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Rodolfo revela conselho de Diniz para Fla-Flu e contesta declaração de Cuéllar: “Vamos entrar para ganhar o jogo”

Rodolfo quer travar o clima tenso que vem marcando os duelos entre Fluminense e Flamengo em 2019. Nesse sábado, os rivais jogam o clássico mais decisivo do ano até o momento, valendo vaga na final do Campeonato Carioca. E, segundo o goleiro, a recomendação de Fernando Diniz é ignorar o juiz, as provocações e apenas jogar bola.

– Depois do último Fla-Flu, conversamos bastante. Diniz e a comissão técnica conversaram conosco para, nesse jogo, esquecermos um pouco isso e só sabermos de jogar bola. Temos que colocar tudo na ponta da chuteira e eu, da luva. Temos que esquecer o juiz, deixar ele apitar, independentemente se terá erro ou não. Temos que esquecer provocação do Flamengo. Temos que entrar para ganhar esse jogo – disse, em entrevista nesta sexta-feira.

Uma declaração do volante Cuéllar, do Fla, gerou a primeira polêmica do quarto reencontro entre os times. Ele disse que seu clube carrega a “obrigação” de ser campeão carioca, após a conquista da Taça Rio. Rodolfo lembrou que os rubro-negros têm os tricolores pelo caminho.

– Se ele está falando da obrigação deles de vencer… Eles vão pegar o Fluminense. Eles têm que passar pela gente primeiro. Tudo vai ser decidido amanhã. Se ele falou que eles têm obrigação… A gente vai entrar para ganhar o jogo.

Vencer hoje representa, também, fôlego ao caixa do Fluminense, que vive crise financeira. Só pela ida à final, embolsaria R$ 1,5 milhão, podendo ainda receber R$ 3,5 milhões em premiação caso se torne o ganhador desta edição do torneio. Mas Rodolfo garante que a questão extracampo, sobretudo quanto aos salários atrasados, não acompanha os jogadores no Maracanã.

– Questão financeira aqui no Fluminense já é questão desde 2017. Eu vim para cá para jogar. Conquistei a titularidade, estou tendo continuidade, graças a Deus, e procuro honrar a camisa do clube independentemente do que possa acontecer a mais. Vou entrar em campo querendo ganhar do Flamengo, sem pensar em dinheiro, sem pensar em mais nada, pois estou representando muita gente ali dentro do campo.


CONFIRA MAIS RESPOSTAS DO GOLEIRO RODOLFO:

Ausência de Paulo Henrique Ganso

– Fará falta, principalmente, na criação. Ganso é um excepcional jogador e nos ajuda muito na criação do meio. E agora vem nos ajudando também na marcação. Está evoluindo bastante nisso. Será uma perda grande, mas tenho certeza que quem entrar vai dar conta do recado, como os que estão entrando, que estão entrando bem.

Tensão nos Fla-Flus

– Clássicos são muito complicados. Tem a rivalidade dentro de campo e você não quer perder de jeito nenhum. Então acaba passando para outros fatores além do jogo. Temos que trabalhar isso para não acontecer mais. Temos que saber de jogar bola. Não temos que ficar brigando dentro de campo. É esquecer juiz, esquecer adversário e jogar bola para ganhar o jogo.

Desgaste pelas viagens

– Viagem após viagem você fica cansado. Chegamos quinta-feira após a meia-noite, nem vi meus filhos e já tivemos que vir para o treino para depois concentrar. Acaba gerando um pouco de estresse também.

Trabalho psicológico

– É para esquecermos o que possa nos prejudicar, como arbitragem, rivalidade dentro de campo, que sempre nos deixam mais tensos. Nos ajuda bastante. Para esse jogo, terá um papel essencial.

Pontos fracos do Flamengo

– Como o Flamengo tem pontos vulneráveis, temos também. Viemos estudando eles desde o primeiro jogo, o Diniz vem passando vídeos… Assim como eles devem estar nos estudando também. Diniz está sempre reformulando o trabalho dele no dia a dia, aprimorando, passando coisas novas, para podermos driblar os adversários.

Gols no fim

– Provavelmente por conta do cansaço que bate no fim do jogo. Os times se desgastam muito e chega no fim do jogo e bate aquela desatenção. Nosso time tem que estar atento em todos os minutos do jogo. Sempre que você tiver desatento no fim do jogo, você tomará um gol. Ainda mais em um clássico.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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