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Análise – Voltar à Libertadores pode render ao Flu um ‘Patrocínio Master’, entenda.

Nada como aproveitar a boa fase do time e, talvez, mais do que isso, o nível do futebol brasileiro para falar sobre um projeto ambicioso, que para alguns é improvável, mas para outros, realista.

Acredito que o título possa até gerar, de certa forma, uma polêmica, mas garanto que é apenas mais um incentivo à reflexão. Já que, sem dúvidas, “Libertadores” e “Patrocínio Master” é algo que vaga no subconsciente do torcedor Tricolor, uma vez que não os ver a bastante tempo.

Afinal qual a relação entre esses dois?, Surgiria um patrocinador master apenas pelo fato do Flu por voltar a disputar a competição? São alguns dos possíveis questionamentos. Mas, há uma perspectiva até simples nessa discussão, que é: A cota de premiação.

Como revelado em algumas de suas coletivas, o presidente Mário Bittencourt afirmou que não há empresas interessadas em pagar o que a diretoria julga justo pelo espaço nobre da armadura Tricolor. Os valores pretendidos giram em torno de 10 a 12 milhões de reais anuais.

Pois bem, é fato que uma volta ao principal torneio do continente, possa fazer com que possíveis interessados invistam a quantia mínima atual pedida, até porque a visibilidade será alta. Mas, se nos atermos apenas ás cotas de premiação dada somente na fase de grupos, o Fluminense teria uma quantia de R$ 16,32 milhões (na cotação atual). Já que de acordo com o regulamento de pagamentos da Conmebol para a edição deste ano, cada clube tem direito a US$ 3 milhões, referente a cada partida como mandante.

Em rápida comparação, o Tricolor, para conseguir essa mesma bolada na Sul-americana, competição que vem disputando com mais frequência, precisaria chegar à semi-final, para somar US$ 2,57 (R$ 13,98 milhões, na cotação atual).

É verdade que a moeda brasileira encontra-se bem desvalorizada em relação a moeda americana, porém, para que os valores pagos na segunda fase da competição (a primeira é a chamada ‘pré-libertadores’) sejam menores do que o valor pretendido pelo Flu, o câmbio teria que ter uma queda considerável.

Logo podemos definir, á grosso modo, que o patrocinador master do Flu, pode ser ele mesmo. Já que o dinheiro não vem, basta ir até ele. É fácil? Não! Mas é aí que entra o ponto citado no início do texto, o chamado ‘projeto ambicioso’.

A última vez que o Flu disputou uma Libertadores, foi há 7 anos, em 2013 e nas últimas cinco temporadas em que brigou contra o rebaixamento viu seus 11 rivais – levando em conta o grupo dos chamados ’12 grandes’ – jogarem ao menos uma vez o torneio.

E porque agora seria o momento de virar essa chave, quebrar essa pestia e voltar a participar da Libertadores? Bom, a resposta poder ser o que se encontra, também, presente no primeiro parágrafo: O nível do futebol brasileiro.

Mesmo sendo um clichê, é inegável que o torcedor é uma espécie de ’12° jogador’. Um personagem que não atua nas quatro linhas, mas tem o poder de influencia-la. Porém, a falta do público dos estádio, por conta da pandemia, nivelou ainda mais o futebol tupiniquim, uma vez que a diferença dentro de campo passa a ser exclusivamente a atuação das equipes. E é esse fator, que torna o esporte em 2020 mais igualitário, mesmo que por baixo.

Com isso, concluo que, diante do que está sendo apresentado, ou talvez, do que não está sendo apresentado pelos demais 19 participantes da Série A, o Fluminense tem claras condições de voltar a jogar Libertadores em 2021. Há quem ache uma completa ilusão e há crie expectativas, as formas de chegar estão aí, são as mesmas das outras temporadas. O caminho será fácil? isso é obvio que não. Mas com certeza menos difícil já é.

Se você chegou até aqui, agradeço. E repito, o intuito dessa análise é apenas gerar reflexão e debate entre os torcedores da torcida mais bonita do mundo. Saudações Tricolores!

Por: Moises costa
Foto: ge.globo/editoria de arte






Análise – Miguel e Araujo dão mais dinâmica ao meio campo Tricolor e surgem como boas opções

Na vitória do Fluminense sobre o Botafogo, por 1 a 0, no último sábado (25), pela primeira partida da Taça Gerson e Didi, a dupla Michel Araújo e Miguel, que entraram no segundo tempo, nos lugares de Nenê e Marcos Paulo, deram um novo ritmo ao meio-campo e ataque Tricolor.

