Após nove anos, Fluminense pode quitar ato trabalhista

Compromisso atual foi assinado em 2011, e terminou em dezembro. Com a pandemia, algumas parcelas ficaram suspensas, e o clube negocia o pagamento delas. 

O acordo que renegociou cerca de R$ 121,2 milhões, na gestão Peter Siemsen, está prestes a ser quitado faltando apenas o acerto das parcelas suspensas na pandemia.

Em abril o clube garantiu um mandado de garantia para suspender durante três meses as parcelas do Ato trabalhista. A decisão na época, foi a de postergar 50% do valor mensal equivalentes aos meses de agosto, setembro e outubro. Até que em novembro a medida foi quebrada. 

O que falta no momento, é que a diretoria tricolor negocie um prazo para quitar esses vencimentos em aberto e concluir o ato trabalhista. O acordo ao longo dos nove anos, foram aumentando de forma gradativa as parcelas. No início de 2020, o Fluminense começou pagando R$ 1,2 milhão e terminou com o valor na casa de R$ 1,4 milhão. Esses valores eram retidos diretamente do direito de transmissão dos jogos. 

O Fluminense já conversa com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), planejando um segundo acordo ato trabalhista visando renegociar dívidas com ex jogadores e funcionários que não estavam incluídos no primeiro plano, ou seja, que surgiram de 2011 para cá. 

Foto: Lucas Merçon/FLUMINENSE FC

Fonte: Globoesporte

Empresas acionam Fluminense na justiça, pelas transferências de Richarlison e Gerson; valores somados é de quase R$10 milhões

Responsáveis pelas negociações envolvendo Richarlison e Gerson enquanto atuavam pelo Fluminense, as empresas Bertolucci e LDB Sports Assessorias e Propagandas Esportivas cobram um valor que se somados e atualizados até o fim de 2018, chegam a R$ 7,2 milhões.

Ambos os casos tramitavam administrativamente desde 2017 e foram para a Justiça comum na última semana, mesmo com todos os recessos por conta do final de ano.

A informação foi divulgada pelo portal ENM, que informou ainda que as empresas promoveram “Representação Administrativa perante a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão judicante associativo interno da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ao qual as partes se submetem por serem jurisdicionadas da CBF, que tem por objeto resolver litígios que envolvam o futebol nacional”. O clube das Laranjeiras foi condenado na CNRD, mas recorreu no fim de novembro deste ano ao Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA).

Por conta do recurso, devido ao fato que processo interno perante a CNRD não interromper a prescrição, e a dívida do Fluminense junto às empresas ter previsão para prescrição no fim de janeiro de 2021, as mesmas acionaram o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) para que o juízo interrompa a contagem da prescrição. E sendo assim, o Fluminense seja obrigado a pagar a dívida após o seu trânsito em julgado, mesmo da tramitação administrativa.

No caso de Richarlison, as empresas prestaram serviços ao Fluminense na transferência do jogador, antes no América-MG, em 15 de janeiro de 2016. Originalmente, R$ 1,95 milhão deveria ter sido pago pelos cariocas a título de comissão – porém, os pagamentos não foram efetuados. Com a correção monetária, o montante da dívida do Tricolor, já sentenciada pela CNRD, chega a R$ 2,45 milhões.

Já no caso de Gerson, as empresas prestaram serviços ao Fluminense na transferência do jogador, para a Roma, da Itália, com a data de 17 de dezembro de 2015 sendo a assinatura do contrato de intermediação. Originalmente, R$ 3,5 milhões deveriam deixaram de ter sido pago pelos cariocas a título de comissão. Com a correção monetária, o montante da dívida do Tricolor, já sentenciada pela CNRD, chega a R$ 4,7 milhões.

Clube gaúcho cobra dívida milionária ao Fluminense por Ibanez

O PRS Futebol Clube, do Rio Grande do Sul, está cobrando uma dívida milionária na justiça ao Fluminense pelo atraso no pagamento do acordo envolvendo a venda de Ibañez ao Atalanta, da Itália.

O clube gaúcho participou da formação do jogador, que vendeu seu percentual dos direitos e alega que ainda não recebeu na totalidade, cobrando desta forma o valor de R$ 2.067.787,40.

A informação foi divulgada pelo portal ENM, que teve acesso ao processo, no qual diz o seguinte: “A citação do Executado, mediante expedição de mandado de citação, penhora e avaliação, na pessoa de seu representante legal, no endereço supra referido, para pagar em 03 (três) dias a importância de R$2.067.787,40 (dois milhões sessenta e sete mil setecentos e oitenta e sete reais e quarenta centavos) a ser acrescida, na data do efetivo pagamento, de correção monetária e juros legais de 1% (um por cento) ao mês, bem como honorários advocatícios de 10% (dez por cento) sobre o valor do débito atualizado, além de custas e demais despesas processuais, consoante art. 829, CPC”, pediram os gaúchos em juízo.

