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Especialista faz alerta sobre dívidas judiciais do Flu: “situação bastante complexa”

As dívidas com ações judiciais cíveis e trabalhistas vêm sendo, há anos, uma enorme dor de cabeça para o Fluminense. Segundo balanço financeiro de 2019, publicado no final de abril deste ano, o montante estimado desse passivo é de mais de R$240 milhões. Em entrevista ao Jornal ‘Lance!’, o especialista em marketing e gestão esportiva, Amir Somoggi, alertou o Tricolor e outros clubes brasileiros que precisam estar atentos ao que chamou de “bola de neve” para evitar mais problemas no futuro. 

– O Fluminense tem um passivo trabalhista gigantesco, assim como outros clubes como Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Santos ou Corinthians. Esses números assustam. Há um acordo para o Ato Trabalhista de R$39 milhões, outras dívidas trabalhistas na ordem de R$133 milhões e ainda dívidas cíveis de R$68 milhões. Quando você tem um clube nessa situação, o único caminho é reservar um valor para estar em dia com isso. É uma bola de neve, esses valores são atualizados monetariamente e o clube sempre “sangra”  por conta disso. É uma situação bastante complexa. Os clubes brasileiros sempre foram muito mal administrados e o Fluminense é um dos que paga um preço elevado por isso – analisou Somoggi. 

Fonte: Lance!
Foto: Divulgação Globoesporte.com

E o dinheiro que era para estar aqui ? Bloqueios e penhoras já ultrapassam os R$30 milhões

Foto: Divulgação

Mais da metade desse valor, cerca de R$25 milhões é referente ao descumprimento do bloqueio em 2013.

Já não é novidade para o torcedor Tricolor as informações em decorrência de bloqueios das verbas do clube. Contudo, um levantamento feito pelo site Globoesporte.com apontou que o Tricolor das Laranjeiras possui um bloqueio de cerca de R$33 milhões ainda referentes ao ano de 2018.

O pior deles, cerca de R$25 milhões é decorrente do bloqueio de 15% de toda renda obtida pelo clube. Essa penhora no entanto, é em razão de uma manobra usada pelo então presidente, Peter Siemsen, quando em 2013 descumpriu a decisão de penhora do valor obtido através da venda de Wellington Nem ao Shaktar. Penhora essa que visava o recolhimento de impostos atrasados pelo clube.

Os outros R$8 milhões é fruto de 20 penhoras movidas por ações trabalhistas de ex-jogadores e ex-funcionários e cíveis de empresários e fornecedores. Alguns desses ex jogadores no entanto, e consequência das rescisões mal planejadas de alguns medalhões do clube no final de 2017.

Soma-se a isso, a obrigatoriedade do clube em arcar com as renegociações das dívidas além dos custos com a folha salarial, que somando atletas e funcionários a folha é de, aproximadamente, R$ 4 milhões, valor que consome mensalmente quantias importantes dos cofres:

  • Ato Trabalhista: R$ 1,2 milhão.
  • Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro) e Pert (Programa Especial de Regularização Tributária): R$ 700 mil.
  • CLT: dezembro, 13º e férias referentes a 2018 e janeiro referente a 2019.
  • Direitos de imagem: novembro e dezembro de 2018 e janeiro de 2019.
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