Mesmo com mais posse de bola, o time de Odair Helmann mais uma vez mostrou dificuldade em criar jogadas de perigo. A única grande oportunidade, talvez, tenha sido com a dupla Marcos Paulo e Evanilson, onde o camisa 99 recebeu uma bola, entre a linha de marcação, mas não conseguiu empurrar para o fundo das redes. Em contra partida o Botafogo, desperdiçou três chances claras de gol, inclusive, um pênalti.

E o jogo que se encaminhava para mais um 0 a 0 mudou de ‘cara’ com a entrada de duas promessas, uma formada nas categorias de base do clube e outra contratada no início da temporada. Me refiro aos personagens principais dessa análise: Miguel e Michel Araújo.

A joia de Xerém, de 17 anos, entrou pela esquerda e juntamente com Ganso, exploraram bolas em profundidade. Tentativas de dribles, troca de passes, movimentação e cruzamentos. Essas jogadas, obrigou o Botafogo a reforçar mais o seu lado direito defensivo. É aí que entra a estrela do Uruguaio.
De fato o nosso gol saiu de uma espirrada, mal afastada pela zaga adversária, porém, não pode se deixar de lado o bom posicionamento e reflexo de Michel Araújo, que acompanhou a jogada, recebeu a bola e sem dominar à colocou no canto direito de Cavalieri. Isso aos 28 minutos do segundo tempo.

A partir, o que se viu ainda foi um Fluminense que mais se preocupava em estar com a bola ao o que fazer com ela. E as pouquíssimas tentativas de escapada, seja em contra-ataque ou uma bola enfiada entre as linhas alvi-negras, vinham dos pés do Trio: Ganso, Miguel e Araújo.

Diferente da monotonia que temos acompanhado nos últimos seis jogos, salve o segundo tempo do primeira decisão do Carioca, essa partida, se serve como parâmetro, nos trouxe algo diferente, mesmo que talvez possa ser insignificante aos olhos de alguns. Contudo, fica aqui a minha expectativa e curiosidade em ver essa dupla e atuar mais vezes juntos.

Por: Moises Costa
Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.



Análise – Fim da Guerra de transmissão? ‘MP do mandante’ não deve ser votada pelo Congresso

Mesmo com 16 das 20 equipes da Serie A do futebol brasileiro se posicionando a favor, a Medida Provisória 984/2020, que prevê os direitos de transmissão para o mandante da partida, não deve ser votada pelo congresso brasileiro.

Caso se confirme, as leis de transmissão das partidas de futebol devem voltar a ser como era antes da ‘MP do mandante’, onde era necessário que as duas equipes envolvidas em um jogo precisavam ter contrato com a mesma emissora. Qualquer medida tem validade de 60 dias, podendo ser prorrogada “automaticamente por igual período caso não tenha sua votação concluída nas duas Casas do Congresso Nacional”

A alegação dada, pelo presidente da câmara, Rodrigo Maia, para a não votação, é de que a MP teria se tornado um instrumento político de Jair Bolsonaro contra a Rede Globo. A partir daí, com base no entendimento do político, entrasse o embate daqueles que seriam os ‘bodes expiatórios’, que são os clubes e as emissoras de TV.

Apenas quatro equipes são contrárias a Medida Provisória, o Fluminense é uma delas, juntamente com: Grêmio, São Paulo e Botafogo, que entendem que para haver uma mudança é necessário “cautela, informação e a busca por conceitos de regulação” – Comunicado do Grêmio –, além do “papel de cada player e os riscos envolvidos.” – Comunicado do Fluminense – Enquanto as outras 16, que inclusive, já fizeram um manifesto em conjunto, se colocam a favor das novas normas de transmissão. O movimento pró-MP é liderado pelo presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, que regressou a Brasília nos últimos dias, para pedir aos deputados que a medida fosse a votação.

Já em relação as emissoras, a batalha tende a ser mais intensa, uma vez que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou a tabela das primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, baseada na MP 984.

O grupo ‘Turner’, que tem contrato com 7 equipes da Serie A, indicou que vai exibir as partidas quando os clubes nos quais têm vínculo forem os mandantes. Do outro lado o grupo Globo, contrário a medida, promete levar levar as questões para os tribunais, se necessário.

