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Fluminense interpela criminalmente envolvidos no caso da Live Sorte e presidente solicita reunião do Conselho para esclarecimento dos fatos

O Fluminense divulgou na noite desta sexta-feira (16) mais uma nota oficial sobre o caso da “Live Sorte”, onde é denunciado de uma cobrança de própria para fechar um acordo com a empresa.

Na nota, o clube volta a criticar a divulgação do caso e confirma que irá interpelar criminalmemte tanto o dono da empresa Renato Ambrósio, como Diego Perez, agente que divulgou áudios envolvendo o nome do clube.

O Fluminense ainda confirmou que o presidente do clube, Mário Bittencourt solicitou uma reunião extraordinária com o Conselho Deliberativo do clube, onde dará as devidas explicações sobre o caso.

Veja a nota na íntegra:

O Fluminense informa que deu entrada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com os pedidos de interpelação criminal dos Srs. Renato Ambrósio e Diego Vallory Pérez, ambos responsáveis pela inclusão indevida do nome do clube em contenda comercial entre ambos que nada tinha a ver com o Fluminense, com larga divulgação em sites e blogs sensacionalistas que usam a marca do clube para ganhar audiência.

O clube, no cumprimento de seu dever para com sócios e torcedores, exige nas ações que os responsáveis esclareçam os fatos para bem da verdade, sem prejuízo da responsabilização cível ou criminal que resultar de tais interpelações.

O clube prepara ainda outras ações no sentido de reparar o dano sofrido por aqueles que agiram, mesmo que indiretamente e sob o disfarce da informação pública, para colocar a imagem da instituição em inaceitável constrangimento.

O caso, como já explicado anteriormente, se resumiu a uma venda de espaço publicitário em transmissão de jogo, negociada diretamente com a empresa contratante do espaço, após tomadas todas as cautelas legais, inclusive quanto à garantia do recebimento dos valores devidos.

Embora os Srs. Ambrósio e Perez já tenham desmentido e tentado se retratar de sua desastrada e irresponsável ilação quanto a ilegalidades cometidas pelos funcionários do clube, o Fluminense entende que tal ato deve ser esclarecido no âmbito da Justiça, de forma a não pairar dúvidas sobre a conduta dos funcionários e sobre a responsabilidade daqueles que os acusaram.

O clube esclarece ainda que o Presidente  Mário Bittencourt, no uso de suas atribuições como presidente do Conselho Diretor do Fluminense,  solicitou, na noite de ontem, que seja agendada reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para informação aos conselheiros sobre as citadas ações de interpelação, demais providências judiciais contra os que tentaram se aproveitar da desinformação sobre o caso para manchar a reputação da instituição e detalhes adicionais do caso que já estão sendo apurados e que deverão ser objeto de exame do Conselho.

Empresário que acusou o Fluminense sai do anonimato e questiona nota do clube

A acusação feita ao Fluminense sobre um possível esquema de “rachadinha” ganhou mais um capítulo. Após o clube divulgar uma nota negando as acusações na noite da última sexta-feira (09), o empresário que denunciou o possível esquema saiu do anonimato e questionou a nota do clube.

Diego Perez publicou uma nota na manhã deste sábado (10), na qual confirma a veracidade das acusações e ainda reiterou as ameaças de morte que sofre pelo seu ex parceiro, Renato Ambrósio, da Live Sorte.

Veja a nota do empresário Diego Perez:

Sou Diego Perez, responsável pelas denúncias no blog do Paulinho. O motivo da denúncia não é político, não tendo eu a mínima intenção de gerar problemas ao Fluminense.

O caso mereceu repercussão, sim, em razão de ter sido eu, realmente, ameaçado de morte pelo o sócio da empresa Live Sorte, ameaça também feita aos meus familiares. E essa ameaça foi tão contundente que eu estou confinado em meu apartamento, há mais de 30 dias, tendo eu tido, inclusive, problemas que me levaram à buscar socorro hospitalar.

Sobre a matéria, confirmo a veracidade dos prints e dos áudios. Eu tenho comigo todos os áudios, imagens e, inclusive, documentos ainda não divulgados, me colocando à disposição de todos os órgãos legais e das autoridades constituídas para uma eventual perícia, caso necessário.