O acordo entre os clubes havia sido firmado em janeiro do ano passado, quando o Fluminense se comprometeu a pagar ao PRS a quantia em reais equivalente a 700 mil euros, em duas parcelas. A primeira parcela havia sido estabelecida em 400 mil euros, paga pelo Fluminense. O atraso alegado pelo PRS está na segunda parcela, de 300 mil euros que deveria ter sido efetuada em abril do ano passado. Os gaúchos ainda teriam enviado uma notificação extrajudicial para as Laranjeiras antes do ingresso na Justiça.

O caso foi distribuído para a 39ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e aguarda ainda nesta semana manifestação do juiz Luiz Antônio Valiera do Nascimento.

Foto em destaque: Lucas Merçon/FFC

Transmissão online da FluTv nos Fla-Flus é penhorada

Se já não bastasse as diversas ações que o Fluminense vem sofrendo na justiça por conta de antigos jogadores, o clube das Laranjeiras sofreu uma penhora de mais de R$8 milhões nas transmissões dos Fla-Flus pela FluTv.

Segundo noticiado pelo portal Esporte News Mundo, o Tricolor foi acionado na última semana pela Caixa Econômica Federal, por uma dívida do clube com o banco em 2003 e que atualmente está em R$ 8.723.502,55. O valor já havia sido parcelado em janeiro de 2016, mas rescindido em abril de 2019.

Na ocasião, a Caixa chegou a entrar com um pedido de penhora sobre a renda de bilheteria de todos jogos a serem disputados pelo Fluminense. Como não há perspectiva de jogos com público em razão da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), o banco requereu então a penhora sobre os direitos de transmissão das partidas e teve o pedido aceito pelo magistrado.

Na decisão, o juiz Alfredo Jara Moura, da Justiça Federal do Rio de Janeiro (JFRJ) determinou também que a TV Globo repasse 15% dos valores de transmissão que o Tricolor teria direito.

Especialista faz alerta sobre dívidas judiciais do Flu: “situação bastante complexa”

As dívidas com ações judiciais cíveis e trabalhistas vêm sendo, há anos, uma enorme dor de cabeça para o Fluminense. Segundo balanço financeiro de 2019, publicado no final de abril deste ano, o montante estimado desse passivo é de mais de R$240 milhões. Em entrevista ao Jornal ‘Lance!’, o especialista em marketing e gestão esportiva, Amir Somoggi, alertou o Tricolor e outros clubes brasileiros que precisam estar atentos ao que chamou de “bola de neve” para evitar mais problemas no futuro. 

– O Fluminense tem um passivo trabalhista gigantesco, assim como outros clubes como Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Santos ou Corinthians. Esses números assustam. Há um acordo para o Ato Trabalhista de R$39 milhões, outras dívidas trabalhistas na ordem de R$133 milhões e ainda dívidas cíveis de R$68 milhões. Quando você tem um clube nessa situação, o único caminho é reservar um valor para estar em dia com isso. É uma bola de neve, esses valores são atualizados monetariamente e o clube sempre “sangra”  por conta disso. É uma situação bastante complexa. Os clubes brasileiros sempre foram muito mal administrados e o Fluminense é um dos que paga um preço elevado por isso – analisou Somoggi. 

Fonte: Lance!
Foto: Divulgação Globoesporte.com

E o dinheiro que era para estar aqui ? Bloqueios e penhoras já ultrapassam os R$30 milhões

Foto: Divulgação

Mais da metade desse valor, cerca de R$25 milhões é referente ao descumprimento do bloqueio em 2013.

Já não é novidade para o torcedor Tricolor as informações em decorrência de bloqueios das verbas do clube. Contudo, um levantamento feito pelo site Globoesporte.com apontou que o Tricolor das Laranjeiras possui um bloqueio de cerca de R$33 milhões ainda referentes ao ano de 2018.

O pior deles, cerca de R$25 milhões é decorrente do bloqueio de 15% de toda renda obtida pelo clube. Essa penhora no entanto, é em razão de uma manobra usada pelo então presidente, Peter Siemsen, quando em 2013 descumpriu a decisão de penhora do valor obtido através da venda de Wellington Nem ao Shaktar. Penhora essa que visava o recolhimento de impostos atrasados pelo clube.

Os outros R$8 milhões é fruto de 20 penhoras movidas por ações trabalhistas de ex-jogadores e ex-funcionários e cíveis de empresários e fornecedores. Alguns desses ex jogadores no entanto, e consequência das rescisões mal planejadas de alguns medalhões do clube no final de 2017.

Soma-se a isso, a obrigatoriedade do clube em arcar com as renegociações das dívidas além dos custos com a folha salarial, que somando atletas e funcionários a folha é de, aproximadamente, R$ 4 milhões, valor que consome mensalmente quantias importantes dos cofres:

  • Ato Trabalhista: R$ 1,2 milhão.
  • Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro) e Pert (Programa Especial de Regularização Tributária): R$ 700 mil.
  • CLT: dezembro, 13º e férias referentes a 2018 e janeiro referente a 2019.
  • Direitos de imagem: novembro e dezembro de 2018 e janeiro de 2019.