Por tanto, com a validade da MP até 18/08/2020 – quando completa 60 dias – e com uma data limite até 18/10/2020, caso haja a prorrogação. E tendo o término do Brasileirão somente para fevereiro de 2021, a tendência é que as batalhas judiciais envolvendo as transmissões dos jogos, infelizmente, ganhem destaque igual ou até mesmo superior ao espetáculo principal.

Por: Moises Costa
Foto: Divulgação mktesportivo

Análise: O problema são os jogadores, o esquema tático ou o próprio técnico?

O Fluminense voltou aos gramados depois de mais de três meses de paralisação, por conta da pandemia de coronavírus. Porém, para os Tricolores, talvez, seria melhor que não tivesse voltado.

Isso por que, em uma noite que marcou a reestreia do ídolo Fred, homenagem ao profissionais de saúde, endosso a campanha de combate ao racismo e protesto pela volta açodada do futebol, tinha tudo para ser coroado com uma vitória e retomada da liderança geral do Carioca.

Só que quando a bola rolou, o que se viu foi um verdadeiro circo de horrores. Com direito a frango de Muriel, expulsão infantil de Egídio, desorganização tática e atuações apáticas. Consequência disso uma goleada por 3 a 0, para o Volta Redonda, logo no primeiro jogo pós-pandemia.

Em cima disso e deixando, de lado, por hora, o fato de estar voltando a jogar depois de 105 dias, com apenas nove dias de preparação. A análise que se pode fazer sobre um Fluminense que volta da quarentena da mesma forma que a iniciou é que, a grande questão que ronda o trabalho de Odair Helmann nas Laranjeiras é: O problema seria a escalação, o esquema tático ou o próprio treinador e suas convicções?

Quase sete meses a frente do Flu, Odair ainda não conseguiu achar uma ‘cara’ para o time em 2020. Em 16 jogos, há um desempenho considerado positivo. Até aqui são 10 vitórias, 2 empates e quatro derrotas. Porém, os números não se traduzem em atuações convincentes.

Quanto a escalação, a princípio, o treinador tem como base a mais utilizada no futebol moderno, o 4-3-3, que desenhada no papel e olhando o plantel a disposição pode-se montar uma equipe competitiva. Entretanto, ao olhar as características dos atletas a disposição. Indago o seguinte questionamento, pode existiria a possibilidade trabalhar outra formatação tática? Talvez o tradicional 4-4-2 ou quem sabe um ousado 3-4-3.

Tendo como base a partida do último domingo, o 4-3-3 demonstra ofensividade, porém, deflagra a fragilidade defensiva na hora da recomposição em uma situação de contra-ataque. 30% dos gols sofridos pelo Flu em 2020 são provenientes disso.

E é exatamente que entra o ponto dois da questão: A escalação. Ou seja, os jogadores escolhidos para preencher o espaço destinado. Começamos pela zaga, que pelo menos, por hora, para torcida, não há duvidas de que Gilberto, Nino, Matheus Ferraz e Egídio são absolutos na posição, principalmente pela desconfiança da em seus reservas. No gol há um embate, mas é uma posição que divide opiniões. Há quem prefira o Marcos Felipe e há aqueles que acreditam e dão créditos a Muriel.

No meio campo temos a dupla Hudson e Yago, que são chamados os volantes ‘Modernos’ que saem pro jogo e surgem como elemento surpresa no ataque. Porém, seria cabível sacrificar um deles, afim de reforçar a defesa? Nesse caso me refiro à entrada de Yuri que faria a função de um Cabeça de área.

O por que disso, se dá pela liberdade que é dada aos laterais, que, assim como os volantes apoiam no ataque. E na hora da recomposição, quando não se consegue retomar a bola, ou é feita a falta tática, o que deixa o jogador pendurado, ou o que se vê são os zagueiros no mano-a-mano com os atacantes adversários.
Completando o meio o campo, acredito ser indiscutível a opção por Nenê, que até o momento é o cara do Fluminense neste ano, sendo o artilheiro da equipe nesta temporada, com 9 gols em 13 jogos. E mesmo dividindo opiniões é, sem dúvidas, o jogador mais regular.

E por último temos os atacantes. Com a volta de Fred, a torcida acredita que a vaga de homem-gol do time está preenchida. Ainda mais se o camisa 9 atuar ao lado de dois atacantes de velocidade. Mas, aí entra outro dilema na mente do nosso treinador, que é: Quem colocar?