Quanto à nota oficilal do Fluminense, a vejo como lamentável, merecendo o meu repúdio, pois ao invés de censurar o representante da empresa Live Sorte pelo o áudio divulgado, o clube optou por apoiar o seu parceiro de negócio, apesar de saber que aquela voz era exatamente a dele. Essa mesma nota oficilal diz não ter feito negócio comigo, em razão da existência de inconformidades jurídicas. Ocorre que, no sábado, de manhã, véspera do FlaxFlu, fui eu que enviei toda a documentação solicitada pelo Dr. Heraldo Yunes ( VP jurídico do Fluminense ), a fim de viabilizar o projeto que, no final, acabou se tornando num negócio que fez com que o clube recebesse uma vultosa quantia financeira. Ora, se havia inconformidade jurídica, como foi que essa transação foi fechada com a mesma empresa e ainda por cima no mesmo dia?

Merece ainda repúdio veemente o fato do Fluminense não criticar nem as ameaças de morte sofrida por mim.

Quanto a nota do Renato Ambrósio da Live Sorte, digo ser impressionante como ele chega ao bizarro comentário de falar que está sendo vítima de calunia, mentira, se os áudios dele próprio confirmam rigorosamente tudo. Ao invés de tentar justificar o áudio (tenho ainda diversos com outros conteúdos), se desculpar ou se retratar pela ameaça de morte que foi dirigida, prefere ele se fazer de vítima, e estranhamente fala que está sendo chantageado. Afirmo que ele me procurou na data de ontem, em um outro celular meu (pois no meu seus dois números estão bloqueados), e eu lhe respondi que entrasse em contato com meu advogado via mensagem.

Finalizando, peço desculpa por algum transtorno causado, mas esses fatos tinham que ter sido trazidos à tona, até mesmo para resguardar a minha integridade física.E semana que vem os processos serão protocolados em todos os âmbitos civis e criminais e estarão à disposição doma imprensa os números para informação ao leitor.

Em nota Fluminense responde acusação de “rachadinha”

Na tarde desta sexta-feira (09) o Fluminense recebeu uma acusação de que teria cobrado valores extras (rachadinha) para fechar um acordo para a final da Taça Rio e Estadual.

A acusação veio embasada de prints de conversas de whatsapp e até áudio – documentação essa que o Canal Flunews teve acesso, todos com nomes de funcionários ligados ao clube.

O clube no entanto, soltou uma nota, se manifestando e disse ser mentirosa a acusação e que irá tomar as medidas cabíveis, especulando ainda que a matéria pode ter algum cunho político.

Veja a nota do Fluminense:

Na tarde desta sexta-feira, circulou na redes um post com grave acusação a profissionais do Fluminense, produzido por blog cujo autor já foi processado, condenado e preso por crimes contra a honra.

Na referida postagem há supostas acusações, elaboradas de forma enganosa, comportamento típico daqueles que não tem compromisso com a verdade. Na linguagem de hoje, trata-se de fake news.

A postagem afirma que o dono da empresa que veiculou anúncios e um sorteio durante uma transmissão de jogo fez acusações, mas o texto deixa claro que as declarações são de terceira pessoa, muito provavelmente do pretenso intermediário da operação que foi afastado por inconformidades detectadas pelo departamento jurídico na apresentação de documentos.

Veja a nota em que Live Sorte desmente as acusações.

Nós da empresa Live Sorte, neste ato representada pelo sócio administrador Renato Ambrósio, viemos repudiar a notícia falsa e caluniosa publicada em um blog, em conjunto com acusações ao clube Fluminense. O conteúdo do tal post é leviano, mentiroso e criminoso. A operação que fizemos com o Fluminense foi absolutamente legal, contabilizada regularmente e em nenhum momento teve pedido de qualquer valor que não fosse o acordado oficialmente em contrato. Nada além do disposto expressamente em contrato. O autor da caluniosa história, que há algum tempo vem me chantageando, será devidamente processado”.

A operação comercial com a empresa Live Sorte, divulgada pela FluTV em 12/07/2020, foi registrada em contrato de 17 páginas, após a comprovação da idoneidade da empresa, exigida com rigor. Os valores recebidos foram regularmente contabilizados, como de hábito.

