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Análise: O problema são os jogadores, o esquema tático ou o próprio técnico?

O Fluminense voltou aos gramados depois de mais de três meses de paralisação, por conta da pandemia de coronavírus. Porém, para os Tricolores, talvez, seria melhor que não tivesse voltado.

Isso por que, em uma noite que marcou a reestreia do ídolo Fred, homenagem ao profissionais de saúde, endosso a campanha de combate ao racismo e protesto pela volta açodada do futebol, tinha tudo para ser coroado com uma vitória e retomada da liderança geral do Carioca.

Só que quando a bola rolou, o que se viu foi um verdadeiro circo de horrores. Com direito a frango de Muriel, expulsão infantil de Egídio, desorganização tática e atuações apáticas. Consequência disso uma goleada por 3 a 0, para o Volta Redonda, logo no primeiro jogo pós-pandemia.

Em cima disso e deixando, de lado, por hora, o fato de estar voltando a jogar depois de 105 dias, com apenas nove dias de preparação. A análise que se pode fazer sobre um Fluminense que volta da quarentena da mesma forma que a iniciou é que, a grande questão que ronda o trabalho de Odair Helmann nas Laranjeiras é: O problema seria a escalação, o esquema tático ou o próprio treinador e suas convicções?

Quase sete meses a frente do Flu, Odair ainda não conseguiu achar uma ‘cara’ para o time em 2020. Em 16 jogos, há um desempenho considerado positivo. Até aqui são 10 vitórias, 2 empates e quatro derrotas. Porém, os números não se traduzem em atuações convincentes.

Quanto a escalação, a princípio, o treinador tem como base a mais utilizada no futebol moderno, o 4-3-3, que desenhada no papel e olhando o plantel a disposição pode-se montar uma equipe competitiva. Entretanto, ao olhar as características dos atletas a disposição. Indago o seguinte questionamento, pode existiria a possibilidade trabalhar outra formatação tática? Talvez o tradicional 4-4-2 ou quem sabe um ousado 3-4-3.

Tendo como base a partida do último domingo, o 4-3-3 demonstra ofensividade, porém, deflagra a fragilidade defensiva na hora da recomposição em uma situação de contra-ataque. 30% dos gols sofridos pelo Flu em 2020 são provenientes disso.

E é exatamente que entra o ponto dois da questão: A escalação. Ou seja, os jogadores escolhidos para preencher o espaço destinado. Começamos pela zaga, que pelo menos, por hora, para torcida, não há duvidas de que Gilberto, Nino, Matheus Ferraz e Egídio são absolutos na posição, principalmente pela desconfiança da em seus reservas. No gol há um embate, mas é uma posição que divide opiniões. Há quem prefira o Marcos Felipe e há aqueles que acreditam e dão créditos a Muriel.

No meio campo temos a dupla Hudson e Yago, que são chamados os volantes ‘Modernos’ que saem pro jogo e surgem como elemento surpresa no ataque. Porém, seria cabível sacrificar um deles, afim de reforçar a defesa? Nesse caso me refiro à entrada de Yuri que faria a função de um Cabeça de área.

O por que disso, se dá pela liberdade que é dada aos laterais, que, assim como os volantes apoiam no ataque. E na hora da recomposição, quando não se consegue retomar a bola, ou é feita a falta tática, o que deixa o jogador pendurado, ou o que se vê são os zagueiros no mano-a-mano com os atacantes adversários.
Completando o meio o campo, acredito ser indiscutível a opção por Nenê, que até o momento é o cara do Fluminense neste ano, sendo o artilheiro da equipe nesta temporada, com 9 gols em 13 jogos. E mesmo dividindo opiniões é, sem dúvidas, o jogador mais regular.

E por último temos os atacantes. Com a volta de Fred, a torcida acredita que a vaga de homem-gol do time está preenchida. Ainda mais se o camisa 9 atuar ao lado de dois atacantes de velocidade. Mas, aí entra outro dilema na mente do nosso treinador, que é: Quem colocar?

