ser responsável por isso? Como que devolve dinheiro para 30 mil torcedores? Qual é a logística? Cada um que arque com suas responsabilidades – declarou.

Em pronunciamento nas Laranjeiras neste sábado, Pedro Abad convocou a torcida à “guerra” neste domingo, no sentindo de lotar o setor Norte, onde os tricolores ficariam, ainda que contra sua vontade. Alexandre Campello reprovou o tom da declaração.

– O Fluminense jogou gasolina no fogo. Falou de violência, de guerra, palavras que não se deveria usar nestes tempos.

A polêmica se deu porque o Fluminense defende o contrato assinado em 2013 com o Maracanã, no qual está previsto que o setor Sul deve ser destinado aos seus torcedores. Por sua vez, o Vasco relembra o direito histórico garantido em 1950 por ser o primeiro campeão do estádio e, assim, poder escolher o lado que seria ocupado por sua torcida.

– O Vasco fez tudo certinho, como manda o figurino. Conversou com FERJ e Maracanã, que asseguraram que quem escolhia era o Vasco. O Vasco tem 63 anos de tradição, conquistou isso no campo. Suspendemos a venda, alertamos para todos os riscos – concluiu.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

Alexandre Campello revela que FERJ e Maracanã asseguraram que vascaínos ocupariam a Sul

Ninguém sabe que torcida ocupará o setor sul do Maracanã na final da Taça Guanabara, às 17h deste domingo, embora tenham sido vendidos mais de 20 mil ingressos para o jogo. Com contrato com o Consórcio a seu favor, o Fluminense conseguiu, na sexta-feira, uma liminar que garante os tricolores à direita das cabines.

Por outro lado, a FERJ e o próprio Maracanã se comprometeram, nos encontros realizados durante a última semana, a destinar o espaço ao Vasco, sorteado como mandante. À imprensa, neste sábado, Alexandre Campello revelou que só topou levar a decisão ao principal estádio carioca por conta desta garantia.

– O Vasco tinha um posição clara. Se não ocupasse o setor sul, não jogaria no Maracanã. Levaríamos para o Engenhão ou para qualquer outro estádio. Mas foi dito pela federação e pelo consórcio que o mandante poderia escolher o lado. Só por isso aceitar o Maracanã – disse o presidente vascaíno.

Como não houve consenso entre os rivais acerca da polêmica, o mandatário da FERJ, Rubens Lopes, declarou que prezará pela segurança e respeito aos torcedores.

– Na tentativa da conciliação, a Federação de Futebol tentou acordo entre Vasco, Fluminense e Maracanã. Sem sucesso. Então, dois pilares nos levaram à conclusão, após consulta ao BEPE (Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios) e ao Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor), através do promotor Marcos Kac: o cuidado com a segurança e o respeito ao torcedor devem ser mantidos.

Pedro Abad deixou a sede da entidade com a reunião ainda em andamento e não quis se pronunciar. Ele esteve acompanhado por Marcelo Penha e Roberta Fernandes, representantes jurídicos do clube.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

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