O citado blog já havia sido usado durante a campanha eleitoral do clube por adversários políticos que, pelo visto, continuam mantendo relações com o caluniador. O Fluminense informa que já levantou os nomes dos envolvidos e tomará as medidas judiciais cabíveis.

Foto em destaque: Divulgação/FFC

Um peso e duas medidas: TJD não deve denunciar Flamengo por gritos homofóbicos

Os gritos homofóbicos proferidos pelos torcedores do Flamengo no último Fla-Flu, deve passar batido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJD-RJ).

Segundo reportagem do site Globoesporte.com, a procuradoria do TJD-RJ não está convencida que o cântico “time de vi…” proferidos pelos rubro-negros no clássico da última quarta-feira (12) não deve ser suficiente para denunciar o Flamengo, diferente do que fez com o Fluminense, quando denunciou o Tricolor pelos gritos “time de assassino” cantado pelos tricolores no clássico da fase de grupos.

Na ocasião, o Tricolor foi enquadrado no artigo 243-G, combinado com 191, por praticar “ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante”. No julgamento, o Fluminense foi absolvido, levando apenas uma advertência, mas correu risco de perder três pontos no Campeonato.

No julgamento do Fluminense no entanto, deixa uma grande controvérsia no ar, uma vez que o artigo que enquadrou o Flu, o 243-G trata de cânticos e palavras preconceituosas, e que o grito “time assassino” não podeira ser enquadrado, tanto que os auditores deixaram claro em seus votos que caso fossem gritos de caráter discriminatório e não ofensivos, como “assassinos”, o clube seria punido.

Parte dos auditores do TJD entende que os mesmos argumentos, levados em consideração pela Procuradoria ao denunciar o Fluminense, devem agora ser suficientes para uma denúncia ao Flamengo.

No entanto, independentemente da ação da Procuradoria, o Fluminense pode ingressar com uma “notícia de infração” denunciando o comportamento dos torcedores adversários, mas, por enquanto, ainda de acordo com o Globoesporte.com, o clube das Laranjeiras não irá fazê-lo deixando a cargo da própria procuradoria.

Liminar de suspensão preventiva a Pedro Abad e ao Fluminense é negada

Por Rômulo Morse


O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, Marcelo Jucá, negou nesta segunda a liminar para suspender de forma preventiva o Fluminense do Campeonato Carioca e o mandatário tricolor, Pedro Abad. O pedido foi feito por André Valentim, procurador-geral do TJD-RJ.

A decisão, provisória, ainda pode render a exclusão da instituição do torneio e será julgada por uma comissão disciplinar do tribunal em questão. Após tal julgamento, há duas instâncias restantes (o Pleno do TJD-RJ e, na sequência, o Pleno do do Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD) até a decisão definitiva.

A denúncia  é referente às polêmicas do duelo contra o Vasco, pela final da Taça Guanabara. O clube foi denunciado nos artigos 231 e 258-D do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O primeiro pode terminar com a exclusão do Flu do estadual e recebimento de multa entre R$ 100,00 e R$ 100 mil, relacionado a infração de acionar o Judiciário sem que esferas desportivas tenham se esgotado:

“Pleitear, antes de esgotadas todas as instâncias da Justiça Desportiva, matéria referente à disciplina e competições perante o Poder Judiciário, ou beneficiar-se de medidas obtidas pelos mesmos meios por terceiro”.

Já o artigo 258-D está ligado ao ato de conduta contrária à ética desportiva, que poderia render multa no valor de R$ 10 mil.

O mandatário tricolor, Pedro Abad, também foi enquadrado em dois artigos do mesmo código. Ele foi denunciado no artigo 243-D, que aborda “incitar publicamente o ódio ou a violência” (por conta da coletiva no último sábado, quando convocou o torcedor para “guerrear”).  A pena cabível é suspensão de 360 a 720 dia, além de punição financeira, entre R$ 100,00 e R$ 100 mil.

O segundo (artigo 258) aborda “conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva”. A penalidade seria em forma de afastamento de 15 a 180 dias.

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