Na partida contra Volta Redonda, Odair optou por Evanilson e Marcos Paulo abertos, tendo Frederico centralizado. E então vem a pergunta: Será esse o trio ideal para o ataque Tricolor? Abrir dois atacantes que, teoricamente, renderiam melhor atuando por dentro, seria a escolha mais correta? Ainda mais tendo jogadores velocistas como: Wellington Silva, Pacheco e Caio Paulista. Bom, fica esse questionamento para os próximos confrontos.

E finalmente chegamos ao X da questão. Mas antes de avançarmos, quero agradecer a você que chegou até aqui, o objetivo maior é analisarmos e refletirmos sobre o que impede esse Fluminense de 2020 de alçar voos maiores.

Pois bem, vamos falar especificamente sobre o profissional Odair Helmann e suas convicções enquanto treinador de futebol do nosso Tricolor.
Seu último trabalho, no Internacional, tem suas justas críticas, porém, não se pode tirar os louros do técnico que pegou um time na Serie B, retornou a elite do futebol brasileiro, classificou para a Libertadores e quando foi demitido, deixou a equipe no G-4.

Só que é necessário que seja feita a conversão de números em atuações. O time gaúcho conseguiu mostrar bons resultados em duas temporadas sob o comando de Odair . Mas, a grande ressalva que permeia a passagem pelo Colorado pode ser ressumida na famosa frase clichê no futebol: “Venceu mas não convenceu”

E goste você ou não, a passagem de Fernando Diniz nas Laranjeiras, foi um divisor de águas para a Torcida, no que desrespeito ao ‘jogo jogado’. O Tricolor não quer apenas a vitória, claro que ela é fundamental, mesmo não estando em um ótimo dia. Mas, ver um futebol bonito ser tornou um adereço importante do espetáculo.

E diante dessa curiosidade de ver um ‘Novo Diniz’ e com esse plantel nas mãos – indiscutivelmente superior ao de 2019 – cresce o anseio por parte da arquibancada de ver um Flu retomar os caminhos das glórias o quanto antes. Mas, por hora, isso vai de encontro com um mar de incógnitas, que abre espaço para a frustração, na maioria dos jogos.

Encerro essa análise indagando a necessidade de mudança por parte do nosso treinador, pois, somente o Odair e o tempo podem dizer se o problema está no trabalho adotado por ele – o que pode ser mudado – ou se o problema é de fato ele – que confirma a tese do “adiou o inevitável.” –

Foto: Lucas Merçon – FFC

ANÁLISE: Crise financeira no futebol português pode acelerar venda de Wendel. Flu pode faturar bolada em possível transferência

Por conta da pandemia de coronavírus, as equipes do futebol lusitano vem enfrentando uma situação financeira bastante delicada. E uma das opções mais cogitada é a venda de jogadores para o centro do futebol europeu, afim de aliviar o caixa dos clubes.

Diante deste cenário, o Sporting de Lisboa pode acelerar a venda do volante Wendel, que desperta o interesse do Everton, da Inglaterra; Nice, da França; além de Fiorentina e Napoli, da Itália.
O time da capital, inclusive já definiu o valor para negociar o jogador de 19 anos, que tem contrato válido até 2023. Trata-se de 25 milhões de euros (Cerca de R$ 141,7 milhões, na cotação atual).

A partir disso, o Fluminense pode acabar se beneficiando de uma possível venda e faturar uma bolada na próxima janela de transferência europeia.

Ao negociar a jovem promessa em 2017, por 7,5 milhões de euros, o Tricolor estipulou uma clausula onde teria direito a 1/10 da diferença entre a segunda e a primeira comercialização.
Sendo assim, concretizando a ida do atleta para Inglaterra, França ou Itália, com base no preço estipulado pelo clube lusitano, o Fluminense receberá 10% de 25-7,5; que resulta em 1,75 milhões de euros (Cerca R$ 9,9 milhões, na cotação atual).

Além disso o Flu ainda teria direito a 1,5% do valor total da transação, por causa do mecanismo de solidariedade da Fifa. Por tanto o clube receberia mais 375 mil euros (Cerca de R$ 2,13 milhões)

Formado em Xerém, Wendel subiu para os profissionais em 2018, sob o comando de Abel Braga. Bastou poucas partidas para o volante se firmar entre os titulares e começar a se destacar. Consequentemente, começou a chamar a atenção do futebol europeu. Ao todo disputou 58 partidas pelo Flu e marcou sete gols.

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