Na partida contra Volta Redonda, Odair optou por Evanilson e Marcos Paulo abertos, tendo Frederico centralizado. E então vem a pergunta: Será esse o trio ideal para o ataque Tricolor? Abrir dois atacantes que, teoricamente, renderiam melhor atuando por dentro, seria a escolha mais correta? Ainda mais tendo jogadores velocistas como: Wellington Silva, Pacheco e Caio Paulista. Bom, fica esse questionamento para os próximos confrontos.

E finalmente chegamos ao X da questão. Mas antes de avançarmos, quero agradecer a você que chegou até aqui, o objetivo maior é analisarmos e refletirmos sobre o que impede esse Fluminense de 2020 de alçar voos maiores.

Pois bem, vamos falar especificamente sobre o profissional Odair Helmann e suas convicções enquanto treinador de futebol do nosso Tricolor.
Seu último trabalho, no Internacional, tem suas justas críticas, porém, não se pode tirar os louros do técnico que pegou um time na Serie B, retornou a elite do futebol brasileiro, classificou para a Libertadores e quando foi demitido, deixou a equipe no G-4.

Só que é necessário que seja feita a conversão de números em atuações. O time gaúcho conseguiu mostrar bons resultados em duas temporadas sob o comando de Odair . Mas, a grande ressalva que permeia a passagem pelo Colorado pode ser ressumida na famosa frase clichê no futebol: “Venceu mas não convenceu”

E goste você ou não, a passagem de Fernando Diniz nas Laranjeiras, foi um divisor de águas para a Torcida, no que desrespeito ao ‘jogo jogado’. O Tricolor não quer apenas a vitória, claro que ela é fundamental, mesmo não estando em um ótimo dia. Mas, ver um futebol bonito ser tornou um adereço importante do espetáculo.

E diante dessa curiosidade de ver um ‘Novo Diniz’ e com esse plantel nas mãos – indiscutivelmente superior ao de 2019 – cresce o anseio por parte da arquibancada de ver um Flu retomar os caminhos das glórias o quanto antes. Mas, por hora, isso vai de encontro com um mar de incógnitas, que abre espaço para a frustração, na maioria dos jogos.

Encerro essa análise indagando a necessidade de mudança por parte do nosso treinador, pois, somente o Odair e o tempo podem dizer se o problema está no trabalho adotado por ele – o que pode ser mudado – ou se o problema é de fato ele – que confirma a tese do “adiou o inevitável.” –

Foto: Lucas Merçon – FFC

ANÁLISE: Crise financeira no futebol português pode acelerar venda de Wendel. Flu pode faturar bolada em possível transferência

Por conta da pandemia de coronavírus, as equipes do futebol lusitano vem enfrentando uma situação financeira bastante delicada. E uma das opções mais cogitada é a venda de jogadores para o centro do futebol europeu, afim de aliviar o caixa dos clubes.

Diante deste cenário, o Sporting de Lisboa pode acelerar a venda do volante Wendel, que desperta o interesse do Everton, da Inglaterra; Nice, da França; além de Fiorentina e Napoli, da Itália.
O time da capital, inclusive já definiu o valor para negociar o jogador de 19 anos, que tem contrato válido até 2023. Trata-se de 25 milhões de euros (Cerca de R$ 141,7 milhões, na cotação atual).

A partir disso, o Fluminense pode acabar se beneficiando de uma possível venda e faturar uma bolada na próxima janela de transferência europeia.

Ao negociar a jovem promessa em 2017, por 7,5 milhões de euros, o Tricolor estipulou uma clausula onde teria direito a 1/10 da diferença entre a segunda e a primeira comercialização.
Sendo assim, concretizando a ida do atleta para Inglaterra, França ou Itália, com base no preço estipulado pelo clube lusitano, o Fluminense receberá 10% de 25-7,5; que resulta em 1,75 milhões de euros (Cerca R$ 9,9 milhões, na cotação atual).

Além disso o Flu ainda teria direito a 1,5% do valor total da transação, por causa do mecanismo de solidariedade da Fifa. Por tanto o clube receberia mais 375 mil euros (Cerca de R$ 2,13 milhões)

Formado em Xerém, Wendel subiu para os profissionais em 2018, sob o comando de Abel Braga. Bastou poucas partidas para o volante se firmar entre os titulares e começar a se destacar. Consequentemente, começou a chamar a atenção do futebol europeu. Ao todo disputou 58 partidas pelo Flu e marcou sete gols.

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