Mário Bittencourt revela possibilidade em mudar calendário brasileiro por conta do Coronavírus

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, concedeu entrevista ao canal a cabo SporTV, da Globosat, e revelou algumas estratégias para tentar minimizar os danos no futebol devido a crise da pandemia do Coronavírus, que paralisou o esporte em todo o mundo.

O Fluminense já está sofrendo as consequências como outros clubes estão, tivemos patrocinadores cancelando contratos, estamos sem receitas de bilheterias, venda de camisas… não temos como vender atletas, que também é uma fonte de receita. Eu vi uma matéria hoje que o Barcelona está sofrendo enormes prejuízos financeiros. Se ele está sofrendo, imagine os clubes do Brasil – disse o presidente.

Mário revelou ainda que já existe uma comissão com mais de 20 presidentes dos clubes, e que já estudam algumas alternativas para minimizar os danos da crise:

Existe uma comissão, faço parte dela. Fizemos uma videoconferência com mais de 20 presidentes de clubes e tentamos desenvolver uma proposta de acordo para serem levadas aos atletas e profissionais de futebol, para que a gente tente diminuir os prejuízos. Todos que vivem do futebol estão tento prejuízos e nossas ideia é preservar o maior número de empregos possíveis. É importante esclarecer muitas coisas. A nossa primeira tentativa: em razão da paralisação, vamos ter dificuldade em acabar o ano e concluir o calendário. Nossa ideia é antecipar as férias, para que a gente pudesse esticar o calendário até o dia 23 ou 28 de dezembro. Essa ideia seria para ganhar 30 dias. Pagamos 50% dessas férias no momento. Depois pagamos o restante no final do ano, sem trazer prejuízo financeiro aos atletas. Permanecendo nesse período de férias, a gente faria um período de treinamento individual, dando uma remuneração de 50% do salário e imagem, mantendo os treinos de casa, enquanto não tenha jogo. A proposta de acordo é se houver paralisação – completou o presidente.

Foto em destaque: Lucas Merçon/FFC

Reflexo da crise: Flu envia menos jogadores à Eslováquia e atrasa viagem por falta de verba

Além de pôr em dúvida a continuidade do Flu-Samorin, a crise financeira atrapalhou a pré-temporada da filial. Nos dois primeiros anos do projeto, oito tricolores foram enviados à Eslováquia. Os vencimentos e aluguéis de moradia são de responsabilidade do Fluminense.

Desta vez, o número caiu para cinco: Matheus Pato (centroavante), Euller (atacante), Guilherme (volante), Jhon (volante) e Saturnino (lateral-direito). A viagem do grupo, ocorrida em 7 de julho, atrasou por falta de verba para bancar as passagens. A apresentação estava marcada para 27 de junho.

Efetivado, o treinador Gustavo Leal, à espera do bilhete do avião e da licença para trabalhar na Europa, só embarcou neste domingo, em situação semelhante à do fisioterapeuta Huli Nagel. Ambos chegarão com a preparação em andamento.

Os treinamentos foram iniciados no dia 10, quando dois dos quatro meses de salários em aberto foram pagos. A taxa de inscrição na Associação Eslovaca, que garante presença na segunda divisão local, também é uma pendência já resolvida.

Devido à dificuldade em manter as remunerações em dia, o Flu-Samorin perdeu o zagueiro Zoltan Agh, que se recusou a estender seu vínculo, e contratou um reforço, em acordo que prevê apenas pagamento de salários: o atacante Marek Pittneer. A caminhada na tentativa de subir para a elite começa no dia 21.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

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Portal revela dificuldade do Flu em arcar até com passagens de funcionários

Diretoria prometeu pagar parte do salários nesta quarta-feira (04).

De acordo com o portal de notícias NetFlu, o crise financeira que atravessa o Fluminense vem piorando a cada dia que passa. Segundo o portal, funcionários do clube que recebem até quatro salários mínimos estão tendo dificuldades inclusive de locomoção até às Laranjeiras, isso por quê, tais funcionários estão com os salários atrasados desde o mês de maio. A situação vem afetando até os seguranças do clube, que não recebem a compensação individual prevista por jogo há cerca de 12 partidas.

Ainda de acordo com o NetFlu, a situação chegou ao ponto de a empresa Sanatto, que presta serviços de limpeza ao clube, em Xerém, ameaçou vetar a ida de seus funcionários ao clube. Fato que foi resolvido com a promessa de pagamento por parte do Fluminense, que cumpriu com o combinado e pagou aos terceirizados na última terça-feira (03). Contudo, a notícia do pagamento aos terceirizados gerou um certo incômodo entre os funcionários.

Procurada, a direção do clube informou que pretende arcar com pelo menos parte dos atrasados já nesta quarta-feira (04).

 

ST,

Douglas Wandekochen

foto: Divulgação

fonte: NetFlu