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Diogo Bueno relembra dispensas em 2017 e destaca quebra de confiança: “Ficou insustentável”

As polêmicas dispensas ocorridas em dezembro de 2017 marcaram a política nas Laranjeiras e podem ser consideradas determinantes para a renúncia de cinco vice-presidentes da gestão, há um ano. Ao Canal FluNews, nesta quarta-feira, o ex-VP de Finanças, Diogo Bueno, explicou que a execução da ideia, que visava à adequação do custo à receita do Fluminense, fugiu ao combinado.

– Uma das alternativas (contra a crise financeira) foi renegociar valores com os atletas. Teve um grupo multidisciplinar que discutiu isso. Mas, a partir de uma determinada data, as decisões passaram a ser tomadas sem que a gente pudesse discutir. A forma como se executou foi totalmente distinta do que nós havíamos combinado. E deu no que deu, acarretando, inclusive, processos contra o clube.

Segundo Bueno, a sugestão era reunir diversas áreas do clube para destrinchar possíveis consequências das rescisões e comunicá-las aos jogadores envolvidos imediatamente após a confirmação da permanência da equipe na Série A, o que aconteceu no fim de novembro. Ele destacou, em especial, o tratamento ao goleiro Diego Cavalieri e ao meia Marquinho.

– Cavalieri deveria ter sido tratado como ídolo. Se não havia interesse em continuar com ele como atleta do clube por questões financeiras, que se conversasse com ele. Ele mesmo disse que não teria nenhum problema. Foram várias reuniões discutindo. Tinha a questão profissional dos atletas, de recolocá-los em outro clube. Você tem dois campeões brasileiros (Marquinho e Diego Cavalieri) que foram dispensados de maneira equivocada. Tenho certeza de que todos eles entenderiam se não fosse feito daquela maneira.

Desde a união na véspera da eleição em 2016, os integrantes da gestão enfrentaram divergências. Por outro lado, Diogo Bueno revelou que pesava para a continuidade do trabalho junto a Pedro Abad a chance de ser voz das convicções da coalizão Fluminense Unido e Forte (FUF), à qual é vinculado. Porém, a “quebra de confiança” provocou as saídas, além dele, de Cacá Cardoso (geral), Miguel Pachá (jurídico), Idel Halfen (marketing) e Sandro Hagen (governança).

– Continuar e brigar dentro da gestão pelo que acreditamos ou corroborar com atos que discordamos? Entre janeiro e fevereiro, pensamos em sair, dada a quebra de confiança. Vários grupos políticos que faziam parte da base do clube vieram conversar conosco para permanecermos. Tentamos mais um pouco. Quando vimos que ficou insustentável, preferimos deixar a gestão.

Saudações Tricolores,
Douglas Wandekochen e Nicholas Rodrigues.

VP do Flu rebate ataques da Flusócio

Diogo Bueno afirma que o grupo aprovava as contas de Peter sem tomar conhecimento.

O Vice presidente de finanças do Fluminense concedeu uma entrevista ao portal Globoesporte.com no qual rebateu as acusações feitas pelo grupo de apoio ao presidente Pedro Abad, a Flusócio.

Respondendo ao post do grupo, que cobrava uma explicação sobre o atraso na apresentação das contas de 2017, Diogo acusou a Flusócio (que está no poder desde 2011) de entregar balanços incompletos e credita a esse fator o atraso na entrega deste ano: publicar um balanço completo, além de ter que rever os que já haviam sido aprovados por membros da Flusócio.

Diogo ainda afirmou que durante o mandato de Peter Siensem, o grupo aprovava as contas do ex presidente sem tomar nenhum conhecimento do que estaria sendo aprovado, motivo esse segundo o VP, de o clube está nessa dura situação financeira.

 

ST,

Douglas Wandekochen

Foto: Caio Filho
Fonte: Globoesporte.com

Fluminense atribui atraso na entrega do balanço a revisão de contas da gestão Peter

O Fluminense atrasou a entrega do balanço financeiro de 2017 e, para explicar o erro, emitiu nota oficial na noite desta terça-feira. O prazo determinado pela Lei Pelé era até o final de abril, e o seu descumprimento pode levar ao afastamento de Pedro Abad e de cartolas responsáveis.

A justificativa, assinada pelo presidente e pelo vice-presidente de finanças, Diogo Bueno, atribui a demora na divulgação do documento a uma revisão de contas de 2016, ainda na gestão Peter Siemsen. À época, Pedro Abad presidia o Conselho Fiscal e aprovou o balancete de seu antecessor.

A diretoria, que diz se comprometer a apresentar o quadro mais fidedigno da realidade tricolor, garante estar prestando esclarecimentos à CBF e à APFUT, entidade que monitora as obrigatoriedades dos clubes.

Nas linhas finais, a mensagem afirma que as prioridades do Fluminense são a qualidade da informação e a transparência, em respeito aos torcedores, associados e órgãos de controle e estatutários.

Confira, na íntegra, a nota:

“O Fluminense Football Club informa que os números que integram as demonstrações financeiras do exercício 2017 estão há meses em processo de análise por parte dos departamentos responsáveis do clube e da auditoria independente.

O atraso na divulgação do pacote completo de documentos se justifica em razão de uma nova revisão de saldos contábeis das contas de 2016, de forma a observar os itens 41 e 42 do pronunciamento CPC 23.
O objetivo da direção e dos poderes do clube é e sempre será apresentar o quadro mais fidedigno da realidade do clube.

Como demonstração de boa fé para o cumprimento de suas obrigações, o clube tem prestado todos os tipos de esclarecimentos para a APFUT e para a CBF.

Nesse contexto, a postura adotada tem sido a de priorizar a qualidade das informações, enquanto princípio de governança corporativa e de atenção ao postulado da substância sobre a forma reforçado pelo Código Civil às associações civis. E, assim, alcançar o objetivo primordial, qual seja o de transparência das informações, em benefício não somente dos órgãos de controle, mas também em respeito aos órgãos estatutários, associados e torcedores do FFC.

Diogo Bueno
Vice-Presidente de Finanças
Pedro Abad
Presidente
Fluminense Football Club”

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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